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2020 não vai deixar saudades, que venha 2021: o ano da humanização

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E chega ao fim o psicodélico ano de 2020. Não que vá mudar muito, mas nós, brasileiros, precisamos do ritual de passagem de ano para renovar os “vouchers”, passar a régua e zerar tudo. Neste momento, nos sentimos como se este período vivendo “um dia de cada vez” estivesse para encerrar.

Não há desânimo, desde que possamos deixar pra traz as dores criadas pela adaptação à digitalização corporativa a toque de caixa, ao homeschooling e ao multitasking entre reuniões com acionistas e prospects e as pilhas de louça do almoço.

Este definitivamente foi um ano complexo para muito além das adaptações profissionais: não tivemos sequer o direito ao acalanto de um abraço de quem amamos ou de sair de casa livremente para espairecer. Não foi à toa, portanto, que tantas pessoas desenvolveram problemas emocionais. Sim, 2020 poderá entrar para a história como o ano em que o mundo todo acumulou uma verdadeira coleção de frustrações.

Mas nem tudo foi ruim e, certamente, um dia também poderemos olhar pra traz e constatar que este foi o ano das reinvenções. Fomos obrigados a ousar saindo da caixinha para sobreviver.

Muitos processos que estavam engatilhados para acontecer nos próximos 10 anos, impressionantemente se concretizaram em seis meses. No setor de MICE – Meetings Incentives Conventions and Exhibitions – os chamados ‘work remote destinations’ começaram a ganhar espaço a partir da implementação do home office. Já que é possível trabalhar de qualquer lugar além do escritório ou da própria casa, por que não trabalhar de um lugar paradisíaco com boa infraestrutura e espaço para toda família?

Segundo o booking.com, destinos nacionais para estadias longas saltaram de 45% para 75% durante a pandemia. Agora, com mais tempo junto à família e a nós mesmos, assumimos a responsabilidade de sermos felizes, estando na base da pirâmide de Maslow. Antes, o conceito de felicidade era praticamente terceirizado para a “firma”, que era onde passávamos maior parte das vidas.

Humanização

E o que será do tão aguardado 2021? A equipe de Thinkers da Wish International – grandes mentes que compõem nossa malha de palestrantes – já bateu o martelo sobre a grande tendência do próximo ano e a palavra principal é: humanização!

Um ano de salve-se quem puder não pode ser um ano de comunicação ou de networking de qualidade, não é mesmo? Depois de tanto ansiedade, solidão e da necessidade de dar um booster nos negócios, agora chegou a hora de uma reaproximação – mesmo que híbrida – entre os seres humanos.

Em 2021, aquele cara que passou anos lado a lado com você, ouvindo o seu ‘bom dia’, falando sobre os últimos acontecimentos da vida e do trabalho e, também, servindo como uma verdadeira válvula de escape para a pressão do dia a dia, precisa voltar para sua vida. Assim como todos que ficaram em sua memória emocional.

Há muitas expectativas para este que deve ser o ano do propósito. Afinal, se existe um vírus letal lá fora, por que engajar com pessoas e situações que não fazem seu coração bater mais forte? A “vida é muito curta” foi um wake up call que nos fez entender que mesmo produtos e serviços precisam daquele “je ne sais quoi” que nos faz sorrir sozinhos. Resumindo: ‘ou soma ou some’ e esta expressão também pode ser o chamado para que a publicidade se reinvente.

O WebSummit – maior conferência da Europa em tecnologias, realizada anualmente desde 2009 – aconteceu no início de dezembro em versão virtual e, neste ano, promoveu uma verdadeira imersão em tendências de empreendedorismo e inovação do mercado. Uma delas foram os novos 4 Ps: Purpose (propósito), Pulse (pulso), Performance (desempenho) e Pace (ritmo). Eis então a nossa tarefa para 2021: adequar e expandir no ano onde já moram tantas expectativas e esperanças.

Tintim e Feliz 2021!

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Rimini e as lições para o futuro dos eventos presenciais

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Enfim, uma boa notícia em meio a essa loucura de pandemia que estamos vivendo: um evento presencial. Rimini, na Itália, teve a coragem de levar para seu centro de convenções expositores de destinos europeus, arcando com a logística dos compradores, grandes players do setor como operadoras e empresas criadoras de experiências como a Wish, cujo escritório da Europa marcou presença. Foi a primeira feira de exposições de destinos para turismo de negócios (MICE – Meetings Incentives Conventions and Exhibitions) desde fevereiro, quando o lockdown foi decretado no país. 

