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Anuário reforça a importância dos profissionais de Relações Institucionais e Governamentais nas empresas brasileiras

O valor estratégico do relacionamento com o governo e demais interlocutores tem feito com que as organizações reforcem suas áreas de Relações Institucionais e Governamentais, de acordo com a pesquisa do Anuário ORIGEM 2021, dedicado à área de Relações Institucionais e Governamentais (RIG) do Brasil. O levantamento retrata o estado dos profissionais e do mercado de RIG em suas diferentes nuances, a partir da análise dos dados obtidos por meio de uma pesquisa ampla e abrangente e da comparação dos seus resultados com os dados obtidos nas duas últimas edições (2019 e 2020), além de reconhecer os 20 profissionais mais admirados do setor.
Lançado na última sexta-feira (12/11), em São Paulo, o Anuário ORIGEM 2021 apresenta a pesquisa realizada com mais de 500 respondentes, incluindo gestores e líderes de RIG de empresas, consultorias especializadas, escritórios de advocacia com esta área, entidades setoriais de âmbito nacional e instituições do terceiro setor.
“O papel das empresas e dos profissionais de RIG na formulação de políticas públicas vem ganhando força desde então a ponto de, hoje, como mostram os dados da pesquisa, ter o mesmo grau de importância para as lideranças da área do que o relacionamento com stakeholders do setor público. O tema da diversidade e inclusão, que na prática se mostrava distante do dia a dia dos profissionais, foi finalmente incorporado à agenda das lideranças, assim como os temas socioambientais, inserindo o RIG dentro do contexto mais amplo das práticas ESG, tão relevantes nos dias de hoje”, comenta Rodrigo Navarro, sócio da Consult-Master.
“RIG ganhou uma relevância enorme desde 2020 e é bastante demandada na comparação com outros mercados. Na atual conjuntura, ela se destaca na estrutura corporativa e isso acaba se refletindo nas trocas de cadeiras e na contratação de reforços para ampliar a equipe. Quem não tinha gerente, contratou. Quem já tinha um, trouxe outro para reforçar o time”, explica Raul Cury, sócio da VITTORE Partners.
Das empresas participantes do Origem 2020, mais de 78% faturam mais de R$ 1 bilhão (em 2020 o percentual era de pouco mais de 70%), aproximadamente 53% têm entre 100 e 999 funcionários e 65% possuem capital aberto no Brasil ou no exterior. Com a pandemia, a necessidade de interação com agentes estatais aumentou substancialmente. Para lidar com essa maior demanda, empresas que já contavam com uma área de Relações Institucionais e Governamentais robusta promoveram ampliações ou, ao menos, a sustentaram em patamares elevados. Dos cerca de 40% de respondentes que disseram ter ampliado a equipe de RIG desde o final do ano passado, 75% atuam em empresas com vendas de mais de R$ 1 bilhão.
Em relação ao perfil da liderança de RIG nas companhias, segundo a pesquisa, são pessoas com nível mais sênior e que já atuam há alguns anos. A formação em Direito continua sendo a mais recorrente entre os profissionais de RIG, com 33% da base de profissionais que atuam nas empresas, seguida de Administração (12,5%) e Relações Internacionais (11,7%). O número de profissionais com formação em Jornalismo, Comunicação e Relações Públicas também cresceu consideravelmente, de 5,8% para 8,2%.
Sobre os temas que são prioridade, 55,2% apontam para “formulação de políticas públicas relacionadas à área de atuação da empresa”, seguido da “interlocução com os poderes Executivo e Legislativo”, temas que até aqui eram certos nas duas primeiras posições do ranking e que, em larga medida, sempre representaram a essência do trabalho de relações governamentais e institucionais como sendo sua face mais visível. Nas associações setoriais, o movimento é corroborado com a “formulação de políticas públicas relacionadas ao setor representado”, alcançando a segunda posição no ranking de prioridades da agenda de RIG nas entidades, com 55,6% de citações.
Orçamento
Um novo dado que a pesquisa do Anuário ORIGEM trouxe nesta edição é em relação ao orçamento disponibilizado pelas empresas para o funcionamento de RIG. Segundo o levantamento, 42,2% tocam a área em suas empresas com um orçamento de até R$ 999 mil ao ano; 37,2% operaram com orçamento de R$ 1 milhão até R$ 4,9 milhões ao ano; e 40,6% correspondem aos profissionais que atuam em companhias com vendas de mais de R$ 1 bilhão. Respondentes com orçamentos anuais acima de R$ 5 milhões somam 20,5% da base total, percentual que sobe para 26,1% quando se considera apenas profissionais de companhias com vendas na casa do bilhão. Já entre os profissionais que atuam em companhias com receita superior a R$ 1 bilhão, o percentual de quem tem menos de um milhão de reais ao ano para trabalhar cai para 33,3%.
