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Depois da onda das lives, qual será o futuro do entretenimento no Brasil? Para o mercado, formato se mantém importante como parte da evolução na forma de consumo

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Recurso importante descoberto durante o período de quarentena, a live se tornou um produto estratégico para artistas e marcas, acelerando os processos de inovação e consumo no mercado do entretenimento. Diante desse cenário, a Diverti, empresa referência no segmento e, a Ambev, maior cervejaria do mundo, se mostraram grandes entusiastas dessa ferramenta que se tornou protagonista em meio ao isolamento social e ao aumento da demanda por conteúdo no digital. Parceiras há mais de 15 anos, Ambev e Diverti, transportaram a plataforma de eventos sertanejos “Circuito Brahma”, já consolidada no mercado, para um formato digital, o Circuito Brahma Live. Desde o início de março, as empresas vêm ditando o ritmo das transmissões ao vivo e acumulam juntas mais de 250 lives realizadas e mais de 500 milhões de visualizações.

As transmissões nacionais reforçaram a importante relação do brasileiro com a música e quebraram recordes globais no YouTube, com destaque para o protagonismo do sertanejo. “Os números reforçam a relevância do sertanejo. Além dos recordes de visualização, esse novo formato de mídia com as lives entregou um volume considerável de doações, além de altíssima conversão e engajamento para marcas”, aponta Gui Marconi, sócio e diretor de conteúdo da Diverti.

Deve-se destacar a perspectiva de negócio e o olhar voltado para o consumo. A Diverti movimentou em três meses mais de R$20 milhões entre patrocínios, ativações, cachês e contratação de influenciadores digitais.Ame, Riachuelo, Movida, Minerva, e Shoptime estão entre as marcas parceiras que, junto à Diverti e à Ambev, também apostaram nas transmissões ao vivo. É preciso considerar, ainda, que além de servir para conscientizar o público da necessidade de ficar em casa, as lives chamaram atenção por arrecadar fundos e equipamentos para hospitais e instituições de caridade de forma genuína e impactante, como por exemplo, com as transações realizadas em grande volume por meio de QR Codes na tela que rapidamente conectam quem está assistindo o conteúdo com a plataforma de doação.

Mas e o futuro desse mercado? Segundo a Diverti, assim como o evento físico passará por importante evolução, as lives também sofrem alterações e se desenvolvem, apresentando novos formatos daqui para frente. A próxima aposta será uma live sertaneja que será transmitida direto da fábrica da Ambev em Agudos, onde é produzida a Brahma Duplo Malte. “Conteúdos cada vez mais criativos e em formatos híbridos provocam um olhar inovador e customizado. Exemplos disso são as super lives, como a do Skank, no Mineirão, e a de Zé Neto e Cristiano, na arena de Barretos. Além do Churrasco Brahma Live, que leva aos consumidores apresentações de grandes artistas, bate papo descontraído e dicas sobre o churrasco”, reforça Guilherme

E quanto vale o show? Liderada pela Diverti, uma pesquisa de mercado que estuda o comportamento do consumidor durante a pandemia aponta que 56% dos participantes pagariam para assistir a um evento de forma online. A rentabilização é um caminho a ser avaliado, ao mesmo tempo em que a abrangência do conteúdo transmitido gratuitamente é exponencial. “Ainda há muito a ser explorado dentro deste novo universo. Vai ser interessante desbravar o que temos pela frente”, conclui.

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UBRAFE celebra 40 anos com resgate histórico e reafirma o papel estratégico das feiras de negócios na economia brasileira

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Em uma noite que uniu a tradição da Sala São Paulo ao dinamismo do setor de eventos, a UBRAFE (União Brasileira de Feiras e Eventos de Negócios) celebrou quatro décadas de atuação como pilar de sustentação do mercado de reuniões corporativas no país. O encontro reuniu um quórum de alta relevância, incluindo o CEO global da NürnbergMesse, Peter Otmann, além de representantes da Embratur, Visite São Paulo e da Secretaria de Cultura do Município, consolidando a entidade como o grande elo de conexão da indústria.

O ponto alto da solenidade foi o lançamento do livro comemorativo de 40 anos da entidade. A obra, inédita no mercado editorial brasileiro, sistematiza décadas de entrevistas, pesquisas e relatos que documentam a evolução do setor. Mais do que um registro histórico, a publicação homenageia os pioneiros que estruturaram o segmento e propõe uma análise prospectiva sobre inovação e os desafios da cadeia produtiva para as próximas décadas.

