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Accenture anuncia aquisição da CreativeDrive para apoiar a reinvenção de conteúdo para canais digitais e comerciais

A Accenture (NYSE: ACN) anuncia a aquisição da CreativeDrive, empresa global de produção de conteúdo impulsionada por tecnologia que simplifica, automatiza e dimensiona o processo de produção de ativos de criação. Detalhes da transação não foram revelados.
A aquisição da CreativeDrive ꟷ empresa que dá ritmo às marcas para ativarem seus canais digitais e de comércio eletrônico ꟷ complementa as ofertas de serviços comerciais, de conteúdo, de marketing digital e de mídia existentes na Accenture. A lista de clientes da CreativeDrive inclui nomes como Estée Lauder, Home Depot e Walmart, entre outras.
“Agilidade é a moeda do mercado hoje, especialmente conforme a pandemia da Covid-19 acelera a disrupção pela qual as empresas estão passando, com consumidores migrando para canais online a um ritmo inédito”, explica Brian Whipple, CEO da Acdenture Interactive. “A aquisição da CreativeDrive é um investimento nos nossos clientes e em seu sucesso futuro, fortalecendo nosso posicionamento para ajudá-los a enfrentar os desafios impostos pelo cenário atual e criar uma revolução de conteúdo de forma criativa, eficiente e ágil”.
Fundada em 2015, a CreativeDrive consolidou uma rede global de estúdios de conteúdo para a produção rápida e flexível de peças de criação em diversos formatos, incluindo animações, fotografia, computação gráfica e realidade aumentada. Além disso, seu sistema de tecnologia patenteado CD Suite automatiza etapas essenciais do ciclo de criação de conteúdo, conectando todo o ecossistema de marcas, mercados, varejistas e fornecedores.
Essas capacidades, combinadas à escala, velocidade e expertise de negócios da Accenture Operations proporcionam aos clientes uma oferta abrangente no processo de criação, produção e distribuição de conteúdo.
“Ajudamos os clientes que querem impulsionar seu crescimento fornecendo-lhes soluções ágeis e escaláveis”, afirma Manish Sharma, líder da Accenture Operations. “O modelo de negócios da CreativeDrive, com todos os benefícios de um modelo de estúdio de conteúdo interno com tecnologia proprietária, garante transparência, agilidade no lançamento de produtos e serviços, além de insights de dados que garantem o sucesso. Os clientes irão se beneficiar da combinação de nossos recursos e estamos felizes em aumentar a família Accenture”, conclui.
As marcas de hoje precisam criar conteúdos com qualidade, consistência e em escala para vários mercados, e a presença global da CreativeDrive apoiará essa necessidade. Com sede em Nova York e escritórios espalhados pelos EUA, África do Sul, Austrália, Brasil, China, Cingapura, Costa Rica e Reino Unido, a CreativeDrive conta com aproximadamente 700 funcionários e mais de 37 mil metros quadrados de área de estúdio para gestão de filmagens e cocriação com clientes.
“Estamos felizes em unir forças com a Accenture e ajudar os clientes a atenderem a demanda intensa por conteúdos personalizados e atraentes em escala, especialmente com o fato de muitas marcas terem dificuldades com uma abordagem mais fragmentada”, diz Myles Peacock, CEO da CreativeDrive. “Agora como Accenture, poderemos criar uma experiência holística para as marcas – da captura de conteúdo à ativação em vários canais ꟷ e atender as necessidades crescentes das marcas de hoje”.
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Trident consolida linha X-Gamers e se posiciona como “Player 2” do público gamer no Brasil

