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Hora do Planeta: muito além de apagar as luzes

O maior e mais tradicional movimento de conscientização pelo clima do mundo, a Hora do Planeta, será mais uma vez realizado em formato virtual por causa da pandemia. Conhecido pela ação de apagar as luzes de monumentos, fachadas, prédios públicos e outros pontos de interesse, por sessenta minutos, este ano ele será marcado por uma série de lives que começam às 13h do dia 27/3. Além do clima, a edição deste ano abordará temas relacionados com saúde, ativismo, alimentação, agenda ambiental urbana, engajamento da sociedade com a equipe WWF-Brasil e convidados especiais.
Outra novidade deste ano é a parceria com Mauricio de Sousa Produções, que viabilizou o lançamento da revista em quadrinhos do Chico Bento, embaixador do WWF-Brasil. A edição estará disponível nas bancas de todo país a partir de 5/3, com história baseada na Hora do Planeta. Segundo Mônica Sousa, diretora executiva da MSP, a ação está ligada às diretrizes da empresa. “O compromisso com o meio ambiente está em nosso DNA. Por meio de ações como essa, conseguimos repassar a mensagem de forma eficaz e didática para pessoas de todas as idades. A Mauricio de Sousa Produções tem se mostrado uma aliada na conscientização sobre a importância de preservar o planeta em que vivemos”, pontua a executiva.
Para Gabriela Yamaguchi, diretora de Sociedade do WWF-Brasil, as ações para a realização do evento fazem parte de um interesse coletivo de garantir o futuro. “Diante dos desafios que se colocam frente à nossa sobrevivência, o envolvimento coletivo de pessoas, empresas e organizações na causa ambiental tem sido uma esperança de alcançar uma sociedade mais justa para todos”.
Algumas organizações já aderiram ao movimento Hora do Planeta: a Associação de Escoteiros confirmou ações em todo país; a Será o Benedito lançou uma campanha em parceria com o WWF-Brasil para a produção de kits sustentáveis, via financiamento coletivo. Além disso, haverá projeções em cinco capitais brasileiras.
A iniciativa está aberta para a adesão de pessoas físicas, empresas, prefeituras, associações e organizações neste link.
Para acompanhar as lives, basta acessar as redes oficiais do WWF-Brasil, como Facebook e YouTube.
Ao longo da programação virtual, especialistas do WWF-Brasil responderão dúvidas sobre meio ambiente. Os interessados devem encaminhar as perguntas pelo formulário.
Eventos
UBRAFE organiza Missão Inovação China para conectar executivos do setor ao mercado global de feiras

Com a proposta de aproximar o mercado nacional de feiras e eventos corporativos das principais inovações do setor no cenário internacional, a União Brasileira de Feiras e Eventos de Negócios (UBRAFE) realizará, entre os dias 14 e 22 de novembro de 2026, a Missão Inovação China. A iniciativa prevê uma imersão técnica de sete dias voltada aos associados da entidade, com um roteiro que inclui passagens por centros de exposições de grande porte, empresas de tecnologia e fornecedores da indústria de eventos global.
A escolha da China como destino fundamenta-se na infraestrutura e nos recursos tecnológicos desenvolvidos pelo país para a realização de grandes encontros de negócios. O itinerário concentra-se na região entre Guangzhou e Shenzhen, polo produtivo e tecnológico que reúne fabricantes e prestadores de serviços para o setor. O programa foi estruturado para profissionais do segmento corporativo, abrangendo visitas técnicas, sessões de networking e reuniões institucionais.
A agenda do grupo inclui visitas a sete centros de convenções e exposições de grande porte, além de reuniões de trabalho com nove empresas desenvolvedoras de soluções para feiras de negócios, quatro entidades representativas do setor e uma promotora de eventos local. A delegação brasileira também integrará a programação do Glocal International Exhibition Industry Summit, em Guangzhou, fórum focado no relacionamento entre lideranças e executivos da indústria internacional.
A ação faz parte da estratégia da UBRAFE para incentivar a atualização técnica e a modernização do mercado brasileiro de feiras e eventos de negócios, estimulando o intercâmbio de conhecimentos e a adoção de novas tecnologias operacionais.
“A inovação deixou de ser um diferencial para se tornar um fator estratégico para a competitividade das feiras e eventos. Ao promover essa missão, a UBRAFE oferece aos seus associados a oportunidade de conhecer, na prática, soluções, modelos de gestão e tecnologias que estão redefinindo o futuro do setor em todo o mundo e ampliando muito a eficiência das ações de Live Marketing“, comenta Paulo Ventura, presidente da UBRAFE.
A participação no projeto é voltada exclusivamente aos associados da entidade, com a limitação de uma vaga por empresa para assegurar o caráter focado do grupo de tomadores de decisão. Além do acesso às agendas técnicas e aos encontros institucionais com organizações chinesas, o pacote da missão contempla hospedagem, transporte interno e serviço de tradução em português durante toda a programação.
Eventos
Ubrafe defende Marco Regulatório de Eventos e aponta impacto econômico de R$ 30 bilhões no setor

A indústria brasileira de feiras e eventos corporativos, culturais e de entretenimento movimenta bilhões de reais anualmente, atrai milhões de visitantes e exerce um papel decisivo na macroeconomia, no turismo e na atração de investimentos. Com base nessa relevância, a União Brasileira de Feiras e Eventos de Negócios (Ubrafe) reforça a urgência de avançar na tramitação e implementação do Marco Regulatório de Eventos (PL 1905/2026). A proposta legislativa busca estabelecer segurança jurídica, previsibilidade tributária e reconhecimento institucional a um segmento estratégico para o desenvolvimento do país.
De acordo com as lideranças do setor, as convenções e feiras não podem mais ser tratadas unicamente como ferramentas isoladas de marketing ou como alavancas para mitigar a sazonalidade da hotelaria. É o momento de analisar o ecossistema como uma indústria pesada de serviços que gera um efeito multiplicador na economia.
Para dimensionar o impacto financeiro do setor, a Ubrafe mapeou quatro grandes recortes da indústria que, juntos, injetam quase R$ 30 bilhões nas economias locais, ativando cadeias produtivas que englobam a malha de transportes, alimentação, comércio e serviços.
Se os grandes festivais e festas populares (B2C) destacam-se pela mobilização massiva em janelas curtas de tempo, o segmento focado em geração de negócios entre empresas (B2B) atua como um motor econômico contínuo. Em São Paulo, o calendário de feiras corporativas estende-se por cerca de 270 dias ao longo do ano, atraindo 8 milhões de executivos e compradores. Essa regularidade garante uma taxa de ocupação hoteleira perene, além de fomentar o networking, a prospecção de leads qualificados e a assinatura de contratos de longo prazo.
Paulo Ventura, presidente da Ubrafe, defende que a amplitude do setor exige políticas públicas compatíveis com seu tamanho. “Os eventos, independentemente do formato, são vetores de desenvolvimento econômico, geração de emprego, promoção de destinos e fortalecimento de cadeias produtivas inteiras. Quando olhamos para esses números, fica evidente que o setor precisa ser tratado como atividade estratégica para o país, com regras mais claras, segurança jurídica e políticas públicas compatíveis com sua relevância.”
A consolidação do PL 1905/2026 é vista pela entidade como o passo definitivo para aumentar a competitividade internacional do Brasil na captação de grandes congressos globais. “Os eventos com foco na geração de negócios, ou B2B, em especial, têm um papel decisivo nesse debate porque combinam impacto econômico expressivo com regularidade ao longo do ano. É um impacto menos visível do que o de um grande festival, mas extremamente consistente e estratégico”, conclui Ventura.








