Conecte-se com a LIVE MARKETING

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Afinal, o que as marcas esperam do Live Marketing?

Publicado

em

*Maíra Holtz

Promoções, eventos, ações promocionais com ativações de marcas e produtos e uma infinidade de possibilidades. O Live Marketing é uma ferramenta capaz de estreitar o relacionamento com o público e tem o poder de proporcionar experiências positivas e de grande impacto.

O segmento é um dos que mais movimentam a economia brasileira. Segundo dados divulgados pela ABRAPE (Associação Brasileira dos Promotores de Eventos) no ano passado, o mercado de eventos apresentou um crescimento de 400% em relação a 2020, movimentando cerca de R$75,4 bilhões em consumo e gerando R$4,65 bilhões em impostos federais.

Sozinho, o setor foi responsável por cerca 4,32% do PIB (Produto Interno Bruto) nacional em 2022, e ainda gerou mais de 2 milhões de empregos durante o ano. A pesquisa da Associação de Marketing Promocional (AMPRO) também traz números de mercado importantes. Os dados apontam que os investimentos em ferramentas de Live marketing estão divididos da seguinte forma: eventos, feiras e congressos (77%), ações promocionais (62%) e marketing de incentivo (56%).

Então, sabemos como Live Marketing é importante para a economia, mas o que as marcas podem esperar de estratégias para alavancar as vendas dos seus produtos?

Relacionamento público-marca

Com o aumento do volume das informações, produtos e serviços, os consumidores estão mais exigentes do nunca, por isso, as marcas estão apostando mais no Live Marketing para causar impacto imediato e criar experiências positivas para as pessoas.

Os mais atentos aproveitam a estratégia para causar sensações de bem-estar, pertencimento e desejo nas pessoas. No ano passado, por exemplo, fizemos um esquenta para o Lollapalooza, da Budweiser, com um show surpresa do Xamã no metrô de São Paulo. Quem passou por ali ficou encantado, porque um refúgio de diversão durante a rotina corrida das pessoas trouxe alegria e felicidade para elas.

Ações como essas geram uma sensação de pertencimento nas pessoas. Foi uma experiência tão impactante, que as pessoas que passaram por lá nunca irão esquecer aquele show. Como disse Philip Kotler, um dos maiores nomes do Marketing: “o marketing não é a arte de encontrar formas inteligentes para mostrar o que você faz. O marketing é a arte de criar valor real para seus clientes e ajudá-los a melhorar”.

Engajamento e experiências Memoráveis 

Quem nasceu nos anos 80/90 se lembra da saudosa ação dos Mamíferos da Parmalat. Tudo começou com o famoso comercial de TV com crianças vestidas de mamíferos. Mas o ‘boom’ realmente veio quando as pelúcias foram lançadas. Na época, as pessoas precisavam apresentar 20 códigos de barras de produtos Parmalat e pagar R$8,00 para conseguir o tão sonhado bichinho. Isso rendeu à marca um recorde que ainda não foi quebrado: maior troca de brindes promocionais já realizada no país. Resultado: em um ano o faturamento da Parmalat cresceu 4900%.

E os pais que juntaram códigos de barras e conseguiram presentear seus filhos com as pelúcias (que ainda eram colecionáveis) viveram uma experiência marcante e memorável até hoje, mais de 25 anos depois.

Inovação e tecnologia

A Apple talvez seja uma das marcas mais lembradas quando o assunto é inovação e tecnologia. E o motivo é muito simples: todos ficam ansiosos para ver os avanços tecnológicos dos produtos. Às vezes, as mudanças são mínimas, mas os consumidores sabem do que a empresa é capaz, desde seus anúncios  revolucionários, até as ações que instigam as pessoas a tocar e usar seus novos produtos.

Seja para criar experiências, apresentar inovações ou estreitar a relação com o consumidor, o Live Marketing, evolução natural do Marketing Promocional, proporciona visibilidade, feedback imediato, engajamento, coleta de novos leads e, é claro, aumento de vendas e rentabilidade.