Para Paulo Ventura, presidente do conselho da UBRAFE, a trajetória da instituição é um reflexo da maturidade do mercado nacional. “Os 40 anos da UBRAFE mostram a força de um setor que conecta pessoas, gera negócios e impulsiona a economia. As feiras são, hoje, uma das plataformas mais eficientes de desenvolvimento econômico”, destacou o executivo durante seu discurso.

A noite também foi marcada por homenagens a figuras icônicas que moldaram o setor, como Armando Arruda Pereira, com mais de 30 anos de dedicação à entidade, além de lideranças como Toni Sando e Marcelo Freixo. Em sua fala, Freixo ressaltou o impacto direto do setor no fluxo internacional de visitantes. “No ano passado, o Brasil chegou a 9,3 milhões de turistas internacionais, sendo que a previsão era chegar em 8 milhões em 2028. O turismo é uma ferramenta da economia e não pode mais ser encarado apenas como lazer”, afirmou o presidente da Embratur.

O evento prestou ainda um reconhecimento formal aos ex-presidentes que pavimentaram o caminho da associação, reforçando a importância do networking e da união entre organizadores, centros de exposições e prestadores de serviços. A atmosfera de celebração foi coroada com uma apresentação da Orquestra Baccarelli, simbolizando a harmonia necessária para a execução de grandes projetos de negócios.

Encerrando as falas oficiais, Paulo Octávio Pereira de Almeida, o P.O., diretor executivo da UBRAFE, sintetizou o propósito da noite e da própria entidade. “As feiras de negócios conectam as pessoas e as marcas com as inovações. No evento dos 40 anos da UBRAFE conectamos os profissionais do setor com a memória afetiva da associação”, concluiu, sinalizando que o foco da organização agora se volta para os próximos 40 anos de inovação e representatividade.

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Setor de eventos projeta salto em segurança jurídica com a criação da inédita NR 39

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O mercado de eventos no Brasil caminha para obter um reconhecimento regulatório condizente com sua complexidade operacional. A elaboração da NR 39, norma especificamente voltada às particularidades do setor, surge como um divisor de águas para organizadores, prestadores de serviços e toda a cadeia produtiva, que até então operava sob lacunas legislativas ou vinculada a normativas de outros segmentos, como o turismo.

A proposta da NR 39 é estruturar diretrizes que reflitam a realidade multifacetada da área, englobando desde casamentos e congressos até grandes festivais e eventos esportivos. O texto, que ainda está em fase de desenvolvimento, pretende estabelecer regras claras para o dimensionamento técnico de profissionais de segurança, planos de atendimento a emergências, integração entre equipes e padrões para instalações elétricas e trabalhos em altura.

Atualmente, o setor de eventos não possui reconhecimento formal como segmento econômico autônomo no ordenamento institucional brasileiro. Para Ricardo Dias, presidente da Abrafesta (Associação Brasileira de Eventos), a discussão da norma enfrenta uma negligência histórica. “A discussão da NR 39 tem peso estratégico para o setor de eventos porque começa a enfrentar uma lacuna histórica. Estamos falando de uma atividade econômica complexa, com dinâmicas próprias, grande capacidade de geração de emprego e forte impacto em diferentes cadeias produtivas, mas que ainda não conta com um reconhecimento regulatório compatível com sua realidade”, analisa o executivo.

A construção do texto seguirá o modelo de validação tripartite, um processo que envolve representantes do poder público, dos trabalhadores e do setor empresarial. A Abrafesta terá papel central nesse diálogo, atuando como a voz das empresas para garantir que as exigências documentais e operacionais sejam aplicáveis ao cotidiano formal do mercado, sem inviabilizar a viabilidade econômica dos projetos.

A expectativa é que a implementação da NR 39 não apenas eleve os padrões de prevenção e saúde no trabalho, mas também funcione como um filtro de profissionalização. Ao estabelecer parâmetros rigorosos de compliance, a norma tende a fortalecer as empresas que já atuam em conformidade com as boas práticas, conferindo maior segurança jurídica para contratantes e fornecedores.

Para a Abrafesta, este é apenas o primeiro passo de um movimento maior de organização regulatória. A entidade avalia que a consolidação dessas bases sólidas abrirá caminho para futuras evoluções normativas, garantindo que a pujança econômica dos eventos seja, finalmente, acompanhada por um suporte institucional sólido e específico.

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