Empresa
BibliON comemora dois anos com novidades na plataforma

A BibliON, biblioteca digital gratuita de São Paulo, celebra seu segundo aniversário e continua a expandir os serviços oferecidos à população. Originada de um projeto piloto iniciado em janeiro de 2020, que disponibilizou pouco mais de mil obras, a plataforma agora oferece aos seus usuários um acervo com mais de 20 mil itens, incluindo livros digitais, audiolivros, podcasts e, a partir deste mês, jornais e revistas. Além disso, a influenciadora e apresentadora Tatiany Leite se junta ao seleto grupo de mediadores do Clube de Leitura BibliON, trazendo ainda mais dinamismo e engajamento para os leitores.
Tatiany Leite, jornalista e criadora do projeto Vá Ler um Livro, já atuou como mestre de cerimônias e mediadora em mais de uma centena de eventos. Além disso, trabalhou como colunista e apresentadora em importantes plataformas. Atualmente, é curadora de uma coleção de clássicos pela editora Planeta e roteirista, apresentadora do podcast Quarta Capa, da editora Todavia.
BibliON em números
Desde o projeto piloto (2020 a 2024), a plataforma já soma:
315.206 cadastrados
774.051 empréstimos
Mais de 4 milhões de visitas
Os 5 livros mais emprestados:
1. Eu e esse meu coração, de C. C. Hunter
2. O peso do pássaro morto, de Aline Bei
3. O amor não é óbvio, de Elayne Baeta
4. O poder da ação, de Paulo Vieira
5. Tudo sobre o amor novas perspectivas
Além das obras queridinhas, temos os 5 escritores que mais marcaram presença nestes 2 anos:
1. C. C. Hunter
2. Aline Bei
3. Machado de Assis
4. Gabriel Garcia Márquez
5. Amanda Lovelace
E para a programação cultural (clubes de leitura, bate papos literário, oficinas e palestras), a plataforma já contabiliza mais de 10 mil participantes.
Junho/22 até maio/24 = 10.200
2022 = 2097
2023 = 7465
2024 = 638
Entre os clubes de leitura, merecem menção especial o Clube de Leitura da BibliON e o Clube de Leitura 60+, que consistentemente atraem um número de participantes acima da média dos demais clubes realizados na plataforma.
Ainda na esteira da programação cultural, foram realizadas 14 edições do Bate-papo Literário, recebendo nomes importantes da literatura nacional, como Daniel Munduruku, Letrux, Geni Núñez entre outros.
E nas atividades de capacitação com maior público, destacam-se as Oficinas de Escrita Literária, que contaram com um total de 453 participantes em suas duas edições.
“Estamos muito orgulhosos em celebrar os dois anos da BibliON. Desde o início, nossa missão tem sido democratizar o acesso à leitura e à informação, e ver a plataforma crescer de pouco mais de mil obras, durante o projeto piloto, para mais de 20 mil itens é um grande marco. A inclusão de novos formatos, como jornais e revistas, e a constante atualização da programação cultural são testemunhos do nosso compromisso em oferecer uma experiência rica e diversificada aos nossos usuários”, comemora Pierre André Ruprecht, diretor executivo da SP Leituras, organização da cultura gestora da BibliON.
A BibliON também faz parte do ecossistema das bibliotecas públicas vinculadas ao Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas, funcionando como uma extensão digital desses espaços. Essa integração permite que os equipamentos públicos do SisEB ampliem seu alcance e impacto, oferecendo mais opções de leitura e recursos informacionais por meio de um ambiente digital moderno e acessível.
Como funciona a plataforma?
