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Organizadores da EXPO RETOMADA assinam Carta de Santos com entidades da indústria de Eventos

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Organizadores da EXPO RETOMADA assinam Carta de Santos com entidades da indústria de Eventos

A organização da EXPO RETOMADA, que abriu a agenda dos 30 eventos-teste do Governo do Estado de São Paulo, juntamente com os representantes de cinco entidades realizadoras do evento – ABEOC BRASIL, ABRACE, SINDIPROM SP, UBRAFE e Visite Santos – acabam de assinar a Carta de Santos.

O documento é um manifesto em prol do setor de eventos de negócios, com o posicionamento das principais lideranças a favor da legalidade dos eventos presenciais com a aplicação de protocolos comprovados; o reconhecimento da amplitude econômica, de conteúdo e de geração de negócios do setor de feiras, congressos e eventos de negócios; o reconhecimento de que o setor não pode ser confundido com outros tipos de eventos e o posicionamento favorável e incentivador à ampla vacinação da população.

“A EXPO RETOMADA foi uma oportunidade para discutirmos a atualização de conhecimento e a vivência de protocolos. O próximo passo é conversar com interlocutores nos três níveis de poder o que pudemos mostrar no evento. Não queremos que o dia a dia do setor fique longe da legislação. Queremos a flexibilização consciente. Somos pró legalidade. A Carta é dirigida aos legisladores para entenderem a magnitude e os desafios do nosso setor, além de reverberar o que foi discutido na EXPO”, afirma Paulo Octávio Pereira de Almeida, diretor da Live Marketing Consultoria e um dos idealizadores da EXPO RETOMADA.

Somente a indústria de Eventos impacta mais de 50 setores da economia e movimenta, anualmente, no país, mais de R$ 930 bilhões, o que representa quase 13% do PIB – índice maior que o das indústrias automobilística, farmacêutica e a petrolífera -, com a geração de 25 milhões de empregos diretos e indiretos. “Agora, é o momento de começar a recuperar a confiança, mostrando que com a aplicação de protocolos de segurança testados e comprovados, é possível voltar a movimentar os eventos de negócios”, defende o diretor da Rede Feiras e um dos idealizadores da EXPO RETOMADA, Fernando Lummertz.

Confira a íntegra do da Carta de Santos:

 

Carta de Santos – Elaborada em julho 2021 após a realização da EXPO RETOMADA SANTOS

Nós, organizadores de eventos com foco em negócios (Feiras de Negócios e Congressos), declaramos publicamente os conceitos fundamentais que norteiam as atividades do setor:

1) somos pró-legalidade. Eventos presenciais são seguros desde que obedeçam a protocolos.

2) somos solidários também a todas as famílias e indivíduos afetados por esta terrível pandemia, mas acreditamos que chegamos ao momento da flexibilização com consciência e, portanto, os protocolos autorizados pelas autoridades sanitárias são o nosso exemplo de realização segura dos eventos presenciais com foco em negócios.

3) o setor de feiras, congressos e eventos de negócios tem ampla relação com o poder público que deverá ser norteada pelo amplo espectro econômico envolvido com a organização de eventos de negócios e não somente pelo viés de indutor do turismo de negócios. Iniciativas de associação com a economia criativa e empreendedorismo devem ser incentivadas e ampliadas.

4) políticas de fomento aos diversos destinos devem ser ampliadas cidades e locais que recebem feiras, congressos e eventos de negócios, geram desenvolvimento local, turismo e atividades relacionadas à economia criativa como um todo.

5) o setor de feiras, congressos e eventos de negócios com pleno reconhecimento por parte do poder público nas três esferas, trabalha em ambientes monitorados e com eficaz controle de visitação. Não devemos ser confundidos com outros formatos de eventos. Geramos negócios. Entendemos que a quantidade de participantes seja estabelecida de acordo com as normas do AVCB de cada ambiente.

6) as feiras, congressos e eventos de negócios geram também conhecimentos, conteúdos, novas ideias, novas conexões comerciais, ampliam relacionamentos e estabelecem novos vínculos sociais e inspiram pessoas e empresas a inovarem e a se atualizarem. Seres humanos são gregários e os eventos são a sua mais forte forma de expressão social e econômica.

