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Chega ao mercado brasileiro, Livela, plataforma que digitaliza a experiência de “compra por descoberta”

Andar no shopping para descobrir novas tendências em busca de uma peça de roupa ideal não é uma tarefa fácil para todos. Muitos não têm disponibilidade de ir à loja física, ou não tem acesso fácil à loja desejada – e muita gente têm dificuldade de garimpar por conta própria as melhores peças com os maiores descontos. Para solucionar essa demanda, foi lançado em março deste ano, pelo time de fundadores Amanda Martins, Samuel Negrão, Hai Habot e Oksana Semenov, o app Livela, que propõe digitalizar a chamada “compra por descoberta” no Brasil, por meio de conteúdos relevantes e curadoria de produtos minuciosa feita por especialistas. Esse modelo de negócio – que já é sucesso nos Estados Unidos e China – vem impactando milhões de clientes ao redor do mundo, gerando bilhões de dólares por ano e criando alguns novos unicórnios.
O app mapeia as principais tendências em moda, beleza e bem-estar, faz curadoria de produtos por meio de marcas independentes, outlets ou mesmo direto da fábrica e demonstra os temas relevantes e produtos selecionados em vídeos. A apresentação por vídeo ajuda o consumidor a entender detalhes do produto que não são possíveis em imagens estáticas, tais como: dimensão, caimento, formas de uso.
Durante as lives, o consumidor pode tirar dúvidas e solicitar demonstrações customizadas em tempo real. A plataforma oferece outros conteúdos além das lives, como reviews, dicas, entre outras funções – também em formato de vídeo. Há uma programação com diferentes apresentadoras que exploram temas diversos no mundo da moda, que variam de jaquetas teddy a transição capilar, sempre com dicas e demonstrações que impactam diretamente o público-alvo. O app é intuitivo e propõe acessibilidade e praticidade para a rotina de mulheres na hora de se atualizar e comprar.
“No mundo físico, o consumidor pode bater perna no shopping, olhar os produtos selecionados nas vitrines, ou mesmo consultar os vendedores para decidir o que comprar. A Livela traz essa experiência de descoberta de produtos do mundo físico para a tela do celular”, explica Amanda Martins, co-fundadora da Livela.
“Temos um time de conteúdo que seleciona os temas mais relevantes para cada semana do ano e outro time de especialistas em moda que faz a curadoria dos melhores produtos com os descontos mais interessantes. Basicamente, resumimos as tendências, garimpamos as boas oportunidades de compra e oferecemos tudo integrado no nosso app”, complementa a executiva.
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Cesan aposta em expressão popular e marketing digital para impulsionar uso de aplicativo em campanha de parcelamento

