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Entenda como os cinco pilares do Marketing Digital podem alavancar as empresas no momento pós-covid

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Entenda como os cinco pilares do Marketing Digital podem alavancar as empresas no momento pós-covid
Desde que a tecnologia começou a fazer parte do cotidiano das pessoas, principalmente em atividades que antes eram realizadas apenas em formato presencial, o marketing digital passou a ser essencial para o desenvolvimento das marcas. Hoje, para atingir de forma positiva o cliente final, é preciso apostar nos cinco pilares fundamentais do marketing, que consistem em um conjunto de ações realizadas no ambiente online para garantir visibilidade e aumentar as vendas.

Porém, é importante comentar que muito mais do que implementá-las, é preciso saber trabalhar as estratégias nos espaços virtuais para que elas sejam bem elaboradas e realmente tragam o resultado esperado. Principalmente no momento da pandemia, onde segundo uma pesquisa do Instituto Delete – que faz parte da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) – 52,6% dos entrevistados instalaram novos aplicativos para aumentar suas atividades digitais. Então, o que não falta no campo visual deles é informação.

A primeira dica que dou para se destacar é entender seu público. Construa a persona do seu negócio, veja quais são seus hábitos de consumo e também quais os aspectos que refletem as preferências e escolhas de cada um, como hobbies, idade, classe social, renda, entre outros. Só assim será possível ser assertivo em suas comunicações. Defina, principalmente, quais os canais específicos que, na grande maioria, eles utilizam, pois dessa forma será possível ampliar as ações de marketing e inteligência do negócio.

Em seguida, é necessário definir quais são os KPIs – mais conhecidos como indicadores chave de desempenho – que atingirão esse público e que são fundamentais para as estratégias de gestão de seu negócio. Como por exemplo: os indicadores de produtividade, que são ferramentas que avaliam o rendimento e a eficiência dos processos, agindo para mensurar a quantidade de recursos utilizados para gerar um determinado produto; os indicadores de qualidade, que auxiliam na análise de imprevistos ou erros ao longo do processo produtivo; e os indicadores de capacidade, que analisam a resposta de um processo por meio da relação entre todas as saídas produzidas por unidade de tempo, sendo essencial para definir o quão competitiva sua empresa é no mercado.

Vale comentar também que é de extrema importância que sua empresa saiba produzir um bom conteúdo, e não apenas elaborar um site e publicar seus produtos e informações. Estude e entregue qualidade no que produz. Essa será a primeira etapa para alcançar um bom engajamento. Lembre-se, é muito melhor ter um tráfego eficiente do que um tráfego em volume. Nem sempre todas as pessoas que interagem com sua marca são seus clientes, então é imprescindível que seu público seja assertivo para que você garanta a venda.

Após seguir esses passos, é necessário estimular o interesse deles no que você oferece. Isso significa fazer a conversão de um leitor da sua rede para o seu e-commerce. Para que isso aconteça, entregue a solução, monitore seus concorrentes e invista no seu negócio. Fique sempre atento ao custo de aquisição do cliente, como anúncios e e-mail marketing. Além disso, não esqueça de acompanhar sempre as visitas em seu site/rede social para entender toda a sua jornada de compra, desde o tempo que ele permanece na loja até a desistência na mesma. Essa será a principal maneira de lançar campanhas com focos específicos. Então mantenha tudo bem organizado, entenda suas métricas e ajuste sempre os pontos mais fracos.

Nunca se esqueça de manter o relacionamento com seu cliente, seja criando uma newsletter para manter a frequência de visitas ou até mesmo uma live no Instagram, pois lembre-se, são eles que farão a sua empresa decolar e continuar funcionando. E com essa roda girando, seu negócio com certeza se destacará perante a concorrência, principalmente hoje, em que os nossos olhos vêem diferentes produtos e marcas a todo momento. Por fim, é fundamental que as empresas que desejam se destacar sigam esses cinco pilares do marketing digital para alavancar suas vendas, principalmente nesse momento de crise econômica que estamos vivendo.