7) somos totalmente favoráveis e incentivadores da ampla vacinação da população em todos os seus extratos. Acreditamos que a vacinação é o principal vetor na obtenção da necessária confiança sanitária de todos os envolvidos. Como consequência a testagem obrigatória para participação em eventos não deverá fazer parte das exigências regulatórias da retomada do setor, seguindo os mesmos parâmetros dos shoppings centers e varejo.

8) empresas idôneas na organização e gestão, aplicação de todos os protocolos de biossegurança na realização e regulamentação pelo setor público fazem parte da equação do retorno seguro do setor as suas plenas atividades econômicas.

ABEOC BRASIL – Associação Brasileira de Empresas de Eventos – Fátima Facuri – Presidente

ABRACE – Associação Brasileira de Cenografia e Estandes – Marcelo Soares – Presidente

SINDIPROM SP – Sindicato das Empresas de Promoção, Organização e Montagem de Feiras, Congressos e Eventos do Estado de São Paulo – Carlos Sauandag – Presidente

UBRAFE – União Brasileira Feiras e Eventos de Negócios – Abdala Jamil Abdala – Presidente do Conselho de Administração

VISITE SANTOS – Santos Convention And Visitors Bureau – Vanessa Lombardi – Presidente

EXPO RETOMADA – Paulo Otavio de Almeida – Curadoria e Organização EXPO RETOMADA – Fernando Lummertz – Curadoria e Organização

 

Evento modelo

A EXPO RETOMADA foi o primeiro de uma agenda de 30 eventos-teste chancelados pelo Governo de São Paulo e o único B2B na modalidade Feiras de Negócios e Congressos. Nos últimos dias 21 e 22 de julho, recebeu 1.309 visitantes únicos, não simultâneos, e 245 profissionais envolvidos na montagem, no Santos Convention Center, em Santos, todos testados antecipadamente para a covid 19.

Foi, também, exemplo na aplicação de rígidos protocolos de biossegurança antes, durante e pós-evento. Uso obrigatório de máscaras, planta baixa do evento desenhada para respeitar o distanciamento, tecnologia para aferição de temperatura a distância, acesso por QR Code, catracas eletrônicas automáticas e dispensers de álcool gel espalhados por todo o evento fizeram parte dos protocolos adotados. Outro detalhe foi a definição da capacidade reduzida, ou seja, o número total de participantes se manteve bem abaixo da capacidade máxima permitida do Santos Convention Center, que é de 4.000 pessoas simultaneamente. Houve ainda acompanhamento e fiscalização pela Secretaria de Saúde Estadual, Municipal, Vigilância Sanitária, entre outros órgãos, durante toda a EXPO.

Uma retestagem com 463 participantes voluntários também foi concluída no último dia 27, em São Paulo e em Santos, para a consolidação dos protocolos aplicados durante o evento. Todos os participantes serão ainda acompanhados pela organização da EXPO RETOMADA por duas semanas, com o objetivo de gerar um relatório com informações técnicas para municiar o Governo do Estado e atestar a possibilidade de retomada segura dos eventos de negócios, desde que cumpram todos os protocolos praticados durante o evento. Os dados gerados já começaram a ser enviados serão enviados à Secretaria Estadual de Saúde e ao Comitê de Saúde de São Paulo, aos cuidados da Secretária do Desenvolvimento Econômico, Patrícia Ellen, do Presidente do Comitê de Contingência da Covid 19 do Estado de São Paulo, João Gabardo, e do Secretário de Turismo, Vinícius Lummertz, que participaram da EXPO RETOMADA.

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UBRAFE organiza Missão Inovação China para conectar executivos do setor ao mercado global de feiras

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Com a proposta de aproximar o mercado nacional de feiras e eventos corporativos das principais inovações do setor no cenário internacional, a União Brasileira de Feiras e Eventos de Negócios (UBRAFE) realizará, entre os dias 14 e 22 de novembro de 2026, a Missão Inovação China. A iniciativa prevê uma imersão técnica de sete dias voltada aos associados da entidade, com um roteiro que inclui passagens por centros de exposições de grande porte, empresas de tecnologia e fornecedores da indústria de eventos global.

A escolha da China como destino fundamenta-se na infraestrutura e nos recursos tecnológicos desenvolvidos pelo país para a realização de grandes encontros de negócios. O itinerário concentra-se na região entre Guangzhou e Shenzhen, polo produtivo e tecnológico que reúne fabricantes e prestadores de serviços para o setor. O programa foi estruturado para profissionais do segmento corporativo, abrangendo visitas técnicas, sessões de networking e reuniões institucionais.

