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Conheça Thiago Souza, head de marketing e co-fundador da Dootax

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Conheça Thiago Souza, head de marketing e co-fundador da Dootax
Em um dos sistemas fiscais mais burocráticos do mundo, ele é um dos idealizadores da startup que otimiza as rotinas fiscais usando Robotic Process Automation

Que o Brasil tem um dos sistemas mais burocráticos do mundo, isso muitos já sabem. E foi trabalhando como desenvolvedor de software em empresas de diversos segmentos como varejo, indústria, serviços aéreos e até a Bolsa de Valores de São Paulo, que o paulista Thiago Souza, formado em Sistemas da Informação com MBA em gestão empresarial observou que os processos da área fiscal de diversas áreas eram lentos, repetitivos e ineficientes e pensou que poderia unir a tecnologia em prol de ter soluções para esse mercado.

Foi assim que em 2012, fundou a Flux-IT, uma empresa de prestação de serviços de tecnologia da informação para o departamento fiscal, com projetos no Vale do Silício e também em Seattle. Em 2018, a cisão da Flux-IT ocasionou o surgimento da Dootax , startup criada para agilizar e facilitar o dia a dia dos departamentos fiscais, por meio de automação, com o uso de Robotic Process Automation (RPA). A startup se destaca como a única no setor que oferece soluções para emissão e pagamentos, automatizando a emissão de guias de tributos como IRPJ, INSS, ICMS, FECP, ISS, entre outros, operando em escala de 24 por 7 e agilizando os processos.

“Ao contrário dos softwares existentes no mercado naquela época, nossa solução não era engessada e foi pensada para solucionar do início ao fim as dores dos clientes. Com isso fomos ganhando espaço e mercado. Em 2018, recebemos uma proposta de investimento no produto, com isso oficialmente a Dootax nasceu com um novo CNPJ”, conta o empreendedor.

Ele aponta que segundo dados do relatório Doing Business, do Banco Mundial, o Brasil sempre figurou como o pior país do mundo para se ter um negócio. Porém, com a sua expertise e a de seus sócios Yvon Gaillard, economista e diretor comercial e de parceiros e Luís Pessoto, diretor de produtos, entendeu que empreender com o intuito de minimizar a burocracia e valorizar o trabalho de humanos, colocando os robôs para fazerem as tarefas manuais e repetitivas, reduzindo tempo na burocracia e aumentando a produtividade, teria uma oportunidade de mercado, oferecendo uma solução disruptiva que hoje atende mais de 600 grupos econômicos.

“Em 2017 o país gastava quase 2.000 horas só com o processo de pagamento de tributos, dois anos mais tarde esse número caiu para 1500. Ainda somos o pior, porém dá para sentir que os processos e a tecnologia tem ajudado muito a simplificar esse setor no Brasil. É aqui que a Dootax entra: nossos processos são pensados nos detalhes do dia a dia do departamento fiscal das empresas, e nossas soluções focam para resolver o processo do início ao fim. Os trabalhos repetitivos e sem valor agregado devem ser realizados por robôs, os humanos precisam estar focados em atividades estratégicas, é como falamos: Menos Braço e Mais Cérebro”, explica Souza.

Atualmente, Thiago Souza é diretor de marketing da startup. Através de sua atuação e ações de seu time, ele acompanha a expansão da empresa que cresceu mais de 100% por dois anos consecutivos e está ganhando cada vez mais espaço e relevância no mercado. Um dos destaques foi o “100 Startups to Watch”, ranking da revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios, que elegeu a empresa como uma das principais do ecossistema brasileiro de startups.

Sobre o cenário de startups no Brasil, Souza afirma que ele só tem se fortalecido, já que as empresas em sua grande maioria não se enxergam como concorrentes, e todas estão dispostas a colaborar, incentivar e ensinar umas às outras.

“Presencio e compartilho isso diariamente nos grupos que participamos no Cubo Itaú, Porto Digital e outros centros de inovação. Esse cenário era muito diferente em 2012, quando começamos, onde nem mesmo um coworking de fácil acesso existia. Os investidores na época só viam uma maneira mais simples de ganhar dinheiro, recebemos propostas absurdas. Mas, com a evolução do ecossistema e esses grupos de apoio, podemos ver e acompanhar que atualmente os Anjos Investidores já têm uma política muito mais honesta de investimento, e isso muitas vezes ajuda a definir se a empresa vai ou não para frente”, opina.

