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Dalton Morishita – Networking: sete dicas de como esquentar sua rede de contatos

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Por Dalton Morishita

 Depois de um longo período de crise e estagnação, o mercado começa a dar sinais de recuperação econômica e as movimentações feitas pelo novo Ministro da Fazenda atraiu a atenção dos investidores externos para o país. A economia crescendo aumenta também o número de vagas. É um ciclo virtuoso para os profissionais que estiverem preparados e desejam alavancar a carreira nos próximos meses.

Nesse sentido, manter o networking ativo é indispensável para aproveitar as oportunidades que irão surgir ao longo do ano. Para os profissionais que ainda não entenderam a importância de dar atenção à rede de contatos, separei sete dicas em um passo a passo para fazer do networking, não só uma resolução de ano novo, como algo que tem tudo para ser reaquecido em 2019:

#1 Entenda seu objetivo: Tudo começa com um plano de carreira, ou se preferir, um objetivo profissional. Quando você sabe onde quer chegar, fica muito mais fácil enxergar a trilha a ser percorrida. Fica mais simples encontrar contatos e conexões que façam sentido para o seu objetivo. O seu propósito irá te manter focado, além de ser um norteador das suas ações.

#2 Mantenha seu perfil atualizado: A tecnologia aproxima as pessoas. Se antes da revolução digital era preciso estar fisicamente presente para conhecer pessoas novas, hoje você está à distância de um click de qualquer pessoa do mundo. Utilize essa ferramenta como uma aliada. Manter o perfil profissional atualizado e ativo é uma forma de se conectar com novos contatos, manter-se próximo de pessoas que você já conhece, além de continuar se informando e atualizado sobre sua área de atuação. Estar ativo é mais do que deixar seu currículo em dia, mas também curtir e comentar as postagens, participar ativamente de debates relevantes pra você e seu setor, produzir conteúdo, criar conexões, entre outras tantas possibilidades.

#3 Aqueça a rede de dentro para fora: Comece contatando as pessoas próximas a você, expondo para elas o seu interesse profissional e o seu objetivo com o contato. A primeira camada da rede é composta por amigos, familiares, colegas, pessoas com quem você já trabalhou no passado. Eles precisam saber das suas movimentações uma vez que são essas pessoas que irão pulverizar seu nome por aí, a sua primeira camada também são as pessoas mais dispostas a te ajudar sem interesse. Sua segunda camada são as conexões mais impessoais, aquelas com quem você tem interesses em comum. Essas conexões serão ativadas por meio desses entusiasmos que são compartilhados. Um café, um almoço, um happy hour irão sempre estar em torno desses interesses e a conversa sobre a carreira surgirá naturalmente.

#4 Descubra maneiras não óbvias: Todo mundo sabe do networking que acontece entre colegas de trabalho, clientes, parceiros de negócios, colegas de faculdade e pós-graduação, mas poucas pessoas percebem que existem outras formas de aumentar a rede falando sobre assuntos que não estão ligados à carreira. Conecte-se com pessoas que tem os mesmos interesses que você, mesmo que não seja o mesmo interesse profissional. Os relacionamentos se constroem por meio da empatia, encontrando pessoas com as mesmas afinidades, é uma porta de entrada para iniciar uma conversa e assim manter-se em evidência. Eventos, grupos de prática esportiva, hobbies, cursos de música são algumas opções. Acredite, até um passeio no parque com seu cachorro pode virar uma troca profissional.

#5 Peça conselhos e não favores: Antes de ir para um encontro de networking pensando em se beneficiar dessa relação, tenha algo a oferecer, nem que seja novidades sobre a área que você atua ou informações sobre o mercado. Para isso, você precisa manter-se muito bem informado. Você precisa ser capaz de conversar sobre o que as empresas estão fazendo. Esses assuntos serão gatilhos para iniciar uma conversa e se manter interessante durante um bate papo. E quando surgir uma oportunidade, peça conselhos e não favores.

#6 Cultive o mindset do networking: Isso significa mais do que manter os radares atentos a qualquer oportunidade para uma troca de cartões. Crie o hábito de apresentar as pessoas umas para as outras. Seja uma ponte de contato e o conector que gera novos negócios e oportunidades. A chance de você ser lembrado por isso é muito grande e, nada melhor para o seu marketing pessoal do que ser reconhecido como um fomentador de negócios.

