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Marketing de Influência. O tipo de influenciador que faz toda a diferença

*Alex Bapstista
Você certamente já ouviu falar muito sobre o termo “influenciador digital”. Hoje trata-se de uma profissão, almejada por muitas pessoas de todas as idades, raças, classes sociais e etc. Mas como toda profissão com promessa de fama, fortuna e glamour, todos (ou quase todos) precisam começar do início para quem sabe surgir um candidato profissional a influenciador, primeiro seguido por amigos e familiares, depois pelos amigos dos amigos e assim por diante.
Na fase embrionária todos que possuem um perfil em redes sociais pode ser chamado de nano-influenciador. Afinal, se alguém nos segue é porque na teoria quer no mínimo saber sobre o que estamos fazendo. Do ponto de vista de “mercado” no marketing de influência o nano poderá ter entre 5 ou 10 mil seguidores. E certamente a taxa de engajamento (curtidas, comentários e etc.) será bastante alta levando em consideração as devidas proporções entre número de seguidores vs. interações.
Quando este nano influenciador ultrapassar os 10 mil seguidores, receberá uma nova classificação. Agora podemos considerá-lo um micro influenciador até atingir a faixa de 100 mil seguidores. Quando ultrapassar esta marca já pode ser considerado um influenciador intermediário.
Para atingir a escala da fama e sucesso terá que ultrapassar a faixa de 500 mil seguidores para então receber uma nova classificação, a de macro influenciador, que possui até 1 milhão de seguidores. Sim é neste momento que adquire a maior idade no mundo dos “influencers”, mas neste mercado os números não param e conseguir atrair mais e mais seguidores é sinônimo de fama, fortuna e glamour. E quem não quer isso não é mesmo?
A escalada não para por aí, depois temos os web celebridades (aqueles que viraram celebridades através da web) com milhões e milhões de seguidores e as celebridades (fizeram o caminho contrário, pois já eram famosos de outras maneiras e também entraram nas redes sociais).
Ok, agora que já entendemos em números cada classificação atribuída as fases de um influenciador, vamos focar em uma faixa que realmente faz toda diferença.
Nas campanhas de marketing realizadas mundo a fora e por muitos dos meus amigos de marketing e mídia, a grande sacada que todo profissional da área deve olhar com bastante carinho e atenção é para os micro influenciadores.
Só para lembrar… o micro influenciador é aquele que possui entre 10 mil a 100 mil seguidores. E o poder desta categoria está justamente em suas taxas de engajamento que costumam ser bem superiores as dos maiores influenciadores.
Por que isso acontece?
Uma característica importante da maioria dos micro influenciadores é que via de regra costumam ser reconhecidos como especialistas em nichos específicos. Por exemplo: O influenciador que comenta sobre tênis, obviamente terá seguidores apaixonados pelo tema e que levam em consideração as opiniões dele.
Ai você deve estar pensando; “ok, mas muitos dos maiores também exercem a mesma influência” você não está errado, porém aqui conta um detalhe bastante sutil, a percepção do seguidor quanto ao micro influenciador é de maior identificação, isso porque a sensação de proximidade entre as partes é maior e de fato isso acontece na maioria das vezes. E isso reflete no que interessa para a marca que os contrata pois temos maior taxa de engajamento (likes, comentários, compartilhamentos e etc.)
Vou contar uma história. Uma vez um cliente de uma grande empresa de eletrônicos me contou que contrataram a preço de ouro um grande artista para divulgar seu produto em suas redes sociais, quando foram avaliar a qualidade do engajamento perceberam que tinha de tudo, comentários sobre as namoradas dele, rixas com outros artistas, que era cafona e etc. e nada sobre o produto. Absolutamente nada!
É claro que ter grandes personalidades envolvidas em uma campanha tem um propósito, mas se o KPI é engajamento de qualidade, afirmo com toda certeza que no mínimo sua estratégia deverá prever uma parcela de micro influenciadores em paralelo.
O marketing de influência é uma das estratégias digitais mais populares e bem-sucedidas usadas pelas empresas nos últimos tempos. Isso sem contar que mesmo antes da Internet ele já era utilizado o tempo todo, ou vai me dizer que você nunca quis comprar um certo hidratante porque uma determinada apresentadora aparecia toda lambuzada em um comercial de TV?
Em uma pesquisa realizada pela Qualibest foi constatado que, dos brasileiros conectados à internet, 71% seguem algum influenciador digital e 52% já compraram algum produto motivado por influenciadores.
Isso aponta a confiança dos usuários nos conteúdos produzidos por influenciadores. E quando realizado um recorte para micro influenciadores, o número da confiança aumenta.
Veja mais alguns dados bem interessantes:
- No levantamento da Expercity, 82% se declararam dispostos a comprarum produto ou serviço por indicação de um micro influenciador;
- A plataforma especializada em influenciadores também apontou que esse tipo de criador de conteúdo apresenta uma taxa de conversão 22,2 vezes maiordo que macro influenciadores;
- A Mediahubapontou que o uso de micro influenciadores aumentou o engajamento em 50%;
- Conforme o número de seguidores aumenta, o engajamento tende a diminuir, segundo o levantamento;
- Ou seja, ficar dentro desses 10 a 100.000 seguidores seria o ponto ideal.
