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Tudo será como antes?

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Esta Pandemia mudou muito o cotidiano das pessoas, o fato de sobrar tempo no dia, de lavar as mãos constantemente, tirar os sapatos ao entrar em casa, manter determinada distância, usar máscaras, fazer reuniões on line, enfim, a adoção de hábitos que agora fazem parte da vida natural das pessoas.

Mas isso é pouco.

Depois da pandemia o que mudará e o que permanecerá?

Leio artigos dizendo que “não voltaremos ao normal pois o normal estava errado”.

“O mundo será diferente.“

“O planeta respira”

Não compartilho deste pensamento, ou melhor, acredito que o mercado não mudará, eventos presenciais não serão substituídos, mas algumas situações serão revistas.

Conheço um pouco o ser humano, me conheço e vivo nesta morada há mais de 50 anos, sendo assim, seis meses após o fim das restrições a curva de mudanças começará a voltar ao estado caótico que vivíamos.

Por enquanto o melhor a fazermos é aprender a viver com o vírus, educar nosso filhos e pessoas que convivemos a praticar os ritos necessários para segurança, a solução virá com o tempo através de remédios e quiçá uma vacina, mas isso acontecerá a seu tempo.

O susto causou importantes aprendizados, importante é que algumas pessoas mudarão seus hábitos financeiros, os profissionais autônomos terão um melhor planejamento de suas receitas, empresas (as que sobreviverem) mudarão a forma de planejar seus caixas e negarão recebimentos tão espaçados e levianos.

Assim que aprendermos a conviver com o vírus, a vida precisará ser retomada rapidamente, empregados serão recontratados, escolas voltarão a funcionar com velocidade para talvez não perder o ano letivo (já comprometido), companhias aéreas retomarão seus voos com os devidos protocolos e preços mais altos já que o avião não poderá estar completo, o turismo voltará a oferecer oportunidades e os eventos presenciais acontecerão.

O que me preocupa e torna meu pensamento diferente do que muitos preveem é o “senso de urgência” que brotará na cabeça de cada um de nós.

Precisaremos recuperar o espaço e tempo perdidos, agora sabemos que podemos administrar melhor nosso tempo e vamos usá-lo a nosso favor.

Este novo tempo será usado para acelerar as coisas e em 6 meses pós pandemia estaremos vivendo tão acelerados quanto éramos antes da pandemia.

Existe uma demanda represada e isso não deixará que o cotidiano volte num patamar abaixo do que era, será exatamente o contrário.

As referências no mundo mostram isso, países que já flexibilizaram viram as pessoas se aglomerando em bares para comemorar.

O mercado de eventos muito me preocupa neste momento de criação e controle dos protocolos de retomada, com certeza devemos implantar cuidados, principalmente do início da retomada, as ações de controle devem evitar contágios e propagação do vírus, porém, cito alguns pontos de atenção.

“Quem deve estar envolvido nos protocolos de segurança dos eventos são as empresa e profissionais de eventos, não podemos deixar isso cair nas mãos de oportunistas, com certeza os aproveitadores de plantão criarão taxas para realização de eventos que só vão engordar o bolso dos espertos e burocratizar os eventos. Cito aqui taxas de assepsia, taxa de aglomeração, e inúmeras outras que a criatividade do mal irá impor.”

Temos que ter o cuidado de sermos donos da situação e não deixar isso acontecer.

Gostaria muito de ver de forma diferente mas a história não deixa que eu me iluda.

Kito Mansano

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2020 não vai deixar saudades, que venha 2021: o ano da humanização

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E chega ao fim o psicodélico ano de 2020. Não que vá mudar muito, mas nós, brasileiros, precisamos do ritual de passagem de ano para renovar os “vouchers”, passar a régua e zerar tudo. Neste momento, nos sentimos como se este período vivendo “um dia de cada vez” estivesse para encerrar.

Não há desânimo, desde que possamos deixar pra traz as dores criadas pela adaptação à digitalização corporativa a toque de caixa, ao homeschooling e ao multitasking entre reuniões com acionistas e prospects e as pilhas de louça do almoço.

Este definitivamente foi um ano complexo para muito além das adaptações profissionais: não tivemos sequer o direito ao acalanto de um abraço de quem amamos ou de sair de casa livremente para espairecer. Não foi à toa, portanto, que tantas pessoas desenvolveram problemas emocionais. Sim, 2020 poderá entrar para a história como o ano em que o mundo todo acumulou uma verdadeira coleção de frustrações.

Mas nem tudo foi ruim e, certamente, um dia também poderemos olhar pra traz e constatar que este foi o ano das reinvenções. Fomos obrigados a ousar saindo da caixinha para sobreviver.

Muitos processos que estavam engatilhados para acontecer nos próximos 10 anos, impressionantemente se concretizaram em seis meses. No setor de MICE – Meetings Incentives Conventions and Exhibitions – os chamados ‘work remote destinations’ começaram a ganhar espaço a partir da implementação do home office. Já que é possível trabalhar de qualquer lugar além do escritório ou da própria casa, por que não trabalhar de um lugar paradisíaco com boa infraestrutura e espaço para toda família?

Segundo o booking.com, destinos nacionais para estadias longas saltaram de 45% para 75% durante a pandemia. Agora, com mais tempo junto à família e a nós mesmos, assumimos a responsabilidade de sermos felizes, estando na base da pirâmide de Maslow. Antes, o conceito de felicidade era praticamente terceirizado para a “firma”, que era onde passávamos maior parte das vidas.

