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Marketing 2021: a interface entre humanização e tecnologia

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O mundo como conhecíamos não é mais o mesmo e a maioria dos segmentos no mercado está se adaptando à versão digitalizada. Reforçamos ferramentas e comportamentos adotando o e-commerce, home office, videoconferências, lives, enfim, são diversas as possibilidades. Ampliar a atuação on-line é um processo que, devido ao avanço da tecnologia, naturalmente aconteceria. A pandemia acelerou o inevitável.  Mas o que podemos fazer diante de tudo isso?

As marcas não têm outra opção a não ser se preparar para as mudanças. Pensando nos desafios do profissional de Marketing, li o relatório 2021 Global Marketing Trends: Find your focus, da Deloitte, empresa que pesquisa tendências de mercado, para ajudar a impulsionar o crescimento das marcas em 2021. Entendendo esse período, em que quase tudo está virtual, o estudo mostra que há uma necessidade de fortalecer a conexão humana com o público. Destaco 8 temas que tenho refletido sobre sua importância para nós profissionais de Comunicação e Marketing. 

Humanização: Trazer soluções com foco humano é uma das importantes estratégias de marketing. A pandemia escancarou os novos hábitos dos consumidores. Pode parecer repetitivo, mas se não entendermos a nova relação da marca com o cliente, ficaremos parados no tempo.

Agilidade: a nova realidade vem possibilitando outros canais de atendimento ao público. Mas uma coisa é certa, não há nada mais frustrante do que um atendimento demorado. No digital ou presencial, tenha em mente que agilidade é fundamental para os negócios.

Simplificar: o conceito de 4Ps do Marketing é reforçado a cada novo case de sucesso dos nossos clientes. Não confunda o simples com o simplório. As soluções devem simplificar a vida do consumidor e o conceito 4Ps aplicado com rigor é eficiente, incluindo a logística. Nunca se falou tanto sobre a importância de uma boa logística para se chegar ao consumidor, e com rapidez.

Personalização em escala e o conceito one-to-one: o trabalho com dados tem ajudado empresas a criarem produtos capazes de atender consumidores muito diferentes, justamente por terem os 4Ps altamente personalizados de acordo com as preferências de cada pessoa. Atualmente, é possível desenvolver um produto a ser consumido de diferentes formas por diferentes usuários, mesmo que na prática seja o mesmo item para todos eles. Dessa forma, gera-se o máximo de valor para cada cliente em um nível “one-to-one”. A Netflix faz isso: além das recomendações diferentes de filmes e séries conforme as preferências de cada usuário, a plataforma pode variar a imagem de capa de uma mesma obra dependendo de quem está acessando o streaming.

Engajamento: a elaboração de estratégias que se baseiam na participação e engajamento dos clientes. Afinal, quem melhor para ajudar na inovação, se não os próprios consumidores?  Dialogue com o seu público e poderá oferecer serviços mais assertivos e ser uma marca protagonista na vida das pessoas.

Parcerias: na hora de investir, pense no futuro e procure realizar parcerias com outras empresas, principalmente com as que visam soluções de problemas e aprimoramento dos meios tecnológicos.  

Propósito: o consumidor busca por empresa que tenha seu propósito bem definido. Sendo assim, o primeiro passo é entender o motivo pelo qual a marca existe e o porquê de oferecer determinado produto. As pessoas esperam mais do que consumir mercadoria, buscam por experiências agradáveis.

Transparência: As relações verdadeiras e duradouras também são importantes no contato entre pessoas e marcas. E a transparência é um dos pontos decisivos deste relacionamento. Ser transparente é necessário para estar próximo do cliente e ter sua confiança.

Embora tenha sido um ano turbulento, 2020 nos deixou um grande legado: a aceleração digital e a necessidade de conexão com as pessoas. Não voltaremos ao passado, isso é fato, então é preciso identificar as tendências de mercado, que vão além de se preparar para o futuro, mas também de compreender o presente. Quando entendemos que o mercado está sempre em movimento, fica mais fácil de nos prepararmos para o marketing 2021. O segredo está em apontar a bússola para o consumidor. A empresa que conhece seu cliente sempre estará um passo à frente.

Fernando Luiz Cezário, diretor de Atendimento e Novos Negócios da agência Quattromani Propaganda. Fernando é publicitário, com MBA em Marketing e Logística.

Matéria publicada no portal de notícias AdNews. Se quiser mais informações sobre o mundo da publicidade e do marketing acesse: https://adnews.com.br/

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Minuano investe em mídia exterior em São Paulo, Goiás e Distrito Federal para celebrar 40 anos de marca

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Para marcar as celebrações de quatro décadas de atuação no mercado, a Minuano expandiu sua estratégia de comunicação com uma nova frente de mídia out-of-home (OOH). A cobertura abrange os estados de São Paulo, Goiás e o Distrito Federal, visando reforçar o conhecimento de marca e incentivar a conversão de vendas em regiões próximas a estabelecimentos varejistas e atacadistas parceiros.

