Eventos
EBS 2024: sustentabilidade, diversidade e inclusão são destaques no início do evento

O primeiro dia de EBS começou movimentado, com importantes players do mercado se encontrando durante o Speed Meeting, a rodada de negócios promovida pela feira antes da abertura dos portões para o público. Nos estandes, é possível observar o que será tendência para o segmento MICE (eventos corporativos, incentivos, congressos e feiras) durante os próximos meses de 2024, tendo como destaque a sustentabilidade, diversidade e inclusão.
O evento, que é um dos mais importantes do setor, conta com mais de 80 expositores apresentando destinos, espaços e soluções. Assim, é possível observar e compreender o caminho que o mercado do turismo de negócios tende a seguir após o crescimento significativo que teve no último ano, atingindo R$ 13,5 bilhões de faturamento, segundo o Ministério do Turismo.
Sustentabilidade
Quando falamos de eventos corporativos, os resíduos gerados são uma grande preocupação, principalmente se esses itens são descartados incorretamente. Pensando nisso, o Grupo R1 trouxe para a feira EBS, além de seu amplo portfólio tecnológico, novas cenografias, designs e uma calculadora inteligente que traz o resultado de performance sustentável do evento, fazendo a gestão de todos os resíduos que foram utilizados.
“Nós criamos um sistema onde o nosso cliente recebe o cálculo de quanto resíduo foi gerado e o que foi feito com esse resíduo e quanto ele economizou em relação a uma outra forma de fazer cenografia ou evento de um modo geral. Ou seja, nós utilizamos menos resíduo do que uma montagem tradicional. Assim, temos zero destino para o aterro, já de equipamento, por exemplo, a gente está mudando todos os equipamentos que são a pilha para equipamentos que são com bateria recarregável, Então, parecem besteiras, mas não são. Isso faz uma grande diferença na questão ambiental “, conta Marcelo Chanoft, diretor e co-fundador do Grupo R1.
Diversidade e Inclusão
A importância de abordar a diversidade e inclusão em eventos, especialmente considerando o cenário brasileiro, onde a variedade de etnias, gêneros, orientações sexuais é uma característica marcante segue em alta no mercado corporativo. Uma matéria divulgada pelo jornalista Ramiro Brites em 2023, para a Revista Veja, aponta que 80% das marcas investem em diversidade e inclusão, dedicando suas estratégias e orçamento para ações inclusivas.
Pessoas com deficiência, são outro grupo que inspira mudanças. Mesmo com dados recentes divulgados pelo IBGE em 2023 apontando que cerca de 8,9% da população brasileira apresenta algum tipo de deficiência, estas pessoas enfrentam dificuldades em ambientes pouco ou não adaptados para sua convivência, incluindo eventos e outras atividades sociais.
Para Cris Kerr, fundadora da CKZ Diversidade, empresa que se destaca por suas iniciativas no campo da diversidade e inclusão, oferecendo consultoria e treinamento especializados para organizações que desejam promover ambientes mais equitativos, o momento do planejamento dos eventos é crucial garantir a acessibilidade para uma experiência inclusiva. “Isso abrange desde a inscrição, com perguntas sobre necessidades específicas, até a adaptação dos espaços, como vagas de estacionamento e banheiros. A inclusão atitudinal da equipe também é fundamental. Por fim, os palestrantes devem oferecer sua audiodescrição, assegurando uma experiência completa para todos os participantes”, acrescenta.
Eventos
Ubrafe defende Marco Regulatório de Eventos e aponta impacto econômico de R$ 30 bilhões no setor

