Empresa
Ambev vai transformar lixo do Carnaval de rua em lixeiras para as cidades

Fevereiro é mês de festa, cerveja gelada e Carnaval. Mas essa época do ano perde sua beleza com o lixo deixado nas ruas depois que os blocos passam. Pensando nisso, uma das maiores patrocinadoras do Carnaval de rua, a Ambev se uniu à ANCAT (Associação Nacional de Catadores e Catadoras de Materiais Recicláveis), à agência MAP, à Boomerang e prefeituras para recolher o lixo dos principais blocos de rua de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador e Recife. Durante os dias oficiais de festa, além do período pós folia, a companhia vai ajudar os foliões dessas cinco capitais a terem um Carnaval mais limpo. O lixo de 26 milhões de foliões dos principais blocos será reciclado.
Com o lixo coletado nos maiores blocos de rua dessas cidades pelos catadores e catadoras mobilizados, a Ambev irá reciclar todo os resíduos coletados e com parte deles irá produzir lixeiras para serem instaladas nessas cidades, deixando um legado positivo e sustentável para os cidadãos após a folia.
“Queremos ter um Carnaval cada vez mais sustentável e também ajudar na conscientização dos foliões. Por isso, decidimos nos unir a parceiros para fazer uma ação inédita de limpeza que vai recolher todo o tipo de material reciclável: vidro, plástico, papelão, latas, mesmo que sejam de marcas concorrentes”, conta Rodrigo Figueiredo, vice-presidente de Sustentabilidade e Suprimentos da Cervejaria Ambev. “A gente sabe que uma única ação não traz todas as soluções de que precisamos. Também temos consciência de que não vamos vencer esse desafio sozinhos; daí a iniciativa de convidar a ANCAT, a MAP, a Boomerang e outros parceiros para se juntarem conosco nessa tarefa, que é de todos nós – empresas, associações, foliões, sociedade e governo”, acrescenta.
Para a ação, serão mobilizados cerca de 2,8 mil catadores e catadoras de material reciclável nas cinco capitais, que irão recolher o lixo de seus maiores e principais blocos. Eles receberão uma renda fixa por dia de trabalho, além de remuneração extra pela quantidade e tipo de materiais recolhidos. “Junto com a ANCAT, estamos pensando em uma estrutura para facilitar o trabalho do catador e garantir que o lixo seja recolhido. Por isso, além da remuneração fixa, vamos garantir a compra de todos os materiais a um preço superior ao padrão de venda, já que estaremos mais próximos dos catadores, reduzindo o número de intermediários”, conclui Figueiredo.
Todos os parceiros na coleta receberão EPIs (Equipamento de Proteção Individual), sacos apropriados para coleta e contarão com pontos de apoio com hidratação e banheiros. Todo o lixo reciclável recolhido será encaminhado para uma das 45 centrais de coleta espalhadas estrategicamente pelas cidades. Nas centrais, os materiais serão recebidos, separados e destinados para a reciclagem.
“Nosso trabalho com a Ambev começou há mais de dois anos e essa parceria é muito importante para um mundo mais sustentável e para o desenvolvimento social de milhares de famílias de catadores e catadoras. O que a Ambev está fazendo é muito inovador e grandioso. Vamos fazer história neste Carnaval e ajudar a termos uma festa ainda mais colaborativa, de preferência com outras empresas se juntando a nós nos próximos anos” afirma Roberto Laureano, presidente da ANCAT.
Rumo ao fim da poluição plástica
A ação deste Carnaval vem logo depois de a Ambev anunciar que vai acabar com a poluição plástica de suas embalagens até 2025. Para atingir essa meta, a companhia vai tomar uma série de medidas e criar inovações em parceria com outras empresas e universidades e, neste Carnaval, dá mais um passo rumo a esse objetivo.
“Nós queremos deixar um legado sustentável para a sociedade e entendemos que cada um de nós tem um papel fundamental para isso. É importante que todos os foliões lembrem que cada ação importa e que juntos podemos construir um mundo melhor”, comenta Figueiredo.
Empresa
Estudo da Troiano aponta o branding como ativo estratégico para o crescimento da indústria farmacêutica no Brasil

