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Natura Ekos celebra 20 anos e assina ampla parceria com os Irmãos Campana

Referência em conservação da sociobiodiversidade amazônica, Natura Ekos terá imersão investigativa com a dupla de designers brasileiros pelo bioma
Em união inédita com os Irmãos Campana, a marca Natura Ekos celebra seu 20º aniversário levando os designers para uma expedição na Amazônia. O objetivo é co-criar com comunidades extrativistas novas formas de gerar negócios na região, através da arte e da natureza, despertando a reflexão do consumidor sobre o futuro da floresta e do respeito à sociobiodiversidade. O marco inicial da parceria é a exposição 35 revoluções, que ocorre no MAM-RJ, entre os dias 14 de março e 17 de maio.
Mais do que a união de duas marcas conhecidas, a relação prevê uma imersão nas comunidades da região, que já atuam com a Natura, com o objetivo de aprofundar o entendimento da floresta pela busca de novos materiais, conceitos e técnicas.
“No ano em que os Campana comemoram 35 anos de parceria e Ekos, 20 anos de existência, olhamos pra trás e vemos como essas duas marcas sempre estiveram na vanguarda.A inquietude dos Campana conversa intimimente com inquietude de Ekos. Juntos, a ideia será provocar uma reflexão coletiva sobre o futuro da Amazônia, que, que no fundo, é o futuro da existência humana aqui na Terra”, afirma Andrea Alvares, vice-presidente de Marca, Inovação, Sustentabilidade e Internacionalização da Natura.
“É uma grande alegria estar em uma parceria com uma das mais importantes empresas que atuam na agenda de impacto positivo no mundo e que, assim como o Estúdio Campana, tem forte DNA brasileiro”, afirma Fernando Campana. “Desde criança, aprendemos o respeito à natureza e o amor à terra. Este tema está presente o tempo todo no nosso trabalho, nos materiais que empregamos, na ressignificação de matérias-primas e na valorização e resgate de técnicas artesanais da cultura popular brasileira. Por isso essa parceria faz muito sentido para nós”, complementa Humberto.
A Natura já possui um intenso programa de pesquisa e desenvolvimento de ingredientes naturais com o uso crescente de insumos vegetais e ativos da sociobiodiversidade. Lançada no início do milênio, a linha Natura Ekos já nasceu como uma referência em conservação da sociobiodiversidade amazônica por incorporar ingredientes da região na fabricação de seus produtos. A motivação foi contribuir para o desenvolvimento sustentável por meio da transformação de desafios socioambientais em oportunidades de negócios mais equilibrados e justos. Com isso, a empresa se tornou pioneira em desenvolver um modelo de negócio de valorização da economia da floresta em pé a partir da união entre ciência, natureza e conhecimento tradicional. Hoje, a marca reúne prêmios e certificações internacionais, entre eles, o selo UEBT que garante rastreabilidade de matérias-primas e comércio justo.
Em 2020, os irmãos Fernando e Humberto Campana também celebram o aniversário de 35 anos de sua trajetória criativa. Ao longo de sua história, a principal conquista da dupla foi levar a excelência do artesanal brasileiro ao reconhecimento mundial. Hoje suas obras são presença constante em exposições do design e com trabalhos nas principais coleções e museus do mundo.
Exposição “35 revoluções”
O primeiro marco desta parceria será a exposição “35 revoluções, realizada em março no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM RIO), a maior já feita pela dupla em seus 35 anos de trajetória. Reunindo projetos inéditos e instalações, concebidos especialmente para o espaço, e uma ampla seleção de peças de design e esculturas desenvolvidas ao longo das últimas décadas, a mostra pretende desafiar o público com uma montagem ousada, imersiva e provocadora.
Na exposição, aproximadamente 1,8 mil metros quadrados do segundo andar do prédio icônico de Affonso Eduardo Reidy serão tomados pela arte irreverente, desafiadora e criativa dos Campana. Numa espécie de caos criativo, os dois designers conceberam um ambiente imersivo, formado por um conjunto de grandes instalações e por um amplo conjunto de mais de uma centena de peças selecionadas para a mostra, nas quais se sobressaem questões marcantes em sua produção como a capacidade de integrar referências artesanais e industriais, uma profunda ousadia formal e material, um intenso flerte com o surrealismo e uma acentuada preocupação ambiental. O planejamento e organização do projeto são da Pinakotheke Cultural, empresa comandada por Max Perlingeiro.
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Engenharia de dados torna-se a “espinha dorsal” para combater ROIs ilusórios no marketing digital

