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FI Group completa 10 anos no Brasil e prevê receita de R$ 50 milhões para 2021

O FI Group, consultoria multinacional especializada na gestão de incentivos fiscais e financiamento à Pesquisa & Desenvolvimento (P&D), acaba de completar 10 anos de atuação no Brasil. Com 9 escritórios e mais de 200 funcionários no país, a companhia faz parte de um grupo com mais de 1.400 colaboradores e 40 escritórios distribuídos em 14 países. Ao longo de sua primeira década no Brasil, o FI Group foi responsável por mais de 3 mil pleitos e candidaturas, apresentando mais de 6 mil projetos de P&D. Além disso, a consultoria já ultrapassou R$ 3 bilhões em incentivos fiscais concedidos para seus clientes, sendo eles a Lei do Bem, Lei de Informática, Ex-Tarifário e Rota 2030, entre outros. Para este ano, o FI Group Brasil estima um faturamento de R$ 50 milhões.
De acordo com Diretor de Negócios do FI Group, Rafael Costa, a trajetória da empresa no Brasil é muito significativa. “Em nosso primeiro ano, tivemos uma receita de meio milhão de reais. Atualmente, o país já é o terceiro maior mercado do Grupo, atrás apenas de Espanha e França. Nosso principal objetivo para os próximos anos é, no mínimo, duplicar o faturamento do FI Group e atingir similar representação no Grupo que as unidades da França e Espanha”, afirma.
A fim de alcançar essa meta, a consultoria traçou objetivos de negócios consistentes, como possibilitar a consolidação e extensão do modelo digital a todos os seus serviços, promover adequações legislativas para maior adesão de empresas aos incentivos à inovação, fomentar a colaboração entre grandes corporações com startups via FIP´s (Fundos de Investimento em Participações), distribuir maiores informações sobre os mecanismos de investimento em tecnologia e inovação a todas as regiões do Brasil e atuar como uma aceleradora de startups, por meio do programa mundial FI Boost, o qual recém foi lançado no fim de outubro no Brasil.
Costa garante que a empresa deverá continuar investindo em conhecimento, novas tecnologias digitais e formação interna, de modo a manter os valores e metodologias intactas, independentemente do tamanho que a companhia possa atingir. “Nosso foco sempre é o cliente e agregar valor é o nosso principal objetivo, por meio de qualidade, empatia, honestidade, tecnologia e segurança. Somos a maior empresa especializada do mercado e o conseguimos por meio destes valores, por isso, continuaremos investindo em projetos que garantam a manutenção dos mesmos”, afirma o executivo.
Além disso, o executivo aponta a preocupação da companhia em acompanhar a evolução proposta pela transformação digital em todo o mundo. No Brasil, o FI Group conta com a Solução Digital Lei do Bem, seu primeiro aplicativo voltado para o monitoramento da Lei do Bem e já planeja o desenvolvimento de outras ferramentas. “Sem dúvidas a transformação digital tem sido fator diferencial no mercado e, a partir de agora, será uma marca na maneira como se faz consultoria”, reconhece Costa.
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Elementar Digital alerta para a fadiga criativa como o grande gargalo da mídia paga em 2026

O cenário da mídia paga para 2026 apresenta-se complexo, dominado pelo avanço do social commerce, pela onipresença da inteligência artificial e pelo amadurecimento da creator economy. No entanto, um fenômeno silencioso tem corroído os resultados das marcas mais do que as mudanças algorítmicas: o creative fatigue, ou fadiga criativa. O problema ocorre quando a repetição excessiva de um anúncio satura a audiência, provocando a queda do CTR e a explosão do CPA.
De acordo com Felix Bohn, sócio da Elementar Digital, agência especializada em performance orientada por dados, muitas operações falham ao diagnosticar essa queda de rendimento. “Muitas operações atribuem a piora a fatores externos, como sazonalidade, concorrência ou ao algoritmo, quando o que está pesando mesmo é a repetição: a frequência vai acumulando e os criativos acabam perdendo força”, analisa o executivo.
Dados compilados pela Hubspot reforçam a urgência do tema: o engajamento de um anúncio costuma atingir o ápice entre a 3ª e a 4ª exposição. A partir da 5ª vez que o usuário vê a mesma peça, a “cegueira de banner” se instala, derrubando a taxa de cliques e encarecendo a campanha. A recomendação técnica para mitigar esse desgaste é o rodízio de criativos em janelas de 7 a 14 dias.
Bohn alerta para um erro comum cometido por equipes de marketing: a substituição abrupta de todas as peças de uma campanha ao notar a saturação. Esse movimento interrompe o aprendizado de máquina das plataformas, gerando instabilidade. A estratégia correta, segundo o especialista, é o escalonamento.
“É preciso manter os criativos de maior performance rodando enquanto novos são testados em paralelo, e definir janelas de teste com métricas claras de aprovação antes de escalar ou pausar. A gestão criativa não pode ser uma demanda ad hoc que surge quando os números caem. É um processo contínuo”, ressalta Bohn.
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BYD escolhe o Rio de Janeiro para instalar seu primeiro centro de testes e pesquisa fora da China

A BYD consolidou mais um capítulo de sua expansão em solo brasileiro ao anunciar a criação de seu primeiro Centro de Testes e Avaliação Automotiva no país. Localizado no complexo do Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro, o projeto nasce com um investimento de R$ 300 milhões e funcionará como uma robusta plataforma de Experience e Pesquisa e Desenvolvimento (P&D). O movimento reafirma o Brasil como o principal mercado da companhia fora da China e eleva o país ao status de polo global de inovação para mobilidade sustentável.
Com uma área total superior a 180 mil m², o espaço foi inspirado na unidade de Zhengzhou e terá infraestrutura completa para aferição de potência, resistência e durabilidade. Entre os diferenciais de live marketing e demonstração tecnológica, o centro contará com circuitos off-road e uma piscina gigante projetada para o teste de flutuação do modelo U8 — uma das vitrines de engenharia da marca.
A cerimônia de anúncio contou com a presença do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e do prefeito do Rio, Eduardo Paes, evidenciando o peso institucional da iniciativa. “A chegada desse projeto de pesquisa e desenvolvimento mostra a confiança da BYD no potencial do país e no papel do Rio como centro de inovação”, afirmou Paes.
Para Stella Li, vice-presidente executiva global e CEO da BYD Américas e Europa, a unidade carioca será vital para a tropicalização das tecnologias da marca. “Além de ampliar nossa presença no país, o espaço vai nos permitir gerar dados em condições tropicais, o que é essencial para desenvolver e adaptar tecnologias com ainda mais precisão para os países em que atuamos”, explicou a executiva.
Alexandre Baldy, vice-presidente sênior da BYD Brasil e head comercial e de marketing da BYD Auto, reforça que o centro materializa a confiança na engenharia local. “Estamos criando uma estrutura que vai aproximar ainda mais tecnologia, conhecimento e desenvolvimento local, permitindo que a empresa avance com mais consistência na adaptação de soluções ao nosso mercado”, pontuou.
O novo complexo também terá prioridade no desenvolvimento de tecnologias de direção autônoma voltadas para o mercado latino-americano. As obras estão previstas para começar no fim de 2026, com inauguração projetada para 2028. Segundo Tyler Li, CEO da BYD no Brasil, o centro marca uma nova fase da atuação local, “com mais capacidade de desenvolver soluções conectadas à realidade da região e de apoiar o futuro da mobilidade elétrica na América Latina”.








