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Liv Up capta R$180 milhões em rodada de investimento

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Liv Up capta R$180 milhões em rodada de investimento

A Liv Up, foodtech que tem como propósito conectar as pessoas à comida boa de verdade, anunciou a captação de R$180 milhões. A rodada foi liderada pela Lofoten Capital, veículo de Marcos Amino (ex-Discovery Capital) com o apoio de Luiz Otavio Campos (Ex-Sócio da Onyx Equity Management) e contou com a participação de investidores estratégicos globais, como Rob Citrone (founder do Discovery Capital), Cadonau (um veículo de investimentos do Grupo Jereissati), Milton Seligman e Ricardo Rolim (ex-executivos da Ambev), e Christian Egan (ex-Itaú), entre outros. A Série D também foi acompanhada pelos fundos já parceiros ThornTree Capital Partners e Kaszek Ventures.

O aporte vai permitir à companhia acelerar seu projeto de expansão do portfólio e aumentar os investimentos em tecnologia para trazer eficiência à operação e surpreender na experiência do consumidor. “Temos uma oportunidade única de oferecer aos consumidores uma experiência digital diferenciada e simplificar o acesso a alimentos gostosos e saudáveis. Ficamos felizes em encontrar investidores que têm uma visão totalmente alinhada com a nossa e ainda podem aportar conhecimentos estratégicos para a fase em que entramos como companhia”, afirma o CEO e fundador Victor Santos.

Portfólio completo para quem quer comer bem

Durante a pandemia, a Liv Up também passou a oferecer a seus clientes frutas, legumes e verduras frescos, dando suporte aos agricultores familiares parceiros que tiveram pedidos cancelados por escolas e restaurantes que suspenderam atividades. As análises dos dados mostraram o potencial da nova categoria de aumentar expressivamente a frequência de compra e a retenção dos clientes. Assim, a Liv Up acelerou o processo de expansão de portfólio para novas categorias, lançando uma grande variedade em itens de hortifruti, açougue, peixaria e curadoria de parceiros com propósito alinhado em categorias como laticínios, padaria e mercearia, oferecendo alimentos mais frescos e preços justos, por comprar direto dos produtores. Com este movimento, a empresa espera gerar ainda mais valor para toda a cadeia e já vem observando um aumento de mais de duas vezes na receita média por cliente. “Estamos construindo um sistema alimentar mais inteligente e transparente, com portfólio completo para as diferentes necessidades do dia a dia, tornando a marca o destino certo para quem quer comer bem. Com uma alimentação gostosa, natural, equilibrada nutricionalmente e que gera impacto, queremos promover fácil acesso a uma vida melhor para quem produz e para quem consome”, afirma Santos.

Tecnologias customizadas garantindo escalabilidade e excelência na experiência

Com o novo aporte, a empresa vai aumentar os investimentos na plataforma de tecnologia para ser ainda mais eficiente nas operações e oferecer uma experiência superior aos clientes. A inteligência de dados traz conhecimento profundo do consumidor para personalizar a experiência, mapear a satisfação e identificar oportunidades de melhoria em tempo real. “Nossos softwares proprietários permitem rastreabilidade total da produção e garantem operações ágeis e escaláveis com gestão eficiente de estoque e algoritmo de roteirização do last mile. Além disso, temos um aplicativo com interface intuitiva, moderna e fácil de usar e, com contato constante com os clientes, construímos uma relação de confiança, co-criando com eles as receitas e personalizando a experiência, encantando com a excelência dos serviços desde a compra, passando pelo consumo, até o pós venda. Não à toa, o NPS da empresa é cerca de 80 pontos”, explica o CEO da empresa.

Dobrar de tamanho ano contra ano e aumentar o impacto

A Liv Up tem um modelo de negócio direto ao consumidor, que elimina os diversos intermediários, garantindo alimentos mais frescos, remuneração mais justa para quem produz e preços mais acessíveis para quem consome. A empresa faturou mais de R﹩100 milhões em 2020 e planeja dobrar o faturamento novamente este ano. “As novas estratégias adotadas têm resultado em uma mudança significativa no padrão de compra dos consumidores, aumentando a frequência de compra e o lifetime value. Com a nova capitalização, vamos implantar uma estratégia de crescimento acelerado para seguir dobrando de tamanho a cada ano, expandindo o alcance de nossa cadeia de valor compartilhado”, indica Gabriel Eisencraft, CFO da Liv Up.

A busca por talentos continua intensa. “Somos uma empresa diversa e abriremos mais de 100 vagas para colocar os planos em prática. Para isso, buscamos pessoas que compartilham o sonho de criar um novo sistema alimentar mais inteligente e melhorar a vida das pessoas”, completa Santos.

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Engenharia de dados torna-se a “espinha dorsal” para combater ROIs ilusórios no marketing digital

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No ecossistema do marketing de performance, um cenário de “fantasia” tem se tornado comum nas apresentações de resultados: a Meta reivindica 50 conversões, o Google Ads exige crédito por outras 40 e o TikTok por mais 30. No entanto, o sistema de e-commerce revela a realidade fria do caixa com apenas 80 vendas efetivas. Esse fenômeno, causado pela sobreposição de atribuição onde diferentes plataformas clamam para si o mesmo cliente, é o desafio que a engenharia de dados busca resolver ao estabelecer uma Single Source of Truth (Fonte Única de Verdade).

Para Felix Bohn, sócio da Elementar Digital, agência especializada em marketing orientado por dados, esse desalinhamento é um risco estrutural que pode levar empresas a tomarem decisões baseadas em custos de aquisição maquiados. “Operações que crescem rápido tendem a quebrar primeiro na mensuração. Quando a base de dados é inconsistente, qualquer tentativa de otimização vira um chute”, alerta o executivo.

