Eventos
Feira EBS movimentou o segmento de eventos e incentivos em mais de 8 mil reuniões nas rodadas de negócios

Os últimos dias foram agitados para o segmento MICE (eventos corporativos, incentivos, feiras e congressos) com a realização da Feira EBS, no Centro de Convenções Rebouças, em São Paulo, que reuniu mais de 1600 visitantes e mais de 80 marcas de soluções para atender demandas de eventos corporativos, incentivos, feiras e congressos.
Durante os dois dias, a Feira EBS promoveu o Speed Meeting EBS, a rodada de negócios contou com a participação de mais de 120 empresas convidadas, que tiveram a oportunidade de ter reuniões rápidas com 77 empresas fornecedoras de soluções, entre elas mobilidade corporativa, tecnologia, hotéis e resort, aplicativos, credenciamento e controle de acesso, além dos destinos nacionais e internacionais que apresentaram suas infraestruturas para receber eventos corporativos, incentivos, feiras e congressos, dos mais variados portes.
Além das reuniões, o evento contou com a área de exposição com mais de 80 marcas expositoras e 14 horas de conteúdos divididos entre os palcos MICE e EBS Lab Experience, onde os participantes puderam acompanhar diferentes temas, como tecnologia, gestão de eventos, sustentabilidade, soluções ESG, liderança e muito mais.
O sucesso do evento se deve ao planejamento em reunir os principais players do mercado para debater tendências, o futuro e fazer networking de sucesso, como conta Marcello Baranowsky, fundador e CEO do Grupo EBS. “O principal objetivo da feira é reunir um público qualificado que esteja disposto a fazer negócio e ver o crescimento do setor. O networking tem um efeito enorme, além de dar a compreensão sobre o futuro do mercado e as principais tendências.”
A feira possui um papel fundamental no mercado ao reunir importantes players, mas para Elio Ferrucci, Diretor da ODI Treinamentos e expositor no evento, a rodada de negócios antes da feira é o grande diferencial. “O Speed Meeting é o que há de melhor. Pois ali você tem tempo de conversar, tem tempo de chamar a pessoa para ir ao seu estande, conhecer mais sobre o seu negócio, permite ter esse ‘tête-à-tête’ que é fundamental.”
Para Marcelo Chanoft, diretor e co-fundador do Grupo R1, um dos patrocinadores do evento, as relações e negócios que acontecem nos dois dias são verdadeiros. “Nós gostamos muito da EBS, da feira e, em especial, dos Speed Meetings – as rodadas de negócios. Essa é uma ação comercial de fato. Foi muito bem pensada pelo pessoal da EBS. E como acontecem as conversas, os contatos, a geração de leads de networking, ela é real. Ela acontece de fato. Então, é um evento eficiente. É um evento que traz retorno.”
No setor de gastronomia, a Noah Gastronomia, patrocinadora do evento, foi o principal destaque. Para Roberta Coqui, Gerente de Vendas e Marketing, o saldo foi muito positivo. “As nossas expectativas foram muito mais do que atendidas, principalmente com o Speed Meeting, onde temos o face-to-face ali com os clientes, a conexão viva, a conexão ativa. Eu acredito que isso foi muito enriquecedor, foi uma oportunidade única em participar de um evento tão grandioso.”
A importância da feira para o mercado também é destacada por quem foi visitar os estandes, acompanhar as palestras e conferir as novidades, como foi o caso de Claudine Góes, diretora de estratégias da Mark UP. “Vim para a EBS para conhecer as novidades, as tendências da área de incentivos e eventos, as mais importantes da Mark Up para os clientes. Então, vim para conferir as tendências, conhecer novidades e fornecedores. Essa é uma feira essencial para quem trabalha na área e ela possui fornecedores ótimos, com espaços de eventos bem importantes e, outras áreas que eu destaco, são as de tecnologia, inovações tecnológicas, ESG e sustentabilidade, que estão sendo muito solicitadas, então eu gostei do que encontrei aqui.”
Além dos negócios, todos que participaram da feira também acompanharam a iniciativa social do Grupo Primavera, que com doações de eventos, como as de tecidos feitas pelo Grupo R1, mostra que é possível criar produtos, como bonecas e lençol, capacitando mais de 250 mulheres com cursos de corte e costura, além das inúmeras pessoas já beneficiadas com as roupas feitas pelo projeto mediante uma iniciativa sustentável.
“Nossa intenção na feira EBS é trazer mais parceiros que possam somar. Fazer mais recursos para que a gente possa continuar o nosso trabalho com as crianças atendidas lá no Primavera, pois nós temos uma causa social por trás dos produtos que desenvolvemos. Muitas pessoas passaram por aqui e se interessaram pela iniciativa, principalmente por brindes corporativos”, conta Josiane Brito, gerente de produtos do Grupo Primavera.
A 22ª Feira EBS + 9º Congresso MICE foi um sucesso e retornará em 2025 com as principais novidades e tendências do mercado de eventos de negócios.
Eventos
UBRAFE organiza Missão Inovação China para conectar executivos do setor ao mercado global de feiras

