Empresa
Natura fecha parceria com Família Schurmman

A nova fragrância Kaiak Oceano, da Casa de Perfumaria do Brasil, embarcará com a Família Schurmman em sua próxima expedição, que tem o apoio global do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente. “Voz dos Oceanos” será iniciada em 2021. O trajeto deve passar por 40 destinos ao redor do mundo e os navegadores irão registrar a condição atual dos mares para aumentar a conscientização e o engajamento do público para questões contemporâneas urgentes, como o descarte de resíduos e o consumo consciente.
Desde 1996, a marca Kaiak da Natura se inspira no universo aquático para desenvolver seu portfólio. Com o recente lançamento de Kaiak Oceano, a empresa tem proposto a reflexão sobre a importância de cuidar dos mares. A fragrância traz notas olfativas que remetem a um mergulho profundo e inova ao utilizar plástico retirado do litoral brasileiro em parte de sua embalagem.
Em agosto de 2021, o veleiro sustentável Kat zarpará do porto de Itajaí, em Santa Catarina, dando início à missão. Então, a Família Schurmann percorrerá a costa brasileira, além de regiões nos Estados Unidos, América Central, ilhas do Pacífico e Nova Zelândia. Também navegarão pelas áreas conhecidas como “giroscópios”, onde as correntes marítimas convergem e agrupam grandes quantidades de resíduos plásticos.
Defensora da campanha MaresLimpos do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, a Família Schurmann pretende engajar a comunidade internacional – especialmente cientistas, ambientalistas, empreendedores, ONGs e governos – para reverter o cenário de destruição dos mares. Segundo informações de pesquisas recentes, como da Fundação Ellen MacArthur, até 2050 haverá mais plásticos do que peixes no mar.
“Com Kaiak Oceano, buscamos mostrar que é possível fomentar a cadeia de reciclagem e evitar a produção de mais resíduos, que em grande parte, poluem as águas. A parceria com a Família Schurmman é uma grande felicidade para nós, pois aumentam a visibilidade sobre essa discussão sobre a importância do consumo consciente e do descarte adequado de resíduos”, explica Fernanda Rol, diretora de marketing da Natura.
“É preciso entender que não existe ‘jogar fora’, tirando o problema do lixo de vista, pois tudo converge para um mesmo lugar: o nosso planeta. E essa situação vai além da tartaruga e do golfinho. É a vida humana que está em jogo. Ter a bordo uma empresa que se preocupa com essa questão, buscando soluções que ajudem a reverter esse cenário nos deixa ainda mais animados”, diz David Schurmann, um dos líderes da “Voz dos Oceanos”.
Compromisso Natura com a redução do lixo
O compromisso da Natura com a redução do lixo existe há mais de 30 anos. Em 1983, a marca decidiu incluir refis em seu portfólio de produtos, sendo a primeira empresa de cosméticos a adotar essa medida. Pelo uso de refil em seus produtos, a empresa evita o descarte diário de lixo equivalente à quantidade produzida por 4.7 milhões de pessoas. A iniciativa também evita a emissão de 7 mil toneladas de carbono na atmosfera, o que equivale às emissões geradas por 2991 viagens em torno da Terra.
A Natura também assumiu mais uma série de compromissos que envolvem a redução de resíduos para serem colocados em prática até 2030. As metas são baseadas nos princípios da economia circular, na redução do consumo de plásticos de uso único, na aplicação do reuso e reciclagem dos materiais e na priorização do uso de material reciclado pós-consumo em embalagens da marca. Entre as metas estão tornar 100% das embalagens recicláveis, reutilizáveis ou biodegradáveis e 50% de todo o plástico utilizado será de origem reciclada pós consumo. A Natura também pretende coletar 100% do plástico de suas embalagens.
Por meio do programa de logística reversa em suas lojas próprias, a Natura incentiva seus consumidores a realizarem o descarte correto de embalagens. A cada cinco recipientes regulares vazios, os clientes podem receber um novo produto. O projeto é realizado através de parcerias e a meta para o final de 2020 é que seja coletado e descartado, pelo menos 50% de tudo que for faturado para o mercado. Além disso, parte do material recuperado é reincorporado nas embalagens da empresa.
Pelo programa Natura Elos, de logística reversa para cadeias de abastecimento de materiais reciclados, já foram coletados, desde 2017, mais de 17.5 mil toneladas de resíduos pós-consumo em países como Brasil, Argentina, Chile, Colômbia e Peru. Por ano, são incorporados 1.6 mil toneladas de vidro reciclado em perfumes e 925 toneladas de plástico reciclado em embalagens.
A companhia também investe no ecodesign. Parte de seus frascos de perfumaria, por exemplo, possuem válvula rosqueada para que seja possível separar o recipiente da tampa, facilitando o processo de reciclagem da embalagem. O objetivo da marca é apresentar produtos sustentáveis, adequando processos de produção, distribuição e consumo às práticas ecológicas, de modo que embalagens ganhem novas funções após o uso em vez de virarem lixo.
Matéria publicada no portal de notícias AdNews. Se quiser mais informações sobre o mundo da publicidade e do marketing acesse: https://adnews.com.br/
Empresa
IVC reformula auditoria de eventos e passa a oferecer certificação ‘ad hoc’ com desduplicação de dados presenciais e remotos

