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Fortnite: Renner lança ação usando modo criativo do game

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Fortnite: Renner lança ação usando modo criativo do game

Varejista de moda é a primeira do setor a realizar ativações utilizando o jogo, aproximando-se ainda mais do público gamer

Em linha com a estratégia de reforçar sua presença digital, a Renner, em parceria com a eBrainz, consultoria de estratégia especializada no universo gamer, lança sua primeira iniciativa de inovação e relacionamento digital com gamers. A ação envolve a criação de um mapa inspirado em uma loja virtual dentro de um jogo eletrônico gratuito, através do modo criativo do Fortnite. Batizado de Renner Play, o projeto que promove o ambiente virtual criado dentro do jogo estará disponível a partir do dia 29 de junho.

No mapa, será possível conferir e ter fácil acesso a atrações criadas especialmente para esta experiência, entre elas dez minigames (“O chão é lava”, “corredores coloridos”, “pisos instáveis” e outros) para jogar com amigos e família de maneira leve e divertida. O cenário projetado é próximo de uma verdadeira loja da Renner e conta até mesmo com o Encantômetro, terminal eletrônico que existe em todas as lojas físicas da varejista e que os consumidores usam para avaliar sua experiência de compra.

Além disso, QR Codes estarão espalhados pela loja, direcionando o público para seções do e-commerce da marca: feminino, masculino e infantil, no qual os interessados podem fazer suas compras, inclusive dos produtos com selo Re – Moda Responsável. Outra forma de interatividade que o público encontrará na loja da Renner dentro do mapa desenvolvido no modo criativo do Fortnite é o EcoEstilo – projeto de logística reversa pós-consumo da varejista que, em 2021, completa 10 anos. Um QR code direcionará para um link de “Saiba Mais”, em que será possível obter mais informações sobre a iniciativa.

O projeto integra outros investimentos inovadores da marca, focados em usar tecnologia e dados para estreitar o relacionamento com seus diversos consumidores. A iniciativa visa fortalecer o posicionamento digital da Renner e soma-se a uma série de ações já em operação, como o lançamento da persona digital Rennata e a recente campanha Tá Online. Tá na Renner, que destacou ao público como é fácil comprar na varejista: pode ser no site, no app, no WhatsApp e até na loja física. A Rennata, inclusive, fará o lançamento oficial da loja da varejista no modo criativo do Fortnite. No Instagram da marca, a influencer virtual contará ao público que agora a loja da Renner está diferente e que até ela mesma já se aventurou nos minigames.

“Com uma gama de possibilidades de criação, a Renner identificou uma oportunidade de montar sua primeira loja em um ambiente virtual nunca explorado”, analisa a diretora de Marketing Corporativo da Lojas Renner, Maria Cristina Merçon. De acordo com a executiva, o objetivo foi aproximar ainda mais a marca do público gamer e o conceito do modo criativo do Fortnite mostrou-se o mais adequado no cenário atual.

A Renner Play foi elaborada pela Agência SunoPaim, com consultoria da eBrainz, que liderou o desenvolvimento criativo da solução, viabilizando a ação da varejista dentro do jogo utilizando o modo criativo do Fortnite. Para o sócio fundador da eBrainz, Raiff Chaves, após o lançamento do mapa, o objetivo é que ele continue sendo atualizado.

“A ideia é que seja um organismo vivo de relacionamento da marca com os gamers, inclusive trazendo promoções exclusivas para toda a comunidade”. Para operacionalizar o projeto, a eBrainz analisou o mercado, o comportamento dos consumidores do varejo, a tendência de digitalização e conectou a marca Renner ao universo gamer.

Lives simultâneas

Para promover ainda mais integração com este público, a Renner vai realizar uma transmissão simultânea, ao vivo, em 10 canais de influenciadores nas plataformas Twitch e Facebook Gaming, em 3 de julho, às 18h30. Com apresentação da gamer e influenciadora digital, Nyvi Estephan, o evento terá a presença de outros gamers que vão interagir com os participantes da live e promover ativações da Renner.

Entre os confirmados estão Samira Close, BlackoutZ, Mount, Gabi Cattuzzo, EaiiMaka, Zerobadass, MelanyLolee, Liminha e Nayu, que levarão seus fãs para se divertir na loja e promover ações para gerar descontos exclusivos.

