Conecte-se com a LIVE MARKETING

Ricardo Amorim

Millei usou a tesoura. O Brasil ainda procura a fita métrica

Publicado

em

Por Ricardo Amorim

A Argentina acaba de dar um passo ousado e corajoso. O presidente Javier Millei anunciou o corte permanente de vários impostos cobrados dos exportadores. Para os argentinos, uma vitória. Para o Brasil, um alerta vermelho.

Setores como aves, carnes bovinas e soja — onde Brasil e Argentina competem diretamente — serão impactados imediatamente. Com produtos argentinos chegando ao mercado internacional mais baratos, os exportadores brasileiros terão que enfrentar uma concorrência mais agressiva, exatamente no mesmo momento em que já sentirão os impactos negativos do tarifaço americano. Em resumo, a Argentina estará mais competitiva – o que ajudará sua economia a gerar mais empregos e a pagar melhores salários – e o Brasil menos.

A questão central é como a Argentina conseguiu abrir mão de arrecadação pública. A resposta é simples: um corte brutal de gastos públicos anterior permitiu que o governo argentino pudesse abrir mão dessas receitas agora.

Foi essa decisão do governo argentino que permitiu:

  • Reduzir a carga tributária sobre quem produz e exporta,
  • Por consequência, atrair mais investimentos e aumentar a confiança internacional,
  • O que, por sua vez, impulsionou o crescimento econômico e vem reduzindo significativamente a taxa de pobreza, que tinha atingido níveis recordes no país vizinho.

Ou seja, para poder reduzir os impostos sem desequilibrar as contas públicas, o governo argentino atacou a raiz do problema: o excesso de gastos públicos que pesavam sobre a economia argentina e continuam a pesar sobre a economia brasileira.

Enquanto isso, no Brasil, seguimos pelo caminho oposto. Desde o Plano Real, todos os Presidentes brasileiros – com exceção da breve passagem de Michel Temer – aumentaram os gastos públicos em relação ao tamanho da economia brasileira. Com isso, a dívida pública mais do que dobrou como proporção do PIB, consumindo cada vez mais recursos para pagamento de juros, o que faz com que a taxa de juros no Brasil seja muito mais alta do que no resto do mundo. Assim, nossa máquina pública ineficiente e extremamente custosa, consome cada vez mais recursos, exigindo impostos elevadíssimos para ser sustentada.

O resultado?

  • Inflação e taxa de juros estruturalmente mais altas.
  • Crescimento econômico medíocre.
  • Menos empregos e salários menores.

A lição que vem da Argentina é clara: reduzir gastos públicos não é uma pauta ideológica, mas uma condição para o crescimento sustentável e a melhora da qualidade de vida dos brasileiros, independentemente de preferências ideológicas ou políticas. Sem isso, o Brasil continuará refém de um Estado caro e ineficiente, que corrói oportunidades para os brasileiros.

O vizinho está mudando — rapidamente. A pergunta que fica é: quanto mais mercado, riqueza e qualidade de vida precisaremos perder antes de, finalmente, tomarmos a decisão de colocar o país em uma rota de crescimento e riqueza, como os argentinos fizeram?

Continue lendo

Ricardo Amorim

Engenheiro 60+: inovar é trazer experiência de volta ao jogo

Publicado

em

Por: Ricardo Amorim

Os ex-alunos da Escola Politécnica da USP e do ITA se uniram para criar o Inova Sênior, um projeto que busca reintegrar engenheiros com mais de 60 anos ao mercado de trabalho. A iniciativa nasceu da percepção de que o Brasil desperdiça um enorme capital intelectual ao deixar de aproveitar a experiência e o conhecimento de profissionais que têm mais idade e mais vivência, mas muitas vezes foram afastados do mercado por etarismo.

O objetivo do Inova Sênior é valorizar a trajetória desses engenheiros, atualizando suas habilidades com formações pontuais voltadas às novas demandas de tecnologia, inovação e ESG — mas sem a necessidade de uma nova graduação.

A proposta é que eles possam se recolocar rapidamente em posições estratégicas, nas quais sua bagagem técnica e maturidade profissional sejam diferenciais importantes.
Além do aspecto econômico, o projeto também tem uma dimensão social bastante relevante, pois busca combater o isolamento e a perda de propósito que podem, infelizmente, afetar pessoas que se aposentam ou ficam fora do mercado de trabalho.