O Instituto Verificador de Comunicação (IVC) anunciou uma reestruturação em seu serviço de auditoria para o setor de eventos. A partir da mudança, a verificação deixa de figurar como uma categoria fixa de filiação e passa a ser oferecida na modalidade ad hoc para veículos filiados e empresas organizadoras associadas como assinantes. A evolução metodológica abrange a aferição de públicos híbridos (presenciais e virtuais) com desduplicação total de dados.
O serviço atende a diferentes formatos do mercado, incluindo encontros B2B, B2C, feiras técnicas, congressos científicos, simpósios e webinars. A auditoria é estruturada em três eixos principais: controle e validação de acessos de visitantes únicos (cruzando credenciamento, catracas e bilheteria); inteligência de perfil demográfico e cargos decisórios; e certificação documental de expositores, palestras paralelas e ações promocionais. “A medida é parte de uma das principais metas do Instituto de trazer aos decisores de marketing e comunicação dados que possam integrar os pontos de contato da mídia com suas audiências, em uma estratégia de presença cada vez mais omnichannel. Neste sentido, o Instituto pode agregar dados de impresso, websites, newsletters, streaming, eventos e, ocasionalmente, redes sociais”, afirma Pedro Silva, presidente-executivo do IVC.
A contratação do serviço pode ser solicitada via canal oficial do instituto antes do início do evento, com custo fixo de R$ 782,60 por edição, além de despesas operacionais em caso de acompanhamento in loco.
O aperfeiçoamento da metodologia acompanha a expansão econômica do segmento. Dados do Observatório da Indústria/SENAI estimam que a cadeia de eventos no Brasil movimentará mais de R$ 1,5 bilhão até 2035, representando cerca de 5% do PIB nacional. “À medida que o segmento de eventos cresce, aumenta proporcionalmente a demanda de anunciantes e patrocinadores por transparência, com dados precisos de audiência. Desta forma, o IVC transforma números declarados em informações certificadas imprescindíveis para investimentos seguros, tanto da iniciativa privada quanto de órgãos do governo”, destaca Marco Aurélio Souza, gerente de auditoria e projetos de mídia do IVC.
Empresa
Pesquisa “Entre Brasis 2026” aponta que campanhas com creators locais geram até 3,5 vezes mais engajamento

Estudo inédito divulgado pelo Hub de Brasilidades — plataforma de inteligência cultural criada pelo Grupo Farol em parceria com a Waví e o BR Data Lab — revela que campanhas publicitárias conduzidas por criadores de conteúdo oriundos da mesma região do público-alvo alcançam taxas de engajamento até 3,5 vezes superiores às de ações com influenciadores externos ao contexto local. Intitulada “Entre Brasis 2026”, a pesquisa analisou o desempenho de campanhas e colheu mais de 2,3 mil respostas de creators de todas as regiões do país cadastrados na plataforma MIS.
Os dados mostram que creators locais obtiveram taxa de engajamento média de 5,45% em ações regionalizadas, ante 1,57% registrado por influenciadores de fora da região. A pesquisa também mensurou o índice de favorabilidade — percepção positiva gerada pela marca —, que foi 7,83 pontos percentuais superior quando a comunicação utilizou vozes com relevância e legitimidade territorial. “Durante muito tempo, a regionalização foi tratada como uma discussão ligada à representatividade. O que observamos é que ela também produz impacto mensurável em indicadores de performance. Em um país tão diverso quanto o Brasil, falar com as pessoas a partir de repertórios locais deixou de ser apenas uma escolha criativa para se tornar uma decisão estratégica de negócio”, analisa Raphael Vignola, presidente do Grupo Farol.
O levantamento aponta um desalinhamento entre o discurso das marcas e a percepção dos produtores de conteúdo: apenas 31% dos entrevistados consideram que marcas de fora de suas regiões compreendem adequadamente a cultura local, enquanto 55% avaliam que seus territórios não são bem representados no ambiente digital. Além disso, mais de 73% relataram incômodos com o uso de estereótipos e a falta de autenticidade nas peças publicitárias.
Na análise sobre frequência de marca, empresas que mantêm presença contínua em pautas regionais geram até seis vezes mais shareability (potencial de compartilhamento espontâneo) do que aquelas que realizam apenas ativações sazonais ou isoladas. “Os dados mostram que a regionalidade não é apenas uma questão de representação, mas um fator que influencia diretamente a conexão entre marcas e pessoas. Fica evidente que a proximidade cultural gera resultados mais consistentes e que ainda existe um descompasso entre a forma como muitos territórios são retratados e a maneira como a população local se enxerga”, pontua Marly Abdalla, sócia da Waví.