E o que mudou? Qual o novo normal nessa nossa indústria que apanhou tanto? Complicado afirmar se foi early adopters de um novo normal ou se a falta da vacina ou cura atrasaram reações, mas o networking foi o principal “produto” do momento. Em vez de comprarmos quartos de hotel, contratarmos companhias aéreas ou serviços de turismo de luxo estávamos lá para entender quais destinos estão preparados para oferecer a nova vedete do mercado: a segurança.

Buscamos quem legitimamente tem o propósito de oferecer as emoções geradas em uma viagem, mas desta vez quem também deixou de lado a ganância das “quantidades” e se adaptou a essa nova realidade de “distanciamentos e protocolos”. Focamos em descobrir como os hotéis estão planejando suas “entregas” para que não se criem longas esperas e filas, nem tampouco que a histeria dite as regras. Outro ponto central das trocas de informações se deu na avaliação sobre quem realmente tem o potencial de gerar paz de espírito para quem está viajando.

Por fim, observamos com cautela quais os parceiros tiveram recursos para superar 2020. A maioria dos players era europeu e sabemos que o verão de lá aconteceu normalmente. As pessoas viajaram, frequentaram restaurantes e se adaptaram aos abre e fecha das fronteiras. 

Neste cenário, onde reinou o calor intenso, países com França e Alemanha puderam medir os grandes impactos da pandemia nos seus faturamentos provenientes das visitas de temporada. Enquanto isso, a República Checa, um dos mais liberais em termos de quarentena e lockdown, mostrou que não foi tão afetado economicamente. Os países de praia, como Espanha, que não sobrevivem sem o turismo de verão, apostaram em abrir as fronteiras e arcaram com as consequências durante o outono – uma estratégia que salvou parte da cadeia do turismo, mas levou a um aumento dos casos de Covid-19. 

Já os países onde o turismo não era fonte principal de ganho estão aos poucos se abrindo para a possibilidade de receber um público externo interessado em explorar ares diferentes. Nestes locais há um movimento voltado às férias de inverno, impulsionadas pelo atrativo dos esportes de neve, como opções para o último quarter de 2020 e primeiro de 2021.

Se olharmos para o segmento de eventos e ações de live marketing intercontinentais, é possível ainda indicar que as regras estão ficando mais claras. As entradas nos países europeus só serão aceitos quando o local de origem do passaporte tiver registrado 14 dias consecutivos como índices de infecção pelo novo coronavírus abaixo de 1%, o que infelizmente não é uma realidade que parece estar próxima para Brasil ou Estados Unidos.

Ainda estamos ilhados. Mas pelo menos, vendo mudanças dentro de cada um dos territórios que podemos observar, ainda que ao longe. Um pouquinho de perspectiva, não é?

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Inovação na forma de ajudar

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É difícil para qualquer pessoa escrever algo que cumpra a missão de incentivar ou motivar os inúmeros profissionais do mercado de Live Marketing quando se identifica que nosso setor esta sangrando a cada dia, estamos na UTI para  tentar estancar as hemorragias causadas pelas decisões de burocratas que se isolam em seus home offices e não se incomodam com a situação desesperadora dos que vivem e sustentam suas famílias trabalhando em eventos.

É preciso esclarecer para muitos que o mercado de eventos não se limita a juntar pessoas, existem inúmeras variações de eventos dentro deste mercado, existem inúmeros serviços periféricos que determinam o sucesso de um evento.

No meio disso tudo existem pessoas que necessitam trabalhar para levar o sustento para suas famílias com dignidade, estas pessoas estão impossibilitadas de realizar as atividades para qual estudaram e aprenderam a executar. Aqui não se trata de reivindicar a volta dos eventos, sabemos que não é correto juntar pessoas para qualquer tipo de atividade neste momento de pandemia, quando milhares de pessoas já perderam suas vidas.

 Em relação aos eventos estamos de mãos atadas, nada pode ser realizado nesta fase, desde um simples aniversário, uma convenção ou jogo de futebol, esta responsabilidade todos nós entendemos. Agora cabe saber o que pode ser feito para que milhares de pessoas que vivem desta profissão consigam se manter até tudo passar e voltar ao seu dia a dia.

Movimentos como manifestações, passeatas ou protestos são legítimos, isso pode sensibilizar algumas pessoas que detém o poder da caneta para que algo seja feito. Mas é pouco provável e se acontecer atenderá uma pequena faixa dos profissionais.

Neste momento é que acredito na criatividade dos profissionais de Live Marketing, na união das agências e clientes para gerarem um fundo solidário e garantir o sustento dos profissionais que tanto contribuem para o sucesso das marcas.

