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Jovem Nerd: Magalu anuncia compra da plataforma geek

O Magalu divulgou hoje (14) a compra do Jovem Nerd, uma das maiores plataformas de conteúdo direcionado ao público nerd e geek do Brasil. A aquisição faz parte da estratégia digital e de integração de conteúdo da empresa, que é dona de outros dois portais, o Canal Tech, de tecnologia, e o Steal The Look, de moda e beleza.
O novo portal da família Magalu foi fundado por Alexandre Ottoni (Jovem Nerd) e Deive Pazos (Azaghal) há 19 anos e se tornou referência pela produção de conteúdos envolvendo séries, games, cinema, tecnologia e outros temas relacionados ao universo geek e à cultura pop. No momento, o canal principal do portal no Youtube tem mais mais de 5,5 milhões de inscritos e nas rede sociais, são outros 4 milhões.
Além do canal citado, o portal produz outros programas para diferentes plataformas, como o NerdCast, NerdOffice, NerdBunker, NerdPlayer e Nerdologia. Em 2019, o Nerdcast foi o primeiro podcast no Brasil e no mundo a atingir a marca de 1 bilhão de downloads.
“A aquisição fortalece nossa marca, nossa plataforma e nosso alcance de conteúdo. É mais um importante passo no planejamento da empresa para a digitalização do varejo brasileiro”, afirma Eduardo Galanternick, vice-presidente de Negócios do Magalu.
De acordo com Pazos, um dos fundadores do Jovem Nerd, a linha editorial e os conteúdos do portal devem se manter como sempre foram, e afirmou que tiveram garantia da Magalu de que as plataformas continuariam tendo autonomia para desenvolver os projetos segundo as ideias dos criadores.
Novidades do Jovem Nerd
Com a aquisição, Magalu pretende integrar os conteúdos exclusivos criados pelo Jovem Nerd ao SuperApp da empresa. A estratégia é aproveitar a união para atrair clientes com branded content e focar na jornada do consumidor dentro do aplicativo.
Em entrevista ao Canal Tech, Pazos declarou que o portal traz uma vertical nova com a mudança. “[…] com criação de conteúdo, inclusive a partir de propriedades intelectuais que a gente já tem, fora as que criaremos no futuro”. Além disso, aqueles que já acompanham o Jovem Nerd se surpreenderão com maior volume de conteúdo, formatos diferentes e mais interação.
Outra mudança significativa é a do Nerdcast RPG, que deverá ser atualizado com mais frequência após a união ao Magalu. Pazos afirma que as sagas apresentadas no podcast demoravam anos para serem concluídas e agora podem ser contadas em menos tempo.
Publicidade digital
Além dos portais de conteúdo, a Magalu comprou a Inloco Media, empresa especializada em publicidade digital, no ano passado. A junção de todo o grupo Magalu visa a potencialização das vendas, aumento no número de anunciantes pelo MagaluAds e a comercialização de conteúdos premium produzidos pelas plataformas já adquiridas.
“Temos a oportunidade de monetizarmos conteúdos Premium, como o Canaltech e o Steal The Look já fazem, além de termos milhares de potenciais anunciantes, entre fornecedores, selllers de nossos marketplace e até outras empresas que não necessariamente pertencem ao nosso ecossistema, mas que tenham interesse no público que estamos atingindo.”, declarou Galanternick.
Matéria publicada no portal de notícias AdNews. Se quiser mais informações sobre o mundo da publicidade e do marketing acesse: https://adnews.com.br/
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Britânia lança campanha de Dia dos Pais com inteligência artificial e foco nos momentos do cotidiano

