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Dia Estúdio produz campanha de aniversário de forma remota com seus 25 canais

Depois de dois anos juntando seu casting para a gravação do vídeo de aniversário, neste ano, a Dia Estúdio, por conta da pandemia e quarentena, ficou impossibilitada de seguir a tradição. Por isso, a empresa, que é especializada em lives desde 2017, resolveu fazer uma produção 100% remota com os criadores. O vídeo, que foi lançado em uma live no canal da Dia Estúdio nesta quinta-feira (14), já está disponível na plataforma. “O isolamento social nos levou a pensar em como poderíamos juntar nossos 25 canais em um vídeo de aniversário sem que ninguém precisasse sair de casa, mantendo a qualidade de produção e trazendo as cores e a marca da Dia”, contou Rafa Dias, CEO e sócio-fundador da empresa.
Foi nesse cenário que surgiu a ideia de criar kits, que seriam enviados para os youtubers em diferentes cidades, com uma estrutura padrão de gravação (iluminação, cenário e figurino) e instruções para cada um dos criadores, tudo devidamente higienizado e organizado para que fosse possível criar uma unidade estética. “Com tudo montado, era hora de fazer uma chamada de vídeo com a equipe da Dia, que ajudava a definir o enquadramento ideal e dirigia a captação. Foi assim que conseguimos chegar a unidade visual que queríamos. Ao final da gravação os criadores enviaram o material para a Dia, que uniu tudo na edição”, explicou o CEO.
O projeto demorou três semanas para ser finalizado – uma de produção e duas de gravação e edição – e trouxe diversos desafios para empresa e para os criadores. O primeiro deles, para a Dia, foi a compra de materiais para o kit, com muitos fornecedores fechados e com prazos de entrega longos, em função da pandemia. “Enviar os kits a tempo para todos nossos canais, em sete cidades diferentes (São Paulo, Santos, Rio de Janeiro, Florianópolis, Itajaí, Tubarão e Porto Alegre), com certeza foi muito difícil. Foram duas semanas de bastante trabalho da equipe de conteúdo e produção que correram para enviar tudo a tempo!”, elogiou Rafa. Já para os youtubers, mesmo empolgados e habituados a gravar em casa, a maior dificuldade foi montar um cenário diferente do zero. “Nem todos estavam acostumados a montar um novo ambiente ou ter alguém os dirigindo – ainda mais de forma remota! Então foi uma experiência bem diferente para todos eles e pra gente, da Dia, que pela primeira vez fez essa direção remota, via videochamada, de um trabalho como esse”, pontuou Dias.
O kit, que ficou de presente para os criadores, a organização da equipe Dia Estúdio e o casting com certeza foram essenciais para o sucesso do projeto. Porém, para a empresa, a maior lição, que inclusive é o slogan do vídeo, é que podemos estar juntos, mesmo que neste momento todos precisemos ficar longe, cada um na sua casa. “A internet possibilita aproximar de várias maneiras e essa foi a nossa forma de passar a mensagem de que é possível produzir, criar e levar alegria e conteúdo para o público mesmo em momentos difíceis como este”, explica o co-fundador. Agora, Rafa torce para que as coisas melhorem mundialmente e voltem ao normal, mas entende que, com o sucesso do projeto, muitas das soluções que criaram para superar as dificuldades com certeza serão aplicadas quando tudo se normalizar. “Collabs a distância e participações remotas de convidados em projetos, por exemplo, devem se tornar cada vez mais frequentes”, comentou.
Além de comemorar os seis anos da Dia Estúdio, o vídeo deste ano revela os três novos canais que se juntam ao seu casting em 2020: Nah Cardoso, Uatafuke?! e Monalisa Nunes. Esta é a terceira produção de aniversário feita pela empresa. A primeira foi em 2018, no quarto ano de companhia, quando reuniram todos os criadores num estúdio para gravar, editar e lançar o conteúdo em um único dia, que terminou com uma festa. Já no ano passado, o foco foi os seguidores dos canais, quando a equipe de produção selecionou fãs nas cidades dos youtubers e promoveu encontros surpresas, que foram reunidos em um vídeo, que teve como trilha sonora uma versão da música Dia Especial gravada por Mariana Nolasco.
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2a1 Cenografia une engenharia e inteligência cenográfica para estruturar a Casa Warner em Brasília

