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“Brasil precisa aprender a falar sobre valores para construir futuro”, diz a empresária Ana Couto

O Canal Um Brasil, projeto da FecomercioSP que ouve semanalmente grandes nomes da academia, da política, dos negócios e da intelectualidade sobre questões brasileiras, recebeu a designer e gestora de marcas Ana Couto, da Agência Ana Couto para uma conversa sobre a imagem do Brasil para o mundo.
A entrevista foi gravada de maneira remota, e o ADNEWS recebeu em primeira mão o conteúdo que acabou de ser publicada nesta manhã de sexta-feira (12).
O bate-papo faz parte de uma série de entrevistas sobre mulheres empreendedoras do país. Neste mês de março conhecido pelo importante dia 8, Dia Internacional das Mulheres, o canal Um Brasil vai trazer vozes de mulheres do empreendedorismo para debates importantes como esse.
Na entrevista, Ana discutiu os problemas da imagem do Brasil no exterior como uma marca. Segunda ela, o país não tem uma identidade própria, porque sequer se pergunta sobre: o que acredita, o que quer para o futuro, e o que pensa sobre o presente.
Para Ana Couto, o Rio de Janeiro é símbolo disso: coisas como o samba e o futebol foram construídas e cresceram às margens da cultura, e só se tornaram hegemônicas depois de muito tempo. Para mudar essa imagem, segundo Ana Couto, é preciso “enfrentar os fantasmas e combinar o que queremos ser”.
Quando a apresentadora Joyce Ribeiro pergunta, sobre a forma como é praticado o design aqui no Brasil, Ana conta da sua experiência do mundo do design. “Quando eu resolvi cursar design e antopoliga, eu já tinha intuição de que o design é muito mais do que uma inspeção visual de algo. Na verdade ele [design] representa algo em uma expressão visual.”, diz a CEO da agência Ana Couto.
Ela argumenta ainda que o design é uma ferramenta para a construção de marcas fortes, mas para isso é preciso que as marcas tenham estabelecido exatamente quem elas são.
“As marcas são como as pessoas. Se nós não sabemos, enquanto pessoas, qual é o nosso propósito, porque nós existimos, ou qual o nosso papel na vida, com certeza nós vamos ter uma trajetória um pouco mais volátil na nossa construção de vida, de valores e reputação. E no final, é sobre isso que estamos falando.”
Ana completa dizendo que o papel das agências é “decodificar” esses valores, e encontrar o que ela chama de DNA das marcas. E com isso, definir o propósito da marca, os atributos da sua personalidade, definir narrativas e por fim conseguir alcançar uma gestão de valor.
Com uma longa experiência nos Estados Unidos, a design fala com propriedade da marca Brasil, os problemas da sua imagem e a gestão de valor do país.
Matéria publicada no portal de notícias AdNews. Se quiser mais informações sobre o mundo da publicidade e do marketing acesse: https://adnews.com.br/
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Fanta, McDonald’s e Avon ativam Halloween de 2026

