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Soluções para turbinar sua plataforma de benefícios

Algumas perguntas são cada vez mais frequentes na rotina dos profissionais de marketing. Como aumentar a relevância das nossas estratégias? O que podemos oferecer além dos produtos e serviços tradicionais? Como otimizar os planos de comunicação? Para responder a questões como essas minha sugestão é colocar o consumidor no centro do planejamento e utilizar dados para entender suas necessidades. Pense que, muitas vezes, a mesma pessoa pode ter desejos e cuidados distintos de acordo com seu momento de vida.
No mundo digital, as mudanças acontecem de forma acelerada e a disputa pela atenção dos consumidores vai muito além dos concorrentes tradicionais. Atrair e reter o interesse do público está cada vez mais difícil: o desafio de entender a melhor maneira de se conectar e fazer parte desta conversa é fundamental.
Uso uma experiência profissional para mostrar a importância de ter plataformas flexíveis e que permitam uma reação rápida às necessidades do mercado. Quando nos deparamos com a pandemia, ampliamos o escopo do Vai de Visa com o objetivo de aproximar pequenos e médios estabelecimentos a parceiros e consumidores, incentivando o comércio local. Nesse mesmo momento, entendemos que parte de nossos consumidores era novo nesse universo, por isso criamos uma comunicação com dicas para comprar online de forma segura.
No caminho de descobertas e aprendizados, focamos na necessidade de investir na experiência do usuário e em um processo mais assertivo. É uma jornada que exige melhorias contínuas para garantir uma experiência fluida e simples, na qual os dados são utilizados de forma inteligente para estabelecer uma conexão relevante, sempre em respeito aos direitos dos consumidores. Nem tudo o que é importante para mim tem a mesma importância para você, certo? Então, o ideal é não mandar a mesma mensagem para todo mundo.
Hoje, a gente tem uma plataforma capaz de utilizar modelos estatísticos para entender o comportamento do consumidor, unificar os dados fornecidos no momento de cadastro e fazer um match disso para gerar insights e clusters de segmentação. Só assim conseguimos entregar uma mensagem mais relevante utilizando diferentes canais. E, claro, sempre priorizando a segurança e a privacidade dos dados.
O Vai de Visa transformou-se em um hub de soluções que busca conectar consumidores, parceiros e clientes com o que eles desejam. Hoje, os usuários da plataforma podem apoiar causas sociais, encontrar pequenos comerciantes da sua região, aproveitar ações de cashback, sorteios, descontos ou outros benefícios em parceiros. Já os estabelecimentos podem encontrar parceiros, conteúdos e dicas importantes para apoiar a gestão de seus negócios.
Sem perder de vista um aspecto essencial: facilitar ao máximo a experiência de quem nos acompanha, explorando a tecnologia a nosso favor. Um bom exemplo é como estamos trabalhando o uso de APIs para levar as soluções da plataforma diretamente aos canais de emissores, permitindo a participação do consumidor no programa sem a necessidade de acessar o site. A ideia é tornar sua jornada mais fluida, sem atritos, desde o ingresso até a maneira de usar os benefícios.
Tudo isso só faz sentido se a estratégia estiver conectada com o propósito da sua empresa. O que inspirou a nossa guinada foi a possibilidade de conectar clientes, parceiros e consumidores, atuando como um meio facilitador para a economia como um todo. Com essa aproximação e entendimento do cenário, conseguimos desenvolver uma plataforma sustentável, capaz de gerar boas conversas e ótimos negócios.
*Rodrigo Horta, diretor de Marketing da Visa do Brasil
Matéria publicada no portal de notícias AdNews. Se quiser mais informações sobre o mundo da publicidade e do marketing acesse: https://adnews.com.br/
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2a1 Cenografia une engenharia e inteligência cenográfica para estruturar a Casa Warner em Brasília

