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TIM lança teclado contra o preconceito LGBTQIA+

Um aplicativo que alerta os usuários sobre o uso de palavras e expressões discriminatórias em seu dia a dia, explica a origem e sugere substituições. É assim que funciona o Teclado Consciente TIM, que acaba de ser atualizado com a inclusão de termos LGBTfóbicos, como parte das iniciativas da operadora para o Mês do Orgulho LGBT.
A ferramenta foi lançada em novembro de 2020 com alertas sobre expressões com conotações racistas, como “denegrir”, “lista negra” ou “cor do pecado”. Na nova versão – disponível gratuitamente para smartphones com sistemas operacionais iOS e Android – foram inseridas mais 500 palavras e frases LGBTfóbicas, aproximadamente. São exemplos “sapatão”, “baitola” e “traveco”, utilizadas de forma pejorativa para se referir a pessoas LGBTI+. O app foi criado para a TIM pela BETC HAVAS em parceria com a consultoria Vírgula.
“Tivemos um time formado por pessoas LGBTI+ trabalhando nessa nova versão do Teclado Consciente, justamente para que todas as pessoas entendam que palavras e expressões discriminatórias, por mais que usadas de forma involuntária, podem machucar e alimentar o preconceito arraigado na sociedade”, conta Ana Paula Castello Branco, diretora de Advertising e Brand Management da TIM. A executiva destaca que a tecnologia pode ser uma aliada da evolução social: “queremos usar o alcance dos celulares e do nosso serviço para colaborar com a construção de uma sociedade mais inclusiva, um futuro sem preconceitos e onde as pessoas pratiquem a empatia”, explica.
Para usar o teclado, não precisa ser cliente da operadora. Basta baixar o app na App Store ou Google Play. A atualização é automática para quem já fez o download da primeira versão. A ferramenta fica visível somente quando o usuário digita seus textos em redes sociais ou aplicativos de comunicação, por exemplo, e destaca as palavras e expressões consideradas inadequadas. Ao clicar em cima desses termos, o Teclado Consciente TIM explica por que são considerados racistas e LGBTfóbicos e oferece opções para a sua substituição — tal como um corretor ortográfico social.
O lançamento da segunda versão do Teclado Consciente TIM e o patrocínio a #ParadaSPaoVivo, edição virtual da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo realizada no último domingo (06/06), marcam o início das ações programadas pela TIM para junho, celebrando o Dia Internacional do Orgulho LGBT (28/06). As cores da bandeira LGBTI+ já estão na logomarca da operadora em diversos canais e em painéis digitais, cordões de crachá e sacolas nas lojas TIM. Estão previstas iniciativas voltadas para o público interno e sociedade, como uma campanha nas redes sociais com o mote “amor é amor de todas as formas”, desenvolvida pela BETC HAVAS, com a participação de personalidades e influenciadores que dialogam com o tema.
“As palavras têm mais poder do que imaginamos e moldam o nosso comportamento. E essa atualização do Teclado Consciente da TIM continua a explorar o fato de que a marca, por meio do seu serviço, pode colaborar com a conscientização de milhões de usuários de smartphones no Brasil. Assim, considerando a força dos celulares nas mãos de tanta gente, temos a oportunidade de ajudar a criar mais empatia por meio do letramento e educação, com um projeto pioneiro do qual nos orgulhamos muito”, comenta Alexandre Vilela (Xã), VP de Criação da BETC HAVAS.
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Elementar Digital alerta para a fadiga criativa como o grande gargalo da mídia paga em 2026

