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Coca-Cola Ypê, Perdigão, Seara e Italac são as marcas preferidas dos brasileiros

A edição 2023 do Brand Footprint, da Kantar, líder em dados, insights e consultoria, aponta que a Coca-Cola continua sendo a marca preferida dos brasileiros, seguida por Ypê, Perdigão, Seara e Italac. Além disso, o estudo identificou mudanças significativas de comportamento: devido à diminuição do poder de compra em consequência da inflação nos preços de bens de consumo massivo (alimentos, bebidas, artigos de limpeza e itens de higiene e beleza pessoal), o consumidor foi mais vezes ao ponto de venda para comprar menos itens por viagem como estratégia para equilibrar os gastos.
Realizado anualmente, o relatório Brand Footprint mede a presença das marcas dentro dos lares em escala local. Para isso, é usada uma métrica original batizada de Consumer Reach Point (CRP), que mensura quantas famílias compram produtos de determinadas empresas e com que frequência isso ocorre. Nesta edição, foram analisadas 350 marcas no Brasil com inclusão de três novas categorias: carnes suínas, mortadelas e salsichas.
As cinco mais escolhidas pelos brasileiros continuaram as mesmas de 2021. Coca-Cola lidera, com 555 milhões de CRPs, mesmo com uma queda de 14 CRPs frente ao ano anterior, queda puxada, principalmente, pelo aumento de preço acima da média da categoria e queda na frequência de compras. Em seguida, quase empatada, com 552 milhões de CRPs, vem Ypê, com um avanço de 14 CRPs em relação ao ranking anterior, que pode ser explicado pela maior presença em variados canais de compra. Em seguida aparecem Perdigão, com 443 milhões de CRPs e um aumento de 26 CRPs em relação ao anterior; Seara com 398 milhões de CRPs (+ 17 CRPs); e Italac, com 379 milhões de CRPs (+27 CRPs), essas últimas utilizando a estratégia de maior mix de canais e menor repasse de preços.
Entre as 50 marcas que mais se destacaram no ranking 2023, 15 perderam CRPs e 33 ganharam CRPs, sendo que, dessas, 23 apresentaram repasse de preço abaixo da média da categoria. O crescimento de CRPs em 2022 foi muito superior aos anos anteriores, de 8 a 15 pontos de penetração (p.p.), enquanto no passado chegavam a, no máximo, 11 p.p., algo nunca visto. Cerca de 46% do faturamento dessas marcas mais escolhidas vieram da estratégia de mix de mais de oito canais.
O novo relatório mostra ainda que o brasileiro desembolsou cerca de 17% a mais por produto e 19% a mais no total da conta em 2022, na comparação com 2021, e aumentou em 11% a frequência de compra, levando cerca de 9% a menos em unidades. Cerca de 27% desses compradores visitaram oito ou mais canais de compra (em 2021 esse percentual foi da ordem de 19%), enquanto 56% foram a de cinco até sete canais (em 2021 eram 55%), e 17% visitaram até quatro canais, 8 pontos a menos do que em 2021.
“O brasileiro vem comprando de maneira diferente. Ele visita mais canais ao longo do mês e compõe os carrinhos de compra de outra forma. Adquire menos itens por viagem e está mais aberto a experimentar novas marcas para driblar a alta dos preços e equilibrar os gastos. As marcas que prestaram atenção a isso e diversificaram o ponto de venda, sem repasse de preço, se beneficiaram e conquistaram mais lares em 2022”, analisa Elen Wedemann, CEO da divisão Worldpanel da Kantar.
Marcas mais escolhidas em 2022
Em um ano onde o consumidor experimentou mais marcas, dez marcas passaram a ter mais de 50% de presença nos lares brasileiros: Natura, Ninho, Delícia, Visconti, Garoto, Yoki, Intimus, Elegê, Close-Up, Dona Benta e Vitarella.
Das 10 marcas que mais ganharam penetração nos lares em 2022, seis aumentaram mix de canais e fizeram ajuste de preço abaixo da média da categoria. Foram, nessa ordem, Downy, com +15,3 pontos de penetração (p.p.); Flor de Ypê com +12,9 p.p; Above com +10,5 p.p.; O Boticário, com +10,1 p.p.; Garoto com +10 p.p; Monange com +9,6 p.p.; Ninho com +9,1 p.p.; Visconti +8,9 p.p.; Natura com +8,7 p.p.; Pepsi com +8,3 p.p.; Crystal com +8,3 p.p. e Elseve com +8% p.p.
É importante destacar que no ano passado 192 marcas ganharam presença (CRPs) nos lares brasileiros, 10 a mais do que 2021, o que revela que o consumidor está mais aberto a experimentação e variação. Em 2019 o brasileiro comprava 24 marcas e hoje compra 27.
“Este é um momento de retomada do consumo. O consumidor está disposto a trocar de marcas e testar novas. As marcas que estiverem atentas às constantes mudanças no comportamento de compra do brasileiro conquistarão e fidelizarão mais consumidores “, completa Wedemann.
Os dados acima são do ranking anual Brand Footprint Brasil 2023 da Kantar. Para chegar aos resultados desta edição, a consultoria visitou, semanalmente, 11.300 lares em sete praças (Norte+Nordeste, Leste+Interior do Rio de Janeiro, Grande Rio de Janeiro, Grande São Paulo, Interior de São Paulo, Centro-Oeste e Sul). O estudo cobriu 82% da população domiciliar, o que equivale a 90% do potencial de consumo. Também foram consideradas 350 marcas.
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Elementar Digital alerta para a fadiga criativa como o grande gargalo da mídia paga em 2026