No ecossistema do marketing de performance, um cenário de “fantasia” tem se tornado comum nas apresentações de resultados: a Meta reivindica 50 conversões, o Google Ads exige crédito por outras 40 e o TikTok por mais 30. No entanto, o sistema de e-commerce revela a realidade fria do caixa com apenas 80 vendas efetivas. Esse fenômeno, causado pela sobreposição de atribuição onde diferentes plataformas clamam para si o mesmo cliente, é o desafio que a engenharia de dados busca resolver ao estabelecer uma Single Source of Truth (Fonte Única de Verdade).
Para Felix Bohn, sócio da Elementar Digital, agência especializada em marketing orientado por dados, esse desalinhamento é um risco estrutural que pode levar empresas a tomarem decisões baseadas em custos de aquisição maquiados. “Operações que crescem rápido tendem a quebrar primeiro na mensuração. Quando a base de dados é inconsistente, qualquer tentativa de otimização vira um chute”, alerta o executivo.
A solução para evitar que o marketing opere em um vácuo de realidade está na construção de uma arquitetura de mensuração robusta. Isso envolve estruturar como os dados são coletados e organizados ao longo de toda a jornada do usuário, garantindo que o clique de terça-feira no Instagram e a busca no Google na quinta-feira sejam compreendidos como parte de um único caminho de conversão.
Um dos conceitos centrais apresentados por Bohn é o tracking, o rastreamento técnico das interações por meio de eventos padronizados. Quando ações como visitas, installs ou preenchimento de formulários são organizadas sob regras claras, a empresa ganha consistência na leitura de dados. A criação de uma single source of truth consolida essas informações em um ambiente confiável, eliminando as discrepâncias entre o que as ferramentas de anúncio dizem e o que a conta bancária da empresa mostra. “Esse processo costuma incluir verificações sistemáticas para garantir a qualidade e a integridade das informações coletadas”, aponta o sócio da Elementar Digital.
Além disso, a rastreabilidade ponta a ponta permite mapear as chamadas micro-conversões — etapas intermediárias como adicionar um produto ao carrinho ou assistir a um vídeo. Esse mapeamento detalhado identifica gargalos no funil de vendas com precisão cirúrgica, permitindo ajustes que realmente impactam o resultado final.
Em um mercado cada vez mais competitivo, a capacidade de confiar nos próprios números separa as operações perenes daquelas que colapsam sob o peso do próprio crescimento. Para o especialista, a engenharia de dados é o herói invisível por trás das campanhas de sucesso. “O que separa operações que escalam daquelas que colapsam não é o volume de investimento, mas a capacidade de confiar nos próprios dados. Sem isso, não existe decisão inteligente. A engenharia de dados não aparece no criativo nem na campanha, mas é ela que garante que cada real investido tenha uma direção clara. Sem essa base, crescimento não é escala, é instabilidade”, conclui Felix Bohn.
Com a consolidação dessas práticas, o setor de live marketing e publicidade digital caminha para uma maturidade onde a transparência dos dados sobrepõe-se às métricas de vaidade, garantindo que a estratégia de negócio esteja ancorada em fatos, e não em algoritmos de atribuição conflitantes.
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Gestão contextual de mídia torna-se pilar estratégico para marcas durante a Copa do Mundo 2026

Com o início oficial da Copa do Mundo marcado para 11 de junho, nos Estados Unidos, Canadá e México, o mercado publicitário global se prepara para o que deve ser o maior pico de audiência digital da história. O torneio não apenas mobiliza torcidas, mas incendeia as redes sociais com bilhões de interações em tempo real, criando um dos ambientes mais valiosos — e desafiadores — para o brand experience. Segundo Edvaldo Silva, diretor regional na América Latina da Zefr, empresa de verificação e contextualização de mídia, o sucesso das marcas dependerá de uma gestão de campanhas significativamente mais sofisticada.
O volume de dados impressiona: o relatório Culture in Play, da We Are Social North America, já registrou mais de 767 milhões de conversas sobre o mundial desde janeiro, gerando bilhões de impressões. Esse cenário transforma plataformas como YouTube, TikTok e Meta em campos de batalha pela atenção do consumidor, onde jogos, memes e transmissões paralelas ditam o ritmo do engajamento. “Eventos globais como a Copa do Mundo criam uma avalanche de conteúdo nas redes sociais. Para as marcas, isso representa uma enorme oportunidade de alcance, mas também exige maior inteligência na gestão das campanhas para garantir que os anúncios apareçam ao lado de conteúdos alinhados aos seus valores e posicionamento”, afirma Silva.
Para o executivo, o conceito tradicional de brand safety (segurança da marca), que foca em evitar conteúdos estritamente negativos, já não é suficiente. A discussão evoluiu para o brand suitability (adequação da marca), que busca garantir o alinhamento contextual fino. Em um ambiente impulsionado por vídeos e recomendações algorítmicas, um anúncio pode ser exibido ao lado de conteúdos sensíveis, como debates políticos ou notícias de última hora, que, embora não sejam “proibidos”, podem estar desalinhados com a imagem da empresa.
Silva alerta que o risco aumenta durante o torneio, quando a conversa sobre uma partida pode rapidamente derivar para temas controversos ou desinformação. “Sem uma análise mais contextual e contínua, parte do investimento pode acabar sendo direcionada a conteúdos que não refletem os valores ou os objetivos de comunicação da marca”, explica o diretor.
Um dos principais obstáculos para as marcas é a rapidez com que as tendências ganham escala. Replays e conteúdos virais inesperados moldam o contexto em questão de segundos. Por isso, a análise não pode ser apenas textual, baseada em palavras-chave, mas deve considerar elementos visuais e narrativas complexas. “Evitar conteúdos inadequados é apenas o primeiro passo. O desafio hoje é ir além da análise textual e também avaliar elementos visuais e narrativas para equilibrar a visibilidade de alto impacto com contextos seguros e adequados durante um momento cultural relevante”, reforça o especialista da Zefr.
Apesar da complexidade operacional, a Copa do Mundo de 2026 permanece como a “vitrine de ouro” para a construção de marca no ambiente digital. A conclusão do setor é clara: em um ecossistema cada vez mais dinâmico, as marcas que conseguirem combinar a escala massiva do evento com um controle contextual rigoroso serão as que transformarão a alta atenção do público em resultados reais de negócio.









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