Outro fator importante para o micro influenciador que leva a sério o que faz é usar dessa “proximidade com seus seguidores” para construir relacionamentos mais pessoais e conteúdo mais direcionado ao que eles esperam.
E o resultado disso tudo é literalmente a regra do “ganha-ganha” para ambos os lados e por consequência maior engajamento e poder de influenciar.
Credibilidade é tudo.
*Alex Bapstista – CEO da ImageMakers Ads
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As marcas estão trocando celebridades por comunidades?

*Vera Kopp
Durante muito tempo, o marketing de influência seguiu uma lógica simples: quanto maior a audiência, maior o investimento. Celebridades e grandes criadores concentravam boa parte dos orçamentos porque entregavam alcance e visibilidade em escala. Essa estratégia continua fazendo sentido para muitos objetivos, mas já não explica sozinha a forma como as marcas estão distribuindo seus investimentos.
A própria Creator Economy vive um momento de expansão e amadurecimento. Segundo estudo do Goldman Sachs, esse mercado deve movimentar cerca de US$ 480 bilhões até 2027, praticamente o dobro do valor estimado em 2023. Ao mesmo tempo, o mercado global de marketing de influência deve alcançar US$ 31,2 bilhões até 2027, impulsionado pela profissionalização do setor e pela busca das marcas por estratégias mais orientadas à performance. Nesse cenário, a principal mudança talvez não seja o crescimento do mercado, mas a forma como a influência passou a ser medida.
Durante anos, o número de seguidores foi o principal critério para escolher um creator. Hoje, ele é apenas um dos indicadores. As marcas passaram a olhar também para a afinidade com o público, qualidade do engajamento e capacidade de gerar conversas relevantes. Em outras palavras, a influência deixou de ser apenas uma questão de alcance e passou a ser uma questão de confiança.
É por isso que micro e nano influenciadores ganharam protagonismo. Um levantamento da HypeAuditor mostra que, em 2025, 60% dos conteúdos patrocinados publicados no Instagram foram produzidos por criadores com menos de 50 mil seguidores, refletindo uma estratégia cada vez mais voltada para comunidades de nicho e públicos altamente segmentados.
Essa tendência faz sentido porque consumidores estão mais atentos à autenticidade das recomendações. A Nielsen mostra, há anos, que recomendações de pessoas consideradas confiáveis seguem entre as formas de publicidade com maior credibilidade para o consumidor. Quando existe identificação entre creator e audiência, a mensagem tende a gerar mais atenção e engajamento do que uma comunicação percebida apenas como publicidade.
Na prática, isso significa que um creator com alguns milhares de seguidores pode gerar resultados mais relevantes do que um perfil muito maior, dependendo do objetivo da campanha. Em segmentos como beleza, alimentação, mobilidade, tecnologia ou finanças, falar diretamente com uma comunidade altamente interessada costuma ser mais eficiente do que alcançar milhões de pessoas sem afinidade com o tema.
Essa é uma mudança que acompanhamos diariamente. Temos observado um crescimento consistente de campanhas que distribuem investimentos entre dezenas ou centenas de criadores, em vez de concentrar toda a estratégia em poucos nomes. O objetivo deixa de ser apenas maximizar o alcance e passa a construir presença em diferentes comunidades.
Isso não significa que as celebridades perderam espaço. Grandes influenciadores continuam sendo fundamentais para campanhas de awareness, lançamentos e construção de marca. O que mudou foi o planejamento. Hoje, é cada vez mais comum combinar creators de diferentes portes dentro da mesma estratégia, aproveitando o papel que cada perfil desempenha na jornada do consumidor. Naturalmente, esse modelo traz novos desafios.
Gerenciar campanhas com centenas de creators exige processos muito mais estruturados do que uma ação com poucos influenciadores. Seleção, contratação, pagamentos, acompanhamento das entregas e mensuração precisam acontecer de forma integrada. Sem tecnologia, escalar esse modelo se torna praticamente inviável.
A mensuração também evoluiu. Curtidas e número de seguidores continuam relevantes, mas já não bastam para avaliar o sucesso de uma campanha. As marcas querem entender a qualidade do engajamento, o impacto na percepção da marca, a geração de conteúdo, a conversão e o retorno sobre o investimento. Essa mudança explica por que a Creator Economy deixou de ser apenas um canal complementar de comunicação para ocupar um espaço estratégico dentro dos planos de marketing.
No fim, não acredito que as marcas estejam trocando celebridades por comunidades. O que estamos vendo é uma evolução natural de um mercado que amadureceu. As empresas perceberam que alcance continua importante, mas que relacionamento, credibilidade e relevância são ativos ainda mais valiosos em um ambiente digital cada vez mais disputado.