*Maíra Holtz – sócia-diretora e fundadora da Estalo, agência de marketing 360º.

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Gamificação baseada em ciência: o que realmente transforma comportamentos?

Publicado

em

*Nara Iachan

É normal associar a gamificação a pontos, medalhas, rankings e recompensas mas, embora esses elementos façam parte da estratégia, eles estão longe de explicar por que alguns programas transformam comportamentos enquanto outros são abandonados de forma rápida. A diferença está na ciência.

A gamificação eficaz foi construída a partir de décadas de estudos sobre comportamento humano, motivação e formação de hábitos. Em vez de simplesmente gamificar um processo, ela utiliza princípios da psicologia e economia comportamental e da neurociência para incentivar ações específicas de forma consistente e sustentável.

Durante muito tempo, acreditava-se que as pessoas tomavam decisões de forma essencialmente racional. Mas, as ciências comportamentais mostraram que nossas escolhas são influenciadas por fatores como contexto, percepção de progresso, reconhecimento, feedback e recompensa.

Isso significa que pequenas mudanças na forma como uma jornada é estruturada podem aumentar significativamente o engajamento. É exatamente nesse ponto que a ciência da gamificação deixa de ser uma coleção de elementos visuais e passa a funcionar como um mecanismo de mudança de comportamento.

O que realmente faz uma gamificação funcionar?

Alguns princípios aparecem de forma consistente nas pesquisas sobre comportamento humano, por exemplo, as pessoas aprendem mais rapidamente quando conseguem perceber as consequências de suas ações. Receber uma confirmação logo após concluir uma atividade aumenta a sensação de progresso e reforça o comportamento desejado.

Ver claramente o quanto já foi conquistado também é um índice que aumenta a motivação para continuar. Barras de progresso, níveis e missões sequenciais não existem apenas para tornar a experiência mais bonita; elas reduzem a sensação de esforço e tornam o objetivo mais tangível.

Objetivos específicos são outro fator que geram maior comprometimento do que instruções genéricas. Quando o usuário sabe exatamente qual é o próximo passo, a probabilidade de execução aumenta.

É bom lembrar que nem toda recompensa precisa ser financeira. Reconhecimento, status, acesso a benefícios exclusivos ou simplesmente a sensação de conquista podem ser tão poderosos quanto incentivos monetários, dependendo do contexto.

Além disso, pessoas tendem a se engajar mais quando sentem que têm controle sobre sua jornada. Permitir diferentes caminhos para atingir um objetivo aumenta o senso de pertencimento e reduz a percepção de obrigação.

O erro mais comum

Talvez o maior equívoco seja acreditar que gamificação significa distribuir pontos para qualquer atividade. No entanto, sem um objetivo comportamental claro, os pontos rapidamente perdem significado. O usuário participa enquanto existe novidade, mas o interesse desaparece assim que o estímulo inicial termina.

O mesmo acontece com rankings mal planejados. Embora possam incentivar os melhores desempenhos, também podem desmotivar quem percebe que dificilmente alcançará as primeiras posições. Quando a experiência é construída apenas sobre competição, grande parte dos participantes acaba desistindo.

Outro aspecto frequentemente negligenciado é o papel dos dados. Hoje, os programas são desenhados para compreender comportamentos e cada interação gera informações que permitem identificar padrões, personalizar desafios, adaptar comunicações e tornar a jornada cada vez mais relevante para cada participante.

Essa capacidade de personalização explica por que a gamificação tem se tornado uma ferramenta estratégica para empresas que buscam aumentar retenção, frequência de compra, produtividade e engajamento.

As empresas que obtêm os melhores resultados entendem que gamificar é reduzir atritos, incentivar comportamentos desejados e fortalecer relacionamentos ao longo do tempo. Quando baseada em princípios científicos e apoiada por dados, essa prática deixa de ser apenas uma experiência divertida e passa a gerar resultados concretos para o negócio.