#7 Faça do networking um novo hábito desse ano novo: Por mais que você conheça a importância de esquentar a rede, quando você faz disso uma meta para o ano, fica muito mais fácil manter-se regrado nessa atividade, fazendo dela um hábito. Toda meta precisa de planejamento, indicadores e mensuração de resultados. Uma dica é se comprometer a um encontro de relacionamento pessoalmente a cada semana, 15 dias ou então uma vez por mês. Nesse sentido, a manutenção do seu perfil online, também pode receber uma meta. Plante sementes primeiro, acompanhe os resultados a longo prazo e tenha como indicador o seu comprometimento com a realização e cumprimento dessas tarefas.

Tão importante quanto a reação do mercado econômico para o surgimento de novas oportunidades é a capacidade do profissional em criar suas próprias chances de sucesso. Não desperdice as suas. Vamos lá?

Dalton Morishita é headhunter na Trend Recruitment, graduado em administração de empresas com especialização em Business pela Australian Professional Skills Institute..

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Plataformas de palpites esportivos terão que se adequar a novas regras de marketing

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Nos últimos anos, as companhias de apostas esportivas chegaram com tudo no país, e recentemente o governo federal anunciou um decreto relacionado ao marketing feito por essas empresas. Segundo o texto apresentado pelo Ministério da Economia, as plataformas de apostas esportivas serão obrigadas a apresentarem em material publicitário tratando sobre os malefícios relacionados ao jogo irresponsável, alertando também a população sobre os riscos de vício.

Os avisos devem estar presentes tanto em bilhetes físicos quanto nos sites de palpites online. Além disso, não poderão ser realizadas propagandas que sugerem que as apostas são uma solução para problemas financeiros, pessoais, educacionais ou profissionais.

Dentre as proibições ainda está incluso que as companhias de marketing não podem sugerir que os jogadores podem dominar a prática através de habilidades pessoais. Ficando também proibido o marketing relacionando a jogatina com o sucesso financeiro e pessoal.

Todas essas normas devem entrar em vigor junto ao decreto que regulamenta completamente as apostas esportivas no país. Caso não sofra alterações por parte dos parlamentares, o documento já está pronto para sanção do presidente Jair Bolsonaro.

O texto com todas as regras relacionadas ao marketing das plataformas de palpites e que regulamenta o setor em território nacional não limita o número de operadoras que exploram o setor no Brasil, mas estabelece uma taxa de autorização de R$ 22,2 milhões, que tem uma validade inicial de cinco anos.

Para uma companhia ter direito à autorização, é obrigatório que ela esteja instalada no país, e as que já operam em terras tupiniquins atualmente terão seis meses para se adequar às novas regras a partir da assinatura do decreto. Sendo que caberá ao Ministério da Economia a autorização e a regulação da prática.

É visível que, dentre as principais preocupações na redação do decreto, estavam as questões de promoção de ações informativas e de prevenção a ludopatia (vício em jogos). Sendo que serão cobradas das operadoras certificações internacionais sobre o jogo responsável. Hoje no país atuam inúmeras empresas do setor, ficando até mesmo difícil saber quais delas respeitam tais regras, contudo, no site apostas esportivas Brasil há uma lista de operadoras que se adequam a esses requisitos e promovem o jogo responsável em sua plataforma. Com isso, essas companhias  deixam claro que as apostas esportivas são uma alternativa de diversão, implementando também algumas ferramentas que limitam  os gastos do jogador, como o controle de depósito, notificações e a auto-exclusão.

 

            Futebol continua sendo o principal mercado

 

As plataformas de palpites podem operar no país desde 2018, quando foi sancionada a Lei 13.756. E desde que chegaram no Brasil, o principal esporte explorado pelas companhias do setor é o futebol, que é a grande paixão nacional. Atualmente, dos 40 times que disputam as Séries A e B do Brasileirão, 35 possuem uma operadora de apostas como patrocinadora.

Levando os principais times da elite do futebol nacional, somente Grêmio, Brusque, Tombense, Palmeiras e Novorizontino não contam com um patrocínio de empresas do ramo dos palpites. Atualmente, essas companhias também têm patrocinado programas esportivos, influenciadores digitais e celebridades, muitos deles ex-jogadores de futebol.