O cenário da mídia paga para 2026 apresenta-se complexo, dominado pelo avanço do social commerce, pela onipresença da inteligência artificial e pelo amadurecimento da creator economy. No entanto, um fenômeno silencioso tem corroído os resultados das marcas mais do que as mudanças algorítmicas: o creative fatigue, ou fadiga criativa. O problema ocorre quando a repetição excessiva de um anúncio satura a audiência, provocando a queda do CTR e a explosão do CPA.
De acordo com Felix Bohn, sócio da Elementar Digital, agência especializada em performance orientada por dados, muitas operações falham ao diagnosticar essa queda de rendimento. “Muitas operações atribuem a piora a fatores externos, como sazonalidade, concorrência ou ao algoritmo, quando o que está pesando mesmo é a repetição: a frequência vai acumulando e os criativos acabam perdendo força”, analisa o executivo.
Dados compilados pela Hubspot reforçam a urgência do tema: o engajamento de um anúncio costuma atingir o ápice entre a 3ª e a 4ª exposição. A partir da 5ª vez que o usuário vê a mesma peça, a “cegueira de banner” se instala, derrubando a taxa de cliques e encarecendo a campanha. A recomendação técnica para mitigar esse desgaste é o rodízio de criativos em janelas de 7 a 14 dias.
Bohn alerta para um erro comum cometido por equipes de marketing: a substituição abrupta de todas as peças de uma campanha ao notar a saturação. Esse movimento interrompe o aprendizado de máquina das plataformas, gerando instabilidade. A estratégia correta, segundo o especialista, é o escalonamento.
“É preciso manter os criativos de maior performance rodando enquanto novos são testados em paralelo, e definir janelas de teste com métricas claras de aprovação antes de escalar ou pausar. A gestão criativa não pode ser uma demanda ad hoc que surge quando os números caem. É um processo contínuo”, ressalta Bohn.
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BYD escolhe o Rio de Janeiro para instalar seu primeiro centro de testes e pesquisa fora da China

A BYD consolidou mais um capítulo de sua expansão em solo brasileiro ao anunciar a criação de seu primeiro Centro de Testes e Avaliação Automotiva no país. Localizado no complexo do Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro, o projeto nasce com um investimento de R$ 300 milhões e funcionará como uma robusta plataforma de Experience e Pesquisa e Desenvolvimento (P&D). O movimento reafirma o Brasil como o principal mercado da companhia fora da China e eleva o país ao status de polo global de inovação para mobilidade sustentável.
Com uma área total superior a 180 mil m², o espaço foi inspirado na unidade de Zhengzhou e terá infraestrutura completa para aferição de potência, resistência e durabilidade. Entre os diferenciais de live marketing e demonstração tecnológica, o centro contará com circuitos off-road e uma piscina gigante projetada para o teste de flutuação do modelo U8 — uma das vitrines de engenharia da marca.
A cerimônia de anúncio contou com a presença do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e do prefeito do Rio, Eduardo Paes, evidenciando o peso institucional da iniciativa. “A chegada desse projeto de pesquisa e desenvolvimento mostra a confiança da BYD no potencial do país e no papel do Rio como centro de inovação”, afirmou Paes.
Para Stella Li, vice-presidente executiva global e CEO da BYD Américas e Europa, a unidade carioca será vital para a tropicalização das tecnologias da marca. “Além de ampliar nossa presença no país, o espaço vai nos permitir gerar dados em condições tropicais, o que é essencial para desenvolver e adaptar tecnologias com ainda mais precisão para os países em que atuamos”, explicou a executiva.
Alexandre Baldy, vice-presidente sênior da BYD Brasil e head comercial e de marketing da BYD Auto, reforça que o centro materializa a confiança na engenharia local. “Estamos criando uma estrutura que vai aproximar ainda mais tecnologia, conhecimento e desenvolvimento local, permitindo que a empresa avance com mais consistência na adaptação de soluções ao nosso mercado”, pontuou.
O novo complexo também terá prioridade no desenvolvimento de tecnologias de direção autônoma voltadas para o mercado latino-americano. As obras estão previstas para começar no fim de 2026, com inauguração projetada para 2028. Segundo Tyler Li, CEO da BYD no Brasil, o centro marca uma nova fase da atuação local, “com mais capacidade de desenvolver soluções conectadas à realidade da região e de apoiar o futuro da mobilidade elétrica na América Latina”.