*Sérgio Lima – Publicitário e conselheiro da NOVA/SB
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Em uma Copa de descrença, promoções precisam reacender o vínculo emocional

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*Misael Muñoz

Se a Copa do Mundo é um território conceitual dominado por ideias como torcida, jogo e jogar junto, as promoções entram automaticamente em um campo lotado. Mesmo marcas que não são patrocinadoras oficiais costumam se apropriar desse universo de forma indireta, utilizando elementos culturais do futebol para driblar as restrições jurídicas e surfar na atenção gerada pelo evento. O resultado é um cenário com inúmeras marcas disputando a mesma audiência, com discursos semelhantes e, muitas vezes, com mecânicas quase idênticas. Nesse contexto, não basta entrar em campo; é preciso jogar diferente.

E o desafio se torna ainda maior em um contexto de descrença. A Copa de 2026 acontece em um momento em que o otimismo do brasileiro em relação à Seleção está em baixa: segundo pesquisa Datafolha, apenas 29% acreditam na conquista do hexa. Em outras palavras, antes de engajar com qualquer promoção, o consumidor precisa voltar a acreditar. Mais do que ativar o tema futebol, as marcas precisam resgatar o sentimento de esperança, união e pertencimento que sempre fez da Copa um fenômeno cultural no Brasil.

O problema é que boa parte das ações ainda atua no jogo comum: grandes sorteios, prêmios genéricos como TVs e kits churrasco, e pouca construção de vínculo com o consumidor. Isso pode até gerar alcance, mas dificilmente sustenta relevância. Em um ambiente saturado, uma promoção que não cria envolvimento real se torna apenas mais uma marca dizendo as mesmas coisas.

O caminho mais inteligente é sair da lógica de “distribuir prêmios” e entrar no modo “ativar participação”. A Copa já é, por natureza, um evento coletivo. Por isso, as promoções mais potentes são aquelas que transformam o consumidor em parte ativa desse momento, seja acompanhando, acumulando, interagindo ou demonstrando que faz parte da torcida.

É nesse contexto que surgem movimentos mais interessantes. Marcas têm resgatado ativos culturais fortes e combinado isso com mecânicas que promovem relacionamento. O prêmio deixa de ser apenas um incentivo e passa a ser um objeto de desejo: colecionável, simbólico e carregado de história.

Algumas campanhas recentes ajudam a ilustrar esse movimento. Na estratégia da Clear, por exemplo, com ações que transformam a compra em uma espécie de caça ao tesouro ou oferecem itens exclusivos e colecionáveis conectados ao universo da Copa, o diferencial deixa de estar apenas no prêmio em si e passa a morar na experiência, na participação e no valor simbólico gerado para o consumidor.

Quando a promoção combina mecânica envolvente com ativos proprietários, o prêmio ganha outra dimensão. Ele deixa de ser apenas uma recompensa e passa a funcionar como um símbolo de pertencimento. E essa abordagem dialoga diretamente com o comportamento atual do consumidor: as pessoas querem participar, compartilhar e mostrar que fazem parte de algo maior. O brinde se torna uma linguagem social. O item físico ganha status.

No fim, em um campo repleto de marcas falando sobre as mesmas coisas, quem se destaca não é quem grita mais alto, mas quem consegue capturar o espírito do momento e oferecer ao consumidor uma forma genuína de participar dele.

Em um cenário em que o maior desafio é reacender a vontade de acreditar – como mostra a pesquisa acima -, as campanhas mais eficazes são aquelas que entendem o contexto cultural da Copa e transformam o consumo em pertencimento.

Afinal, para o brasileiro, ainda está liberado acreditar. Essa é, inclusive, a narrativa adotada pela Brahma em sua campanha “Tá Liberado Acreditar”, que traduz com precisão o sentimento que as marcas precisam despertar para gerar conexão genuína com o consumidor.

*Misael Muñoz – Head de Planejamento da Accuracy

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NR-1 e IA: por que as pessoas se tornaram ainda mais estratégicas no mercado criativo?

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*Anderson Xavier

A Inteligência Artificial transformou radicalmente o ritmo do mercado criativo. Processos ficaram mais rápidos, entregas mais ágeis e o volume de produção aumentou. Em poucos meses, ferramentas que antes pareciam experimentais passaram a integrar brainstorms, apresentações, redação, planejamento, design e operações inteiras dentro das agências.

Mas, em meio à aceleração tecnológica, uma percepção começa a ganhar força no setor: embora a IA otimize etapas e reduza tempo operacional, criatividade continua sendo um processo essencialmente humano. E justamente por isso a saúde mental é tão estratégica para o mercado publicitário.

