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A diversidade como estratégia de inovação desde a formação da equipe plural para autenticidade da comunicação

*Bruno Höera
Avaliar o conteúdo e estratégia das mídias sociais de uma empresa ou marca hoje é uma demanda básica que precisa de uma atenção profissional. Como contextualizar o conteúdo relacionado à diversidade atualmente, algo já tão explorado pelas marcas/empresas? Todas as causas precisam ser trabalhadas ao longo do ano para servirem de base para as ativações mais específicas, as ações voltadas para o tema não deveriam ser ativadas somente em datas comemorativas. Acredito que estamos em um momento em que precisamos mostrar resultados. A discussão sobre o assunto precisa sempre continuar e evoluir, acredito que quem ainda não entendeu o quão positiva é a diversidade, só vai captar a mensagem por meio da naturalidade.
Mas como fugir de estratégias similares do mercado, com variações marginais, conhecidas também como como estratégias isomorfas? Antes de partirmos para o processo estratégico e criativo de um projeto, precisamos, primeiramente, entender com um briefing, quem são as pessoas que farão parte da equipe do projeto em questão. A estratégia começa antes da mão da massa e por isso é tão importante termos conexões cada vez mais diversas. Conectar no projeto, pessoas que se identificam com o tema mesclado à pessoas que não entendem do assunto, é uma tática para que a inovação venha tanto de quem já faz parte do público, como de alguém que questiona a partir da falta de conhecimento.
Seguir uma tendência por ser tendência, não é o caminho. Como nós mesmos, as marcas devem ter as suas próprias e particulares vozes e personalidades nas redes sociais. Assim como na diversidade de pessoas em uma equipe, o que também faz uma estratégia ter um potencial positivo é o mix de tendências que pode ser utilizado como norte em uma tomada de decisões e que faça sentido ao universo da marca a ser trabalhada.
A diversidade é uma ferramenta de inovação e, além da necessidade, esse é um dos fatores que fazem do Brasil um país tão criativo. A pluralidade de pessoas em uma empresa permite mais horizontalidade, um ambiente melhor de trabalho, aumentando a produtividade e a rentabilidade das corporações. Somar as diferenças a meu ver, é ganhar mais proteção. É uma conta simples, mas que apenas ficou óbvia quando o discurso ficou batido o suficiente para ser transformado em ações. E, muitas dessas ações validaram na prática o que estava difícil da teoria explicar.
*Bruno Höera – Fundador da Portland, agência brasileira com impacto social.
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O novo desafio do branding: ser lembrado quando a IA escolhe por você

*Samira Cardoso
Estamos vivendo a era da presença inteligente, um momento em que a antiga lógica do funil de vendas já não representa mais a realidade da jornada de compra, devido à sua complexidade. A decisão de compra, que antes era vista como uma sequência linear de etapas, hoje acontece em momentos simultâneos, onde o comprador, mais protagonista do que nunca, navega por um mar de informações e conta ainda com uma nova ferramenta de deliberação, que é a IA.
Agora, o desafio para as marcas não é mais aparecer no momento certo, como era na antiga lógica, e sim existir de forma relevante e autêntica dentro das constelações de pontos de contato que se formam, muitas vezes, longe dos olhos e dos sistemas de medição tradicionais das empresas.
Para ilustrar esse cenário, segundo o relatório do LinkedIn Sales Navigator de 2026, 94% dos compradores B2B já utilizam ferramentas de IA generativa em seu processo de compra, transformando-a em uma referência muitas vezes mais influente do que as fontes tradicionais. No entanto, a maioria das organizações, cerca de 96%, não aparece nas respostas dessas inteligências, tornando-se invisível para o novo comprador, conforme o 2X AI Visibility Index 2026. Isso significa que as marcas precisam construir uma logística de conteúdo para humanos e também para as máquinas.
Está claro que o processo de decisão não é mais individual, mas sim um trabalho de comitê, e a presença do time comercial acontece apenas uma fração do tempo, enquanto a maior parte da jornada se desenrola longe do contato direto. A IA se torna, então, uma extensão desse comitê, uma presença digital que filtra, compara e sugere com base em dados, alterando a “presença inteligente” da marca para uma questão de sobrevivência.
Para navegar nessa nova realidade, a estratégia de marketing precisa se afastar da lógica engessada de etapas e abraçar a fluidez dos momentos e comportamentos do comprador. A comunicação precisa começar muito antes de o comprador estar pronto para assinar um contrato, falando com a imensa maioria que ainda está pesquisando e amadurecendo sua escolha.
Enfim, o branding ganhou uma nova cara e a era da presença inteligente exige que as marcas se tornem arquitetas de sua própria visibilidade no mundo digital, criando conteúdos que conversem com as necessidades atuais do comprador em cada instante de sua jornada. Isso significa produzir materiais que gerem interesse e desejo ao longo de todo o ciclo de consumo, aprender a ouvir o que a IA já está dizendo e se posicionar para ser a resposta que ela dará, utilizando o blog, notícias e as relações públicas como motores de recomendação.
*Samira Cardoso – Co-fundadora e CEO da Layer Up.
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A próxima batalha do marketing de performance será pelos criativos

*Deny Zatariano








