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Twitch passará a banir streamer por conduta fora da live

A Twitch TV, maior plataforma de lives do mundo, anunciou que passará a banir streamers que tiverem má conduta fora de suas lives. Em outras palavras, os streamers que cometerem casos de assédio ou conduta de ódio em redes sociais ou fora da internet, serão punidos. Para isso, a plataforma contratou um escritório terceirizado de advocacia dedicado à investigações de forma independente em ambientes de trabalho.
Conheças as novas mudanças
A Twitch adicionou duas categorias. A categoria de número um, diz respeito à ações ocorridas na plataforma, mas que continuaram em outras redes sociais, como Instagram e Twitter, por exemplo. Nessas situações, a plataforma leva em consideração comportamentos ou declarações verificáveis que tenham ocorrido fora das lives, mas que estejam relacionadas a um incidente ocorrido na transmissão.
Enquanto a categoria de número dois, está relacionada a ações realizadas completamente fora da plataforma, mas colocam em risco a comunidade da Twitch.
Veja as ações graves que se enquadram nessa categoria:
- Violência mortal e extremismo violento;
- Atividades ou recrutamento terroristas;
- Ameaças explícitas ou viáveis de violência em massa (por exemplo, ameaças contra um grupo de pessoas, um evento, ou local onde pessoas se reúnem);
- Liderança ou participação em um grupo de ódio conhecido;
- Prática de atividades sexuais não consensuais e/ou violência sexual, ou associação deliberada a essas atividades;
- Exploração sexual de crianças, como aliciamento de menores e solicitar/distribuir pornografia infantil;
- Ações que possam comprometer de forma direta e explícita a segurança física da comunidade da Twitch, como ameaça de violência em algum evento da Twitch;
- Ameaças explícitas ou viáveis contra a Twitch, incluindo a equipe da Twitch.
Confira aqui a nova Política de Conduta de Ódio e Assédio da Twitch na íntegra.
Novidades na Twitch são pedidos da comunidade
Anteriormente, a comunidade da Twitch pediu com veemência para que a plataforma apresentasse uma nova postura em relação às más condutas. Porém, a empresa ressaltou que no por enquanto, não é possível investigar comportamentos que se enquadrem na categoria 1 e que ocorreram completamente fora da plataforma. Em outras palavras, a denúncia deve ter relação com algum ato dentro da plataforma.
Além disso, a empresa confirmou que irá compartilhar as atualizações de processos investigativos com as partes envolvidas, mas nada será divulgado publicamente. Ainda sobre, a plataforma criou um e-mail dedicado a nova política para a denúncia de más condutas graves ocorridas fora do serviço: [email protected]. Vale ressaltar, que para a Twitch, a melhor maneira de denunciar qualquer comportamento nocivo ou inapropriado é através da ferramenta de denúncias do site.
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Trident consolida linha X-Gamers e se posiciona como “Player 2” do público gamer no Brasil

