Empresa
B2B: saiba como estruturar o marketing da sua empresa para Black Friday

Comemorada sempre na última sexta-feira do mês de novembro, a Black Friday, data instituída para as ofertas e grandes descontos, tornou-se um dos eventos mais esperados, tanto pelos consumidores, como para os lojistas e empresários. Às vésperas dela e, portanto, na contagem regressiva para uma das ocasiões mais importantes do comércio Brasileiro, o que não dá para fazer é economizar nas estratégias que visam atrair clientes e nem abrir mão do planejamento que dará suporte para aumento do fluxo de vendas.
Mesmo que a data seja, especialmente, mais explorada pelas empresas B2C, este é um período em que há espaço para toda a esfera comercial, incluído o ecossistema B2B. À vista disso, Rodrigo Moreno, Vice-Presidente de Marketing, na Associação Brasileira de Tecnologia para o Varejo (AFRAC), destaca duas ferramentas digitais para automatizar o marketing e fazer uma ação mais assertiva.
Como parte da estratégia para alavancar os negócios, a Black Friday torna-se uma oportunidade de fidelização e visibilidade para novos clientes. Contudo, no que diz respeito à exposição dos descontos é importante a empresa se atentar a segmentação do seu público e personalizar as ofertas. Ou seja, em linhas gerais, não é preciso e, muitas vezes, não é viável oferecer o mesmo desconto para os clientes “de casa” e para atrair os novos.
Como fazer essa personalização?
Para criar diferentes grupos target é preciso usar a tecnologia a seu favor. Neste caso, Moreno indica o Machine Learning ou a Inteligência Artificial. Feito a segmentação do público por meio de uma das ferramentas, é possível distinguir, por exemplo, quem é o comprador mais frequente daquele que ainda não foi possível alcançar de forma definitiva e, assim, pensar estrategicamente em uma taxa de desconto para agradar quem já é um parceiro e em outra promoção capaz de chamar atenção até de quem nunca ouviu falar do seu produto ou serviço.
A partir disso, cada anúncio passa a ter uma página de destino diferente. “Uma vez que você possui a inteligência da personalização é possível apresentar uma oferta adequada ao comportamento do usuário ou comprador sem misturar as páginas de destino”, acrescenta.
Traduzindo, funciona assim: ao identificar, por meio das ferramentas digitais, que determinado usuário pertence ao grupo de compradores fiéis e o outro pertence a rede dos que não são frequentes, é possível direcioná-lo para uma página de desconto específica.
“Portanto, em meio às alternativas para conquistar e atrair novos clientes e, claro, não perder dinheiro, utilizar ferramentas que possibilitam fazer uma hipersegmentação do público para ofertas, com certeza, é uma grande aposta”, conclui.
Empresa
Trident consolida linha X-Gamers e se posiciona como “Player 2” do público gamer no Brasil

