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São Paulo Boat Show 2020 movimenta R$ 155 milhões

Após seis dias de evento, a 23º edição do São Paulo Boat Show terminou com saldo positivo. Mesmo diante de um ano atípico, sem precedentes e com menores números que ano anterior, a maior feira náutica da América Latina registrou boas perspectivas econômicas e na geração e manutenção de milhares de empregos para o setor.
Entre os dias 19 e 24 de novembro, respeitando todas as normas estipuladas por lei, pelo Plano SP e vigilância sanitária, o Boat Show recebeu aproximadamente 18 mil pessoas (até 1.990 pessoas simultaneamente) e movimentou R$ 155 milhões. Ao todo, foram comercializadas 215 embarcações e os negócios gerados na feira devem refletir pelos próximos três meses para os expositores e, consequentemente, para o segmento em geral. Isso inclui, principalmente, empregabilidade para os profissionais do setor, já que a cada nova embarcação vendida, a cadeia náutica emprega 5 pessoas diretamente e 3 indiretamente. Ou seja, a cada mil unidades construídas são 8 mil empregos diretos e indiretos, e 120 mil empregos em todo o Brasil, incluindo marinas, lojas, serviços e assistências técnicas.
Ao longo de seis dias, o Boat Show contou com a presença dos amantes de práticas náuticas, que vão desde atividades com canoas e pranchas até navegar em grandes embarcações. Neste ano, realizado pela primeira a céu aberto, na Raia do USP, o evento proporcionou aos visitantes diversas vivências na água, com mais de 1.000 pessoas experimentando atividades náuticas como caiaque, pedalinho, canoa havaiana e vela nas águas da universidade.
“Mesmo diante dos inúmeros desafios causados pela pandemia, sabemos que a feira é um dos principais pilares que fomentam o segmento náutico no país, girando a economia e empregando milhares de pessoas. Por isso, após a liberação dos órgãos governamentais, optamos por fazê-lo acontecer. Ao final, conseguimos levar a muitas pessoas, com segurança e responsabilidade, uma boa e inédita experiência”, comenta Ernani Paciornik, presidente do Boat Show.
O São Paulo Boat Show foi aprovado pela reitoria da USP, que recebeu um valor de aluguel da raia, melhorias na estrutura (balizamentos e troca de cabeamento) e preservação do espaço, além da doação de um barco de 18 pés, avaliado em 70 mil e 50% da renda do estacionamento do evento destinada à CEPEUSP.Com isso, somados esses investimentos, o Grupo Náutica, idealizador do evento, espera deixar um legado em torno de R$ 400 mil para a Raia da USP. Neste ano, feira ainda arrecadou mais de 100 mil reais para contribuir com a CUFA (Central Única das Favelas).
Eventos
Ubrafe defende Marco Regulatório de Eventos e aponta impacto econômico de R$ 30 bilhões no setor