A agenda do grupo inclui visitas a sete centros de convenções e exposições de grande porte, além de reuniões de trabalho com nove empresas desenvolvedoras de soluções para feiras de negócios, quatro entidades representativas do setor e uma promotora de eventos local. A delegação brasileira também integrará a programação do Glocal International Exhibition Industry Summit, em Guangzhou, fórum focado no relacionamento entre lideranças e executivos da indústria internacional.

A ação faz parte da estratégia da UBRAFE para incentivar a atualização técnica e a modernização do mercado brasileiro de feiras e eventos de negócios, estimulando o intercâmbio de conhecimentos e a adoção de novas tecnologias operacionais.

“A inovação deixou de ser um diferencial para se tornar um fator estratégico para a competitividade das feiras e eventos. Ao promover essa missão, a UBRAFE oferece aos seus associados a oportunidade de conhecer, na prática, soluções, modelos de gestão e tecnologias que estão redefinindo o futuro do setor em todo o mundo e ampliando muito a eficiência das ações de Live Marketing“, comenta Paulo Ventura, presidente da UBRAFE.

A participação no projeto é voltada exclusivamente aos associados da entidade, com a limitação de uma vaga por empresa para assegurar o caráter focado do grupo de tomadores de decisão. Além do acesso às agendas técnicas e aos encontros institucionais com organizações chinesas, o pacote da missão contempla hospedagem, transporte interno e serviço de tradução em português durante toda a programação.

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Ubrafe defende Marco Regulatório de Eventos e aponta impacto econômico de R$ 30 bilhões no setor

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A indústria brasileira de feiras e eventos corporativos, culturais e de entretenimento movimenta bilhões de reais anualmente, atrai milhões de visitantes e exerce um papel decisivo na macroeconomia, no turismo e na atração de investimentos. Com base nessa relevância, a União Brasileira de Feiras e Eventos de Negócios (Ubrafe) reforça a urgência de avançar na tramitação e implementação do Marco Regulatório de Eventos (PL 1905/2026). A proposta legislativa busca estabelecer segurança jurídica, previsibilidade tributária e reconhecimento institucional a um segmento estratégico para o desenvolvimento do país.

De acordo com as lideranças do setor, as convenções e feiras não podem mais ser tratadas unicamente como ferramentas isoladas de marketing ou como alavancas para mitigar a sazonalidade da hotelaria. É o momento de analisar o ecossistema como uma indústria pesada de serviços que gera um efeito multiplicador na economia.

Para dimensionar o impacto financeiro do setor, a Ubrafe mapeou quatro grandes recortes da indústria que, juntos, injetam quase R$ 30 bilhões nas economias locais, ativando cadeias produtivas que englobam a malha de transportes, alimentação, comércio e serviços.

Se os grandes festivais e festas populares (B2C) destacam-se pela mobilização massiva em janelas curtas de tempo, o segmento focado em geração de negócios entre empresas (B2B) atua como um motor econômico contínuo. Em São Paulo, o calendário de feiras corporativas estende-se por cerca de 270 dias ao longo do ano, atraindo 8 milhões de executivos e compradores. Essa regularidade garante uma taxa de ocupação hoteleira perene, além de fomentar o networking, a prospecção de leads qualificados e a assinatura de contratos de longo prazo.

Paulo Ventura, presidente da Ubrafe, defende que a amplitude do setor exige políticas públicas compatíveis com seu tamanho. “Os eventos, independentemente do formato, são vetores de desenvolvimento econômico, geração de emprego, promoção de destinos e fortalecimento de cadeias produtivas inteiras. Quando olhamos para esses números, fica evidente que o setor precisa ser tratado como atividade estratégica para o país, com regras mais claras, segurança jurídica e políticas públicas compatíveis com sua relevância.”

A consolidação do PL 1905/2026 é vista pela entidade como o passo definitivo para aumentar a competitividade internacional do Brasil na captação de grandes congressos globais. “Os eventos com foco na geração de negócios, ou B2B, em especial, têm um papel decisivo nesse debate porque combinam impacto econômico expressivo com regularidade ao longo do ano. É um impacto menos visível do que o de um grande festival, mas extremamente consistente e estratégico”, conclui Ventura.

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