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Diferentes gerações impactam o universo publicitário

Atualmente é possível identificar diversas gerações coexistindo e impactando de diferentes formas o mercado de consumo. Existem a geração Z, que engloba pessoas de 18 a 22 anos, os millennials, também conhecidos como geração Y, de 23 a 38, os baby boomers, de 55 a 73 e a geração silenciosa, de 74 a 91 anos.
A geração Z foi socializada na era da internet, ou seja, possuem uma intimidade e um domínio maior do que as gerações anteriores sobre as novas tecnologias e com o mundo digital. Tem uma adaptação melhor ao novo e possuem mais facilidade para lidar com as inovações propostas em forma de publicidade pelas empresas. É um público que tem muito mais controle sobre a propaganda.
Julia Alves, CEO da Nodo Marketing Estratégico, explica que nos últimos anos muito tem se discutido acerca do comportamento da geração Z, os nascidos no final dos anos 90 e que hoje representam 32% da população global –— a maior geração da atualidade.
Para as empresas e marcas terem um contato mais assertivo e próximo com esses públicos, é considerável elaborarem estratégias e planos de marketing consistentes e adequados para cada um. Seja através do uso de redes e mídias sociais, aplicativos de mensagens ou até mesmo propagandas em veículos de comunicação, como, televisão e rádio.
“O primeiro passo para atingir esse objetivo, é entender o perfil de sua base de clientes ativa. Um ótimo exercício é classificá-la demograficamente (idade, onde mora, quanto gasta…) e analisar se seu negócio não está perdendo oportunidades e focando em uma única geração de consumidores, ou pior, envelhecendo com ela e deixando de conquistar novos públicos que estão chegando no mercado.”
Cada geração tem suas características específicas, e conhecer, entender e atender cada uma delas compreendendo suas diferenças é de extrema importância para evolução de cada marca sendo algo crucial para se destacar no mercado. A forma como cada consumidor interage, se relaciona e reage é analisada e levada em consideração pelas empresas, pois afeta diretamente a forma que irão se posicionar mediante a cada reação.
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Heineken desafia lógica digital com “Dumb Ads” e premia consumidores que aceitam quebrar o algoritmo

Em uma provocação direta à previsibilidade das redes sociais, a Heineken lançou a ação “Dumb Ads”, uma iniciativa que subverte a lógica tradicional da mídia programática. Criada pela LePub São Paulo, a campanha utiliza dados e tecnologia não para reforçar padrões de consumo, mas para confrontá-los, incentivando o público a sair de suas bolhas digitais e se abrir para experiências presenciais inesperadas.
A estratégia consistiu em mapear como os algoritmos segmentam os usuários e, deliberadamente, inverter essa distribuição. Perfis habituados a receber recomendações repetitivas passaram a ser impactados por anúncios de eventos completamente distantes de seu histórico de navegação. O objetivo central foi transformar a publicidade digital em um vetor de descobertas espontâneas, ampliando o repertório cultural dos consumidores.
“Mais do que questionar a lógica das plataformas, ‘Dumb Ads’ reforçou o posicionamento da Heineken como uma marca que conecta pessoas desde 1873 e incentiva a desconexão do previsível, promovendo experiências únicas que ampliam as possibilidades de socialização”, explica Williane Vieira, gerente de marketing da Heineken no Brasil.
Para materializar essa quebra de padrão, a marca premiou os consumidores que aceitaram o desafio com 420 ingressos para grandes eventos musicais e culturais. A lista de experiências incluiu festivais como Afropunk, Rock the Mountain, Time Warp e C6 Festival, além de apresentações de bandas como D.R.I e Ratos de Porão, a turnê “After Hours ‘til Dawn Tour” e o Trophy Tour UCL. Para garantir as entradas, os usuários impactados precisavam confirmar a adesão à proposta e preencher seus dados.
Laura Esteves, CCO da LePub São Paulo, destaca que a campanha buscou uma rota contraintuitiva no mercado. “Em uma época em que todos têm acesso a dados e ferramentas para atingir seu público, pensamos uma forma criativa de quebrar o algoritmo e oferecer possibilidades diferentes das que costumamos escolher”, afirma a executiva.
A ação integra o ecossistema da campanha “Algoritmo”, que convida o público a trocar o isolamento dos feeds e filtros por encontros reais. Ao desafiar a automação das escolhas, a Heineken reafirma seu papel no live marketing como uma marca que valoriza a imprevisibilidade da vida fora das telas, transformando a mídia digital em um convite para a vida real.
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Gillette resgata DNA esportivo e lança movimento #CaraDeCampeão para celebrar centenário no Brasil

Para celebrar um século de história e inovação no país, a Gillette, marca da P&G, está de volta ao centro do gramado. Com a campanha #CaraDeCampeão, a marca revisita seu legado como pioneira mundial no marketing esportivo e aposta em uma observação histórica curiosa: em todos os grandes títulos conquistados pelo futebol brasileiro, os jogadores estavam barbeados.
O insight, que une tradição e mística, transforma o ato de se barbear em um verdadeiro ritual de sorte para a torcida. Ao patrocinar oficialmente as transmissões do Brasileirão 2026 na CazéTV, a Gillette posiciona o autocuidado como uma nova superstição nacional, conectando confiança pessoal ao desejo de vitória. “Há mais de um século, Gillette foi pioneira no marketing esportivo – uma estratégia que ajudou a construir e transformá-la em uma das mais valiosas marcas de bens de consumo no mundo. Com #CaraDeCampeão, queremos reforçar esse legado e fazer com que cada brasileiro, ao se barbear, se sinta confiante e como se estivesse atraindo sorte”, explica Caio Cavallari, diretor sênior da Gillette no Brasil.
A campanha, assinada pela agência Outpromo, já ganha tração digital com um time de peso. Lendas do esporte como o capitão Cafu, além de influenciadores como Matheus Costa e Diego Defante, aderiram ao movimento, desafiando os torcedores a exibirem sua #CaraDeCampeão nas redes sociais como parte da preparação para os jogos.
O pontapé inicial da ação ocorreu durante a programação da CazéTV e já rendeu desdobramentos internacionais de impacto, como ativações no jogo entre Brasil e França, realizado no Boston Gillette Stadium. Para a marca, a iniciativa é mais do que uma peça publicitária; é uma inserção cultural em um país onde a superstição é parte indissociável da experiência de torcer, garantindo que a Gillette siga presente na jornada do consumidor dentro e fora dos estádios.








