Empresa
Campanha da Politize! traz folclore para dentro da política e engaja jovens eleitores

A Politize!, uma organização da sociedade civil comprometida com a promoção de cidadãos informados e engajados na democracia brasileira, lança uma campanha intitulada “Umbora! – A política não é um bicho de sete cabeças”. Inspirada na riqueza do folclore brasileiro e na diversidade da cultura popular que permeia as diferentes regiões do país, esta iniciativa busca transformar a percepção da política entre a população.
Para abordar esses desafios de frente e garantir uma participação robusta dos jovens nas eleições de 2024, a Umbora! implementa uma estratégia multifacetada. Isso inclui uma combinação de atividades digitais e presenciais, como oficinas, barracas de rua para promover o diálogo construtivo e sessões de formação especializada para educadores e estudantes da rede pública de ensino. Um exemplo é o “Programa Escola da Cidadania Ativa!”, que oferece materiais pedagógicos e capacita professores e estudantes do Ensino Médio da rede pública de ensino.
Luiza Wosgrau Câmara, gestora do núcleo de comunicação da Politize!, destaca a urgência dessa iniciativa, observando o sentimento predominante de que a política brasileira é temida. “Nossos índices de cultura e participação política são baixos, e ainda falhamos em preparar nossa população para participar do processo eleitoral”. Apesar das eleições municipais iminentes em 2024, a apatia política persiste, juntamente com os baixos níveis de envolvimento cívico, apresentando desafios significativos para uma participação democrática efetiva.
Tendo impactado milhões de brasileiros em suas últimas edições, as campanhas educativas da Politize! estabeleceram conexões entre a população brasileira e a educação política, a partir de ações didáticas, plurais, gratuitas, suprapartidárias e acessíveis a todos os públicos. Um exemplo é a Olhe.Vote.Mude, baseada em diretrizes conceituais do design vernacular, que conquistou prêmios importantes do setor criativo, como o de Design Social do Prêmio Bornancini de Design e de Design do Prêmio Brasil Criativo, além de ser finalista do Cannes Lions, o maior prêmio de publicidade do mundo.
Destacando as estatísticas alarmantes de abstenção eleitoral em eleições anteriores, com milhões de eleitores elegíveis ficando longe das urnas, a urgência de iniciativas como a Umbora! é evidente. A ação #GeralComTitulo incentiva os jovens com 16 anos ou mais a obterem o título de eleitor. Por meio dos esforços conjuntos dos voluntários do Programa Embaixadores da Politize!, a organização planeja realizar campanhas coletivas de recenseamento eleitoral em vários municípios, com o objetivo de capacitar os cidadãos e revitalizar o espírito democrático em todo o Brasil.
Empresa
TIM revoluciona creator economy com lançamento da TIM House e premiação de R$ 50 mil

A TIM acaba de anunciar a criação da TIM House, a primeira plataforma proprietária de uma operadora no Brasil dedicada exclusivamente à gestão e monetização de creators. O projeto, que nasce de uma joint venture estratégica entre as agências Mynd e Stage, marca um ponto de inflexão na creator economy, transformando o relacionamento entre marca e influenciadores em um ecossistema profissional, escalável e orientado a resultados.
Na campanha de estreia, a operadora aposta alto: os 30 conteúdos com melhor performance serão premiados. O grande vencedor levará para casa R$ 50 mil, um iPhone 17 e a oportunidade de uma collab exclusiva com a influenciadora Pequena Lô. O objetivo central é acelerar talentos emergentes, oferecendo capacitação e visibilidade em um ambiente que conecta briefings claros a recompensas financeiras e experiências exclusivas da marca.
“A TIM House é o nosso convite para que creators emergentes conquistem novos espaços. Construímos um hub para ampliar conversas, acelerar talentos e abrir possibilidades de monetização, sempre valorizando as vozes que tornam as redes mais plurais e autênticas”, explica Marcos Lacerda, vice-presidente de comunicação e marca da TIM. Segundo o executivo, a iniciativa aproxima a marca de narrativas diversas e relevantes, transformando tecnologia em liberdade de criação.
A mecânica da TIM House foi desenhada para ser intuitiva e dinâmica. O influenciador realiza o cadastro no portal oficial, acessa o briefing vigente, produz o conteúdo e o envia para aprovação via plataforma. Uma vez aprovado e publicado, o creator torna-se elegível para remunerações que variam entre valores em dinheiro, benefícios do ecossistema TIM ou acesso a ativações proprietárias.
O primeiro desafio convida a comunidade a criar conteúdos inovadores sobre o patrocínio da TIM no Big Brother Brasil 26 e o plano TIM Controle + Globoplay. Para participar, o criador deve ter mais de 18 anos e uma base mínima de mil seguidores no Instagram, reforçando o foco da operadora nos microinfluenciadores e na cauda longa da influência digital.
“A creator economy já se consolidou como uma das principais forças da comunicação contemporânea. Nosso papel foi ajudar a estruturar um ambiente em que creators tenham acesso a oportunidades reais de monetização e conexão direta com grandes marcas”, comenta Fátima Pissarra, CEO da Mynd. Fabrizio Galardi, sócio-diretor da Stage Digital, reforça que a intenção é transformar consumidores em porta-vozes engajados.
Empresa
Elementar Digital alerta para a fadiga criativa como o grande gargalo da mídia paga em 2026

O cenário da mídia paga para 2026 apresenta-se complexo, dominado pelo avanço do social commerce, pela onipresença da inteligência artificial e pelo amadurecimento da creator economy. No entanto, um fenômeno silencioso tem corroído os resultados das marcas mais do que as mudanças algorítmicas: o creative fatigue, ou fadiga criativa. O problema ocorre quando a repetição excessiva de um anúncio satura a audiência, provocando a queda do CTR e a explosão do CPA.
De acordo com Felix Bohn, sócio da Elementar Digital, agência especializada em performance orientada por dados, muitas operações falham ao diagnosticar essa queda de rendimento. “Muitas operações atribuem a piora a fatores externos, como sazonalidade, concorrência ou ao algoritmo, quando o que está pesando mesmo é a repetição: a frequência vai acumulando e os criativos acabam perdendo força”, analisa o executivo.
Dados compilados pela Hubspot reforçam a urgência do tema: o engajamento de um anúncio costuma atingir o ápice entre a 3ª e a 4ª exposição. A partir da 5ª vez que o usuário vê a mesma peça, a “cegueira de banner” se instala, derrubando a taxa de cliques e encarecendo a campanha. A recomendação técnica para mitigar esse desgaste é o rodízio de criativos em janelas de 7 a 14 dias.
Bohn alerta para um erro comum cometido por equipes de marketing: a substituição abrupta de todas as peças de uma campanha ao notar a saturação. Esse movimento interrompe o aprendizado de máquina das plataformas, gerando instabilidade. A estratégia correta, segundo o especialista, é o escalonamento.
“É preciso manter os criativos de maior performance rodando enquanto novos são testados em paralelo, e definir janelas de teste com métricas claras de aprovação antes de escalar ou pausar. A gestão criativa não pode ser uma demanda ad hoc que surge quando os números caem. É um processo contínuo”, ressalta Bohn.