Regulamentação da atividade
Em relação à regulamentação da atividade de RIG no Brasil, 80,6% dos respondentes de empresas se dizem a favor da regulamentação, um pouco acima dos 79,7% no ano passado. Nas associações, o indicador é ainda mais elevado: 85,7% são a favor da regulamentação da atividade, contra 80%, em 2020. Quanto à criação de um órgão regulador da atividade, 47,1% dos respondentes com atuação em empresas se dizem a favor de sua criação, contra 40%, em 2020. O mesmo movimento se vê entre os profissionais de associação. Em 2021 foram 42,5% os que se disseram a favor, ante 35,1% no ano passado.
Diversidade
A presença das mulheres na liderança de RIG ainda é baixa em relação aos homens, mas vem mantendo uma estabilidade em relação ao ano anterior. Nas empresas, representam 37,9% ante 38%; nas associações, 32,6% ante 31,3%; e, nas consultorias, 34,1% ante 28,7%. Nas advocacias houve um salto em relação ao ano anterior, passando de 8,2% para 27,3%. As mulheres têm idade média de 44,5 anos e 13,5 anos de atuação.
A tendência é que, aos poucos, mais mulheres ocupem posições e que mais homens se aposentem, tornando aos poucos o ambiente de RIG mais equitativo no que diz respeito à questão das mulheres, embora não seja algo que deva ocorrer no curto prazo.
Quanto à participação de grupos menos favorecidos, a pesquisa aponta que Negros(as) representam 34,4% nas empresas, 26,1% nas consultorias e 28% nas consultorias; LGBTQIA+ 30,4% nas empresas, 19,6% nas associações e 21,9% nas consultorias; e PCDs são 13,6% nas empresas, 15,2% nas associações e 3,6% nas consultorias.
“Um dos grandes desafios para as companhias, e não haveria de ser diferente com RIG, diz respeito à incorporação da diversidade na sua equipe e, no Brasil particularmente, a questão da diversidade racial é ainda mais crítica, o que faz deste ponto um desafio adicional para a sociedade”, comenta Marcio El Kalay, sócio da LEC. É também um desafio particular para a área de RIG, que ainda espelha muito do que se vê no ambiente político e governamental, no qual a presença negra também é bastante limitada nos escalões mais altos
Profissionais mais admirados
Reconhecer o trabalho e o talento dos profissionais de RIG brasileiros com atuação dos diferentes elos do mercado é um dos pilares do Anuário ORIGEM. A lista deste ano apresenta cinco nomes novos (todos com longos anos de experiência na área), refletindo o dinamismo da pesquisa e do próprio mercado de RIG no Brasil. As mulheres somam metade dos nomes premiados, percentual muito superior à participação delas na liderança de RIG em empresas, associações e consultorias
Conheça os 20 Profissionais de RIG mais admirados, eleitos pelos participantes do Anuário (por ordem alfabética):
ANA CAROLINA CARREGARO – Gerente Executiva de RIG, BRF
ANDREA GOZZETO – Diretora Executiva, Gozzeto & Associados
ANNA BEATRIZ ALMEIDA LIMA – Head de Políticas Públicas, Quicko
ANTONIO MARCOS UMBELINO LOBO – Diretor Superintendente, Umbelino Lôbo
BRUNO PERMAN – Sócio, Perman Advogados
CAROLINA VENUTO – Sócia-Diretora, Ética Inteligência Política
CREOMAR DE SOUZA – CEO e Fundador da Dharma Political Risk and Strategy
EDUARDO GALVÃO – Diretor de Public Affairs, BCW – Burson Cohn & Wolfe
ERIK CAMARANO – Diretor Sênior de Relações Governamentais América Latina, Biomarin
FÁBIO RUA – Diretor de Relações Governamentais e Assuntos Regulatórios – Brasil e América Latina
FELIPE OPPELT – Sócio e Diretor-Executivo, Umbelino Lôbo
GIULIANA FRANCO – Gerente de Relações Governamentais, Raízen
GRAZIELLE PARENTI – VP Global de Relações Institucionais, Reputação e Sustentabilidade, BRF
GUILHERME FARHAT – Presidente, Semprel
HELGA FRANCO – Diretora Executiva de Relações Institucionais, CNN Brasi
LUIZ RICARDO SANTIAGO – Diretor de Relações Institucionais, Vale
MARINA DE PAULA – Sócia-Diretora, Patri
RODRIGO NAVARRO – Presidente-Executivo, ABRAMAT
ROSILDA PRATES – Presidente, P&D Brasil
SUELMA ROSA – Diretora de Assuntos Corp. e Governamentais, Unilever
O Anuário ORIGEM é uma realização da Consult-Master, da LEC – Legal, Ethics & Compliance e da VITTORE Partners – que, juntas, reúnem vasta expertise na atuação, capacitação e recrutamento – com correalização da ABRIG (Associação Brasileira de Relações Institucionais e Governamentais) e do IRELGOV (Instituto de Relações Governamentais).
Com 204 páginas, o anuário está disponível gratuitamente no aqui.
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Minuano investe em mídia exterior em São Paulo, Goiás e Distrito Federal para celebrar 40 anos de marca

Para marcar as celebrações de quatro décadas de atuação no mercado, a Minuano expandiu sua estratégia de comunicação com uma nova frente de mídia out-of-home (OOH). A cobertura abrange os estados de São Paulo, Goiás e o Distrito Federal, visando reforçar o conhecimento de marca e incentivar a conversão de vendas em regiões próximas a estabelecimentos varejistas e atacadistas parceiros.