A influência do futuro será cada vez menos medida pelo tamanho da audiência e cada vez mais pela capacidade de criar conexões reais entre marcas e pessoas.
*Vera Kopp – CEO e fundadora da inCast Group, holding que reúne as empresas inCast, RainCreators e FunCast, especializadas em marketing de influência, gestão de comunidades e soluções para criadores de conteúdo.
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Marketing de influência: como potencializa a geração de negócios B2B?

*Renan Cardarello
O marketing de influência já provou sua força no mercado B2C, mas ainda existe uma oportunidade pouco explorada no universo B2B: transformar especialistas em verdadeiros agentes de geração de negócios. Em um ambiente onde decisões de compra são mais complexas e envolvem múltiplos responsáveis, essa construção de credibilidade passou a ser um fator determinante para empresas que desejam gerar vendas de forma consistente – transformando autoridade em confiança, e confiança em oportunidades reais de geração de valor.
Nesse cenário, especialistas, executivos e lideranças têm assumido um papel cada vez mais relevante na produção de conteúdo e no fortalecimento da reputação das marcas. Isso porque, mais do que ampliar o alcance das empresas, esses profissionais ajudam a construir autoridade, compartilhar conhecimento e aproximar as organizações de potenciais clientes, ao transformar suas experiências e perspectivas em pontos de conexão com um público que busca informação qualificada antes de tomar decisões.
Isso, na prática, é visto em comunicações que vão além do que apenas institucionais. É muito comum, por exemplo, que, antes de contratar um fornecedor, os gestores pesquisem referências, acompanhem especialistas do setor e consumam conteúdos que demonstrem experiência prática sobre determinado assunto. Nesse contexto, a autoridade construída por pessoas passa a complementar a autoridade da própria empresa.
Essa movimentação ganha ainda mais força com a consolidação dos canais digitais na jornada de compra B2B. Segundo o Panorama de Marketing e Vendas 2025, como prova disso, as redes sociais estão entre os principais canais utilizados pelas empresas para a geração de leads – o que reforça sua importância no ponto de relacionamento entre as partes, abrindo espaço para conteúdos produzidos por profissionais que atuam, diretamente, no mercado, e que, justamente por isso, conseguem agregar conhecimento, experiência e credibilidade às conversas que antecedem uma decisão de compra.
Plataformas como o LinkedIn ganham protagonismo nesse processo. A rede deixou de ser utilizada apenas para networking e recrutamento, passando a funcionar como um ambiente de troca de conhecimento, compartilhamento de experiências e posicionamento profissional. Nesse contexto, publicações produzidas por especialistas ajudam a manter as empresas presentes no cotidiano de clientes e parceiros, fortalecendo sua reputação de forma contínua e criando pontos de contato que podem influenciar decisões futuras.
Ainda, outro movimento que também vem crescendo é o employee advocacy, estratégia que incentiva colaboradores e lideranças a compartilharem, em seus próprios perfis, conteúdos relacionados ao mercado, tendências e boas práticas. Ao ampliar o número de vozes que representam a empresa, a organização consegue aumentar seu alcance de maneira mais orgânica e, ao mesmo tempo, fortalecer a percepção de autenticidade. Afinal, quando o conhecimento é compartilhado por pessoas que vivenciam o mercado e conhecem, de perto, os desafios dos clientes, a comunicação tende a ser percebida menos como publicidade e mais como uma contribuição relevante para a tomada de decisão.
Esse tipo de estratégia, contudo, não substitui as ações tradicionais de marketing, pelo contrário. A atuação de especialistas potencializa iniciativas de branding, eventos e geração de demanda, criando diferentes pontos de contato ao longo da jornada de compra. Ainda mais, considerando que o mercado B2B depende, cada vez mais, da construção de relacionamento antes da abordagem comercial em si.
Para que haja a conquista de resultados verdadeiramente positivos nesse sentido, é necessário produzir conteúdos relevantes de forma consistente. O objetivo não deve ser promover produtos ou serviços em todas as publicações, mas compartilhar conhecimento, análises, tendências e experiências capazes de gerar valor para o público, de forma que a venda seja uma consequência da autoridade construída ao longo do tempo.
A comunicação precisa estar, constantemente, alinhada ao posicionamento corporativo, assegurando que as mensagens estejam coerentes com a visão do negócio e fortalecendo, assim, a identidade da organização, aumentando sua capacidade de gerar conexões duradouras.
Em um ambiente digital marcado pelo excesso de informações, profissionais que compartilham conhecimento de forma consistente conseguem estabelecer relações de confiança que, dificilmente, seriam construídas apenas por campanhas publicitárias. Mais do que uma tendência, esse fortalecimento da autoridade representa uma evolução na forma como empresas se relacionam com o mercado, combinando conhecimento técnico, presença digital e produção de conteúdo relevante, e ampliando sua capacidade de gerar negócios e construir relacionamentos sustentáveis no ambiente B2B.
*Renan Cardarello – Fundador e diretor da iOBEE , agência de marketing digital e growth.








