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Marketing digital em 2025: o que esperar?

Publicado

em

*André Carvalho

O marketing digital é uma área que nunca estática. Desde que comecei minha jornada no setor, acompanhando de perto as transformações tecnológicas e as constantes demandas do comportamento do consumidor, aprendi que evoluir é uma necessidade. Em 2025, o grande desafio para empresas e profissionais será equilibrar a busca por inovação com a necessidade de manter uma abordagem humanizada. Mais do que nunca, será fundamental garantir que a tecnologia seja usada como um recurso que conecta, e não distancia, marcas e pessoas.

A inteligência artificial, por exemplo, já se tornou uma aliada essencial na otimização de processos e na ampliação da criatividade. Ferramentas de IA possibilitam desde a geração de conteúdo até a personalização de campanhas, ajudando empresas a se comunicarem de forma mais eficiente. Contudo, com grande poder vem uma grande responsabilidade. Além de otimizar processos, é indispensável que as marcas utilizem a IA de maneira ética, respeitando a privacidade dos usuários e priorizando interações genuínas. Ao longo de minha experiência liderando equipes em projetos que adotam IA, percebo que o diferencial não está apenas na tecnologia em si, mas em como ela é aplicada para criar experiências que realmente importam para as pessoas.

Outro aspecto que vejo como essencial é a personalização. Acredito que já passamos do ponto em que isso era apenas uma vantagem competitiva — agora é uma exigência. Consumidores não querem mais conteúdo genérico; eles esperam que as marcas conheçam suas preferências e ofereçam experiências sob medida. Contudo, a personalização também carrega um peso: é preciso ser transparente sobre o uso dos dados e preservar a confiança do cliente acima de tudo. Durante minha carreira, vi de perto como a falta de transparência pode gerar crises e como a construção de um relacionamento baseado em confiança faz toda a diferença.

Um ponto que sempre me chamou atenção é a evolução do marketing de influência. Se antes as marcas focavam apenas no alcance de grandes influenciadores, hoje a tendência é priorizar parcerias mais autênticas e próximas de suas audiências. Em minha experiência liderando campanhas com micro e nano influenciadores, percebi que um público menor, mas altamente engajado, pode gerar resultados muito mais efetivos do que milhões de visualizações sem conexão real. O foco agora está em construir comunidades baseadas em valores compartilhados, criando um senso de pertencimento que vai muito além de uma simples transação comercial.

Olhando para o futuro, é claro que a tecnologia continuará a moldar o marketing digital. No entanto, algo que sempre defendi é que o coração dessa área são as pessoas. A tecnologia pode ser uma ferramenta poderosa, mas é a capacidade de criar conexões humanas autênticas que determinará o sucesso de qualquer estratégia. Em 2025, as empresas que conseguirem equilibrar inovação com empatia estarão à frente, provando que mesmo em um mundo dominado por máquinas, as relações humanas continuam sendo a verdadeira essência do marketing.

*André Carvalho – CEO & Founder da Tempus Inova

 

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O novo desafio do branding: ser lembrado quando a IA escolhe por você

Publicado

em

*Samira Cardoso

Estamos vivendo a era da presença inteligente, um momento em que a antiga lógica do funil de vendas já não representa mais a realidade da jornada de compra, devido à sua complexidade. A decisão de compra, que antes era vista como uma sequência linear de etapas, hoje acontece em momentos simultâneos, onde o comprador, mais protagonista do que nunca, navega por um mar de informações e conta ainda com uma nova ferramenta de deliberação, que é a IA.

Agora, o desafio para as marcas não é mais  aparecer no momento certo, como era na antiga lógica, e sim existir de forma relevante e autêntica dentro das constelações de pontos de contato que se formam, muitas vezes, longe dos olhos e dos sistemas de medição tradicionais das empresas.

Para ilustrar esse cenário, segundo o relatório do LinkedIn Sales Navigator de 2026, 94% dos compradores B2B já utilizam ferramentas de IA generativa em seu processo de compra, transformando-a em uma referência muitas vezes mais influente do que as fontes tradicionais. No entanto, a maioria das organizações, cerca de 96%, não aparece nas respostas dessas inteligências, tornando-se invisível para o novo comprador, conforme o 2X AI Visibility Index 2026. Isso significa que as marcas precisam construir uma logística de conteúdo para humanos e também para as máquinas.