A indústria brasileira de feiras e eventos corporativos, culturais e de entretenimento movimenta bilhões de reais anualmente, atrai milhões de visitantes e exerce um papel decisivo na macroeconomia, no turismo e na atração de investimentos. Com base nessa relevância, a União Brasileira de Feiras e Eventos de Negócios (Ubrafe) reforça a urgência de avançar na tramitação e implementação do Marco Regulatório de Eventos (PL 1905/2026). A proposta legislativa busca estabelecer segurança jurídica, previsibilidade tributária e reconhecimento institucional a um segmento estratégico para o desenvolvimento do país.
De acordo com as lideranças do setor, as convenções e feiras não podem mais ser tratadas unicamente como ferramentas isoladas de marketing ou como alavancas para mitigar a sazonalidade da hotelaria. É o momento de analisar o ecossistema como uma indústria pesada de serviços que gera um efeito multiplicador na economia.
Para dimensionar o impacto financeiro do setor, a Ubrafe mapeou quatro grandes recortes da indústria que, juntos, injetam quase R$ 30 bilhões nas economias locais, ativando cadeias produtivas que englobam a malha de transportes, alimentação, comércio e serviços.
Se os grandes festivais e festas populares (B2C) destacam-se pela mobilização massiva em janelas curtas de tempo, o segmento focado em geração de negócios entre empresas (B2B) atua como um motor econômico contínuo. Em São Paulo, o calendário de feiras corporativas estende-se por cerca de 270 dias ao longo do ano, atraindo 8 milhões de executivos e compradores. Essa regularidade garante uma taxa de ocupação hoteleira perene, além de fomentar o networking, a prospecção de leads qualificados e a assinatura de contratos de longo prazo.
Paulo Ventura, presidente da Ubrafe, defende que a amplitude do setor exige políticas públicas compatíveis com seu tamanho. “Os eventos, independentemente do formato, são vetores de desenvolvimento econômico, geração de emprego, promoção de destinos e fortalecimento de cadeias produtivas inteiras. Quando olhamos para esses números, fica evidente que o setor precisa ser tratado como atividade estratégica para o país, com regras mais claras, segurança jurídica e políticas públicas compatíveis com sua relevância.”
A consolidação do PL 1905/2026 é vista pela entidade como o passo definitivo para aumentar a competitividade internacional do Brasil na captação de grandes congressos globais. “Os eventos com foco na geração de negócios, ou B2B, em especial, têm um papel decisivo nesse debate porque combinam impacto econômico expressivo com regularidade ao longo do ano. É um impacto menos visível do que o de um grande festival, mas extremamente consistente e estratégico”, conclui Ventura.
Eventos
School of Rock e Galinha Pintadinha lançam acampamento musical de férias para o público infantil

A School of Rock, rede de escolas de música, e a Galinha Pintadinha, um dos maiores fenômenos do entretenimento infantil global, anunciaram uma parceria estratégica para o lançamento do Camp Musical Galinha Pintadinha. O programa de colônia de férias é voltado para crianças de 2 a 8 anos e combina musicalização infantil, oficinas de artes manuais e dinâmicas corporais, trazendo uma grade de atividades adaptada para o ritmo e as necessidades de cada faixa etária.
As atividades presenciais ocorrerão nas unidades da School of Rock em todo o país ao longo dos meses de julho e agosto de 2026, aproveitando o período do recesso escolar. O projeto pedagógico foi estruturado em três módulos específicos: uma imersão de três horas direcionada para bebês de 2 anos (acompanhados pelos responsáveis) e cronogramas de cinco dias consecutivos para as turmas de 3 a 5 anos e de 6 a 8 anos.
Durante a semana de atividades, as crianças terão a oportunidade de interagir de forma prática com uma grande variedade de instrumentos musicais, englobando desde itens de percussão e musicalização básica, como pandeiros e xilofones, até os instrumentos tradicionais de uma banda de rock, como guitarras, baterias e teclados. A programação inclui rodas cantadas que unem o cancioneiro popular às faixas de sucesso da Galinha Pintadinha, além de oficinas de artesanato focadas no desenvolvimento da coordenação motora fina e da percepção rítmica.
Paulo Portela, CEO da School of Rock, ressalta a sinergia institucional que motivou o projeto de live marketing educacional. “A parceria reúne duas marcas que têm a música como elemento central de suas atividades. Enquanto a Galinha Pintadinha faz parte do universo infantil por meio de canções e personagens conhecidos do público, a School of Rock desenvolve um método de ensino baseado na prática musical e na performance coletiva.”
O grande diferencial do acampamento de férias é a preparação de um pocket show de encerramento. Ao longo dos dias de imersão, os pequenos músicos ensaiam arranjos simplificados das canções da personagem para se apresentarem diante de seus pais e familiares no último dia do programa.
A performance coletiva coloca as crianças no papel de protagonistas da própria banda, utilizando os instrumentos explorados durante as oficinas. Mais do que celebrar o encerramento da colônia de férias, o minishow funciona como uma poderosa ferramenta de brand experience afetiva para as famílias, proporcionando aos participantes o primeiro contato com a dinâmica de uma apresentação musical em grupo e estimulando a autoconfiança e a socialização desde a primeira infância.








