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Eletromidia adquire 74,65% das ações da Otima

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Eletromidia adquire 74,65% das ações da Otima

Eletromidia, com mais de 60 mil faces digitais e estáticas nas maiores cidades do País, acaba de adquirir 74,65% das ações da Otima Concessionária de Exploração de Mobiliário Urbano. A aquisição, que também engloba a possibilidade de compra das ações restantes, após a conclusão da operação, foi firmada por meio da Publibanca S.A., subsidiária da companhia. O preço total a ser pago aos acionistas da Otima é de R$ 416.758.873,16, sendo R$ 356.954.315,75 à vista e R$ 59.804.557,41 a prazo.  A conclusão da transação está sujeita, ainda, ao cumprimento de determinadas condições precedentes, incluindo a aprovação do CADE.

A Otima foi fundada em 2013 na cidade de São Paulo com a missão de promover uma transformação na paisagem da capital através do contrato de concessão para instalação e manutenção dos abrigos em pontos de ônibus do município. Atualmente a Otima possui 3.737 painéis em São Paulo instalados por todo município em seus abrigos em pontos de ônibus, por onde passam cerca de 3,5 milhões de pessoas diariamente. Hoje possui 180 painéis em formato digital.

Com a aquisição, a Eletromidia complementará sua presença na vertical de ruas e inaugura sua entrada no segmento de mobiliário urbano na cidade de São Paulo, principal mercado anunciante brasileiro.  Dessa maneira, a empresa pretende entregar soluções completas nas ruas, transportes, elevadores, shoppings e aeroportos, para expandir seu portfólio no País.

“Além de ser estrategicamente importante para o crescimento da Eletromidia, a aquisição amplifica a força comercial das duas companhias. O investimento é pertinente, estratégico e em linha com a tese que norteou o nosso IPO no começo do ano, de aquisições que completam o catálogo de produtos oferecidos pela empresa”, enfatiza Eduardo Alvarenga, CEO da Eletromidia

Esse movimento tem como principal narrativa a busca dos nossos clientes por projetos cada vez mais atrativos, digitalizados e integrados. Queremos triplicar o número de faces digitais nas ruas de São Paulo que nos permitirá oferecer uma plataforma mais ágil e com todas as possibilidades que esse ativo já tem hoje”, afirma Alexandre Guerrero, CSO da Eletromidia.

Com a entrada nas ruas de São Paulo, a Eletromidia ainda espera gerar ganhos para toda a sua operação de ruas também nas cidades do Rio de JaneiroBelo Horizonte e Recife. Ao acompanhar a jornada do público diariamente, a Eletromidia usa dados de segmentação dos mais diversos recortes da população. Os ambientes em que a empresa está presente são monitorados para que a comunicação das marcas acompanhe cada momento dos consumidores. Por meio do uso de tecnologia digital adicional nas telas, a companhia oferece uma solução completa às marcas e anunciantes que maximiza o retorno sobre o investimento em publicidade.

Hora de investir

Aproveitando o momento promissor, a Eletromidia está investindo R$ 150 milhões em edifícios residenciais, em diversas cidades brasileiras. Entre os principais focos estão os condomínios-clube, uma tendência no mercado imobiliário e um formato que agrega um grande fluxo de pessoas que pode ser impactado por este tipo de comunicação.

“Com o sucesso das nossas telas entre moradores e síndicos, enxergamos este segmento como uma excelente oportunidade de estarmos ainda mais presentes na vida das pessoas e ainda expandirmos a nossa operação no País. As oportunidades nesse segmento serão sempre avaliadas e projetamos um forte crescimento orgânico”, destaca Alvarenga.

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Britânia lança campanha de Dia dos Pais com inteligência artificial e foco nos momentos do cotidiano

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A Britânia acaba de colocar no ar sua campanha nacional de Dia dos Pais 2026 sob o conceito institucional “Para os momentos que importam”. A estratégia de marketing foi desenhada para reforçar que o ato de presentear vai além do valor material do produto, posicionando a marca de eletroportáteis e eletrodomésticos como uma facilitadora de momentos de carinho, cuidado e conexão real nas pequenas rotinas familiares.

A peça central da campanha dá continuidade à narrativa emocional iniciada no Dia das Mães de 2026. Produzido pela GRID Content, o filme publicitário destaca-se pelo uso de inteligência artificial aplicada à pós-produção. Na campanha, a tecnologia foi adotada como um recurso estético e criativo para enriquecer a transição das cenas, mantendo a autenticidade e a sensibilidade das interações cotidianas reais entre pai e filho.

A nova campanha chega ao mercado respaldada pelo excelente desempenho comercial registrado pela Britânia no Dia dos Pais de 2025, período em que a marca alcançou um crescimento expressivo de no tíquete médio de vendas em comparação ao ano anterior. Os resultados financeiros comprovam uma tendência consolidada de consumo de presentes úteis, voltados para a casa e para o preparo de refeições compartilhadas.