A veiculação é operada em parceria com a Eletromidia e reúne diferentes formatos de exibição, incluindo mobiliário urbano, telas em elevadores de edifícios residenciais e corporativos, além de circuitos no transporte metroviário. As peças trazem a identidade visual comemorativa de aniversário com a participação da jornalista e apresentadora Fernanda Gentil, embaixadora da marca.
A estratégia busca intensificar a presença nos mercados de maior volume comercial, conectando a mensagem de comunicação ao momento que antecede a decisão de compra nos supermercados e atacarejos. “Celebrar 40 anos é também olhar para o futuro e encontrar novas formas de estar presente na vida dos consumidores. A campanha amplia a presença de Minuano em mercados estratégicos e leva para as ruas a nossa comunicação de aniversário, com a Fernanda Gentil como parte importante dessa construção. Ao combinar a força da marca, a proximidade com o consumidor e uma presença relevante nos territórios onde temos grande amplitude comercial, somada a ações diferenciadas de execução, estimulamos a conexão de Minuano com variadas gerações e seguimos construindo os próximos capítulos dessa história”, afirma Nicole Mandil, diretora de marketing da Flora, indústria detentora da marca.
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Milano Beauty Week evidencia papel da inteligência artificial nas operações e resgata valor do presencial no mercado de beleza

A realização da Milano Beauty Week, entre 16 e 20 de setembro em Milão, ofereceu um panorama das novas diretrizes estratégicas que orientam o setor internacional de beleza. Projetado como um festival cultural e sensorial urbano, o evento serviu de plataforma para analisar a aplicação da tecnologia nas operações industriais, a arquitetura de espaços físicos e as transformações na dinâmica de consumo presencial.
Os debates foram acompanhados por executivos da agência Brand&Stories, especializada em estratégia, neurociência e experiências de marca. Na avaliação da sócia cofundadora e head de estratégia e gestão corporativa, Luciana Andrade, e do sócio e cientista de comportamento humano, Natanael Sena, os movimentos observados na Itália revelam uma separação clara entre a eficiência operacional no ambiente digital e a construção de relacionamento no universo presencial.
O uso de inteligência artificial consolida-se com relevância na análise de dados, na personalização de ofertas, no gerenciamento de estoque e na automação de conteúdo. Em contrapartida, no ponto de contato direto com o público, as marcas priorizam o atendimento consultivo, espaços de convivência e dinâmicas que exigem presença física. “O que vi em Milão é uma escolha consciente sobre onde colocar a tecnologia. Ela entra para resolver escala, repetição e análise, e sai de cena quando o objetivo é criar vínculo. Isso muda a lógica do investimento: não é sobre estar em todos os canais, é sobre decidir quais momentos merecem o custo de uma experiência presencial bem feita”, afirma Luciana Andrade.
A integração entre marcas concorrentes em praça pública foi apontada como um dos diferenciais do modelo europeu em relação às feiras corporativas tradicionais promovidas no Brasil. “Hoje no Brasil, as marcas trabalham seus objetivos de divulgação de forma separada. Cada uma em um evento, ativação ou espaço. Aqui as marcas se unem em um evento a céu aberto o que possibilita proporcionar ao consumidor final uma experiência única sem burocracias, credenciais e ingressos como normalmente acontece nas grandes feiras realizadas no Brasil”, explica Natanael Sena.
A exibição de processos produtivos em formatos didáticos também integrou a programação. “Além disso, as marcas conseguem mostrar ao consumidor final suas novas tecnologias na linha de produção com experiências lúdicas que traduzem todo o processo de forma didática ao consumidor. Não se trata apenas de visitar um stand e sair com uma amostra grátis. Esse processo promove inclusão, conhecimento e envolvimento profundo do público. Quando as empresas se reúnem em prol de um evento de um determinado segmento, ele ganha mais força e movimenta ainda mais a economia do setor e da cidade que ganha o palco do evento”, completa a empresária.
A análise aponta ainda para a importância de curadoria e medição de retorno financeiro. Para os especialistas, concentrar investimentos em ativações focadas gera maior retenção de memória do que pulverizar orçamentos em múltiplos pontos de contato. “Fazer menos e melhor é uma decisão estratégica, não uma limitação. Quando você concentra o investimento em um momento que realmente importa para o público, consegue medir, ajustar e repetir. Quando espalha, você entrega presença e não entrega memória”, declara Luciana Andrade.
Em relação à tropicalização dessas tendências ao ecossistema brasileiro de live marketing, a adequação exige atenção aos custos logísticos, à extensão geográfica e ao perfil cultural do consumidor local. “Copiar formato é o caminho mais rápido para gastar dinheiro sem resultado. O que se transfere é o raciocínio por trás da decisão, não o cenário. A pergunta não é como fazer aquilo aqui, mas qual problema aquilo resolveu lá e qual é o nosso problema equivalente”, conclui Natanael Sena.








