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Dados e segmentação são aliados da publicidade dentro dos jogos digitais

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O mercado dos jogos digitais deve ultrapassar US$ 200 bilhões ao final de 2023, segundo a consultoria de games Newzoo. Com um potencial econômico avassalador, marcas e anunciantes têm nos jogos eletrônicos a oportunidade de aperfeiçoar as estratégias de negócios e investir em novos formatos de mídia para engajar jogadores (profissionais ou casuais), fãs de e-sports, criadores de conteúdos e influenciadores do ramo.

Segundo a pesquisa Publicidade em Games no Mercado Brasileiro, 34% dos jogadores não gostam das propagandas nos jogos online. Apesar disso, 59% dos entrevistados declararam se lembrar dos anúncios veiculados. Portanto, marcas e anunciantes têm dois desafios: pensar em novos formatos para atender de forma mais satisfatória o jogador e melhorar as estratégias para anunciar nos formatos já existentes.

“O jogador de hoje não curte publicidade que atrapalhe seu jogo, e os anunciantes têm que procurar parcerias e integrações com product-placements criativos, além de oportunidades de branding que tenham a ver com o jogo que a galera que está jogando”, afirma Jonathan Pereira, head de gaming marketing da Siprocal.

Neste contexto, as comunidades podem facilitar o entendimento e a aceitação das publicidades nos jogos digitais. São pessoas com o gosto em comum (por um console, por uma franquia de jogos, por uma modalidade) que participam ativamente da experiência promovendo trocas, interações, debates e ações sobre determinado produto.

No caso de In-Game Advertising (propaganda inserida durante a experiência de jogo), as comunidades podem desempenhar uma função de melhorar a aceitação dos jogadores: “As comunidades são um canal importante nesse mix, facilitando e ampliando o entendimento do público gamer com a proposta da marca que deseja anunciar nesse meio. Mas é preciso ter fit com o público para não gerar o efeito contrário”, completou Jonathan.

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Heineken desafia lógica digital com “Dumb Ads” e premia consumidores que aceitam quebrar o algoritmo

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Em uma provocação direta à previsibilidade das redes sociais, a Heineken lançou a ação “Dumb Ads”, uma iniciativa que subverte a lógica tradicional da mídia programática. Criada pela LePub São Paulo, a campanha utiliza dados e tecnologia não para reforçar padrões de consumo, mas para confrontá-los, incentivando o público a sair de suas bolhas digitais e se abrir para experiências presenciais inesperadas.

A estratégia consistiu em mapear como os algoritmos segmentam os usuários e, deliberadamente, inverter essa distribuição. Perfis habituados a receber recomendações repetitivas passaram a ser impactados por anúncios de eventos completamente distantes de seu histórico de navegação. O objetivo central foi transformar a publicidade digital em um vetor de descobertas espontâneas, ampliando o repertório cultural dos consumidores.

“Mais do que questionar a lógica das plataformas, ‘Dumb Ads’ reforçou o posicionamento da Heineken como uma marca que conecta pessoas desde 1873 e incentiva a desconexão do previsível, promovendo experiências únicas que ampliam as possibilidades de socialização”, explica Williane Vieira, gerente de marketing da Heineken no Brasil.

Para materializar essa quebra de padrão, a marca premiou os consumidores que aceitaram o desafio com 420 ingressos para grandes eventos musicais e culturais. A lista de experiências incluiu festivais como Afropunk, Rock the Mountain, Time Warp e C6 Festival, além de apresentações de bandas como D.R.I e Ratos de Porão, a turnê “After Hours ‘til Dawn Tour” e o Trophy Tour UCL. Para garantir as entradas, os usuários impactados precisavam confirmar a adesão à proposta e preencher seus dados.

Laura Esteves, CCO da LePub São Paulo, destaca que a campanha buscou uma rota contraintuitiva no mercado. “Em uma época em que todos têm acesso a dados e ferramentas para atingir seu público, pensamos uma forma criativa de quebrar o algoritmo e oferecer possibilidades diferentes das que costumamos escolher”, afirma a executiva.

A ação integra o ecossistema da campanha “Algoritmo”, que convida o público a trocar o isolamento dos feeds e filtros por encontros reais. Ao desafiar a automação das escolhas, a Heineken reafirma seu papel no live marketing como uma marca que valoriza a imprevisibilidade da vida fora das telas, transformando a mídia digital em um convite para a vida real.

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Gillette resgata DNA esportivo e lança movimento #CaraDeCampeão para celebrar centenário no Brasil

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Para celebrar um século de história e inovação no país, a Gillette, marca da P&G, está de volta ao centro do gramado. Com a campanha #CaraDeCampeão, a marca revisita seu legado como pioneira mundial no marketing esportivo e aposta em uma observação histórica curiosa: em todos os grandes títulos conquistados pelo futebol brasileiro, os jogadores estavam barbeados.

O insight, que une tradição e mística, transforma o ato de se barbear em um verdadeiro ritual de sorte para a torcida. Ao patrocinar oficialmente as transmissões do Brasileirão 2026 na CazéTV, a Gillette posiciona o autocuidado como uma nova superstição nacional, conectando confiança pessoal ao desejo de vitória. “Há mais de um século, Gillette foi pioneira no marketing esportivo – uma estratégia que ajudou a construir e transformá-la em uma das mais valiosas marcas de bens de consumo no mundo. Com #CaraDeCampeão, queremos reforçar esse legado e fazer com que cada brasileiro, ao se barbear, se sinta confiante e como se estivesse atraindo sorte”, explica Caio Cavallari, diretor sênior da Gillette no Brasil.

A campanha, assinada pela agência Outpromo, já ganha tração digital com um time de peso. Lendas do esporte como o capitão Cafu, além de influenciadores como Matheus Costa e Diego Defante, aderiram ao movimento, desafiando os torcedores a exibirem sua #CaraDeCampeão nas redes sociais como parte da preparação para os jogos.

O pontapé inicial da ação ocorreu durante a programação da CazéTV e já rendeu desdobramentos internacionais de impacto, como ativações no jogo entre Brasil e França, realizado no Boston Gillette Stadium. Para a marca, a iniciativa é mais do que uma peça publicitária; é uma inserção cultural em um país onde a superstição é parte indissociável da experiência de torcer, garantindo que a Gillette siga presente na jornada do consumidor dentro e fora dos estádios.

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