A entrada em vigor da atualização da NR-1, prevista para 26 de maio de 2026, acelera essa discussão ao exigir que empresas passem a mapear e monitorar riscos psicossociais dentro do ambiente de trabalho, incluindo fatores como estresse excessivo, sobrecarga emocional, assédio moral e esgotamento profissional. E, em um setor movido por ideias, prazos curtos e alta pressão, o impacto no mercado criativo é inevitável.

Mais do que uma obrigação legal, a mudança representa uma oportunidade de amadurecimento para as agências. O foco deixa de ser apenas produtividade a qualquer custo e passa a incluir sustentabilidade operacional, retenção de talentos e qualidade criativa.

Isso porque a própria dinâmica da publicidade mudou nos últimos anos. O ambiente digital criou operações cada vez mais imediatistas, com múltiplas entregas simultâneas, campanhas em tempo real e jornadas constantemente atravessadas por notificações, grupos de mensagens e demandas urgentes.

Com a IA acelerando ainda mais os fluxos, surge um desafio importante: como equilibrar velocidade e criatividade sem comprometer as pessoas?

A resposta passa por uma mudança de cultura que já começa a ganhar espaço em parte do mercado. Cada vez mais, agências entendem que saúde mental deixou de ser apenas um benefício corporativo para se tornar um diferencial competitivo.

Em um segmento altamente dependente de capital intelectual e criatividade, pessoas saudáveis emocionalmente impactam diretamente em inovação, qualidade das entregas e capacidade de retenção. Ou seja: mais investimento em modelos de gestão mais próximos e humanos.

Estruturas físicas abertas, sem salas fixas para diretoria, nos ajudam a estimular proximidade, troca e escuta ativa entre liderança e equipes. O objetivo é reduzir barreiras hierárquicas e fortalecer um ambiente mais colaborativo no dia a dia.

Estar próximo dos times nos ajuda a antecipar sinais de desgaste emocional, identificar possíveis situações de assédio moral e agir preventivamente antes que pequenos conflitos se transformem em problemas maiores.

Além da proximidade da liderança, passamos a implementar canais de ouvidoria e denúncia anônima, criando espaços seguros para que colaboradores possam relatar situações de pressão excessiva, comportamentos inadequados ou conflitos internos sem receio de exposição. A iniciativa fortalece a transparência e contribui para uma cultura organizacional mais saudável e preventiva.

Outro movimento importante é o fortalecimento do RH como área estratégica. Em vez de atuar apenas de forma reativa, passaram a revisar processos internos para identificar gatilhos de Burnout, analisar sobrecargas operacionais e implementar planos preventivos de intervenção.

Em períodos de maior pressão ou demandas simultâneas, a contratação de freelancers também surge como alternativa para equilibrar a operação e evitar sobrecarga das equipes fixas. A lógica deixa de ser “fazer mais com menos” a qualquer custo e passa a considerar a sustentabilidade da entrega no longo prazo.

Além disso, o investimento em treinamentos de liderança e no apoio de empresas especializadas em saúde ocupacional permite realizarmos mapeamentos constantes de riscos psicossociais, gerando relatórios e ações antecipadas para melhoria contínua do ambiente de trabalho.

Essa transformação já começa a impactar a percepção interna das equipes. Boas práticas de gestão e ambiente organizacional vêm consolidando culturas mais abertas, pautadas em diálogo, receptividade e ausência de relações excessivamente verticalizadas.

E existe uma razão prática para isso: criatividade não funciona bem sob pressão constante. Ideias precisam de tempo de maturação, debate, repertório e construção coletiva. Quando toda entrega se transforma em urgência permanente, o processo criativo perde profundidade e potência.

Por isso, a NR-1 surge em um momento importante para o setor. Não como um freio para a produtividade, mas como um estímulo para operações mais inteligentes, equilibradas e sustentáveis.

No fim, a IA continuará acelerando processos. Mas o diferencial competitivo das agências criativas seguirá sendo humano: repertório, sensibilidade, visão estratégica, colaboração e boas ideias. E isso torna o cuidado com as pessoas não apenas uma questão de bem-estar, mas uma decisão de negócio.

*Anderson Xavier – CTO e Sócio-diretor da Agência Y’ALL

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