No mercado de live marketing e entretenimento, a transição de um conceito criativo para uma estrutura física de grande porte é frequentemente vista como um ato puramente intuitivo. No entanto, para a 2a1 Cenografia, empresa referência no setor com mais de 27 anos de experiência e responsável por grandes produções na América Latina e nos Estados Unidos, essa transformação é o resultado de um rigoroso processo de engenharia, estratégia de fluxo e viabilidade técnica.
A empresa defende que o sucesso de uma ativação não depende apenas da estética, mas de uma metodologia que garanta que a ideia original sobreviva à execução física sem perder sua essência. O exemplo mais recente desse rigor metodológico pode ser conferido pelo público na edição da Casa Warner em Brasília, onde universos icônicos do entretenimento ganham vida através de cenários detalhados e interativos.
Para a 2a1, transformar ideias em experiências físicas exige uma visão 360º que vai muito além do design. Envolve entender o comportamento do visitante, a durabilidade dos materiais e a logística de montagem em tempo recorde. Cada decisão, do posicionamento de uma luz à textura de uma parede, é baseada em dados e objetivos de marca. “Muitas pessoas acreditam que criar uma experiência como a Casa Warner é um processo puramente artístico, movido pela inspiração. Na realidade, é o oposto: é um processo altamente estruturado, composto por decisões estratégicas e técnicas. Para que uma ideia se torne uma experiência física de impacto, precisamos traduzir o lúdico para a engenharia. Se não houver estratégia por trás da criatividade, o projeto é apenas um cenário; conosco, ele se torna uma jornada emocional e funcional para o público”, afirma Danielle Paulino, CCO da 2a1.
A exposição, realizada em parceria com a Warner Bros. Discovery Global Experiences (WBDGE) e instalada no ParkShopping Brasília, serve como o laboratório perfeito para demonstrar essa filosofia de trabalho. Ao transpor franquias globais para o espaço físico, a 2a1 aplicou inteligência cenográfica para garantir que o fã se sinta, de fato, dentro de seus filmes e séries favoritos.
A precisão na execução garante que a escala, as cores e a interatividade funcionem de forma orgânica, suportando o alto fluxo de visitantes diários e consolidando o espaço como um case de sucesso em brand experience e engenharia de entretenimento.
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Descompasso estratégico limita o retorno sobre o investimento na Creator Economy brasileira

A consolidação do marketing de influência como uma das principais forças do branding contemporâneo é incontestável, mas a execução das campanhas ainda esbarra em dores estruturais. No Brasil, embora 94% das corporações reconheçam que parcerias contínuas e de longo prazo com criadores de conteúdo geram retornos mais consistentes, expressivos 70% do mercado ainda concentram suas verbas em ativações puramente táticas e pontuais. Os dados são da Pesquisa ROI & Influência, realizada pela YOUPIX em parceria com a Nielsen.
Este descompasso ganhou contornos mais urgentes após os debates do SXSW 2026. O festival global de inovação chancelou a Creator Economy como uma agenda estratégica de alta liderança e geração de novos negócios, pressionando as marcas a abandonarem os vícios de formatos analógicos de publicidade.
Para Thyago Iasino, diretor de estratégias digitais, canais e conteúdo da HouseCricket, a indústria precisa recalibrar sua visão operacional. “O influenciador deixou de ser mídia. Quem ainda trata creator como espaço publicitário está comprando alcance e abrindo mão do principal ativo dessa relação, que é a confiança construída com a audiência”, pontua o executivo.
Essa transformação é empurrada por uma mudança drástica no comportamento do consumidor. Atualmente, 65% dos internautas brasileiros já efetuaram compras motivados por recomendações nas redes sociais (Opinion Box), ao passo que, na esfera global, o índice de pessoas impactadas por criadores em suas decisões financeiras chega a 86%. O cenário prova que a métrica de sucesso migrou do alcance em massa para a profundidade da conexão.
Um dos grandes consensos do mercado corporativo em 2026 é a transição dos influenciadores de meros canais de distribuição para verdadeiras unidades de negócio independentes. O ecossistema caminha para um modelo onde os creators assumem papéis consultivos, atuando no planejamento de campanhas, na validação de portfólios em laboratórios de inovação e, frequentemente, como sócios e cocriadores de linhas de produtos em regime de joint venture.
Essa sofisticação eleva a régua da cobrança por eficiência. O investimento no setor deixou a gaveta de verbas experimentais de live marketing e passou a exigir um impacto nítido nos principais indicadores de performance (KPIs) das empresas, como custo de aquisição de clientes (CAC), conversão em vendas e ganho de market share.
Apesar do amadurecimento conceitual, a comprovação de dados continua sendo o calcanhar de Aquiles das agências e marcas. De acordo com o relatório Influencer Trends 2026, assinado pela Ogilvy, metade dos profissionais de marketing globais (50%) admite não ter ferramentas ou processos claros para provar o retorno financeiro (ROI) de suas ações com influenciadores. Mais grave ainda: 44% das campanhas rodam sem metas preestabelecidas.
Com o aumento expressivo dos aportes financeiros na Creator Economy, o mercado caminha a passos largos para um cenário de severa cobrança por maturidade profissional. As marcas que saírem na frente serão aquelas que entenderem que o marketing de influência não se resume a um post pago no feed, mas sim a uma construção de reputação a longo prazo, cujo ativo final é a confiança do consumidor.









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