No mercado de live marketing e entretenimento, a transição de um conceito criativo para uma estrutura física de grande porte é frequentemente vista como um ato puramente intuitivo. No entanto, para a 2a1 Cenografia, empresa referência no setor com mais de 27 anos de experiência e responsável por grandes produções na América Latina e nos Estados Unidos, essa transformação é o resultado de um rigoroso processo de engenharia, estratégia de fluxo e viabilidade técnica.
A empresa defende que o sucesso de uma ativação não depende apenas da estética, mas de uma metodologia que garanta que a ideia original sobreviva à execução física sem perder sua essência. O exemplo mais recente desse rigor metodológico pode ser conferido pelo público na edição da Casa Warner em Brasília, onde universos icônicos do entretenimento ganham vida através de cenários detalhados e interativos.
Para a 2a1, transformar ideias em experiências físicas exige uma visão 360º que vai muito além do design. Envolve entender o comportamento do visitante, a durabilidade dos materiais e a logística de montagem em tempo recorde. Cada decisão, do posicionamento de uma luz à textura de uma parede, é baseada em dados e objetivos de marca. “Muitas pessoas acreditam que criar uma experiência como a Casa Warner é um processo puramente artístico, movido pela inspiração. Na realidade, é o oposto: é um processo altamente estruturado, composto por decisões estratégicas e técnicas. Para que uma ideia se torne uma experiência física de impacto, precisamos traduzir o lúdico para a engenharia. Se não houver estratégia por trás da criatividade, o projeto é apenas um cenário; conosco, ele se torna uma jornada emocional e funcional para o público”, afirma Danielle Paulino, CCO da 2a1.
A exposição, realizada em parceria com a Warner Bros. Discovery Global Experiences (WBDGE) e instalada no ParkShopping Brasília, serve como o laboratório perfeito para demonstrar essa filosofia de trabalho. Ao transpor franquias globais para o espaço físico, a 2a1 aplicou inteligência cenográfica para garantir que o fã se sinta, de fato, dentro de seus filmes e séries favoritos.
A precisão na execução garante que a escala, as cores e a interatividade funcionem de forma orgânica, suportando o alto fluxo de visitantes diários e consolidando o espaço como um case de sucesso em brand experience e engenharia de entretenimento.
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Descompasso estratégico limita o retorno sobre o investimento na Creator Economy brasileira

A consolidação do marketing de influência como uma das principais forças do branding contemporâneo é incontestável, mas a execução das campanhas ainda esbarra em dores estruturais. No Brasil, embora 94% das corporações reconheçam que parcerias contínuas e de longo prazo com criadores de conteúdo geram retornos mais consistentes, expressivos 70% do mercado ainda concentram suas verbas em ativações puramente táticas e pontuais. Os dados são da Pesquisa ROI & Influência, realizada pela YOUPIX em parceria com a Nielsen.
Este descompasso ganhou contornos mais urgentes após os debates do SXSW 2026. O festival global de inovação chancelou a Creator Economy como uma agenda estratégica de alta liderança e geração de novos negócios, pressionando as marcas a abandonarem os vícios de formatos analógicos de publicidade.
Para Thyago Iasino, diretor de estratégias digitais, canais e conteúdo da HouseCricket, a indústria precisa recalibrar sua visão operacional. “O influenciador deixou de ser mídia. Quem ainda trata creator como espaço publicitário está comprando alcance e abrindo mão do principal ativo dessa relação, que é a confiança construída com a audiência”, pontua o executivo.
Essa transformação é empurrada por uma mudança drástica no comportamento do consumidor. Atualmente, 65% dos internautas brasileiros já efetuaram compras motivados por recomendações nas redes sociais (Opinion Box), ao passo que, na esfera global, o índice de pessoas impactadas por criadores em suas decisões financeiras chega a 86%. O cenário prova que a métrica de sucesso migrou do alcance em massa para a profundidade da conexão.
Um dos grandes consensos do mercado corporativo em 2026 é a transição dos influenciadores de meros canais de distribuição para verdadeiras unidades de negócio independentes. O ecossistema caminha para um modelo onde os creators assumem papéis consultivos, atuando no planejamento de campanhas, na validação de portfólios em laboratórios de inovação e, frequentemente, como sócios e cocriadores de linhas de produtos em regime de joint venture.
Essa sofisticação eleva a régua da cobrança por eficiência. O investimento no setor deixou a gaveta de verbas experimentais de live marketing e passou a exigir um impacto nítido nos principais indicadores de performance (KPIs) das empresas, como custo de aquisição de clientes (CAC), conversão em vendas e ganho de market share.
Apesar do amadurecimento conceitual, a comprovação de dados continua sendo o calcanhar de Aquiles das agências e marcas. De acordo com o relatório Influencer Trends 2026, assinado pela Ogilvy, metade dos profissionais de marketing globais (50%) admite não ter ferramentas ou processos claros para provar o retorno financeiro (ROI) de suas ações com influenciadores. Mais grave ainda: 44% das campanhas rodam sem metas preestabelecidas.
Com o aumento expressivo dos aportes financeiros na Creator Economy, o mercado caminha a passos largos para um cenário de severa cobrança por maturidade profissional. As marcas que saírem na frente serão aquelas que entenderem que o marketing de influência não se resume a um post pago no feed, mas sim a uma construção de reputação a longo prazo, cujo ativo final é a confiança do consumidor.









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