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Estratégias de retenção de clientes para o seu negócio

O dia do cliente, celebrado no dia 15 de setembro, traz uma boa oportunidade das marcas se aproximarem ainda mais dos seus públicos. Assim, como em outras datas sazonais importantes, nessa, os varejistas, lojistas e comerciantes também preparam promoções e descontos para impulsionar as vendas e atrair novos consumidores. Contudo, especialistas apontam que as datas sazonais, mais do que oportunidades para alavancar vendas, devem ser vistas de maneira estratégica, pensando na retenção e fidelização de clientes.
“É preciso pensar além da venda. Em um mercado cada vez mais competitivo e desafiador, é preciso se preparar para oferecer a melhor experiência possível ao consumidor. Isso é fundamental para reter clientes, influenciar suas escolhas e fidelizá-los. Dessa forma, os resultados se prolongam no tempo e não ficam limitados às vendas pontuais realizadas apenas nestas datas”, explica Cristina Fragata, sócia e COO da Attri – empresa de tecnologia e usabilidade que oferece soluções para melhorar a experiência do usuário.
Cristina destaca que estratégias de UX têm papel importante na construção da experiência positiva do usuário e, pensando nisso, ela traz cinco dicas para ajudar as empresas a criarem relacionamentos duradouros e reter clientes por meio de suas experiências dentro de apps e lojas virtuais. Confira:
Teste a usabilidade do site e app do seu negócio: é preciso testar seu site ou aplicativo, levando em conta as necessidades dos usuários e possíveis problemas que eles possam encontrar. Apps que travam, por exemplo, perdem usuários e também a possibilidade da retenção. “Testar é uma excelente forma de alcançar melhorias e antecipar problemas e suas soluções. Pensar que um site ou app está bom o suficiente é um erro. O correto é constantemente verificar o padrão de comportamento dos usuários e o adequado funcionamento das plataformas”, comenta a COO.
Facilite a vida do consumidor: sua loja virtual, site ou aplicativo precisa oferecer uma interface simples, que não sobrecarregue a jornada do consumidor com atributos em excesso. Mostrar tudo que sua marca pode oferecer é bastante
tentador, mas pode ser demais. Então, limite o número de decisões do usuário usando psicologia. “O dia a dia das pessoas é cada vez mais agitado. Quando elas buscam presentes ou serviços, também procuram facilidade e comodidade. É fundamental que as informações sejam claras e intuitivas, para que o usuário encontre em menos tempo o que procura e seja conduzido por um processo prático na hora da compra”, recomenda a especialista.
Guie, ensine e apoie: uma boa estratégia de UX contém sua parcela de ensinamentos e orientações, seja um e-mail de boas-vindas introduzindo sua marca e plataformas aos usuários. Clientes aprendem a usar os produtos com a orientação da empresa. Além disso, é possível guiar e ensinar usuários dentro do aplicativo ou site, por meio de configurações iniciais, popovers e modals. “Ao se antecipar e responder às questões do usuário, a empresa melhora sua UX, evitando frustrações e aumentando o nível de satisfação durante a jornada”, pontua Fragata.
Priorize a acessibilidade: é importante desenvolver apps sabendo, desde o início, que ele deve prever descrições em áudio para cegos e legendas para surdos e pessoas com problemas de audição. “A empatia que uma determinada marca demonstra ao adotar estratégias de UX abrangentes cria um público orgulhoso de escolher os produtos e serviços dessa empresa”, aposta Cristina.
Ofereça uma experiência inesquecível: encantar clientes é garantir a retenção. Uma estratégia de UX, do desenvolvimento ao design, passando pelo texto e conteúdo, tem o poder de fazer o usuário voltar para a plataforma buscando sempre ser surpreendido. “Para reter clientes, é fundamental criar momentos que os recompensem. E aqui não estamos falando de dinheiro, mas dos elementos que causam boas emoções no usuário. Uma resposta diferente, uma descrição mais detalhada, um layout que converse com alguma promoção específica, são atributos que criam uma experiência positiva e fazem a diferença na avaliação final de quem usou sua plataforma”, finaliza a especialista.
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Cesan aposta em expressão popular e marketing digital para impulsionar uso de aplicativo em campanha de parcelamento