A transformação digital avança a passos largos na prestação de serviços públicos essenciais, e a Cesan (Companhia Espírito-Santense de Saneamento) acaba de lançar sua mais nova campanha de renegociação de débitos para acelerar esse processo. Desenvolvida pela agência Ampla, a iniciativa adota uma jornada com foco na conversão digital, projetada para direcionar consumidores das categorias residencial, comercial e industrial para os canais digitais da concessionária, permitindo a regularização de pendências financeiras com total conveniência.
O grande destaque do projeto de comunicação está em seu posicionamento criativo, que gira em torno do mote “Quem parcela não se aperta”. O conceito foi extraído diretamente de uma expressão popular para dialogar de forma leve, empática e imediata com a realidade do público. Thauana Moreira, head de criação da Ampla-ES, explica a estratégia por trás da linguagem adotada: “Ao utilizar essa abordagem, conseguimos dar máxima visibilidade ao benefício principal da ação – o parcelamento especial em até 100 vezes sem juros -, mostrando que colocar as contas em dia com a Cesan pode ser muito mais simples do que parece.”
A campanha utiliza recursos visuais que se complementam ao discurso institucional. Nos layouts das peças publicitárias, a palavra “par-ce-la” aparece grafada de forma dividida e silábica. De acordo com Bruno Reis, diretor de criação da Ampla, esse recurso atua como um trocadilho visual para reforçar o conceito de flexibilidade e o fôlego financeiro oferecido pela empresa.
A agência estruturou um plano de mídia focado prioritariamente no ecossistema digital. O objetivo central é incentivar o download e a utilização do aplicativo mobile da Cesan, plataforma que foi totalmente atualizada e blindada para garantir a realização de acordos de forma rápida e segura. Para guiar a jornada do usuário até a conversão, todas as peças dão protagonismo absoluto à chamada para ação (Call to Action) “Baixou, parcelou no app Cesan”. “Essa assinatura remete diretamente à sistemática, funcionando como uma ferramenta estratégica para contabilizar tanto os novos downloads do app quanto o volume de quitações de débitos dentro da plataforma”, complementa Bruno Reis.
O território visual da campanha foi planejado para transmitir uma sensação de tranquilidade e alívio, simulando o bem-estar do consumidor ao quitar suas pendências financeiras. As peças trazem fotografias de pessoas em situações leves e cotidianas, abandonando o tom burocrático e austero que geralmente acompanha comunicados de cobrança.
A direção de arte preservou o azul corporativo como a cor dominante para assegurar a identificação imediata da marca Cesan pelo público. Como elemento de modernização e dinamismo, foram inseridas formas circulares e detalhes em tons de rosa como cores complementares, conferindo energia e apelo contemporâneo às composições gráficas e consolidando o aplicativo como o principal ponto de contato entre a empresa e a comunidade.
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Saggezza desenvolve inteligência artificial capaz de reduzir em até 35% os custos de execução no PDV

A retailtech Saggezza traz ao mercado soluções baseadas em inteligência artificial e realidade aumentada que prometem revolucionar o trade marketing e a gestão de redes de franquias. O principal objetivo da empresa é demonstrar como a falta de conformidade entre as diretrizes planejadas pelas matrizes e a execução real nas lojas gera prejuízos severos para franqueados e franqueadores. Para dimensionar o problema, a companhia apoia-se em dados da One Door Retail Solutions, que apontam que falhas operacionais dessa natureza geraram perdas de US$ 125 bilhões apenas no mercado dos Estados Unidos em 2025.
O mesmo levantamento revela os impactos diretos dessas inconsistências na jornada de compra: 49,9% dos consumidores abandonam o estabelecimento quando um produto não está disponível ou sofre com problemas de exposição, enquanto 73,4% manifestam insatisfação imediata com a reputação da marca quando a execução no ponto de venda falha. Renato Paschoal, CEO da Saggezza, resume o gargalo enfrentado pelo setor varejista. “Campanha lançada não é campanha executada e, sem evidências, não há como fazer uma avaliação fidedigna. Hoje, o que existe é muito processo, pouco dado visível e nenhuma leitura do que foi realmente efetivo, refletindo em investimento desperdiçado e perda de vendas.”
Para solucionar esses pontos de fricção, a startup de tecnologia estruturou um sistema de auditoria que utiliza algoritmos de reconhecimento de imagem para validar a instalação de peças de comunicação, apontando desvios e gerando relatórios automatizados por loja. O processo oferece escala às redes por meio de relatórios com comprovação fotográfica geolocalizada e métricas precisas de conformidade. Complementarmente, a plataforma disponibiliza uma ferramenta de realidade aumentada que mapeia as dimensões e a profundidade física do ponto de venda, permitindo que as equipes simulem o posicionamento exato dos materiais de visual merchandising antes da produção.
Outro pilar estratégico destacado pela empresa é a centralização da jornada operacional. Ao contrário de modelos tradicionais de mercado, que dividem a cadeia entre consultorias que entregam apenas dashboards analíticos e transportadoras focadas exclusivamente na logística, a plataforma consolida todas as etapas, cobrindo do briefing inicial ao controle de entrega na ponta. “Somos uma empresa de tecnologia para o varejo que não atua apenas no ambiente digital, mas também na complexidade prática da operação”, complementa o executivo.