O usuário pode fazer empréstimo de até duas obras simultâneas, por 15 dias. A BibliON permite ações como organizar listas, adicionar favoritos, compartilhar um livro como dica de leitura nas redes sociais, fazer reservas, ver histórico e sugerir novas aquisições. Por meio de princípios de gamificação, os associados conseguem acompanhar as estatísticas do tempo dedicado à leitura e participar de desafios. E o sistema de busca permite que o usuário utilize diversos filtros, como tema, autor, categoria ou editora. É possível ler em dispositivos móveis, sem a necessidade de usar dados do celular, por meio do download prévio do título ou, ainda, ajustar o tamanho da letra e o contraste da tela; escolher diferentes modos de leitura para dia ou para noite e acionar a leitura em voz sintetizada, para saída em áudio do texto.
Já os periódicos estarão acessíveis diretamente na plataforma da BibliON. Ao clicar para abrir, os usuários serão redirecionados para a plataforma da PressReader, no entanto não será exigido um novo cadastro. Além disso, o acesso será ilimitado por usuário.
Para utilizar o serviço gratuito, basta que os interessados acessem www.biblion.org.br ou baixem o aplicativo BibliON, disponível no Google Play e na Apple Store e realizem um breve cadastro.
A BibliON
A iniciativa nasceu como forma de aperfeiçoar um projeto piloto, lançado em 2020, no qual buscava oferecer um serviço cultural digital e gratuito à população, como opção ao isolamento social ao qual todos atravessavam na época. Até o momento, a biblioteca já soma mais de 774 mil empréstimos e mais de 315 mil cadastros .
Empresa
Engenharia de dados torna-se a “espinha dorsal” para combater ROIs ilusórios no marketing digital

No ecossistema do marketing de performance, um cenário de “fantasia” tem se tornado comum nas apresentações de resultados: a Meta reivindica 50 conversões, o Google Ads exige crédito por outras 40 e o TikTok por mais 30. No entanto, o sistema de e-commerce revela a realidade fria do caixa com apenas 80 vendas efetivas. Esse fenômeno, causado pela sobreposição de atribuição onde diferentes plataformas clamam para si o mesmo cliente, é o desafio que a engenharia de dados busca resolver ao estabelecer uma Single Source of Truth (Fonte Única de Verdade).
Para Felix Bohn, sócio da Elementar Digital, agência especializada em marketing orientado por dados, esse desalinhamento é um risco estrutural que pode levar empresas a tomarem decisões baseadas em custos de aquisição maquiados. “Operações que crescem rápido tendem a quebrar primeiro na mensuração. Quando a base de dados é inconsistente, qualquer tentativa de otimização vira um chute”, alerta o executivo.
A solução para evitar que o marketing opere em um vácuo de realidade está na construção de uma arquitetura de mensuração robusta. Isso envolve estruturar como os dados são coletados e organizados ao longo de toda a jornada do usuário, garantindo que o clique de terça-feira no Instagram e a busca no Google na quinta-feira sejam compreendidos como parte de um único caminho de conversão.
Um dos conceitos centrais apresentados por Bohn é o tracking, o rastreamento técnico das interações por meio de eventos padronizados. Quando ações como visitas, installs ou preenchimento de formulários são organizadas sob regras claras, a empresa ganha consistência na leitura de dados. A criação de uma single source of truth consolida essas informações em um ambiente confiável, eliminando as discrepâncias entre o que as ferramentas de anúncio dizem e o que a conta bancária da empresa mostra. “Esse processo costuma incluir verificações sistemáticas para garantir a qualidade e a integridade das informações coletadas”, aponta o sócio da Elementar Digital.
Além disso, a rastreabilidade ponta a ponta permite mapear as chamadas micro-conversões — etapas intermediárias como adicionar um produto ao carrinho ou assistir a um vídeo. Esse mapeamento detalhado identifica gargalos no funil de vendas com precisão cirúrgica, permitindo ajustes que realmente impactam o resultado final.