A transformação digital avança a passos largos na prestação de serviços públicos essenciais, e a Cesan (Companhia Espírito-Santense de Saneamento) acaba de lançar sua mais nova campanha de renegociação de débitos para acelerar esse processo. Desenvolvida pela agência Ampla, a iniciativa adota uma jornada com foco na conversão digital, projetada para direcionar consumidores das categorias residencial, comercial e industrial para os canais digitais da concessionária, permitindo a regularização de pendências financeiras com total conveniência.
O grande destaque do projeto de comunicação está em seu posicionamento criativo, que gira em torno do mote “Quem parcela não se aperta”. O conceito foi extraído diretamente de uma expressão popular para dialogar de forma leve, empática e imediata com a realidade do público. Thauana Moreira, head de criação da Ampla-ES, explica a estratégia por trás da linguagem adotada: “Ao utilizar essa abordagem, conseguimos dar máxima visibilidade ao benefício principal da ação – o parcelamento especial em até 100 vezes sem juros -, mostrando que colocar as contas em dia com a Cesan pode ser muito mais simples do que parece.”
A campanha utiliza recursos visuais que se complementam ao discurso institucional. Nos layouts das peças publicitárias, a palavra “par-ce-la” aparece grafada de forma dividida e silábica. De acordo com Bruno Reis, diretor de criação da Ampla, esse recurso atua como um trocadilho visual para reforçar o conceito de flexibilidade e o fôlego financeiro oferecido pela empresa.
A agência estruturou um plano de mídia focado prioritariamente no ecossistema digital. O objetivo central é incentivar o download e a utilização do aplicativo mobile da Cesan, plataforma que foi totalmente atualizada e blindada para garantir a realização de acordos de forma rápida e segura. Para guiar a jornada do usuário até a conversão, todas as peças dão protagonismo absoluto à chamada para ação (Call to Action) “Baixou, parcelou no app Cesan”. “Essa assinatura remete diretamente à sistemática, funcionando como uma ferramenta estratégica para contabilizar tanto os novos downloads do app quanto o volume de quitações de débitos dentro da plataforma”, complementa Bruno Reis.
O território visual da campanha foi planejado para transmitir uma sensação de tranquilidade e alívio, simulando o bem-estar do consumidor ao quitar suas pendências financeiras. As peças trazem fotografias de pessoas em situações leves e cotidianas, abandonando o tom burocrático e austero que geralmente acompanha comunicados de cobrança.
A direção de arte preservou o azul corporativo como a cor dominante para assegurar a identificação imediata da marca Cesan pelo público. Como elemento de modernização e dinamismo, foram inseridas formas circulares e detalhes em tons de rosa como cores complementares, conferindo energia e apelo contemporâneo às composições gráficas e consolidando o aplicativo como o principal ponto de contato entre a empresa e a comunidade.
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Saggezza desenvolve inteligência artificial capaz de reduzir em até 35% os custos de execução no PDV

A retailtech Saggezza traz ao mercado soluções baseadas em inteligência artificial e realidade aumentada que prometem revolucionar o trade marketing e a gestão de redes de franquias. O principal objetivo da empresa é demonstrar como a falta de conformidade entre as diretrizes planejadas pelas matrizes e a execução real nas lojas gera prejuízos severos para franqueados e franqueadores. Para dimensionar o problema, a companhia apoia-se em dados da One Door Retail Solutions, que apontam que falhas operacionais dessa natureza geraram perdas de US$ 125 bilhões apenas no mercado dos Estados Unidos em 2025.
O mesmo levantamento revela os impactos diretos dessas inconsistências na jornada de compra: 49,9% dos consumidores abandonam o estabelecimento quando um produto não está disponível ou sofre com problemas de exposição, enquanto 73,4% manifestam insatisfação imediata com a reputação da marca quando a execução no ponto de venda falha. Renato Paschoal, CEO da Saggezza, resume o gargalo enfrentado pelo setor varejista. “Campanha lançada não é campanha executada e, sem evidências, não há como fazer uma avaliação fidedigna. Hoje, o que existe é muito processo, pouco dado visível e nenhuma leitura do que foi realmente efetivo, refletindo em investimento desperdiçado e perda de vendas.”
Para solucionar esses pontos de fricção, a startup de tecnologia estruturou um sistema de auditoria que utiliza algoritmos de reconhecimento de imagem para validar a instalação de peças de comunicação, apontando desvios e gerando relatórios automatizados por loja. O processo oferece escala às redes por meio de relatórios com comprovação fotográfica geolocalizada e métricas precisas de conformidade. Complementarmente, a plataforma disponibiliza uma ferramenta de realidade aumentada que mapeia as dimensões e a profundidade física do ponto de venda, permitindo que as equipes simulem o posicionamento exato dos materiais de visual merchandising antes da produção.
Outro pilar estratégico destacado pela empresa é a centralização da jornada operacional. Ao contrário de modelos tradicionais de mercado, que dividem a cadeia entre consultorias que entregam apenas dashboards analíticos e transportadoras focadas exclusivamente na logística, a plataforma consolida todas as etapas, cobrindo do briefing inicial ao controle de entrega na ponta. “Somos uma empresa de tecnologia para o varejo que não atua apenas no ambiente digital, mas também na complexidade prática da operação”, complementa o executivo.








