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Como a LaLiga está organizando mais de 200 viagens para os 42 clubes encerrarem a temporada na Espanha

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O futebol espanhol voltou com tudo no início do mês de junho, e seus torcedores podem assistir aos jogos de LaLiga Santander e LaLiga SmartBank todos os dias. No entanto, o que muitos não conseguem ver é o que acontece nos bastidores: todo o esforço e a logística para garantir que jogadores, funcionários e gerentes possam viajar pela Espanha com segurança.


Entre as duas principais divisões do futebol espanhol (LaLiga Santander e LaLiga SmartBank), e incluindo os playoffs promocionais, serão nada menos que 238 partidas no calendário – da retomada do futebol no país, depois da pausa de três meses causada pelo coronavírus no início de junho, até o término da temporada. Ou seja, são ao menos 238 viagens que precisavam ser organizadas. E embora algumas possam ter sido relativamente simples, como somente atravessar a cidade (como foi o caso do Real Betis, que disputou o clássico com o Sevilla na partida que marcou o reinício da LaLiga Santander em 11 de junho), outras viagens importantes ainda permaneceram no calendário: como os 1.000 quilômetros que o RC Celta teve de enfrentar para encarar o RCD Mallorca, ou o Cádiz CF na casa do Girona FC.


Levando em conta todas as precauções que devem ser tomadas – para garantir que essas viagens sejam as mais seguras possível contra a ameaça do COVID-19 -, a LaLiga interveio para ajudar seus 42 clubes a organizá-las durante os 40 dias de competições ininterruptas. Como explica o gerente da LaLiga, Víctor Martín: “assim como fizemos quando ajudamos a retomar o treinamento, pensamos que a LaLiga poderia ajudar a garantir que os clubes viajassem com segurança e em ótimas condições de saúde”.
Portanto, uma equipe de cerca de 40 funcionários foi montada para ajudar a organizar todas essas expedições em todo o país, com cada equipe possuindo uma pessoa responsável para contatar em casos de requisitos específicos. Foram organizados aviões e trens charter, além de vários ônibus para as equipes, a fim de facilitar o distanciamento social durante as viagens.


Cristina Sánchez, diretora de ativação de marca corporativa da LaLiga, é a grande responsável por este grupo de trabalho designado para tal situação única. Que certamente exige muito trabalho e não é tarefa fácil, como a própria Sánchez explica: “para garantir saúde e segurança e seguir os conselhos do governo, temos que seguir um protocolo de segurança e observar as circunstâncias específicas de cada caso. É recomendável que os clubes viajem e voltem para casa no mesmo dia do jogo. Mas há casos em que o jogo termina tarde demais, então eles precisam passar a noite lá e voltar no dia seguinte. As partidas que são jogadas até tarde, às 22h (horário da Espanha), são as mais difíceis porque alguns aeroportos não estão abertos naquele momento. Às vezes abrimos aeroportos apenas para essas equipes”.


Neste mês cheio de partidas, a LaLiga está trabalhando com 36 hotéis diferentes em todo o país, 17 dos quais ainda estavam fechados quando a organização começou a criar o calendário novo dessas viagens. Para muitos desses hotéis, que ainda estão em crise devido à desaceleração do setor de turismo, seus únicos hóspedes durante essas semanas serão times de futebol.

Embora as circunstâncias sejam diferentes do que muitos clubes estão acostumados, principalmente os maiores, todos têm sido muito compreensivos. Como acrescenta Sánchez: “as equipes maiores sabem que os hotéis em que costumam ficar estão fechados, e estão muito interessados ​​em nos ajudar. Está chegando mais ajuda dos clubes do que pedidos”.
Clubes e jogadores também estão fazendo sua parte para promover um comportamento responsável durante esse período, assim como muitos fizeram durante o confinamento com dicas e diretrizes compartilhadas nas mídias sociais.


Um jogador do Leganés, por exemplo, falou sobre o rigoroso protocolo de segurança que não apenas os atletas – mas todos os funcionários que viajam – devem respeitar em suas viagens: “você passa um tempo sozinho, não há áreas comuns e não se pode passar o tempo livre com colegas de equipe. Só nos reunimos para o almoço e sessões de vídeo tático”.


O alto grau de responsabilidade com que os jogadores e clubes da LaLiga aderem ao protocolo foi recompensado, pois nenhum caso positivo de COVID-19 foi detectado quando a competição foi retomada no início de junho – após um mês de sessões de treinamento preliminar, que possibilitou o retorno da LaLiga, da qual muitos duvidaram durante os primeiros meses da pandemia.


Até o momento, todas as equipes chegaram ao estádio para jogar suas partidas fora de casa com segurança e pontualidade. Até agora, houve apenas um pequeno problema, quando um dos ônibus levava jogadores do Granada até Sevilla para uma partida – que rapidamente foi corrigido, causando nada mais do que uma espera de 20 minutos.


Os aviões, trens e ônibus que transportam jogadores da LaLiga de um jogo para o outro funcionaram sem incidentes, graças ao trabalho incansável da equipe na sede da LaLiga, operando como uma agência de viagens provisória por um período agitado de 40 dias. “Foi bem estressante, e tenho certeza de que só ficarei mais tranquila no dia que a temporada acabar”, brincou Sánchez.