Parceria renderá quatro ativações

Para isso, estão previstas quatro ativações. A primeira delas, é o uso da hashtag #tanogametanarenner no Twitter, com metas a serem atingidas na transmissão. Quando a meta é alcançada, há uma comemoração ao vivo e um prêmio liberado, entre eles, um cupom de frete grátis nas compras durante a live e a oportunidade de fãs jogarem com seus ídolos.

Num segundo momento do jogo, que leva o nome de Real Outfits, a Renner enviará para cada um dos 10 influenciadores quatro looks, de acordo com seus estilos, e eles usarão um look diferente para cada bloco da live. Todos os looks estarão disponíveis no e-commerce da varejista para compra com desconto também durante a transmissão. Além disso, cada influenciador terá seu próprio cupom de desconto para seu público usar em compras em todo o site, é a chamada Look Squad. Nessa ação, cada influenciador terá 30 segundos para defender por quê a audiência deve utilizar seu cupom e não do outro influenciador.

A ativação final fica por conta da Peça Exclusiva: três estampas serão colocadas para votação do público. A peça escolhida será vendida exclusivamente como pré-venda na live. Cabe destacar que haverá um link direto e um QR Code apresentados na tela, direcionando para a votação e para pré-venda.

Como acessar a Renner no Fortnite

A ação Renner Play é mais um importante passo da empresa para reforçar sua presença no digital, sendo o primeiro no cenário de jogos eletrônicos.

Para acessar a loja virtual no Fortnite, os jogadores precisam seguir procedimentos simples. O primeiro é entrar no “Modo Criativo” do jogo, selecionar a opção “Jogar” e depois o botão “Código da Ilha”. No menu, é preciso ainda inserir o código 4904-1268-7036 e depois clicar na opção “Lançar”, que vai levar o player direto ao centro da loja.

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Engenharia de dados torna-se a “espinha dorsal” para combater ROIs ilusórios no marketing digital

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No ecossistema do marketing de performance, um cenário de “fantasia” tem se tornado comum nas apresentações de resultados: a Meta reivindica 50 conversões, o Google Ads exige crédito por outras 40 e o TikTok por mais 30. No entanto, o sistema de e-commerce revela a realidade fria do caixa com apenas 80 vendas efetivas. Esse fenômeno, causado pela sobreposição de atribuição onde diferentes plataformas clamam para si o mesmo cliente, é o desafio que a engenharia de dados busca resolver ao estabelecer uma Single Source of Truth (Fonte Única de Verdade).

Para Felix Bohn, sócio da Elementar Digital, agência especializada em marketing orientado por dados, esse desalinhamento é um risco estrutural que pode levar empresas a tomarem decisões baseadas em custos de aquisição maquiados. “Operações que crescem rápido tendem a quebrar primeiro na mensuração. Quando a base de dados é inconsistente, qualquer tentativa de otimização vira um chute”, alerta o executivo.

A solução para evitar que o marketing opere em um vácuo de realidade está na construção de uma arquitetura de mensuração robusta. Isso envolve estruturar como os dados são coletados e organizados ao longo de toda a jornada do usuário, garantindo que o clique de terça-feira no Instagram e a busca no Google na quinta-feira sejam compreendidos como parte de um único caminho de conversão.

Um dos conceitos centrais apresentados por Bohn é o tracking, o rastreamento técnico das interações por meio de eventos padronizados. Quando ações como visitas, installs ou preenchimento de formulários são organizadas sob regras claras, a empresa ganha consistência na leitura de dados. A criação de uma single source of truth consolida essas informações em um ambiente confiável, eliminando as discrepâncias entre o que as ferramentas de anúncio dizem e o que a conta bancária da empresa mostra. “Esse processo costuma incluir verificações sistemáticas para garantir a qualidade e a integridade das informações coletadas”, aponta o sócio da Elementar Digital.

Além disso, a rastreabilidade ponta a ponta permite mapear as chamadas micro-conversões — etapas intermediárias como adicionar um produto ao carrinho ou assistir a um vídeo. Esse mapeamento detalhado identifica gargalos no funil de vendas com precisão cirúrgica, permitindo ajustes que realmente impactam o resultado final.