E a pergunta que fica é: quais comportamentos a gamificação consegue transformar? Quando o comportamento muda de forma consistente, os resultados aparecem como consequência.

*Nara Iachan – (Forbes Under 30) é cofundadora e CMO da Lovalme, startup de soluções de fidelização.

 

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O dado mais valioso da sua marca está na relação que ela já tem com o cliente

Publicado

em

*Jonathan Pereira

Todo ano o mercado repete a mesma reclamação: verba desperdiçada, segmentação fraca, campanha entregue para quem nunca vai comprar de você. E todo ano a resposta é mais dados: mais uma plataforma, mais um relatório, mais uma fonte de terceiros. Nunca tivemos tanta informação, e nunca a distância entre marca e cliente pareceu tão grande.

O problema é essa distância. Fazer campanha sem entender de verdade quem está do outro lado, sem saber o melhor momento de falar com ele, é jogar dinheiro de mídia fora. Com cada real investido precisando provar retorno, a proximidade decide o resultado.

O first-party data, no entanto, muda essa conversa. Quando uma empresa constrói uma relação direta e contínua com uma comunidade, ela para de depender só do que terceiros dizem sobre aquela audiência. Ela aprende observando, e as pesquisas e os dados de mercado seguem sendo fundamentais. A diferença é que a marca não começa do zero a cada pergunta nova.

Na Gamers Club eu vejo isso de perto todo dia. Nossa comunidade não cabe numa faixa etária nem numa categoria de interesse: são pessoas que jogam, competem, assistem a campeonatos, compram e vendem skins, montam times. Numa pesquisa com a nossa comunidade, 34,9% jogam quatro horas ou mais por dia e 50,3% disseram que já deixaram de comprar um produto de melhor qualidade porque se identificavam mais com outra marca.

Esse é apenas um exemplo de um comportamento observado dentro de um ambiente no qual operamos há anos. O first-party data entrega contexto junto com a informação, e contexto é o que a segmentação comprada pronta não tem.

E esse contexto trabalha nos dois sentidos. De um lado, a campanha fica mais precisa porque a marca já conhece a audiência antes de colocar o primeiro real na mídia. De outro, o próprio comportamento da comunidade gera perguntas e até oportunidades novas. Uma mudança na forma de consumir conteúdo ou um interesse que começa a ganhar força, por exemplo, pode abrir caminho para uma ativação que nem estava no radar. O dado ajuda a executar melhor a ideia que já existe e, muitas vezes, mostra qual deveria ser a próxima.

A publicidade, no entanto, ainda trabalha numa lógica de primeiro criar a campanha e depois procurar a audiência para ela. Mas também é possível fazer o caminho inverso: observar o que a comunidade está fazendo, ler os sinais e construir a proposta a partir daí.  Aqui na GC a gente chama esse modelo de B2C2B, e a ordem das letras importa.

Quando a plataforma funciona para o jogador, ele joga mais, compete mais, se envolve mais. Esse engajamento é o que entrega resultado para a marca que investe. E o dinheiro que entra das marcas volta para a plataforma na forma de campeonato, de servidor, de produto melhor, que mantém o jogador feliz. É um ciclo virtuoso: usuário satisfeito gera atenção, atenção gera resultado, resultado gera investimento, investimento volta para o usuário. Ele só funciona porque os dados alimentam os dois lados ao mesmo tempo, o produto para a comunidade e a performance para o cliente. Todo mundo ganha.

O valor do first-party data está em transformar uma relação em conhecimento, e conhecimento em decisão. Quando a empresa conhece a comunidade de forma contínua, ela corta etapas, desperdiça menos e passa a competir por relevância em vez de alcance.

A mídia digital passou anos evoluindo na capacidade de encontrar pessoas em escala. Acredito que o próximo salto é entender melhor quem já está na nossa frente. Se o desafio da publicidade é aproximar marcas e pessoas, a resposta é prestar atenção nos dados e nas relações que a gente já construiu.

*Jonathan Pereira – Diretor de marketing da Gamers Club

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