A solução para evitar que o marketing opere em um vácuo de realidade está na construção de uma arquitetura de mensuração robusta. Isso envolve estruturar como os dados são coletados e organizados ao longo de toda a jornada do usuário, garantindo que o clique de terça-feira no Instagram e a busca no Google na quinta-feira sejam compreendidos como parte de um único caminho de conversão.

Um dos conceitos centrais apresentados por Bohn é o tracking, o rastreamento técnico das interações por meio de eventos padronizados. Quando ações como visitas, installs ou preenchimento de formulários são organizadas sob regras claras, a empresa ganha consistência na leitura de dados. A criação de uma single source of truth consolida essas informações em um ambiente confiável, eliminando as discrepâncias entre o que as ferramentas de anúncio dizem e o que a conta bancária da empresa mostra. “Esse processo costuma incluir verificações sistemáticas para garantir a qualidade e a integridade das informações coletadas”, aponta o sócio da Elementar Digital.

Além disso, a rastreabilidade ponta a ponta permite mapear as chamadas micro-conversões — etapas intermediárias como adicionar um produto ao carrinho ou assistir a um vídeo. Esse mapeamento detalhado identifica gargalos no funil de vendas com precisão cirúrgica, permitindo ajustes que realmente impactam o resultado final.

Em um mercado cada vez mais competitivo, a capacidade de confiar nos próprios números separa as operações perenes daquelas que colapsam sob o peso do próprio crescimento. Para o especialista, a engenharia de dados é o herói invisível por trás das campanhas de sucesso. “O que separa operações que escalam daquelas que colapsam não é o volume de investimento, mas a capacidade de confiar nos próprios dados. Sem isso, não existe decisão inteligente. A engenharia de dados não aparece no criativo nem na campanha, mas é ela que garante que cada real investido tenha uma direção clara. Sem essa base, crescimento não é escala, é instabilidade”, conclui Felix Bohn.

Com a consolidação dessas práticas, o setor de live marketing e publicidade digital caminha para uma maturidade onde a transparência dos dados sobrepõe-se às métricas de vaidade, garantindo que a estratégia de negócio esteja ancorada em fatos, e não em algoritmos de atribuição conflitantes.

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Gestão contextual de mídia torna-se pilar estratégico para marcas durante a Copa do Mundo 2026

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Com o início oficial da Copa do Mundo marcado para 11 de junho, nos Estados Unidos, Canadá e México, o mercado publicitário global se prepara para o que deve ser o maior pico de audiência digital da história. O torneio não apenas mobiliza torcidas, mas incendeia as redes sociais com bilhões de interações em tempo real, criando um dos ambientes mais valiosos — e desafiadores — para o brand experience. Segundo Edvaldo Silva, diretor regional na América Latina da Zefr, empresa de verificação e contextualização de mídia, o sucesso das marcas dependerá de uma gestão de campanhas significativamente mais sofisticada.

O volume de dados impressiona: o relatório Culture in Play, da We Are Social North America, já registrou mais de 767 milhões de conversas sobre o mundial desde janeiro, gerando bilhões de impressões. Esse cenário transforma plataformas como YouTube, TikTok e Meta em campos de batalha pela atenção do consumidor, onde jogos, memes e transmissões paralelas ditam o ritmo do engajamento. “Eventos globais como a Copa do Mundo criam uma avalanche de conteúdo nas redes sociais. Para as marcas, isso representa uma enorme oportunidade de alcance, mas também exige maior inteligência na gestão das campanhas para garantir que os anúncios apareçam ao lado de conteúdos alinhados aos seus valores e posicionamento”, afirma Silva.

Para o executivo, o conceito tradicional de brand safety (segurança da marca), que foca em evitar conteúdos estritamente negativos, já não é suficiente. A discussão evoluiu para o brand suitability (adequação da marca), que busca garantir o alinhamento contextual fino. Em um ambiente impulsionado por vídeos e recomendações algorítmicas, um anúncio pode ser exibido ao lado de conteúdos sensíveis, como debates políticos ou notícias de última hora, que, embora não sejam “proibidos”, podem estar desalinhados com a imagem da empresa.

Silva alerta que o risco aumenta durante o torneio, quando a conversa sobre uma partida pode rapidamente derivar para temas controversos ou desinformação. “Sem uma análise mais contextual e contínua, parte do investimento pode acabar sendo direcionada a conteúdos que não refletem os valores ou os objetivos de comunicação da marca”, explica o diretor.

Um dos principais obstáculos para as marcas é a rapidez com que as tendências ganham escala. Replays e conteúdos virais inesperados moldam o contexto em questão de segundos. Por isso, a análise não pode ser apenas textual, baseada em palavras-chave, mas deve considerar elementos visuais e narrativas complexas. “Evitar conteúdos inadequados é apenas o primeiro passo. O desafio hoje é ir além da análise textual e também avaliar elementos visuais e narrativas para equilibrar a visibilidade de alto impacto com contextos seguros e adequados durante um momento cultural relevante”, reforça o especialista da Zefr.

Apesar da complexidade operacional, a Copa do Mundo de 2026 permanece como a “vitrine de ouro” para a construção de marca no ambiente digital. A conclusão do setor é clara: em um ecossistema cada vez mais dinâmico, as marcas que conseguirem combinar a escala massiva do evento com um controle contextual rigoroso serão as que transformarão a alta atenção do público em resultados reais de negócio.

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