Várias campanhas promocionais de cunho social já deveriam ter sido criadas e cedidas sem custo para os grandes players do mercado como Ambev, Unilever, Nestlé, Volkswagen, Toyota, Natura, Pfizer e centenas de outras empresas que usam o Live Marketing em suas estratégias. Dar a chance das empresas com governança contribuírem e se beneficiarem ajudando a minimizar o desespero de inúmeras pessoas é fundamental.

Imaginem uma campanha do tipo “Compre X produtos e parte da receita vai para o fundo de apoio aos profissionais de eventos” ou a criação da cerveja “Eventos” que destina parte da receita para ajudar estes profissionais.  Este tipo de mecânica não é nenhuma novidade, mas todos sabemos que dá resultado de fato, vivemos disso e sabemos como fazer. 

Só realizar uma campanha voltada para milhares de profissionais autônomos já garante o sucesso das vendas apenas com a participação e engajamento nas redes sociais dos próprios beneficiados. 

A AMPRO- Associação de Marketing Promocional como entidade representante das agências de Live Marketing pode encabeçar esta iniciativa, eles tem os contatos com as agências e recursos de network para que isso aconteça, a ABA – Associação Brasileira de Anunciante, que tem parceria com a Ampro, também pode ajudar nesta campanha convidando seus associados a participarem de um movimento Nacional em beneficio dos profissionais que primeiro sentiram os efeitos da pandemia e serão os ultimas a voltarem a trabalhar.

Tenho certeza absoluta que juntando os competentes criativos das agências com os profissionais de marketing e vendas dos anunciantes, teríamos no mínimo uma tentativa de transformar este momento de agonia em uma maravilhosa campanha de solidariedade e apoio aos profissionais de eventos.

É necessário atitude e ousadia para que todos tenham a certeza de que fizeram algo para nossos produtores, diretores artísticos, técnicos, e todos demais profissionais.

Inovação cabe em qualquer setor, inovar também pode ser encontrar um jeito de ajudar.

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Diminuir para ficar gigante

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Ainda no tema Pandemia, o mercado de Live Marketing está vivendo uma movimentação enorme em relação às suas estruturas físicas. As sedes tão importantes para unir colaboradores em um mesmo teto, gerando uma unidade de pensamento e comportamento, acabou se revelando uma torneira aberta nos gastos de despesas que pouco agregam no resultado final da agência.

Grandes escritórios baseados nos centros comerciais mais famosos e caros das capitais começam a ser abandonados. A troca se faz necessária por diversos motivos, entre eles, a diminuição de funcionários, a atuação em massa nos “home offices”, a falta de flexibilização de impostos como por exemplo o IPTU.

Aqui cabe uma observação, em sua grande maioria os proprietários de imóveis flexibilizaram os aluguéis para ajudar e garantir a sobrevivência de sua fonte de renda (o inquilino), porém, a Prefeitura fez vistas grossas e ignorou o fato de que o IPTU é um peso morto na composição dos custos operacionais de uma empresa, mesmo vendo empresas fecharem, se endividarem, a Prefeitura se manteve inerte e seguiu com sua cobrança sem constrangimento, se tornando mais um vírus que morrerá junto com o corpo que abduziu.

Colocados estes pontos, é evidente que a agência deve sim sair do “estado de espera” e tomar a atitude corajosa de rever toda suas despesas eliminando rapidamente o mal que pode abreviar sua vida estável num momento de escassez de jobs.

Como avaliado pelo consultor financeiro Ricardo Beato, membro da AMPRO- Associação de Marketing Promocional, se a agência resolver tomar a decisão de reduzir seus custos em julho de 2020, já está 4 meses atrasada, e se demorar mais 2 meses pode ser que não tenha mais fôlego para retomar a rotina quando tudo passar.

Por outro lado, vejo surgir novos e ousados empreendedores que viram no momento uma oportunidade de juntar talentos e montar sua própria agência. A estes profissionais desejo muita resiliência e coragem por acreditar no projeto e resistir a todos pessimistas de plantão que problematizam a vida. Desejo também ética e sabedoria nas decisões,  pois só assim farão história com suas estruturas.

Voltando às estruturas físicas, fica a dica para os que ainda acreditam numa retomada em 2020: Olhem para o que está acontecendo no mundo.

O ano de 2020 já está no segundo semestre e as promessas de retorno dos eventos são para outubro, mesmo assim com restrições de público e protocolos. Sendo assim, as agências devem tentar passar por este ano sem prejuízos maiores, minimizando todas as despesas. Quem conseguir atravessar o rio terá na outra margem um campo fértil e pronto para bons resultados, mas isso somente para os que estão conscientes e tiveram a ousadia e o desprendimento de diminuir seu tamanho hoje para voltar gigante no fim desta maldita pandemia.

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