A veiculação é operada em parceria com a Eletromidia e reúne diferentes formatos de exibição, incluindo mobiliário urbano, telas em elevadores de edifícios residenciais e corporativos, além de circuitos no transporte metroviário. As peças trazem a identidade visual comemorativa de aniversário com a participação da jornalista e apresentadora Fernanda Gentil, embaixadora da marca.

A estratégia busca intensificar a presença nos mercados de maior volume comercial, conectando a mensagem de comunicação ao momento que antecede a decisão de compra nos supermercados e atacarejos. “Celebrar 40 anos é também olhar para o futuro e encontrar novas formas de estar presente na vida dos consumidores. A campanha amplia a presença de Minuano em mercados estratégicos e leva para as ruas a nossa comunicação de aniversário, com a Fernanda Gentil como parte importante dessa construção. Ao combinar a força da marca, a proximidade com o consumidor e uma presença relevante nos territórios onde temos grande amplitude comercial, somada a ações diferenciadas de execução, estimulamos a conexão de Minuano com variadas gerações e seguimos construindo os próximos capítulos dessa história”, afirma Nicole Mandil, diretora de marketing da Flora, indústria detentora da marca.

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Milano Beauty Week evidencia papel da inteligência artificial nas operações e resgata valor do presencial no mercado de beleza

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A realização da Milano Beauty Week, entre 16 e 20 de setembro em Milão, ofereceu um panorama das novas diretrizes estratégicas que orientam o setor internacional de beleza. Projetado como um festival cultural e sensorial urbano, o evento serviu de plataforma para analisar a aplicação da tecnologia nas operações industriais, a arquitetura de espaços físicos e as transformações na dinâmica de consumo presencial.

Os debates foram acompanhados por executivos da agência Brand&Stories, especializada em estratégia, neurociência e experiências de marca. Na avaliação da sócia cofundadora e head de estratégia e gestão corporativa, Luciana Andrade, e do sócio e cientista de comportamento humano, Natanael Sena, os movimentos observados na Itália revelam uma separação clara entre a eficiência operacional no ambiente digital e a construção de relacionamento no universo presencial.

O uso de inteligência artificial consolida-se com relevância na análise de dados, na personalização de ofertas, no gerenciamento de estoque e na automação de conteúdo. Em contrapartida, no ponto de contato direto com o público, as marcas priorizam o atendimento consultivo, espaços de convivência e dinâmicas que exigem presença física. “O que vi em Milão é uma escolha consciente sobre onde colocar a tecnologia. Ela entra para resolver escala, repetição e análise, e sai de cena quando o objetivo é criar vínculo. Isso muda a lógica do investimento: não é sobre estar em todos os canais, é sobre decidir quais momentos merecem o custo de uma experiência presencial bem feita”, afirma Luciana Andrade.

A integração entre marcas concorrentes em praça pública foi apontada como um dos diferenciais do modelo europeu em relação às feiras corporativas tradicionais promovidas no Brasil. “Hoje no Brasil, as marcas trabalham seus objetivos de divulgação de forma separada. Cada uma em um evento, ativação ou espaço. Aqui as marcas se unem em um evento a céu aberto o que possibilita proporcionar ao consumidor final uma experiência única sem burocracias, credenciais e ingressos como normalmente acontece nas grandes feiras realizadas no Brasil”, explica Natanael Sena.

A exibição de processos produtivos em formatos didáticos também integrou a programação. “Além disso, as marcas conseguem mostrar ao consumidor final suas novas tecnologias na linha de produção com experiências lúdicas que traduzem todo o processo de forma didática ao consumidor. Não se trata apenas de visitar um stand e sair com uma amostra grátis. Esse processo promove inclusão, conhecimento e envolvimento profundo do público. Quando as empresas se reúnem em prol de um evento de um determinado segmento, ele ganha mais força e movimenta ainda mais a economia do setor e da cidade que ganha o palco do evento”, completa a empresária.

A análise aponta ainda para a importância de curadoria e medição de retorno financeiro. Para os especialistas, concentrar investimentos em ativações focadas gera maior retenção de memória do que pulverizar orçamentos em múltiplos pontos de contato. “Fazer menos e melhor é uma decisão estratégica, não uma limitação. Quando você concentra o investimento em um momento que realmente importa para o público, consegue medir, ajustar e repetir. Quando espalha, você entrega presença e não entrega memória”, declara Luciana Andrade.

Em relação à tropicalização dessas tendências ao ecossistema brasileiro de live marketing, a adequação exige atenção aos custos logísticos, à extensão geográfica e ao perfil cultural do consumidor local. “Copiar formato é o caminho mais rápido para gastar dinheiro sem resultado. O que se transfere é o raciocínio por trás da decisão, não o cenário. A pergunta não é como fazer aquilo aqui, mas qual problema aquilo resolveu lá e qual é o nosso problema equivalente”, conclui Natanael Sena.

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