Humanização

E o que será do tão aguardado 2021? A equipe de Thinkers da Wish International – grandes mentes que compõem nossa malha de palestrantes – já bateu o martelo sobre a grande tendência do próximo ano e a palavra principal é: humanização!

Um ano de salve-se quem puder não pode ser um ano de comunicação ou de networking de qualidade, não é mesmo? Depois de tanto ansiedade, solidão e da necessidade de dar um booster nos negócios, agora chegou a hora de uma reaproximação – mesmo que híbrida – entre os seres humanos.

Em 2021, aquele cara que passou anos lado a lado com você, ouvindo o seu ‘bom dia’, falando sobre os últimos acontecimentos da vida e do trabalho e, também, servindo como uma verdadeira válvula de escape para a pressão do dia a dia, precisa voltar para sua vida. Assim como todos que ficaram em sua memória emocional.

Há muitas expectativas para este que deve ser o ano do propósito. Afinal, se existe um vírus letal lá fora, por que engajar com pessoas e situações que não fazem seu coração bater mais forte? A “vida é muito curta” foi um wake up call que nos fez entender que mesmo produtos e serviços precisam daquele “je ne sais quoi” que nos faz sorrir sozinhos. Resumindo: ‘ou soma ou some’ e esta expressão também pode ser o chamado para que a publicidade se reinvente.

O WebSummit – maior conferência da Europa em tecnologias, realizada anualmente desde 2009 – aconteceu no início de dezembro em versão virtual e, neste ano, promoveu uma verdadeira imersão em tendências de empreendedorismo e inovação do mercado. Uma delas foram os novos 4 Ps: Purpose (propósito), Pulse (pulso), Performance (desempenho) e Pace (ritmo). Eis então a nossa tarefa para 2021: adequar e expandir no ano onde já moram tantas expectativas e esperanças.

Tintim e Feliz 2021!

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Rimini e as lições para o futuro dos eventos presenciais

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Enfim, uma boa notícia em meio a essa loucura de pandemia que estamos vivendo: um evento presencial. Rimini, na Itália, teve a coragem de levar para seu centro de convenções expositores de destinos europeus, arcando com a logística dos compradores, grandes players do setor como operadoras e empresas criadoras de experiências como a Wish, cujo escritório da Europa marcou presença. Foi a primeira feira de exposições de destinos para turismo de negócios (MICE – Meetings Incentives Conventions and Exhibitions) desde fevereiro, quando o lockdown foi decretado no país. 

E o que mudou? Qual o novo normal nessa nossa indústria que apanhou tanto? Complicado afirmar se foi early adopters de um novo normal ou se a falta da vacina ou cura atrasaram reações, mas o networking foi o principal “produto” do momento. Em vez de comprarmos quartos de hotel, contratarmos companhias aéreas ou serviços de turismo de luxo estávamos lá para entender quais destinos estão preparados para oferecer a nova vedete do mercado: a segurança.

Buscamos quem legitimamente tem o propósito de oferecer as emoções geradas em uma viagem, mas desta vez quem também deixou de lado a ganância das “quantidades” e se adaptou a essa nova realidade de “distanciamentos e protocolos”. Focamos em descobrir como os hotéis estão planejando suas “entregas” para que não se criem longas esperas e filas, nem tampouco que a histeria dite as regras. Outro ponto central das trocas de informações se deu na avaliação sobre quem realmente tem o potencial de gerar paz de espírito para quem está viajando.

Por fim, observamos com cautela quais os parceiros tiveram recursos para superar 2020. A maioria dos players era europeu e sabemos que o verão de lá aconteceu normalmente. As pessoas viajaram, frequentaram restaurantes e se adaptaram aos abre e fecha das fronteiras. 

Neste cenário, onde reinou o calor intenso, países com França e Alemanha puderam medir os grandes impactos da pandemia nos seus faturamentos provenientes das visitas de temporada. Enquanto isso, a República Checa, um dos mais liberais em termos de quarentena e lockdown, mostrou que não foi tão afetado economicamente. Os países de praia, como Espanha, que não sobrevivem sem o turismo de verão, apostaram em abrir as fronteiras e arcaram com as consequências durante o outono – uma estratégia que salvou parte da cadeia do turismo, mas levou a um aumento dos casos de Covid-19. 

Já os países onde o turismo não era fonte principal de ganho estão aos poucos se abrindo para a possibilidade de receber um público externo interessado em explorar ares diferentes. Nestes locais há um movimento voltado às férias de inverno, impulsionadas pelo atrativo dos esportes de neve, como opções para o último quarter de 2020 e primeiro de 2021.

Se olharmos para o segmento de eventos e ações de live marketing intercontinentais, é possível ainda indicar que as regras estão ficando mais claras. As entradas nos países europeus só serão aceitos quando o local de origem do passaporte tiver registrado 14 dias consecutivos como índices de infecção pelo novo coronavírus abaixo de 1%, o que infelizmente não é uma realidade que parece estar próxima para Brasil ou Estados Unidos.

Ainda estamos ilhados. Mas pelo menos, vendo mudanças dentro de cada um dos territórios que podemos observar, ainda que ao longe. Um pouquinho de perspectiva, não é?

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