A Trident, marca da Mondelēz International, reforça sua ofensiva estratégica no universo dos esportes eletrônicos e do entretenimento digital. Com o fortalecimento da linha X-Gamers, a marca amplia seu diálogo com a Geração Z através dos sabores Citrus Mix e Acid Berry, consolidando o conceito de que o produto é o aliado ideal tanto para partidas casuais quanto para sessões de alta performance. Sob a nova assinatura “Masca & Faz Sua Play”, a agência LePub São Paulo desenhou uma comunicação que reconhece a pluralidade dos jogadores, do estilo for fun ao try hard.
A estratégia da marca vai além do posicionamento de produto; trata-se de uma inserção cultural que visa combater a pressão do “mundo real”. Ao se colocar como um Player 2, a Trident propõe que mascar a goma auxilia no foco e no controle emocional, seja em competições de elite ou em momentos de socialização analógica. A linha apresenta-se em embalagens de 48,3g no formato garrafa, design pensado especificamente pela praticidade exigida durante o gameplay.
Dentro da segmentação da linha, o Citrus Mix foi associado ao casual gamer, aquele que busca conexão com amigos e entretenimento impulsionado por creators e pelo hype. Já o Acid Berry é direcionado aos jogadores que buscam vitória em longas jornadas competitivas. Para amarrar esses perfis, a campanha Bottle Royale utiliza um trocadilho com o popular gênero battle royale, reforçando a identidade visual e funcional da embalagem.
Samara Barros, gerente de marketing de Trident, explica que a marca busca ser um suporte para os diferentes ritmos de cada usuário. “Todo mundo joga por um motivo diferente; para relaxar, para se distrair, para competir ou até para esquecer um pouco a pressão do dia a dia. Com X-Gamers, a gente quis estar presente nesses momentos de um jeito leve, como um parceiro mesmo, que acompanha e auxilia o ritmo de cada jogador. É mascar e fazer sua play”, afirma a executiva.
Para sustentar esse posicionamento no live marketing e nas plataformas digitais, a Trident também anunciou o patrocínio à Kings League Brazil. A parceria prevê uma série de ativações, transmissões e experiências imersivas que levam o conceito da marca para fora das telas e para dentro das comunidades. Ao integrar-se organicamente ao calendário competitivo e de entretenimento, a marca reafirma sua capacidade de entender o comportamento de uma geração que não vê fronteiras entre o jogo e a vida real.
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Estudo Tensões Culturais 2026 revela brasileiro mergulhado em otimismo defensivo e fadiga de decisão

Em um momento em que a instabilidade deixou de ser um evento esporádico para se tornar uma condição permanente, a Quiddity, consultoria de pesquisa estratégica do ecossistema Untold|, apresentou oficialmente o estudo “Tensões Culturais 2026”. O lançamento, realizado no Museu Brasileiro da Escultura e Ecologia (MuBE), em São Paulo, traçou um diagnóstico minucioso do comportamento do consumidor após ouvir 1.355 pessoas em todo o território nacional. A análise destaca o papel central da Geração Z na reconfiguração das relações de consumo e a urgência de uma nova postura das marcas diante de crises sistêmicas.
A pesquisa aponta que o tradicional otimismo brasileiro, antes utilizado como ferramenta de sobrevivência, já não é capaz de neutralizar a convergência entre emergência climática, disrupção tecnológica e a saturação de informações. Esse cenário gera o que o estudo classifica como information overload, resultando em efeitos cognitivos como a fadiga de decisão. “O brasileiro, historicamente, vive em cenário de instabilidade recorrente. O ambiente nunca foi realmente seguro por muito tempo, e a sociedade aprendeu a viver em alerta. Mas, o que muda agora? Dessa vez, não é apenas o Brasil que vive sob tensão e pela primeira vez não temos um caminho claro a seguir”, contextualiza Rebeca Gharibian, sócia e diretora geral da Quiddity.
Nesse ecossistema de incerteza ampliada, surge o conceito de “otimismo defensivo”. O consumidor, agora mais cético e exausto, busca refúgio em microcomunidades e círculos de confiança restritos. Dentro dessa dinâmica, a Geração Z assume o protagonismo ao impor um pragmatismo que pune a hipocrisia institucional. Para esses jovens, a coerência entre discurso e prática é inegociável, o que torna a reputação das empresas um ativo extremamente volátil e dependente de comportamentos reais, não apenas promessas de marketing.
Everton Schultz, líder do grupo Untold|, reforça que a mudança no sistema de influência é profunda e irreversível. “Entender esse estado de espírito é crucial para qualquer líder de negócio hoje. Marcas e instituições perderam o controle da conversa. Vivemos em um Brasil em tensão, e emerge um novo sistema de influência, com protagonismo nítido da Geração Z”, afirma o executivo.
O estudo conclui que, para serem relevantes em 2026, as marcas precisam atuar como redutoras de atrito na vida do consumidor. Em vez de disputarem atenção por meio do volume, as estratégias vencedoras serão aquelas que oferecerem segurança, clareza e transparência. Em um mercado onde a confiança é a moeda mais valiosa, o desafio das organizações passa a ser a construção de um legado de autenticidade em meio ao ruído permanente.