A Trident, marca da Mondelēz International, reforça sua ofensiva estratégica no universo dos esportes eletrônicos e do entretenimento digital. Com o fortalecimento da linha X-Gamers, a marca amplia seu diálogo com a Geração Z através dos sabores Citrus Mix e Acid Berry, consolidando o conceito de que o produto é o aliado ideal tanto para partidas casuais quanto para sessões de alta performance. Sob a nova assinatura “Masca & Faz Sua Play”, a agência LePub São Paulo desenhou uma comunicação que reconhece a pluralidade dos jogadores, do estilo for fun ao try hard.
A estratégia da marca vai além do posicionamento de produto; trata-se de uma inserção cultural que visa combater a pressão do “mundo real”. Ao se colocar como um Player 2, a Trident propõe que mascar a goma auxilia no foco e no controle emocional, seja em competições de elite ou em momentos de socialização analógica. A linha apresenta-se em embalagens de 48,3g no formato garrafa, design pensado especificamente pela praticidade exigida durante o gameplay.
Dentro da segmentação da linha, o Citrus Mix foi associado ao casual gamer, aquele que busca conexão com amigos e entretenimento impulsionado por creators e pelo hype. Já o Acid Berry é direcionado aos jogadores que buscam vitória em longas jornadas competitivas. Para amarrar esses perfis, a campanha Bottle Royale utiliza um trocadilho com o popular gênero battle royale, reforçando a identidade visual e funcional da embalagem.
Samara Barros, gerente de marketing de Trident, explica que a marca busca ser um suporte para os diferentes ritmos de cada usuário. “Todo mundo joga por um motivo diferente; para relaxar, para se distrair, para competir ou até para esquecer um pouco a pressão do dia a dia. Com X-Gamers, a gente quis estar presente nesses momentos de um jeito leve, como um parceiro mesmo, que acompanha e auxilia o ritmo de cada jogador. É mascar e fazer sua play”, afirma a executiva.
Para sustentar esse posicionamento no live marketing e nas plataformas digitais, a Trident também anunciou o patrocínio à Kings League Brazil. A parceria prevê uma série de ativações, transmissões e experiências imersivas que levam o conceito da marca para fora das telas e para dentro das comunidades. Ao integrar-se organicamente ao calendário competitivo e de entretenimento, a marca reafirma sua capacidade de entender o comportamento de uma geração que não vê fronteiras entre o jogo e a vida real.
Empresa
Estudo Tensões Culturais 2026 revela brasileiro mergulhado em otimismo defensivo e fadiga de decisão

Em um momento em que a instabilidade deixou de ser um evento esporádico para se tornar uma condição permanente, a Quiddity, consultoria de pesquisa estratégica do ecossistema Untold|, apresentou oficialmente o estudo “Tensões Culturais 2026”. O lançamento, realizado no Museu Brasileiro da Escultura e Ecologia (MuBE), em São Paulo, traçou um diagnóstico minucioso do comportamento do consumidor após ouvir 1.355 pessoas em todo o território nacional. A análise destaca o papel central da Geração Z na reconfiguração das relações de consumo e a urgência de uma nova postura das marcas diante de crises sistêmicas.
A pesquisa aponta que o tradicional otimismo brasileiro, antes utilizado como ferramenta de sobrevivência, já não é capaz de neutralizar a convergência entre emergência climática, disrupção tecnológica e a saturação de informações. Esse cenário gera o que o estudo classifica como information overload, resultando em efeitos cognitivos como a fadiga de decisão. “O brasileiro, historicamente, vive em cenário de instabilidade recorrente. O ambiente nunca foi realmente seguro por muito tempo, e a sociedade aprendeu a viver em alerta. Mas, o que muda agora? Dessa vez, não é apenas o Brasil que vive sob tensão e pela primeira vez não temos um caminho claro a seguir”, contextualiza Rebeca Gharibian, sócia e diretora geral da Quiddity.
Nesse ecossistema de incerteza ampliada, surge o conceito de “otimismo defensivo”. O consumidor, agora mais cético e exausto, busca refúgio em microcomunidades e círculos de confiança restritos. Dentro dessa dinâmica, a Geração Z assume o protagonismo ao impor um pragmatismo que pune a hipocrisia institucional. Para esses jovens, a coerência entre discurso e prática é inegociável, o que torna a reputação das empresas um ativo extremamente volátil e dependente de comportamentos reais, não apenas promessas de marketing.
Everton Schultz, líder do grupo Untold|, reforça que a mudança no sistema de influência é profunda e irreversível. “Entender esse estado de espírito é crucial para qualquer líder de negócio hoje. Marcas e instituições perderam o controle da conversa. Vivemos em um Brasil em tensão, e emerge um novo sistema de influência, com protagonismo nítido da Geração Z”, afirma o executivo.
O estudo conclui que, para serem relevantes em 2026, as marcas precisam atuar como redutoras de atrito na vida do consumidor. Em vez de disputarem atenção por meio do volume, as estratégias vencedoras serão aquelas que oferecerem segurança, clareza e transparência. Em um mercado onde a confiança é a moeda mais valiosa, o desafio das organizações passa a ser a construção de um legado de autenticidade em meio ao ruído permanente.