A campanha de Dia dos Pais desdobra-se em uma estratégia de comunicação integrada 360 graus. A marca ativará pontos de contato estratégicos que incluem compra de mídia online e offline, forte presença de conteúdo nas redes sociais, ações táticas com influenciadores digitais e assessoria de imprensa corporativa.

Esse movimento integra-se a um plano de expansão institucional que, nos últimos anos, ampliou os investimentos da Britânia em patrocínios de eventos gastronômicos, inserções publicitárias em grandes emissoras de TV aberta e materiais personalizados de merchandising nos pontos de venda (PDV).

Ana Luiza Buffara, vice-presidente da Britânia, ressalta a importância da data para a conexão histórica da marca com a população. “Há 70 anos, a Britânia faz parte da rotina das famílias brasileiras. Nesta data, queremos lembrar que presentear é também uma forma de demonstrar cuidado, carinho e criar memórias. Afinal, são os pequenos momentos compartilhados no dia a dia que realmente fortalecem a relação entre pais e filhos.”

Com o lançamento, a Britânia reafirma sua proposta de valor e aproximação emocional com o consumidor, ofertando um portfólio completo que integra as categorias de cuidados pessoais, cozinha e eletrodomésticos, facilitando as tarefas do lar e liberando tempo para o que realmente importa: a convivência familiar.

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Viés racial em Inteligência Artificial e as falhas de representatividade e os limites éticos do mercado de US$ 617 bilhões

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O mercado global de Inteligência Artificial caminha para atingir a marca de US$ 617 bilhões até o final do segundo semestre de 2026, mantendo uma taxa de expansão de ao ano, segundo dados da consultoria alemã Statista. No entanto, diante das mais de 47 mil ferramentas ativas mapeadas pela plataforma “There’s An AI For That” (TAAFT) em setores que vão do recrutamento empresarial à publicidade, desenvolvedores e especialistas acendem um alerta: os vieses raciais e algorítmicos podem comprometer a sustentabilidade e a confiabilidade desse crescimento tecnológico.

O debate ganhou contornos urgentes com a divulgação do documento “Lado Sombrio do Escalonamento de Conjuntos de Dados” no GitHub. O estudo revelou que, em 14 modelos multimodais baseados na arquitetura Vision Transformers (ViT-L) — sistemas que processam texto e imagem simultaneamente —, a probabilidade de uma imagem de um homem negro ou latino ser erroneamente associada ao termo “criminoso” aumentou em até .

Cáren Cruz, CEO da Pittaco Consultoria, especialista em imagem identitária e participante da 9ª temporada do programa Shark Tank Brasil, explica que a atual crise ética da inteligência artificial generativa herda falhas estruturais de tecnologias de análise facial desenvolvidas há quase uma década. “Ainda em 2017, a pesquisadora Joy Buolamwini, do MIT Media Lab, vinha denunciando falhas nos sistemas de visão computacional a partir da sua própria experiência como mulher negra. Em 2018, ao lado de Timnit Gebru, ela publicou o estudo Gender Shades, demonstrando que softwares comerciais de análise facial apresentavam índices de erro drasticamente maiores ao analisar mulheres de pele escura em comparação a homens de pele clara.”

Para Cáren Cruz, a raiz do problema reside na curadoria dos bancos de dados que alimentam os algoritmos de machine learning. Sem uma base de dados que represente a pluralidade humana, a inteligência artificial acaba por reproduzir e automatizar as desigualdades históricas do ambiente analógico. “A tecnologia não nasce neutra. Ela aprende a partir de bancos de dados, imagens, descrições e repertórios que também carregam desigualdades históricas. Se esses dados foram construídos com baixa diversidade racial, a ferramenta tende a reproduzir essas limitações. Quando o sistema altera características fundamentais de uma pessoa negra, está reproduzindo uma lógica histórica em que determinados traços são tratados como algo a ser corrigido ou neutralizado.”

Com mais de 18 anos de atuação no mercado de consultoria identitária corporativa, a CEO da Pittaco defende que a diversidade racial e a precisão técnica em colorimetria devem ser tratadas como prioridades de engenharia pelas big techs. A executiva relembra uma dinâmica de desenvolvimento de produto em que participou de um grupo focal nacional: a metodologia de uma instituição tentou categorizar a pele negra em apenas 6 tons. Trata-se de uma simplificação analítica ineficaz para o mercado de cosméticos, imagem e tecnologia, especialmente no Brasil.  “Quem trabalha com imagem sabe que essa redução não abraça a complexidade das peles negras. Não estamos falando de uma única cor ou classificação, mas de um espectro muito amplo, que envolve variações de pigmentação, subtons, luminosidades, contrastes e profundidades cromáticas decorrentes de intensas miscigenações. A inovação verdadeira precisa reconhecer, preservar e respeitar a pluralidade das aparências negras sem apagar, suavizar ou padronizar aquilo que nos identifica.”

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