Até o momento, não há um número definitivo sobre quanto movimenta o mercado de palpites no país. No entanto, a estimativa é de que com a regulamentação completa do setor, esses valores fiquem na casa dos R$20 a R$100 bilhões anuais. O grupo de pesquisa da Grand View Research acredita que, até 2027, o mercado mundial de palpites pode chegar aos US$ 140 bilhões anuais, cerca de R$ 721 bilhões.

A expectativa agora é de que a regulamentação total da prática ocorra nos próximos meses, para que assim o Brasil passe a arrecadar impostos com a jogatina e torne o mercado nacional juridicamente seguro para os investidores.

 

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Desafios da comunicação em tempos de hiperconectividade

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Ederson Dé Manoel

Como já diziam antigos pensadores do marketing, comunicação é a alma do negócio. Sim, eles já estavam certos há muitos anos, quando não existia internet e os relacionamentos ainda eram construídos com base no boca a boca, na experiência e na indicação. Isso continua valendo, porém, os processos foram amplificados significativamente com o avanço da tecnologia e o surgimento de recursos para impactar o público consumidor.

Isso vem de encontro com a mentalidade dos millennials, que já representam 34% da população mundial, de acordo com uma pesquisa feita pelo Banco Itaú BBA, em 2019. Em grande parte, essa geração cresceu no início de uma crise financeira global e em meio a uma grande aceleração na tecnologia digital. Podemos defini-la como um grupo mais diversificado e socialmente liberal do que os nascidos nas gerações anteriores.

Livres, pensadores e hiperconectados, os millennials valorizam a experiência de compra e são vistos como um desafio para empresas de todos os segmentos, que têm precisado se reinventar e praticar uma comunicação efetiva com esse público, habituado a ter acesso a muitas informações diferentes ao mesmo tempo. Mas como vencer este desafio?

Primeiro, é preciso entender mais sobre o comportamento de consumo destas pessoas. Uma pesquisa divulgada pelo Info Varejo apontou que 60% dos millennials negociam com uma marca que seguem e 59% seguem a marca antes de fazer a compra. Outro dado interessante é que eles assistem 27% menos a televisão tradicional, e também assistem à programação quatro vezes mais via dispositivos conectados à TV. Isso significa que, cada vez mais, serviços de streaming como Netflix e videogame são digeridos.

Além disso, essa geração concentra a atenção em mais de uma tela por vez; apenas 2% troca de canal durante os comerciais, enquanto 92% usam uma segunda tela quando as propagandas começam. E mais um detalhe: 58% dos consumidores não se importam com publicidade porque eles sabem que ela mantém as redes sociais que mais utilizam. Só que 84% não admitem publicidade tradicional e não confiável.

Dados como estes mostram que se comunicar com este público exige abrangência, afinal é preciso estar em toda parte. As mídias tradicionais continuam fazendo sentido para muitos negócios, mas é cada vez mais necessário traçar estratégias precisas para as redes sociais e em serviços de publicidade como o Google AdWords, que geram cliques e leads.

Além disso, é essencial praticar uma comunicação mais assertiva com este público, levando em conta que eles desejam agilidade, objetividade e resoluções rápidas. De nada adianta a marca ter um canal se não responder honestamente e rapidamente esse cliente. O que eles querem é uma comunicação real e imersiva, sem filtros. Há um potencial enorme de exploração em tudo isso, mas é preciso falar a língua deles, ser um deles, para que a comunicação seja fluida e transparente.

Na mesma medida em que são exigentes, os integrantes os millennials costumam ser muito leais às marcas das quais gostam, o que significa que se a sua publicidade for assertiva, se suas ações de marketing forem bem planejadas, o seu produto tiver qualidade e o seu atendimento prezar pela proximidade e atenção, eles serão embaixadores de sua marca. Isso é o que toda empresa sonha: clientes que os defendam com unhas e dentes nas redes sociais e em todos os lugares por onde forem.

Não são poucos os desafios de comunicação com este público tão assediado e com tanto acesso à informação. Mas há muitas formas de conquistá-lo, e uma delas é prezar pela experiência, sacar as principais necessidades e desenvolver ações de marketing mais assertivas. E esta é a aposta para as demais gerações que surgirão depois desta.

Ederson Dé Manoel – Head de marketing, growth e sales da Fix.

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