Está claro que o processo de decisão não é mais individual, mas sim um trabalho de comitê, e a presença do time comercial acontece apenas uma fração do tempo, enquanto a maior parte da jornada se desenrola longe do contato direto. A IA se torna, então, uma extensão desse comitê, uma presença digital que filtra, compara e sugere com base em dados, alterando a “presença inteligente” da marca para uma questão de sobrevivência.

Para navegar nessa nova realidade, a estratégia de marketing precisa se afastar da lógica engessada de etapas e abraçar a fluidez dos momentos e comportamentos do comprador. A comunicação precisa começar muito antes de o comprador estar pronto para assinar um contrato, falando com a imensa maioria que ainda está pesquisando e amadurecendo sua escolha.

Enfim, o branding ganhou uma nova cara e a era da presença inteligente exige que as marcas se tornem arquitetas de sua própria visibilidade no mundo digital, criando conteúdos que conversem com as necessidades atuais do comprador em cada instante de sua jornada. Isso significa produzir materiais que gerem interesse e desejo ao longo de todo o ciclo de consumo, aprender a ouvir o que a IA já está dizendo e se posicionar para ser a resposta que ela dará, utilizando o blog, notícias e as relações públicas como motores de recomendação.

*Samira Cardoso – Co-fundadora e CEO da Layer Up.

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A próxima batalha do marketing de performance será pelos criativos

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*Deny Zatariano

Durante muito tempo, boa parte da discussão sobre performance no marketing digital esteve concentrada em mídia: quanto investir, onde distribuir a verba, como segmentar melhor, reduzir o custo de aquisição e aumentar a conversão.
Essa operação evoluiu muito. Hoje, conseguimos criar audiências específicas, acompanhar resultados quase em tempo real e redistribuir investimentos rapidamente. Essa evolução expôs um novo gargalo: não adianta ter uma máquina sofisticada de distribuição se faltam criativos para alimentá-la.
Quem trabalha com performance conhece a dinâmica. Um anúncio funciona, ganha investimento e, depois de algum tempo, começa a perder eficiência. Uma abordagem funciona para determinado público e tem pouco resultado com outro. Cada resposta da campanha abre novas possibilidades de teste.
A consequência é uma demanda crescente por criativos: diferentes ganchos, argumentos, formatos, pessoas, contextos e chamadas para ação para públicos cada vez mais segmentados. É aí que o modelo tradicional começa a encontrar seus limites.
Durante décadas, fomos treinados para pensar comunicação a partir de campanhas: um conceito, uma grande produção, algumas peças principais e um período de veiculação. Essa lógica continua fundamental para a construção de marca. Ao lado dela, a mídia de performance criou outra necessidade: uma produção contínua de criativos.
A lógica passa a ser produzir, testar, aprender e produzir novamente. E há uma mudança importante aí: o criativo também virou dado. Quando colocamos diferentes vídeos para rodar, descobrimos quais ganchos prendem atenção, quais argumentos geram resposta, quais perfis criam identificação e quais chamadas levam à ação. Esses aprendizados ajudam a decidir o que produzir em seguida.
Quanto mais rápido um time consegue transformar o resultado de uma campanha em novos criativos, mais hipóteses consegue testar e mais aprende sobre o que funciona para cada público. O desafio é fazer isso em escala sem produzir centenas de variações parecidas.
A tecnologia, especialmente a inteligência artificial, pode assumir boa parte do trabalho dos bastidores: organizar briefings, apoiar roteiros, verificar requisitos, analisar materiais e identificar padrões. Com menos trabalho operacional, torna-se possível ampliar a quantidade de pessoas, contextos e possibilidades criativas envolvidas na produção.
Esse uso da IA abre um caminho particularmente interessante para o marketing: tecnologia nos bastidores para viabilizar uma produção humana maior e mais diversa. Durante anos, boa parte da vantagem em performance veio da capacidade de operar mídia melhor. Essas competências continuam fundamentais. Agora, outra capacidade ganha peso: quem consegue alimentar essa máquina com mais e melhores hipóteses criativas?
No marketing de performance, a capacidade de produzir bons criativos com velocidade pode ser a próxima grande vantagem competitiva.

*Deny Zatariano – Especialista em creator economy, tecnologia aplicada ao marketing e creative performance e fundador da Pikko
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