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Team Créatif desenvolve rebranding da Salsicharia Liminana

Em mais uma parceria, as equipes da Team Créatif São Paulo e da Team Créatif Lisboa, unidade de Negócio da Team Créatif Brasil em Portugal, desenvolveram o rebranding da Salsicharia Liminana, marca portuguesa que amplia cada vez a sua capacidade de exportação pelo mundo. O escopo do projeto envolveu desde o planejamento estratégico para um reposicionamento, identidade visual, design de embalagens até a arquitetura de marca. O trabalho final responde ao objetivo de criar uma imagem moderna, porém, sem perder de vista o conjunto de valores, conexões emocionais e memórias afetivas que estão no DNA da marca e fizeram parte de toda a construção de relacionamento da empresa com os consumidores, desde a sua fundação, em 1981.
Para isso, a equipe criativa das agências, no Brasil e em Portugal, se inspiraram na história e tradição da Ponte de Lima, a mais antiga vila do país, situada no extremo norte da nação lusitana e onde nasceu a Salsicharia Limiana. O local pertence ao distrito de Viana do Castelo, repleto de cultura e conhecido pela excelência da sua gastronomia. “A nossa ideia foi baseada em explorar a origem como um asset valioso e diferenciador, sob o conceito de ‘origem dentro da origem’. Mais do que ser portuguesa, a Salsicharia Limiana é de Ponte de Lima”, afirma Guilherme Jardim director da Team Créatif Lisboa “.
O redesenho cuidadoso do portfólio, que conta com quase 100 produtos, consumiu aproximadamente seis meses de trabalho.
“A Team Créatif conseguiu captar a essência da marca e traduzi-la visualmente não só nas nossas embalagens mas também noutros pontos de comunicação. A nova imagem, para além de nos expandir os horizontes comerciais, quer no mercado nacional quer na exportação, ajudou-nos ainda a clarificar um portfólio de produtos extenso e multi-categoria.”, afirma Liliana Cunha, Directora Exectutiva Salsicharia Limiana.
Para Guilherme, ao mesmo tempo que as pessoas vivenciam os prós e contras da modernidade, e um mundo dinâmico, frenético e globalizado, elas também voltaram a valorizar as tradições e a forma como são feitos os produtos que consomem. “Hoje, somos constantemente expostos a estímulos e inovações, o que faz com que nos apeteça cada vez mais aquilo que é mais simples, mais identitário e tradicional. São poucas as marcas que podem comunicar a origem e a tradição, mas nós tivemos a sorte de trabalhar com uma empresa familiar onde o ‘saber fazer’ foi passando de geração em geração”, revela.
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TIM escala campeã do BBB para subverter o Dia dos Namorados com estratégia focada no desejo de consumo

A TIM decidiu chacoalhar as tradicionais estratégias de marketing para o Dia dos Namorados ao expandir o significado da data para além dos casais apaixonados. Protagonizada por Ana Paula Renault, a grande vencedora do BBB26, a nova campanha da operadora foca em um comportamento bastante comum dos consumidores modernos: o hábito de flertar com produtos de desejo. No topo da lista de sedução da temporada está o PlayStation 5, que desponta com condições agressivas de preço, acompanhado por um robusto portfólio de ofertas em smartphones, televisores e acessórios de última geração.
A linha criativa da comunicação apoia-se no conceito bem-humorado de que “todo mundo namora” algum objeto de consumo. Com esse insight, a marca inclui ativamente o público solteiro na conversa, um segmento que vem ganhando tração expressiva no varejo ao aproveitar a data para investir em mimos pessoais e no próprio bem-estar. A ação ganha vida de forma 100% digital, surfando na personalidade autêntica de Ana Paula, que costuma brincar abertamente sobre seu status de solteira nas redes sociais. Nos primeiros movimentos da campanha, a jornalista instigou os seguidores ao levantar suspeitas sobre um suposto novo romance por meio de publicações enigmáticas. O mistério gerou forte engajamento até a grande revelação: o novo affair da ex-BBB era, na verdade, um eletrônico que ela já cobiçava há tempos.
“Partimos de um insight simples: o desejo não se limita a relações amorosas. Todo mundo tem algo que está ‘namorando’, e a campanha traduz esse comportamento de forma leve e próxima da realidade do consumidor. A Ana Paula é uma escolha natural para dar vida a esse conceito, pela maneira direta e bem-humorada com que se conecta com o público”, explica Gabriela Derraik, diretora de communication strategy da TIM.
Desenvolvida a quatro mãos com a agência BETC HAVAS e a joint venture formada por Mynd e Stage, a estratégia de comunicação pulveriza-se em pílulas de conteúdo digital lideradas por grandes nomes da internet, como Pequena Lô, Pedro Bonvivant e o duo Diva Depressão. O ecossistema criativo ganha o reforço dos produtores de conteúdo da TIM House, plataforma própria da operadora desenhada para acelerar novos talentos digitais.
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Creators transformam a cobertura da Copa do Mundo de 2026 e acirram a disputa pela atenção do torcedor