Em um mercado cada vez mais competitivo, a capacidade de confiar nos próprios números separa as operações perenes daquelas que colapsam sob o peso do próprio crescimento. Para o especialista, a engenharia de dados é o herói invisível por trás das campanhas de sucesso. “O que separa operações que escalam daquelas que colapsam não é o volume de investimento, mas a capacidade de confiar nos próprios dados. Sem isso, não existe decisão inteligente. A engenharia de dados não aparece no criativo nem na campanha, mas é ela que garante que cada real investido tenha uma direção clara. Sem essa base, crescimento não é escala, é instabilidade”, conclui Felix Bohn.

Com a consolidação dessas práticas, o setor de live marketing e publicidade digital caminha para uma maturidade onde a transparência dos dados sobrepõe-se às métricas de vaidade, garantindo que a estratégia de negócio esteja ancorada em fatos, e não em algoritmos de atribuição conflitantes.

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Gestão contextual de mídia torna-se pilar estratégico para marcas durante a Copa do Mundo 2026

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Com o início oficial da Copa do Mundo marcado para 11 de junho, nos Estados Unidos, Canadá e México, o mercado publicitário global se prepara para o que deve ser o maior pico de audiência digital da história. O torneio não apenas mobiliza torcidas, mas incendeia as redes sociais com bilhões de interações em tempo real, criando um dos ambientes mais valiosos — e desafiadores — para o brand experience. Segundo Edvaldo Silva, diretor regional na América Latina da Zefr, empresa de verificação e contextualização de mídia, o sucesso das marcas dependerá de uma gestão de campanhas significativamente mais sofisticada.

O volume de dados impressiona: o relatório Culture in Play, da We Are Social North America, já registrou mais de 767 milhões de conversas sobre o mundial desde janeiro, gerando bilhões de impressões. Esse cenário transforma plataformas como YouTube, TikTok e Meta em campos de batalha pela atenção do consumidor, onde jogos, memes e transmissões paralelas ditam o ritmo do engajamento. “Eventos globais como a Copa do Mundo criam uma avalanche de conteúdo nas redes sociais. Para as marcas, isso representa uma enorme oportunidade de alcance, mas também exige maior inteligência na gestão das campanhas para garantir que os anúncios apareçam ao lado de conteúdos alinhados aos seus valores e posicionamento”, afirma Silva.

Para o executivo, o conceito tradicional de brand safety (segurança da marca), que foca em evitar conteúdos estritamente negativos, já não é suficiente. A discussão evoluiu para o brand suitability (adequação da marca), que busca garantir o alinhamento contextual fino. Em um ambiente impulsionado por vídeos e recomendações algorítmicas, um anúncio pode ser exibido ao lado de conteúdos sensíveis, como debates políticos ou notícias de última hora, que, embora não sejam “proibidos”, podem estar desalinhados com a imagem da empresa.

Silva alerta que o risco aumenta durante o torneio, quando a conversa sobre uma partida pode rapidamente derivar para temas controversos ou desinformação. “Sem uma análise mais contextual e contínua, parte do investimento pode acabar sendo direcionada a conteúdos que não refletem os valores ou os objetivos de comunicação da marca”, explica o diretor.

Um dos principais obstáculos para as marcas é a rapidez com que as tendências ganham escala. Replays e conteúdos virais inesperados moldam o contexto em questão de segundos. Por isso, a análise não pode ser apenas textual, baseada em palavras-chave, mas deve considerar elementos visuais e narrativas complexas. “Evitar conteúdos inadequados é apenas o primeiro passo. O desafio hoje é ir além da análise textual e também avaliar elementos visuais e narrativas para equilibrar a visibilidade de alto impacto com contextos seguros e adequados durante um momento cultural relevante”, reforça o especialista da Zefr.

Apesar da complexidade operacional, a Copa do Mundo de 2026 permanece como a “vitrine de ouro” para a construção de marca no ambiente digital. A conclusão do setor é clara: em um ecossistema cada vez mais dinâmico, as marcas que conseguirem combinar a escala massiva do evento com um controle contextual rigoroso serão as que transformarão a alta atenção do público em resultados reais de negócio.

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