A Britânia acaba de colocar no ar sua campanha nacional de Dia dos Pais 2026 sob o conceito institucional “Para os momentos que importam”. A estratégia de marketing foi desenhada para reforçar que o ato de presentear vai além do valor material do produto, posicionando a marca de eletroportáteis e eletrodomésticos como uma facilitadora de momentos de carinho, cuidado e conexão real nas pequenas rotinas familiares.
A peça central da campanha dá continuidade à narrativa emocional iniciada no Dia das Mães de 2026. Produzido pela GRID Content, o filme publicitário destaca-se pelo uso de inteligência artificial aplicada à pós-produção. Na campanha, a tecnologia foi adotada como um recurso estético e criativo para enriquecer a transição das cenas, mantendo a autenticidade e a sensibilidade das interações cotidianas reais entre pai e filho.
A nova campanha chega ao mercado respaldada pelo excelente desempenho comercial registrado pela Britânia no Dia dos Pais de 2025, período em que a marca alcançou um crescimento expressivo de no tíquete médio de vendas em comparação ao ano anterior. Os resultados financeiros comprovam uma tendência consolidada de consumo de presentes úteis, voltados para a casa e para o preparo de refeições compartilhadas.
A campanha de Dia dos Pais desdobra-se em uma estratégia de comunicação integrada 360 graus. A marca ativará pontos de contato estratégicos que incluem compra de mídia online e offline, forte presença de conteúdo nas redes sociais, ações táticas com influenciadores digitais e assessoria de imprensa corporativa.
Esse movimento integra-se a um plano de expansão institucional que, nos últimos anos, ampliou os investimentos da Britânia em patrocínios de eventos gastronômicos, inserções publicitárias em grandes emissoras de TV aberta e materiais personalizados de merchandising nos pontos de venda (PDV).
Ana Luiza Buffara, vice-presidente da Britânia, ressalta a importância da data para a conexão histórica da marca com a população. “Há 70 anos, a Britânia faz parte da rotina das famílias brasileiras. Nesta data, queremos lembrar que presentear é também uma forma de demonstrar cuidado, carinho e criar memórias. Afinal, são os pequenos momentos compartilhados no dia a dia que realmente fortalecem a relação entre pais e filhos.”
Com o lançamento, a Britânia reafirma sua proposta de valor e aproximação emocional com o consumidor, ofertando um portfólio completo que integra as categorias de cuidados pessoais, cozinha e eletrodomésticos, facilitando as tarefas do lar e liberando tempo para o que realmente importa: a convivência familiar.
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Viés racial em Inteligência Artificial e as falhas de representatividade e os limites éticos do mercado de US$ 617 bilhões

O mercado global de Inteligência Artificial caminha para atingir a marca de US$ 617 bilhões até o final do segundo semestre de 2026, mantendo uma taxa de expansão de ao ano, segundo dados da consultoria alemã Statista. No entanto, diante das mais de 47 mil ferramentas ativas mapeadas pela plataforma “There’s An AI For That” (TAAFT) em setores que vão do recrutamento empresarial à publicidade, desenvolvedores e especialistas acendem um alerta: os vieses raciais e algorítmicos podem comprometer a sustentabilidade e a confiabilidade desse crescimento tecnológico.
O debate ganhou contornos urgentes com a divulgação do documento “Lado Sombrio do Escalonamento de Conjuntos de Dados” no GitHub. O estudo revelou que, em 14 modelos multimodais baseados na arquitetura Vision Transformers (ViT-L) — sistemas que processam texto e imagem simultaneamente —, a probabilidade de uma imagem de um homem negro ou latino ser erroneamente associada ao termo “criminoso” aumentou em até .
Cáren Cruz, CEO da Pittaco Consultoria, especialista em imagem identitária e participante da 9ª temporada do programa Shark Tank Brasil, explica que a atual crise ética da inteligência artificial generativa herda falhas estruturais de tecnologias de análise facial desenvolvidas há quase uma década. “Ainda em 2017, a pesquisadora Joy Buolamwini, do MIT Media Lab, vinha denunciando falhas nos sistemas de visão computacional a partir da sua própria experiência como mulher negra. Em 2018, ao lado de Timnit Gebru, ela publicou o estudo Gender Shades, demonstrando que softwares comerciais de análise facial apresentavam índices de erro drasticamente maiores ao analisar mulheres de pele escura em comparação a homens de pele clara.”
Para Cáren Cruz, a raiz do problema reside na curadoria dos bancos de dados que alimentam os algoritmos de machine learning. Sem uma base de dados que represente a pluralidade humana, a inteligência artificial acaba por reproduzir e automatizar as desigualdades históricas do ambiente analógico. “A tecnologia não nasce neutra. Ela aprende a partir de bancos de dados, imagens, descrições e repertórios que também carregam desigualdades históricas. Se esses dados foram construídos com baixa diversidade racial, a ferramenta tende a reproduzir essas limitações. Quando o sistema altera características fundamentais de uma pessoa negra, está reproduzindo uma lógica histórica em que determinados traços são tratados como algo a ser corrigido ou neutralizado.”
Com mais de 18 anos de atuação no mercado de consultoria identitária corporativa, a CEO da Pittaco defende que a diversidade racial e a precisão técnica em colorimetria devem ser tratadas como prioridades de engenharia pelas big techs. A executiva relembra uma dinâmica de desenvolvimento de produto em que participou de um grupo focal nacional: a metodologia de uma instituição tentou categorizar a pele negra em apenas 6 tons. Trata-se de uma simplificação analítica ineficaz para o mercado de cosméticos, imagem e tecnologia, especialmente no Brasil. “Quem trabalha com imagem sabe que essa redução não abraça a complexidade das peles negras. Não estamos falando de uma única cor ou classificação, mas de um espectro muito amplo, que envolve variações de pigmentação, subtons, luminosidades, contrastes e profundidades cromáticas decorrentes de intensas miscigenações. A inovação verdadeira precisa reconhecer, preservar e respeitar a pluralidade das aparências negras sem apagar, suavizar ou padronizar aquilo que nos identifica.”