A Copa do Mundo de 2026 já movimenta os bastidores de uma disputa que ultrapassa as quatro linhas dos gramados norte-americanos. Em um ecossistema de mídia cada vez mais pulverizado, a corrida pela audiência deixou de ser um monopólio das emissoras tradicionais e das gigantes do streaming para consagrar um novo protagonista: os criadores de conteúdo. Se durante décadas a exclusividade dos direitos de transmissão era o bastante para reter o público, na era da hiperconectividade ela se tornou apenas uma peça do tabuleiro. O verdadeiro gol de placa agora é sustentar o engajamento antes, durante e depois das partidas, pulverizando a mensagem em múltiplos formatos e plataformas. É aí que os creators e influenciadores digitais entram como ativos altamente estratégicos para marcas e veículos que buscam relevância.
As movimentações do mercado nacional deixam claro que essa tendência veio para ditar as regras do jogo. A Rede Globo, por exemplo, estruturou uma cobertura expandida voltada especificamente para as redes sociais, escalando um time de produtores digitais para oxigenar sua comunicação e dialogar com nichos que a TV aberta nem sempre alcança. Na outra ponta, a CazéTV, que chocou o mercado ao se consolidar como um dos maiores fenômenos de audiência esportiva do planeta, colocou os creators na espinha dorsal da sua transmissão. O modelo de negócios da plataforma combina a exibição dos jogos com entretenimento puro, reacts em tempo real e uma engrenagem industrial de conteúdos nativos para redes sociais.
Esse novo comportamento também foi validado pela própria FIFA. Para a edição de 2026, a entidade máxima do futebol expandiu suas credenciais e programas voltados para influenciadores globais em coberturas de bastidores e ações puramente digitais, reconhecendo que a narrativa do torneio para as novas gerações passa, obrigatoriamente, pelo filtro desses comunicadores.
De acordo com Victor Cabral, especialista e referência nacional em Creator Economy, o mercado vive hoje uma disputa feroz que migrou da simples transmissão para o campo da atenção. “A Copa de 2026 pode ser considerada a primeira Copa em que os creators terão um papel tão relevante quanto os próprios canais de distribuição. O jogo continua sendo o principal produto, mas a audiência é construída por meio de uma rede de conteúdos paralelos que nasce nas redes sociais e acompanha o torcedor ao longo de toda a jornada”, analisa Cabral.
Essa transformação estética e conceitual espelha uma mudança profunda no hábito de consumo dos torcedores. O público atual não se contenta mais em ser apenas espectador passivo dos 90 minutos de partida. A experiência do evento é fragmentada e expandida por meio de análises táticas independentes, memes, bastidores exclusivos, vídeos curtos e debates acalorados no TikTok, Instagram, YouTube e X (antigo Twitter). Na prática, o ecossistema da Copa do Mundo ganha vida horas antes do apito inicial e reverbera por dias após o término do jogo.
Para o mercado de live marketing e publicidade, esse cenário abre avenidas de oportunidades para ir muito além do comercial de 30 segundos no intervalo ou dos logotipos estáticos nas placas de campo. As marcas agora têm a chance de se inserir de forma orgânica nas conversas e tendências geradas por criadores que possuem comunidades altamente engajadas e fiéis. “Estamos vendo uma mudança estrutural na indústria da comunicação esportiva. Quem transmite a partida continua tendo um ativo valioso, mas quem consegue gerar conversa e engajamento ao redor daquele conteúdo passa a disputar a mesma atenção. Na Creator Economy, audiência é relacionamento e participação”, conclui Cabral.









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