A indústria farmacêutica atravessa uma transformação no modo de construir valor e relacionamento com seus públicos. Em um cenário impulsionado pelo avanço dos genéricos, digitalização da jornada de saúde e evolução dos hábitos de consumo, a diferenciação estritamente técnica deixou de ser suficiente para garantir a liderança de mercado. É o que aponta o relatório O Pulso do Mercado – Construção de Marca e Geração de Valor na Indústria da Saúde e Bem-Estar, desenvolvido pela consultoria Troiano.
O levantamento destaca dados da Associação Brasileira das Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma) e da consultoria IQVIA, que mostram que o mercado farmacêutico brasileiro movimentou R$ 246,1 bilhões em 2025, o que representa uma expansão de 11% na comparação com o ano anterior. Paralelamente, o setor ampliou seus investimentos publicitários, passando a disputar a preferência de médicos e consumidores em um ambiente onde reputação, confiança e experiência ganham protagonismo nas decisões de compra. “À medida que a ciência avança e os produtos se tornam tecnicamente semelhantes, a discussão deixa de ser apenas sobre qual molécula é mais eficiente. A disputa migra para o campo das percepções humanas. O branding é o que transforma um produto funcional em uma escolha desejada e duradoura”, analisa Cecília Russo, CEO da Troiano.
O relatório mapeia os principais vetores dessa transição no setor de saúde: a simplificação da jornada do paciente, a personalização de tratamentos apoiada por inteligência artificial, a convergência entre saúde e estilo de vida, o fortalecimento de canais diretos de relacionamento com o cliente e a busca por experiências integradas ao longo de todo o ecossistema de cuidado.
Conforme a análise da Troiano, a consolidação dos medicamentos genéricos acelera essa dinâmica. Diante de produtos com paridade técnica e funcional, as farmacêuticas buscam diferenciação competitiva ao construir atributos como credibilidade, conveniência e vínculo emocional com o público final.
O estudo cita o caso do Ozempic como um dos exemplos recentes da sinergia entre inovação científica e gestão de marca. Além do desempenho terapêutico, o fármaco tornou-se um fenômeno cultural e econômico global, ilustrando a capacidade do branding de potencializar o alcance de um produto para além de suas especificações funcionais. “O futuro da indústria será definido não apenas pela capacidade de desenvolver novas soluções, mas também pela habilidade de construir marcas relevantes, capazes de gerar confiança, simplificar experiências e ocupar um espaço legítimo na vida das pessoas”, conclui Cecília Russo.
Clique aqui para ver o estudo completo.
Empresa
Executivos e especialistas transformam o LinkedIn e expandem a Creator Economy para o ambiente corporativo

A definição da palavra creator, historicamente associada a influenciadores de entretenimento, youtubers e criadores de conteúdo para redes sociais de massa, vem passando por uma reconfiguração no mercado corporativo. Uma nova frente de produtores de conteúdo cresce no ambiente digital: executivos, CEOs, advogados, médicos, investidores e empreendedores que utilizam o LinkedIn como plataforma para construir autoridade, compartilhar conhecimentos técnicos e gerar oportunidades B2B.
Nesse cenário, a rede profissional assumiu papel estratégico na comunicação institucional. Publicações assinadas diretamente por lideranças executivas frequentemente alcançam níveis de engajamento e alcance superiores aos das páginas corporativas oficiais, aproximando diretores e fundadores de clientes, investidores, parceiros de negócios e profissionais de imprensa.
Para Victor Cabral, especialista em creator economy e fundador da Cabral Levers — hub de conexão entre influenciadores e marcas —, essa transição sinaliza a profissionalização e maturação da influência digital. “A creator economy deixou de ser um mercado exclusivo do entretenimento. Hoje, a influência também nasce da experiência, da capacidade de compartilhar conhecimento e da construção consistente de autoridade. O novo creator pode estar à frente de uma grande empresa, liderar uma área estratégica ou ser uma referência técnica no seu segmento”, analisa.
A mudança acompanha novas abordagens em gestão de reputação de marcas. A comunicação corporativa tradicional, antes centralizada unicamente nos canais institucionais da empresa, passa a ser distribuída também pelos perfis de seus porta-vozes, humanizando organizações por meio da exposição de bastidores, narrativas de negócios e posicionamentos de mercado.
A evolução desse formato demandou a estruturação de equipes dedicadas ao suporte dessas lideranças. Atualmente, executivos recorrem a profissionais de jornalismo, social media, estrategistas de comunicação e ghostwriters para transformar experiências do cotidiano corporativo em artigos, newsletters, vídeos e publicações estratégicas integradas ao planejamento da empresa.
Segundo Cabral, o movimento consolida uma nova etapa no ecossistema de conteúdo. “Estamos vendo nascer uma economia da influência baseada em conhecimento, não em entretenimento. O ativo mais valioso desses profissionais não é a quantidade de seguidores, mas a credibilidade construída ao longo da carreira. É uma influência que gera negócios, atrai talentos, fortalece marcas e abre espaço para novas oportunidades”, conclui o executivo.