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Estudo da Troiano aponta o branding como ativo estratégico para o crescimento da indústria farmacêutica no Brasil

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A indústria farmacêutica atravessa uma transformação no modo de construir valor e relacionamento com seus públicos. Em um cenário impulsionado pelo avanço dos genéricos, digitalização da jornada de saúde e evolução dos hábitos de consumo, a diferenciação estritamente técnica deixou de ser suficiente para garantir a liderança de mercado. É o que aponta o relatório O Pulso do Mercado – Construção de Marca e Geração de Valor na Indústria da Saúde e Bem-Estar, desenvolvido pela consultoria Troiano.

O levantamento destaca dados da Associação Brasileira das Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma) e da consultoria IQVIA, que mostram que o mercado farmacêutico brasileiro movimentou R$ 246,1 bilhões em 2025, o que representa uma expansão de 11% na comparação com o ano anterior. Paralelamente, o setor ampliou seus investimentos publicitários, passando a disputar a preferência de médicos e consumidores em um ambiente onde reputação, confiança e experiência ganham protagonismo nas decisões de compra. “À medida que a ciência avança e os produtos se tornam tecnicamente semelhantes, a discussão deixa de ser apenas sobre qual molécula é mais eficiente. A disputa migra para o campo das percepções humanas. O branding é o que transforma um produto funcional em uma escolha desejada e duradoura”, analisa Cecília Russo, CEO da Troiano.

O relatório mapeia os principais vetores dessa transição no setor de saúde: a simplificação da jornada do paciente, a personalização de tratamentos apoiada por inteligência artificial, a convergência entre saúde e estilo de vida, o fortalecimento de canais diretos de relacionamento com o cliente e a busca por experiências integradas ao longo de todo o ecossistema de cuidado.

Conforme a análise da Troiano, a consolidação dos medicamentos genéricos acelera essa dinâmica. Diante de produtos com paridade técnica e funcional, as farmacêuticas buscam diferenciação competitiva ao construir atributos como credibilidade, conveniência e vínculo emocional com o público final.

O estudo cita o caso do Ozempic como um dos exemplos recentes da sinergia entre inovação científica e gestão de marca. Além do desempenho terapêutico, o fármaco tornou-se um fenômeno cultural e econômico global, ilustrando a capacidade do branding de potencializar o alcance de um produto para além de suas especificações funcionais. “O futuro da indústria será definido não apenas pela capacidade de desenvolver novas soluções, mas também pela habilidade de construir marcas relevantes, capazes de gerar confiança, simplificar experiências e ocupar um espaço legítimo na vida das pessoas”, conclui Cecília Russo.

Clique aqui para ver o estudo completo.

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Executivos e especialistas transformam o LinkedIn e expandem a Creator Economy para o ambiente corporativo

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A definição da palavra creator, historicamente associada a influenciadores de entretenimento, youtubers e criadores de conteúdo para redes sociais de massa, vem passando por uma reconfiguração no mercado corporativo. Uma nova frente de produtores de conteúdo cresce no ambiente digital: executivos, CEOs, advogados, médicos, investidores e empreendedores que utilizam o LinkedIn como plataforma para construir autoridade, compartilhar conhecimentos técnicos e gerar oportunidades B2B.

Nesse cenário, a rede profissional assumiu papel estratégico na comunicação institucional. Publicações assinadas diretamente por lideranças executivas frequentemente alcançam níveis de engajamento e alcance superiores aos das páginas corporativas oficiais, aproximando diretores e fundadores de clientes, investidores, parceiros de negócios e profissionais de imprensa.

Para Victor Cabral, especialista em creator economy e fundador da Cabral Levers — hub de conexão entre influenciadores e marcas —, essa transição sinaliza a profissionalização e maturação da influência digital. “A creator economy deixou de ser um mercado exclusivo do entretenimento. Hoje, a influência também nasce da experiência, da capacidade de compartilhar conhecimento e da construção consistente de autoridade. O novo creator pode estar à frente de uma grande empresa, liderar uma área estratégica ou ser uma referência técnica no seu segmento”, analisa.

A mudança acompanha novas abordagens em gestão de reputação de marcas. A comunicação corporativa tradicional, antes centralizada unicamente nos canais institucionais da empresa, passa a ser distribuída também pelos perfis de seus porta-vozes, humanizando organizações por meio da exposição de bastidores, narrativas de negócios e posicionamentos de mercado.

A evolução desse formato demandou a estruturação de equipes dedicadas ao suporte dessas lideranças. Atualmente, executivos recorrem a profissionais de jornalismo, social media, estrategistas de comunicação e ghostwriters para transformar experiências do cotidiano corporativo em artigos, newsletters, vídeos e publicações estratégicas integradas ao planejamento da empresa.

Segundo Cabral, o movimento consolida uma nova etapa no ecossistema de conteúdo. “Estamos vendo nascer uma economia da influência baseada em conhecimento, não em entretenimento. O ativo mais valioso desses profissionais não é a quantidade de seguidores, mas a credibilidade construída ao longo da carreira. É uma influência que gera negócios, atrai talentos, fortalece marcas e abre espaço para novas oportunidades”, conclui o executivo.

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