A indústria brasileira de feiras e eventos corporativos, culturais e de entretenimento movimenta bilhões de reais anualmente, atrai milhões de visitantes e exerce um papel decisivo na macroeconomia, no turismo e na atração de investimentos. Com base nessa relevância, a União Brasileira de Feiras e Eventos de Negócios (Ubrafe) reforça a urgência de avançar na tramitação e implementação do Marco Regulatório de Eventos (PL 1905/2026). A proposta legislativa busca estabelecer segurança jurídica, previsibilidade tributária e reconhecimento institucional a um segmento estratégico para o desenvolvimento do país.
De acordo com as lideranças do setor, as convenções e feiras não podem mais ser tratadas unicamente como ferramentas isoladas de marketing ou como alavancas para mitigar a sazonalidade da hotelaria. É o momento de analisar o ecossistema como uma indústria pesada de serviços que gera um efeito multiplicador na economia.
Para dimensionar o impacto financeiro do setor, a Ubrafe mapeou quatro grandes recortes da indústria que, juntos, injetam quase R$ 30 bilhões nas economias locais, ativando cadeias produtivas que englobam a malha de transportes, alimentação, comércio e serviços.
Se os grandes festivais e festas populares (B2C) destacam-se pela mobilização massiva em janelas curtas de tempo, o segmento focado em geração de negócios entre empresas (B2B) atua como um motor econômico contínuo. Em São Paulo, o calendário de feiras corporativas estende-se por cerca de 270 dias ao longo do ano, atraindo 8 milhões de executivos e compradores. Essa regularidade garante uma taxa de ocupação hoteleira perene, além de fomentar o networking, a prospecção de leads qualificados e a assinatura de contratos de longo prazo.
Paulo Ventura, presidente da Ubrafe, defende que a amplitude do setor exige políticas públicas compatíveis com seu tamanho. “Os eventos, independentemente do formato, são vetores de desenvolvimento econômico, geração de emprego, promoção de destinos e fortalecimento de cadeias produtivas inteiras. Quando olhamos para esses números, fica evidente que o setor precisa ser tratado como atividade estratégica para o país, com regras mais claras, segurança jurídica e políticas públicas compatíveis com sua relevância.”
A consolidação do PL 1905/2026 é vista pela entidade como o passo definitivo para aumentar a competitividade internacional do Brasil na captação de grandes congressos globais. “Os eventos com foco na geração de negócios, ou B2B, em especial, têm um papel decisivo nesse debate porque combinam impacto econômico expressivo com regularidade ao longo do ano. É um impacto menos visível do que o de um grande festival, mas extremamente consistente e estratégico”, conclui Ventura.
Eventos
School of Rock e Galinha Pintadinha lançam acampamento musical de férias para o público infantil

A School of Rock, rede de escolas de música, e a Galinha Pintadinha, um dos maiores fenômenos do entretenimento infantil global, anunciaram uma parceria estratégica para o lançamento do Camp Musical Galinha Pintadinha. O programa de colônia de férias é voltado para crianças de 2 a 8 anos e combina musicalização infantil, oficinas de artes manuais e dinâmicas corporais, trazendo uma grade de atividades adaptada para o ritmo e as necessidades de cada faixa etária.
As atividades presenciais ocorrerão nas unidades da School of Rock em todo o país ao longo dos meses de julho e agosto de 2026, aproveitando o período do recesso escolar. O projeto pedagógico foi estruturado em três módulos específicos: uma imersão de três horas direcionada para bebês de 2 anos (acompanhados pelos responsáveis) e cronogramas de cinco dias consecutivos para as turmas de 3 a 5 anos e de 6 a 8 anos.
Durante a semana de atividades, as crianças terão a oportunidade de interagir de forma prática com uma grande variedade de instrumentos musicais, englobando desde itens de percussão e musicalização básica, como pandeiros e xilofones, até os instrumentos tradicionais de uma banda de rock, como guitarras, baterias e teclados. A programação inclui rodas cantadas que unem o cancioneiro popular às faixas de sucesso da Galinha Pintadinha, além de oficinas de artesanato focadas no desenvolvimento da coordenação motora fina e da percepção rítmica.
Paulo Portela, CEO da School of Rock, ressalta a sinergia institucional que motivou o projeto de live marketing educacional. “A parceria reúne duas marcas que têm a música como elemento central de suas atividades. Enquanto a Galinha Pintadinha faz parte do universo infantil por meio de canções e personagens conhecidos do público, a School of Rock desenvolve um método de ensino baseado na prática musical e na performance coletiva.”
O grande diferencial do acampamento de férias é a preparação de um pocket show de encerramento. Ao longo dos dias de imersão, os pequenos músicos ensaiam arranjos simplificados das canções da personagem para se apresentarem diante de seus pais e familiares no último dia do programa.
A performance coletiva coloca as crianças no papel de protagonistas da própria banda, utilizando os instrumentos explorados durante as oficinas. Mais do que celebrar o encerramento da colônia de férias, o minishow funciona como uma poderosa ferramenta de brand experience afetiva para as famílias, proporcionando aos participantes o primeiro contato com a dinâmica de uma apresentação musical em grupo e estimulando a autoconfiança e a socialização desde a primeira infância.