Atualmente, o empresário se divide em desenvolver estratégias de expansão da Dootax pelo Brasil e o curso de Machine Learning pela Universidade Stanford, na Califórnia, onde analisa as mudanças e transformações relacionadas à Inteligência Artificial nos últimos anos.
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Ever Trade Marketing cria conselho consultivo e anuncia Michelle Tsufa para acelerar governança e inovação

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A Ever Trade Marketing, um dos principais nomes em execução e inteligência para o ponto de venda no país, acaba de dar um passo estratégico para consolidar suas estruturas de governança e acelerar seus planos de expansão. A companhia anunciou a chegada de Michelle Tsufa como presidente do conselho consultivo e presidente do comitê de estratégia da organização. Com a bagagem de quem liderou grandes operações em multinacionais de bens de consumo, varejo e desenvolvimento de marcas, a executiva assume o papel de capitanear o novo ciclo de crescimento corporativo, com foco em inovação, desenvolvimento de lideranças, relações institucionais com clientes e abertura de novas frentes de negócios.

Com mais de duas décadas de atuação no mercado, a profissional acumula posições de liderança em áreas críticas como marketing, trade marketing, comercial, digital e execução em campo. Em seu histórico profissional, figuram passagens de destaque por indústrias de alta complexidade operacional, como Souza Cruz, Schincariol/Heineken, Nestlé, Coca-Cola FEMSA, Reckitt, Stanley 1913, Farmax/Sanavita e BRAÉ.

Para Michelle Tsufa, a nova função representa a oportunidade de aplicar essa visão holística do mercado para impulsionar a agência. “A Ever ocupa uma posição estratégica dentro do ecossistema de varejo e indústria. Ao longo da minha trajetória, vivi os desafios de quem está do lado do cliente, liderando áreas de vendas, trade marketing e execução. Chego com o propósito de contribuir para a evolução da companhia, apoiando a construção de estratégias de longo prazo, o desenvolvimento das lideranças e a identificação de novas oportunidades de crescimento.”

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Bruno Salles lança livro sobre os desafios da maturidade digital e da escalabilidade de produtos

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Em um cenário corporativo no qual as organizações direcionam aportes financeiros crescentes para soluções de inteligência artificial, engenharia de dados e automação de processos, uma lacuna analítica desafia CEOs e diretores de mercado: por que tantas iniciativas de transformação digital falham em pavimentar um crescimento sustentável para as companhias?

Foi a partir dessa provocação central para a perenidade dos negócios que Bruno Salles, CPTO (Chief Product & Technology Officer) da Accesstage — fintech especializada em infraestrutura tecnológica para gestão financeira e Open Finance —, desenvolveu o livro “Código não é Produto – Como a tecnologia e os novos produtos criam crescimento real para as empresas”.

A obra aborda as principais dores e gargalos enfrentados por organizações tradicionais e nativas digitais na estruturação de ativos tecnológicos que equilibrem valor percebido pelo cliente e retorno financeiro para os acionistas.

Ao longo dos capítulos, o autor defende a tese de que o diferencial competitivo das corporações migrou da posse isolada da tecnologia para a competência de orquestrar, sob a mesma diretriz, as frentes de produto, experiência do cliente (CX), eficiência operacional e estratégias de growth marketing. “Ter uma equipe de desenvolvimento eficiente não significa, necessariamente, construir um produto de sucesso. Código é apenas uma parte da equação. Produto é resultado da compreensão profunda das necessidades do cliente, da capacidade de execução e da geração contínua de valor”, pondera Bruno Salles.

Um dos pontos altos da publicação reside na crítica cirúrgica às empresas que operam “projetos disfarçados de produtos”. Salles detalha como o vício corporativo de aceitar customizações excessivas para atender demandas isoladas de clientes sabota a escalabilidade técnica, criando códigos proprietários complexos que oneram as margens de lucro, comprometem a eficiência da engenharia e travam a expansão sustentável da marca.

A publicação encerra com uma reflexão sobre as novas competências da liderança em ecossistemas orientados por dados e IA, lembrando que a inovação disruptiva está associada à cultura organizacional e ao alinhamento estratégico, e não à mera aquisição de novas ferramentas digitais.

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