Com a proposta de aproximar o mercado nacional de feiras e eventos corporativos das principais inovações do setor no cenário internacional, a União Brasileira de Feiras e Eventos de Negócios (UBRAFE) realizará, entre os dias 14 e 22 de novembro de 2026, a Missão Inovação China. A iniciativa prevê uma imersão técnica de sete dias voltada aos associados da entidade, com um roteiro que inclui passagens por centros de exposições de grande porte, empresas de tecnologia e fornecedores da indústria de eventos global.
A escolha da China como destino fundamenta-se na infraestrutura e nos recursos tecnológicos desenvolvidos pelo país para a realização de grandes encontros de negócios. O itinerário concentra-se na região entre Guangzhou e Shenzhen, polo produtivo e tecnológico que reúne fabricantes e prestadores de serviços para o setor. O programa foi estruturado para profissionais do segmento corporativo, abrangendo visitas técnicas, sessões de networking e reuniões institucionais.
A agenda do grupo inclui visitas a sete centros de convenções e exposições de grande porte, além de reuniões de trabalho com nove empresas desenvolvedoras de soluções para feiras de negócios, quatro entidades representativas do setor e uma promotora de eventos local. A delegação brasileira também integrará a programação do Glocal International Exhibition Industry Summit, em Guangzhou, fórum focado no relacionamento entre lideranças e executivos da indústria internacional.
A ação faz parte da estratégia da UBRAFE para incentivar a atualização técnica e a modernização do mercado brasileiro de feiras e eventos de negócios, estimulando o intercâmbio de conhecimentos e a adoção de novas tecnologias operacionais.
“A inovação deixou de ser um diferencial para se tornar um fator estratégico para a competitividade das feiras e eventos. Ao promover essa missão, a UBRAFE oferece aos seus associados a oportunidade de conhecer, na prática, soluções, modelos de gestão e tecnologias que estão redefinindo o futuro do setor em todo o mundo e ampliando muito a eficiência das ações de Live Marketing“, comenta Paulo Ventura, presidente da UBRAFE.
A participação no projeto é voltada exclusivamente aos associados da entidade, com a limitação de uma vaga por empresa para assegurar o caráter focado do grupo de tomadores de decisão. Além do acesso às agendas técnicas e aos encontros institucionais com organizações chinesas, o pacote da missão contempla hospedagem, transporte interno e serviço de tradução em português durante toda a programação.
Eventos
Ubrafe defende Marco Regulatório de Eventos e aponta impacto econômico de R$ 30 bilhões no setor

A indústria brasileira de feiras e eventos corporativos, culturais e de entretenimento movimenta bilhões de reais anualmente, atrai milhões de visitantes e exerce um papel decisivo na macroeconomia, no turismo e na atração de investimentos. Com base nessa relevância, a União Brasileira de Feiras e Eventos de Negócios (Ubrafe) reforça a urgência de avançar na tramitação e implementação do Marco Regulatório de Eventos (PL 1905/2026). A proposta legislativa busca estabelecer segurança jurídica, previsibilidade tributária e reconhecimento institucional a um segmento estratégico para o desenvolvimento do país.
De acordo com as lideranças do setor, as convenções e feiras não podem mais ser tratadas unicamente como ferramentas isoladas de marketing ou como alavancas para mitigar a sazonalidade da hotelaria. É o momento de analisar o ecossistema como uma indústria pesada de serviços que gera um efeito multiplicador na economia.
Para dimensionar o impacto financeiro do setor, a Ubrafe mapeou quatro grandes recortes da indústria que, juntos, injetam quase R$ 30 bilhões nas economias locais, ativando cadeias produtivas que englobam a malha de transportes, alimentação, comércio e serviços.
Se os grandes festivais e festas populares (B2C) destacam-se pela mobilização massiva em janelas curtas de tempo, o segmento focado em geração de negócios entre empresas (B2B) atua como um motor econômico contínuo. Em São Paulo, o calendário de feiras corporativas estende-se por cerca de 270 dias ao longo do ano, atraindo 8 milhões de executivos e compradores. Essa regularidade garante uma taxa de ocupação hoteleira perene, além de fomentar o networking, a prospecção de leads qualificados e a assinatura de contratos de longo prazo.
Paulo Ventura, presidente da Ubrafe, defende que a amplitude do setor exige políticas públicas compatíveis com seu tamanho. “Os eventos, independentemente do formato, são vetores de desenvolvimento econômico, geração de emprego, promoção de destinos e fortalecimento de cadeias produtivas inteiras. Quando olhamos para esses números, fica evidente que o setor precisa ser tratado como atividade estratégica para o país, com regras mais claras, segurança jurídica e políticas públicas compatíveis com sua relevância.”
A consolidação do PL 1905/2026 é vista pela entidade como o passo definitivo para aumentar a competitividade internacional do Brasil na captação de grandes congressos globais. “Os eventos com foco na geração de negócios, ou B2B, em especial, têm um papel decisivo nesse debate porque combinam impacto econômico expressivo com regularidade ao longo do ano. É um impacto menos visível do que o de um grande festival, mas extremamente consistente e estratégico”, conclui Ventura.