O lançamento oficial aconteceu durante o MaturiFest — evento voltado ao público 50+, que discute temas como trabalho e longevidade. A estreia contou com a participação de cerca de 200 engenheiros formados pela Poli e pelo ITA, e os idealizadores planejam expandir o programa para outras escolas de engenharia do país. Essa iniciativa representa uma tentativa prática e concreta de reconectar gerações e resgatar o valor da experiência — em um momento em que o envelhecimento populacional e a demanda por profissionais qualificados crescem simultaneamente no Brasil. Além disso, com a taxa de desemprego atualmente muito baixa, muitas empresas não conseguem encontrar profissionais para contratar.

Em resumo: é bom para todo mundo — bom para os profissionais, bom para as empresas e bom para a sociedade. Uma ótima iniciativa que merece ser replicada com profissionais de outras áreas.

Continue lendo

Ricardo Amorim

O futuro da conversa não é só digital… É também artificial

Publicado

em

As IAs já estão entre nós. Elas não andam, não são visíveis, mas pensam e argumentam. E melhor do que a grande maioria dos humanos. Recentemente, um grupo de pesquisadores suíços fez um experimento que parece saído de um filme de espionagem. Eles invadiram um fórum do Reddit — famoso por discussões intensas e desafiadoras — com contas automatizadas de inteligência artificial. O objetivo? Descobrir se essas IAs seriam capazes de passar despercebidas e convencer pessoas reais a
mudarem de opinião.

O resultado foi impactante, para não dizer alarmante: não só ninguém desconfiou que estava discutindo com bots, mas os bots foram 6 vezes mais eficazes que humanos em fazer outros humanos mudarem de opinião.
No experimento, foram testados três tipos de bots:
 Genéricos, que respondiam com base apenas no conteúdo do post.
 Personalizados, que sabiam localização, tendências políticas e estilo do autor original.
 Alinhados com a comunidade, que imitavam o “jeito de falar” mais aceito pelo grupo.
Os resultados foram impressionantes.
 Os bots genéricos convenceram 17% das pessoas a mudarem de ideia.
 Os personalizados, 18%.
 Os que imitavam a comunidade, 9%.
 A média dos humanos? Apenas 3%.

Esses bots ficaram 4 meses no ar e ninguém percebeu. Todos os bots foram bem mais convincentes do que os humanos. O menos convincentes entre eles foi o que “imitava” o jeito dos humanos. Um dos bots chegou ao top 1% dos usuários mais influentes do Reddit.

Se um grupo de pós-graduandos, com orçamento limitado, conseguiu esse nível de influência usando IA… imagine o que empresas, governos e organizações com milhões, bilhões e, em alguns casos, até trilhões de
orçamento já estão fazendo ou podem fazer nas redes sociais para influenciar suas decisões políticas ou de consumo, por exemplo.

Com eleições se aproximando em várias partes do mundo, inclusive no Brasil, é mais importante do que nunca estarmos atentos para possíveis manipulações.

Mas aí vem um ponto chave: esses bots não usaram nenhuma fake news para convencer ninguém. Não houve nenhuma mentira, nem nenhum apelo emocional barato. Eles convenceram com lógica, dados e argumentos melhores. A vitória da razão.

Aí é que está a grande oportunidade. Se bots conseguiram tanto sucesso com bons argumentos, se a IA for bem usada, ela tem o potencial de melhorar a qualidade da discussão, ao contrário do que muitos temem. Em resumo, é hora de você aliar, de forma ética:
 Inteligência Artificial + Inteligência Humana
 Tecnologia + Estratégia
 Informação + Intenção

Se precisar de inspiração e de exemplos práticos de como fazer isso, não deixe de assinar meu canal de YouTube e conferir cada um dos episódios do metamorfoseZ, o programa que criei para mostrar, na prática, como isso já está sendo feito.

Se quiser ir ainda mais fundo, na sua empresa, com seus clientes, colaboradores e parceiros, fale com a minha equipe para levar minha palestra sobre como a IA pode potencializar seu negócio para seu evento.

Continue lendo