A Trident, marca da Mondelēz International, reforça sua ofensiva estratégica no universo dos esportes eletrônicos e do entretenimento digital. Com o fortalecimento da linha X-Gamers, a marca amplia seu diálogo com a Geração Z através dos sabores Citrus Mix e Acid Berry, consolidando o conceito de que o produto é o aliado ideal tanto para partidas casuais quanto para sessões de alta performance. Sob a nova assinatura “Masca & Faz Sua Play”, a agência LePub São Paulo desenhou uma comunicação que reconhece a pluralidade dos jogadores, do estilo for fun ao try hard.
A estratégia da marca vai além do posicionamento de produto; trata-se de uma inserção cultural que visa combater a pressão do “mundo real”. Ao se colocar como um Player 2, a Trident propõe que mascar a goma auxilia no foco e no controle emocional, seja em competições de elite ou em momentos de socialização analógica. A linha apresenta-se em embalagens de 48,3g no formato garrafa, design pensado especificamente pela praticidade exigida durante o gameplay.
Dentro da segmentação da linha, o Citrus Mix foi associado ao casual gamer, aquele que busca conexão com amigos e entretenimento impulsionado por creators e pelo hype. Já o Acid Berry é direcionado aos jogadores que buscam vitória em longas jornadas competitivas. Para amarrar esses perfis, a campanha Bottle Royale utiliza um trocadilho com o popular gênero battle royale, reforçando a identidade visual e funcional da embalagem.
Samara Barros, gerente de marketing de Trident, explica que a marca busca ser um suporte para os diferentes ritmos de cada usuário. “Todo mundo joga por um motivo diferente; para relaxar, para se distrair, para competir ou até para esquecer um pouco a pressão do dia a dia. Com X-Gamers, a gente quis estar presente nesses momentos de um jeito leve, como um parceiro mesmo, que acompanha e auxilia o ritmo de cada jogador. É mascar e fazer sua play”, afirma a executiva.
Para sustentar esse posicionamento no live marketing e nas plataformas digitais, a Trident também anunciou o patrocínio à Kings League Brazil. A parceria prevê uma série de ativações, transmissões e experiências imersivas que levam o conceito da marca para fora das telas e para dentro das comunidades. Ao integrar-se organicamente ao calendário competitivo e de entretenimento, a marca reafirma sua capacidade de entender o comportamento de uma geração que não vê fronteiras entre o jogo e a vida real.
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Estudo Tensões Culturais 2026 revela brasileiro mergulhado em otimismo defensivo e fadiga de decisão

Em um momento em que a instabilidade deixou de ser um evento esporádico para se tornar uma condição permanente, a Quiddity, consultoria de pesquisa estratégica do ecossistema Untold|, apresentou oficialmente o estudo “Tensões Culturais 2026”. O lançamento, realizado no Museu Brasileiro da Escultura e Ecologia (MuBE), em São Paulo, traçou um diagnóstico minucioso do comportamento do consumidor após ouvir 1.355 pessoas em todo o território nacional. A análise destaca o papel central da Geração Z na reconfiguração das relações de consumo e a urgência de uma nova postura das marcas diante de crises sistêmicas.
A pesquisa aponta que o tradicional otimismo brasileiro, antes utilizado como ferramenta de sobrevivência, já não é capaz de neutralizar a convergência entre emergência climática, disrupção tecnológica e a saturação de informações. Esse cenário gera o que o estudo classifica como information overload, resultando em efeitos cognitivos como a fadiga de decisão. “O brasileiro, historicamente, vive em cenário de instabilidade recorrente. O ambiente nunca foi realmente seguro por muito tempo, e a sociedade aprendeu a viver em alerta. Mas, o que muda agora? Dessa vez, não é apenas o Brasil que vive sob tensão e pela primeira vez não temos um caminho claro a seguir”, contextualiza Rebeca Gharibian, sócia e diretora geral da Quiddity.
Nesse ecossistema de incerteza ampliada, surge o conceito de “otimismo defensivo”. O consumidor, agora mais cético e exausto, busca refúgio em microcomunidades e círculos de confiança restritos. Dentro dessa dinâmica, a Geração Z assume o protagonismo ao impor um pragmatismo que pune a hipocrisia institucional. Para esses jovens, a coerência entre discurso e prática é inegociável, o que torna a reputação das empresas um ativo extremamente volátil e dependente de comportamentos reais, não apenas promessas de marketing.
Everton Schultz, líder do grupo Untold|, reforça que a mudança no sistema de influência é profunda e irreversível. “Entender esse estado de espírito é crucial para qualquer líder de negócio hoje. Marcas e instituições perderam o controle da conversa. Vivemos em um Brasil em tensão, e emerge um novo sistema de influência, com protagonismo nítido da Geração Z”, afirma o executivo.
O estudo conclui que, para serem relevantes em 2026, as marcas precisam atuar como redutoras de atrito na vida do consumidor. Em vez de disputarem atenção por meio do volume, as estratégias vencedoras serão aquelas que oferecerem segurança, clareza e transparência. Em um mercado onde a confiança é a moeda mais valiosa, o desafio das organizações passa a ser a construção de um legado de autenticidade em meio ao ruído permanente.









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