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O que o mercado de eventos pode esperar do Metaverso?

Metaverso é o nome dado para uma espécie de mundo virtual que replica a realidade em dispositivos. Trata-se de um espaço coletivo que vem sendo cada vez mais analisado e que já é realidade no mercado de eventos, porém, seu uso está apenas no começo.
Para Rogério Fernandez, especialista em gestão e organização de eventos e fundador da Showdesign, o Metaverso está sendo usado timidamente, em apenas cerca de 5% de sua real capacidade. “É como se estivéssemos em uma fase de validação. Ainda falta muito hardware, e equipamento para acontecer de forma correta”, explica.
Fernandez explica que, atualmente, por conta do pouco uso, o Metaverso ainda não traz muitas mudanças para os produtores de evento, mas é importante que todos os que trabalham na área estejam atentos, já que ele pode modificar algumas formas de apresentação, proporcionar tipos diferentes de eventos e até transformações no perfil de clientes.
“Quando o Metaverso estiver implantado ou em versões beta, será preciso ter uma boa internet e sistemas adequados para que as pessoas do outro lado consigam captar, visualizar e ouvir a mesma experiência de uma pessoa no presencial, se estivermos pensando em eventos híbridos. E, se acontecer tudo online, também serão necessárias algumas tecnologias”, opina.
O especialista acredita que será possível usar as possibilidades do Metaverso de diversas formas no mercado de eventos no futuro. “Mas antes é preciso entender a intenção do evento como um todo. Dá para usar tanto com palestras, quanto com pequenos shows, feiras, exposições e muito mais”, afirma.
Mas e a experiência, como fica? Para Fernandez, realizar eventos no Metaverso não trará a mesma experiência dos eventos reais, serão experiências diferentes. “Por exemplo, se você está em um show, ou estádio, e as pessoas estão cantando, não dá para dizer que vai ser a mesma coisa no Metaverso, mesmo com o áudio sendo captado. São formas diferentes que vão te dar facilidade de estar, por exemplo, no Qatar, assistindo à abertura da Copa, sem estar de fato lá”, destaca.
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Arraiá do Brasil estreia em São Paulo com Solange Almeida e Joelma para consolidar o São João como potência global

A força e o impacto cultural do São João brasileiro ganharão uma nova vitrine em São Paulo com o lançamento do Arraiá do Brasil. Idealizado pela IDW Company, o festival terá sua primeira edição nos dias 3 e 4 de julho de 2027, ocupando o Parque Villa-Lobos com uma proposta que une música, gastronomia, quadrilhas e experiências imersivas. O projeto nasce com a missão de traduzir a magnitude das festas juninas para o eixo Sudeste, reafirmando a celebração como um dos maiores pilares da economia criativa nacional.
As primeiras atrações confirmadas — anunciadas em primeira mão durante o evento IDW Movimenta — são Solange Almeida e Joelma. Os nomes inauguram um line-up integralmente feminino, em uma escolha simbólica para o ano em que o Brasil será anfitrião da Copa do Mundo Feminina. Mais do que um festival, o Arraiá do Brasil se posiciona como uma plataforma cultural que visa despertar no público paulistano o desejo de vivenciar as festas tradicionais em cidades como Caruaru, Campina Grande, Mossoró e São Luís.
“Durante muito tempo, o São João foi tratado como uma potência regional, quando na verdade ele é uma das maiores expressões culturais do Brasil. O Arraiá do Brasil nasce para traduzir essa grandeza em escala nacional. Nosso desafio é criar uma experiência que respeite as origens e também dialogue com o presente, com novos públicos e novas linguagens”, afirma Potyra Lavor, CEO da IDW Company.
O evento contará com uma cenografia arrojada, dividida em múltiplos espaços temáticos: a Arena Quadrilhas, a Vila Gastronômica — com a presença de chefs convidados de diversas regiões —, Arena Kids, Lounge e a Vila dos Estados. A ideia é proporcionar uma imersão completa no universo junino, equilibrando a tradição popular com a inovação e o entretenimento contemporâneo.
A criação do festival acompanha o crescimento vertiginoso da “economia junina”. Em 2025, o São João movimentou R$ 7,4 bilhões no Brasil, impactando mais de 24 milhões de pessoas. Em São Paulo, o setor também demonstra fôlego impressionante: segundo o Centro de Inteligência da Economia do Turismo (CIET), as festas juninas atraíram mais de 500 mil pessoas em 2025, gerando mais de R$ 389 milhões — um salto de 22% em relação ao ano anterior. Dados da pesquisa Cultura nas Capitais revelam ainda que, curiosamente, o paulistano frequenta mais as festas de São João do que os blocos de Carnaval.
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Coca-Cola e Panini selam parceria estratégica e lançam promoção de figurinhas para aquecer a torcida rumo à Copa do Mundo FIFA 2026

A Coca-Cola Brasil deu o pontapé inicial em sua estratégia de live marketing para a Copa do Mundo FIFA 2026. Em uma colaboração com a Panini, a marca anunciou o lançamento da Promo Panini, uma iniciativa que resgata o ritual afetivo de colecionar figurinhas para conectar gerações de torcedores e criar um senso de comunidade antes mesmo da bola rolar.
A ação, que acontece entre 15 de abril e 15 de junho, transforma as embalagens de Coca-Cola Sabor Original e Coca-Cola Zero Açúcar (600 ml e, em regiões selecionadas, 2,5L) em veículos de premiação. Ao adquirir os produtos, os consumidores encontram figurinhas exclusivas para o Álbum Oficial Panini da Copa do Mundo da FIFA. A iniciativa celebra os quase 50 anos de parceria entre a gigante das bebidas e a entidade máxima do futebol, reforçando o papel da Coca-Cola como a bebida oficial do torneio.
O conceito criativo desta série especial foca na jornada emocional dos atletas. São 14 craques mundiais capturados em suas “caras de jogo” — expressões que traduzem a intensidade e a tensão do campo. Entre as estrelas que compõem a coleção estão o jovem fenômeno Lamine Yamal, os veteranos Virgil van Dijk e Harry Kane, além do zagueiro brasileiro Gabriel Magalhães. A escala da operação é massiva: o projeto prevê a distribuição de mais de um bilhão de figurinhas sob rótulos em diversos mercados globais.
A campanha não se limita ao colecionismo analógico. Através de um QR Code nas embalagens, a marca ativa uma camada digital onde os fãs podem gerar figurinhas personalizadas e acessar conteúdos exclusivos no site da Coca-Cola. Entre as funcionalidades oferecidas, destaca-se um localizador de pontos de troca, que utiliza a geolocalização do usuário para incentivar o encontro físico entre colecionadores, fortalecendo o pilar de experiência da marca.
Os entusiastas do ambiente digital também poderão ganhar packs para o álbum virtual da Panini. Vale notar que tanto a versão física quanto a virtual do álbum oficial têm lançamento previsto para maio de 2026. Esta collab é apenas o primeiro capítulo de uma série de ativações que a Coca-Cola planeja para a América Latina nos próximos meses.
Ao unir o simbolismo da Panini com a onipresença da Coca-Cola, a marca busca acompanhar o torcedor em cada etapa da contagem regressiva, transformando o consumo do produto em um bilhete de entrada para a “montanha-russa de emoções” que define a Copa do Mundo. Com foco em interação e pertencimento, a estratégia reforça como o brand experience pode ser utilizado para sustentar o hype de um evento de longo prazo.