Por mais um ano consecutivo, Fanta e McDonald’s fecharam uma aliança estratégica para transformar o Halloween em uma plataforma integrada de engajamento e vendas. A parceria contempla ativações presenciais, ambientação temática da unidade Méqui 1000 na Avenida Paulista, mecânicas de desconto no aplicativo da rede de fast-food e uma turnê com o “Caminhão Assombrado de Fanta”, que percorrerá oito cidades brasileiras com um jogo de escape room móvel.
No ambiente digital, a ação disponibiliza cupons de desconto no app do Méqui até 31 de outubro. Membros do programa de fidelidade Meu Méqui podem resgatar o “Código Assombrado” por 5 mil pontos para obter benefícios aleatórios no Peça e Retire e no McDelivery, além de combos promocionais exclusivos com Fanta. Presencialmente, o Méqui 1000 conta com cenografia especial e distribuição de copos colecionáveis aos finais de semana na compra de Mcofertas. “Essa colaboração reforça o nosso desejo de transformar o Halloween em uma data cada vez mais marcante para Fanta, com experiências e ofertas especiais que aproximam a marca dos consumidores. Ao unir a diversão de Fanta à força do McDonald’s, construímos uma celebração que combina deliciosidade, entretenimento e interação, convidando o público a entrar no clima do Halloween e a descobrir as novidades da parceria ao longo de outubro”, afirma Mariana Gibbins, diretora sênior de sabores da Coca-Cola Brasil. A experiência no Méqui 1000 culminará nos dias 29 e 30 de outubro com a presença do Caminhão Assombrado, acompanhado de atrações musicais e creators.
Avon, faz sua mágica
Paralelamente às ações no setor alimentício, a Avon aproveita a sazonalidade do Halloween 2026 para apresentar a campanha “Avon, faz sua mágica”. Criada pela agência VML, a iniciativa utiliza o arquétipo da bruxa para convidar os consumidores a explorar e criar visuais de maquiagem utilizando as linhas Avon Power Stay, Ultra Color e Color Trend. A estratégia digital foca em desafios no TikTok e no Instagram sob a hashtag #FazSuaMágica, impulsionada por uma trilha sonora autoral voltada para conteúdos de transformação. Os produtos do portfólio estão disponíveis nos canais diretos, e-commerce, perfumarias, Shopee e TikTok Shop.

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Levantamento do HypeAuditor revela que 1 em cada 21 influenciadores no Brasil possui mais de 50% de audiência suspeita

Um estudo inédito conduzido pela plataforma de inteligência HypeAuditor revelou que os nichos de “Roupas & Looks”, “Acessórios & Joias”, “Alimentação & Culinária”, “Moda” e “Viagem” concentram os maiores índices de audiência suspeita no Instagram. O levantamento analisou cerca de 5,4 milhões de contas públicas brasileiras não corporativas (com mais de mil seguidores) e apontou que 1 em cada 21 influenciadores no país possui pelo menos metade de sua base composta por perfis falsos, bots ou contas com comportamentos atípicos.
O problema atinge com mais força a categoria de microinfluenciadores (10 mil a 50 mil seguidores), na qual 6,4% das contas apresentam mais de 50% de seguidores suspeitos. Entre os nanoinfluenciadores (1 mil a 10 mil seguidores), a proporção é de 4,5%. Já nos perfis com mais de 1 milhão de seguidores, o índice cai para 0,6%.
Em média, a base total de seguidores dos influenciadores no Brasil é composta por 52% de pessoas reais, 26% de seguidores em massa (contas automáticas que seguem mais de 1,5 mil perfis), 16,8% de contas suspeitas e 5,2% de outros influenciadores. A classificação de audiência suspeita considera não apenas contas automatizadas, mas também perfis hackeados, comentários robóticos e participantes de grupos de engajamento combinado.
“A categoria do creator pode mudar bastante o nível de risco da audiência. Esses segmentos que acendem um alerta maior são justamente nichos mais próximos das decisões de compra do público e que costumam ter forte presença de campanhas, publis, sorteios e ações voltadas para o crescimento”, explica Maria Marques, gerente de marketing do HypeAuditor para a América Latina.
A executiva ressalta que as marcas têm migrado investimentos para criadores menores em busca de maior proximidade com o consumidor e custo de contratação reduzido, mas alerta para a necessidade de auditoria prévia. “As empresas acabam preferindo justamente creators menores, não só pelos valores mais baixos que cobram, mas também pela conexão mais próxima com o público, que pode resultar em taxas de engajamento mais altas do que as observadas entre influenciadores com mais de 1 milhão de seguidores. Entretanto, nosso relatório mostra que as marcas precisam ir além do número de seguidores: é necessário analisar cada perfil individualmente e compará-lo com outros semelhantes, da mesma faixa de seguidores e categoria, para entender a qualidade da audiência”, conclui Maria.







