Empresa
União entre estratégias offline e online: caminho para o sucesso das marcas

Estamos em 2023, imersos na era digital da informação e das estratégias. No entanto, não devemos ignorar as metodologias que abriram caminho para essa evolução. As abordagens de marketing offline desempenham um papel crucial no cenário digital atual. Elas não apenas reforçam a presença da marca junto aos clientes, mas também geram novas oportunidades de negócios. Com a crescente digitalização do marketing, pode-se pensar naturalmente que o único caminho a ser seguido é o mundo virtual. Entretanto, a solução mais completa é a integração inteligente das estratégias offline e online que permite criar experiências únicas e personalizadas para diversos públicos-alvo.
Os principais fatores que orientam um planejamento estratégico bem-sucedido são o estabelecimento de objetivos claros e a compreensão do público-alvo. Uma vez que esses elementos estejam devidamente delineados, torna-se possível a identificação das estratégias a serem empregadas e as ações para alcançá-las.
A integração harmoniosa dos canais offline e online, juntamente com a implementação de estratégias transmídia, surge como um fator que potencializa o desempenho da marca no mercado, resultando em um impacto mais preciso e eficaz. “A importância da aplicação de estratégias híbridas se manifesta na capacidade de uma empresa alcançar resultados mais significativos e duradouros. Essa integração permite criar experiências mais personalizadas e impactantes para o público-alvo, além de permitir que as empresas atinjam um desempenho mais preciso e eficaz no mercado, se destacando em um cenário digital altamente competitivo”, explica o CEO do Grupo Alpes, conglomerado de agências de performance do Brasil, Silvio Cesar Sauerbier.
A manutenção de estratégias físicas mantém um papel essencial na construção da imagem e reputação de uma marca no cenário empresarial . Desde a distribuição de panfletos até a realização de eventos e anúncios em mídia impressa, essas táticas tradicionais continuam a ser fundamentais, desde que estejam alinhadas com as estratégias digitais.
A chave para o sucesso está na coerência entre os canais de divulgação de uma marca. Esta consistência é o pilar que define o posicionamento da empresa no mercado. Portanto, a harmonia entre ideias, estética e valores deve ser sempre mantida em direção ao mesmo objetivo. Por exemplo, na criação de uma campanha publicitária, a linguagem e mensagem devem ser consistentes em todos os canais, desde os anúncios em TV e rádio até as postagens em redes sociais e email marketing.
Segundo Silvio, esta consistência garante que os consumidores recebam uma mensagem unificado fortalecedora da identidade da marca. “A mensuração de resultados também é essencial. Utilizar ferramentas de análise de dados tanto para campanhas online quanto offline permite avaliar o desempenho de cada canal e fazer ajustes estratégicos. Assim, a empresa pode direcionar seus recursos de maneira mais eficiente e maximizar o impacto de suas ações em ambos os mundos, online e offline”, acrescenta.
Empresa
IVC reformula auditoria de eventos e passa a oferecer certificação ‘ad hoc’ com desduplicação de dados presenciais e remotos

O Instituto Verificador de Comunicação (IVC) anunciou uma reestruturação em seu serviço de auditoria para o setor de eventos. A partir da mudança, a verificação deixa de figurar como uma categoria fixa de filiação e passa a ser oferecida na modalidade ad hoc para veículos filiados e empresas organizadoras associadas como assinantes. A evolução metodológica abrange a aferição de públicos híbridos (presenciais e virtuais) com desduplicação total de dados.
O serviço atende a diferentes formatos do mercado, incluindo encontros B2B, B2C, feiras técnicas, congressos científicos, simpósios e webinars. A auditoria é estruturada em três eixos principais: controle e validação de acessos de visitantes únicos (cruzando credenciamento, catracas e bilheteria); inteligência de perfil demográfico e cargos decisórios; e certificação documental de expositores, palestras paralelas e ações promocionais. “A medida é parte de uma das principais metas do Instituto de trazer aos decisores de marketing e comunicação dados que possam integrar os pontos de contato da mídia com suas audiências, em uma estratégia de presença cada vez mais omnichannel. Neste sentido, o Instituto pode agregar dados de impresso, websites, newsletters, streaming, eventos e, ocasionalmente, redes sociais”, afirma Pedro Silva, presidente-executivo do IVC.
A contratação do serviço pode ser solicitada via canal oficial do instituto antes do início do evento, com custo fixo de R$ 782,60 por edição, além de despesas operacionais em caso de acompanhamento in loco.
O aperfeiçoamento da metodologia acompanha a expansão econômica do segmento. Dados do Observatório da Indústria/SENAI estimam que a cadeia de eventos no Brasil movimentará mais de R$ 1,5 bilhão até 2035, representando cerca de 5% do PIB nacional. “À medida que o segmento de eventos cresce, aumenta proporcionalmente a demanda de anunciantes e patrocinadores por transparência, com dados precisos de audiência. Desta forma, o IVC transforma números declarados em informações certificadas imprescindíveis para investimentos seguros, tanto da iniciativa privada quanto de órgãos do governo”, destaca Marco Aurélio Souza, gerente de auditoria e projetos de mídia do IVC.
Empresa
Pesquisa “Entre Brasis 2026” aponta que campanhas com creators locais geram até 3,5 vezes mais engajamento

Estudo inédito divulgado pelo Hub de Brasilidades — plataforma de inteligência cultural criada pelo Grupo Farol em parceria com a Waví e o BR Data Lab — revela que campanhas publicitárias conduzidas por criadores de conteúdo oriundos da mesma região do público-alvo alcançam taxas de engajamento até 3,5 vezes superiores às de ações com influenciadores externos ao contexto local. Intitulada “Entre Brasis 2026”, a pesquisa analisou o desempenho de campanhas e colheu mais de 2,3 mil respostas de creators de todas as regiões do país cadastrados na plataforma MIS.
Os dados mostram que creators locais obtiveram taxa de engajamento média de 5,45% em ações regionalizadas, ante 1,57% registrado por influenciadores de fora da região. A pesquisa também mensurou o índice de favorabilidade — percepção positiva gerada pela marca —, que foi 7,83 pontos percentuais superior quando a comunicação utilizou vozes com relevância e legitimidade territorial. “Durante muito tempo, a regionalização foi tratada como uma discussão ligada à representatividade. O que observamos é que ela também produz impacto mensurável em indicadores de performance. Em um país tão diverso quanto o Brasil, falar com as pessoas a partir de repertórios locais deixou de ser apenas uma escolha criativa para se tornar uma decisão estratégica de negócio”, analisa Raphael Vignola, presidente do Grupo Farol.
O levantamento aponta um desalinhamento entre o discurso das marcas e a percepção dos produtores de conteúdo: apenas 31% dos entrevistados consideram que marcas de fora de suas regiões compreendem adequadamente a cultura local, enquanto 55% avaliam que seus territórios não são bem representados no ambiente digital. Além disso, mais de 73% relataram incômodos com o uso de estereótipos e a falta de autenticidade nas peças publicitárias.
Na análise sobre frequência de marca, empresas que mantêm presença contínua em pautas regionais geram até seis vezes mais shareability (potencial de compartilhamento espontâneo) do que aquelas que realizam apenas ativações sazonais ou isoladas. “Os dados mostram que a regionalidade não é apenas uma questão de representação, mas um fator que influencia diretamente a conexão entre marcas e pessoas. Fica evidente que a proximidade cultural gera resultados mais consistentes e que ainda existe um descompasso entre a forma como muitos territórios são retratados e a maneira como a população local se enxerga”, pontua Marly Abdalla, sócia da Waví.