O cenário da mídia paga para 2026 apresenta-se complexo, dominado pelo avanço do social commerce, pela onipresença da inteligência artificial e pelo amadurecimento da creator economy. No entanto, um fenômeno silencioso tem corroído os resultados das marcas mais do que as mudanças algorítmicas: o creative fatigue, ou fadiga criativa. O problema ocorre quando a repetição excessiva de um anúncio satura a audiência, provocando a queda do CTR e a explosão do CPA.
De acordo com Felix Bohn, sócio da Elementar Digital, agência especializada em performance orientada por dados, muitas operações falham ao diagnosticar essa queda de rendimento. “Muitas operações atribuem a piora a fatores externos, como sazonalidade, concorrência ou ao algoritmo, quando o que está pesando mesmo é a repetição: a frequência vai acumulando e os criativos acabam perdendo força”, analisa o executivo.
Dados compilados pela Hubspot reforçam a urgência do tema: o engajamento de um anúncio costuma atingir o ápice entre a 3ª e a 4ª exposição. A partir da 5ª vez que o usuário vê a mesma peça, a “cegueira de banner” se instala, derrubando a taxa de cliques e encarecendo a campanha. A recomendação técnica para mitigar esse desgaste é o rodízio de criativos em janelas de 7 a 14 dias.
Bohn alerta para um erro comum cometido por equipes de marketing: a substituição abrupta de todas as peças de uma campanha ao notar a saturação. Esse movimento interrompe o aprendizado de máquina das plataformas, gerando instabilidade. A estratégia correta, segundo o especialista, é o escalonamento.
“É preciso manter os criativos de maior performance rodando enquanto novos são testados em paralelo, e definir janelas de teste com métricas claras de aprovação antes de escalar ou pausar. A gestão criativa não pode ser uma demanda ad hoc que surge quando os números caem. É um processo contínuo”, ressalta Bohn.
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BYD escolhe o Rio de Janeiro para instalar seu primeiro centro de testes e pesquisa fora da China

A BYD consolidou mais um capítulo de sua expansão em solo brasileiro ao anunciar a criação de seu primeiro Centro de Testes e Avaliação Automotiva no país. Localizado no complexo do Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro, o projeto nasce com um investimento de R$ 300 milhões e funcionará como uma robusta plataforma de Experience e Pesquisa e Desenvolvimento (P&D). O movimento reafirma o Brasil como o principal mercado da companhia fora da China e eleva o país ao status de polo global de inovação para mobilidade sustentável.
Com uma área total superior a 180 mil m², o espaço foi inspirado na unidade de Zhengzhou e terá infraestrutura completa para aferição de potência, resistência e durabilidade. Entre os diferenciais de live marketing e demonstração tecnológica, o centro contará com circuitos off-road e uma piscina gigante projetada para o teste de flutuação do modelo U8 — uma das vitrines de engenharia da marca.
A cerimônia de anúncio contou com a presença do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e do prefeito do Rio, Eduardo Paes, evidenciando o peso institucional da iniciativa. “A chegada desse projeto de pesquisa e desenvolvimento mostra a confiança da BYD no potencial do país e no papel do Rio como centro de inovação”, afirmou Paes.
Para Stella Li, vice-presidente executiva global e CEO da BYD Américas e Europa, a unidade carioca será vital para a tropicalização das tecnologias da marca. “Além de ampliar nossa presença no país, o espaço vai nos permitir gerar dados em condições tropicais, o que é essencial para desenvolver e adaptar tecnologias com ainda mais precisão para os países em que atuamos”, explicou a executiva.
Alexandre Baldy, vice-presidente sênior da BYD Brasil e head comercial e de marketing da BYD Auto, reforça que o centro materializa a confiança na engenharia local. “Estamos criando uma estrutura que vai aproximar ainda mais tecnologia, conhecimento e desenvolvimento local, permitindo que a empresa avance com mais consistência na adaptação de soluções ao nosso mercado”, pontuou.
O novo complexo também terá prioridade no desenvolvimento de tecnologias de direção autônoma voltadas para o mercado latino-americano. As obras estão previstas para começar no fim de 2026, com inauguração projetada para 2028. Segundo Tyler Li, CEO da BYD no Brasil, o centro marca uma nova fase da atuação local, “com mais capacidade de desenvolver soluções conectadas à realidade da região e de apoiar o futuro da mobilidade elétrica na América Latina”.