Em um mercado cada vez mais competitivo, a capacidade de confiar nos próprios números separa as operações perenes daquelas que colapsam sob o peso do próprio crescimento. Para o especialista, a engenharia de dados é o herói invisível por trás das campanhas de sucesso. “O que separa operações que escalam daquelas que colapsam não é o volume de investimento, mas a capacidade de confiar nos próprios dados. Sem isso, não existe decisão inteligente. A engenharia de dados não aparece no criativo nem na campanha, mas é ela que garante que cada real investido tenha uma direção clara. Sem essa base, crescimento não é escala, é instabilidade”, conclui Felix Bohn.
Com a consolidação dessas práticas, o setor de live marketing e publicidade digital caminha para uma maturidade onde a transparência dos dados sobrepõe-se às métricas de vaidade, garantindo que a estratégia de negócio esteja ancorada em fatos, e não em algoritmos de atribuição conflitantes.
Empresa
Gestão contextual de mídia torna-se pilar estratégico para marcas durante a Copa do Mundo 2026

Com o início oficial da Copa do Mundo marcado para 11 de junho, nos Estados Unidos, Canadá e México, o mercado publicitário global se prepara para o que deve ser o maior pico de audiência digital da história. O torneio não apenas mobiliza torcidas, mas incendeia as redes sociais com bilhões de interações em tempo real, criando um dos ambientes mais valiosos — e desafiadores — para o brand experience. Segundo Edvaldo Silva, diretor regional na América Latina da Zefr, empresa de verificação e contextualização de mídia, o sucesso das marcas dependerá de uma gestão de campanhas significativamente mais sofisticada.
O volume de dados impressiona: o relatório Culture in Play, da We Are Social North America, já registrou mais de 767 milhões de conversas sobre o mundial desde janeiro, gerando bilhões de impressões. Esse cenário transforma plataformas como YouTube, TikTok e Meta em campos de batalha pela atenção do consumidor, onde jogos, memes e transmissões paralelas ditam o ritmo do engajamento. “Eventos globais como a Copa do Mundo criam uma avalanche de conteúdo nas redes sociais. Para as marcas, isso representa uma enorme oportunidade de alcance, mas também exige maior inteligência na gestão das campanhas para garantir que os anúncios apareçam ao lado de conteúdos alinhados aos seus valores e posicionamento”, afirma Silva.
Para o executivo, o conceito tradicional de brand safety (segurança da marca), que foca em evitar conteúdos estritamente negativos, já não é suficiente. A discussão evoluiu para o brand suitability (adequação da marca), que busca garantir o alinhamento contextual fino. Em um ambiente impulsionado por vídeos e recomendações algorítmicas, um anúncio pode ser exibido ao lado de conteúdos sensíveis, como debates políticos ou notícias de última hora, que, embora não sejam “proibidos”, podem estar desalinhados com a imagem da empresa.
Silva alerta que o risco aumenta durante o torneio, quando a conversa sobre uma partida pode rapidamente derivar para temas controversos ou desinformação. “Sem uma análise mais contextual e contínua, parte do investimento pode acabar sendo direcionada a conteúdos que não refletem os valores ou os objetivos de comunicação da marca”, explica o diretor.
Um dos principais obstáculos para as marcas é a rapidez com que as tendências ganham escala. Replays e conteúdos virais inesperados moldam o contexto em questão de segundos. Por isso, a análise não pode ser apenas textual, baseada em palavras-chave, mas deve considerar elementos visuais e narrativas complexas. “Evitar conteúdos inadequados é apenas o primeiro passo. O desafio hoje é ir além da análise textual e também avaliar elementos visuais e narrativas para equilibrar a visibilidade de alto impacto com contextos seguros e adequados durante um momento cultural relevante”, reforça o especialista da Zefr.
Apesar da complexidade operacional, a Copa do Mundo de 2026 permanece como a “vitrine de ouro” para a construção de marca no ambiente digital. A conclusão do setor é clara: em um ecossistema cada vez mais dinâmico, as marcas que conseguirem combinar a escala massiva do evento com um controle contextual rigoroso serão as que transformarão a alta atenção do público em resultados reais de negócio.








