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Com lançamentos e manifesto pela Festa Junina, Santa Helena se prepara para comemorações diferentes e fora de época

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Os lojistas podem melhorar os resultados previstos incrementando o e-commerce e explorando pontos de vendas, de acordo com a nova realidade de consumo

Com a expectativa de festejos virtuais e sazonalidade diferente, a Santa Helena anuncia para 2020 lançamentos e ações que prometem acalentar o coração das pessoas apaixonadas por Festa Junina, considerada uma das mais tradicionais do Brasil. Apoiada nos sabores mais recorrentes desses festejos, uma das novidades é o relançamento do pé de moleque crocante (com e sem açúcar). Outro produto que retorna em tempo limitado ao portfólio da companhia é a Paçoquita sabor Pamonha, que junto da Paçoquita Cremosa e da versão com Aveia, são as apostas do ano, em que será lançado o primeiro manifesto #JuntosNaJunina.

A iniciativa é uma forma de enaltecer o poder em unir pessoas que as juninas sempre tiveram e que durante a pandemia migra para o canal virtual, amparado em plataformas de comunicação e redes sociais. Para Tiago Garcia Leal, gerente de marketing e inovação da Santa Helena, indústria de alimentos especializada em produtos à base de amendoim, o festejo é tão forte na cultura nacional que em algumas localidades tende, naturalmente, a se estender até meados de agosto. Agora, a expectativa da empresa é que as comemorações aconteçam no último trimestre do ano.

“Eventos tradicionais do Nordeste foram remarcados para outubro, caso d’O Maior São João, de Campina Grande, um dos mais importantes do calendário junino. Em 2020, ele terminará só em novembro, mas em junho terá uma edição virtual”, ressalta Leal. Com essas mudanças, deve ser amenizada a queda nas vendas esperada para o setor, já que é o mais impactado por essa sazonalidade por conta do isolamento social.

“Na empresa, fizemos uma revisão das projeções e, diante do cenário atual, esperamos um resultado menor em 10% ao estimado no início do ano. Contudo, acreditamos que as festas juninas acontecerão agora no ambiente virtual e que, no futuro, serão uma oportunidade de reaproximar as pessoas”, pontua.

Outro aspecto favorável à companhia, mas que também pode ser aproveitado por empresas do varejo, é a possibilidade de aquecer as vendas de produtos característicos das festas juninas por meio de lojas virtuais. No Brasil, o e-commerce registrou um boom desde que o isolamento social foi estabelecido. Prova disso são pesquisas que apontam um crescimento das vendas on-line de vários segmentos, até mesmo de produtos alimentícios, com destaque para os snacks salgados. Na segunda semana de abril, o comércio virtual destes itens registraram um crescimento de 722%, segundo dados da empresa de tecnologia Criteo.

A Santa Helena também já registrou o aumento da demanda. “Lançamos a plataforma de vendas virtual para todo o Brasil no mês passado e, desde então, contabilizamos um aumento de 1.000% nas transações dos mais de 100 produtos disponíveis no canal”, conta Leal.

Para os lojistas do varejo tradicional, de acordo com Breno Carvalho, gerente de trade marketing da Santa Helena, uma estratégia para melhores resultados, mesmo nesse momento de maior cautela e economia, é adaptar as execuções à nova trajetória e costumes dos consumidores. “Explorar com capricho a exposição de produtos na entrada e saída da loja é uma forma de impulsar as vendas. Outra recomendação é ter como estratégia o cross merchandising, ou seja, dispor em um mesmo local itens que tenham relação direta de consumo entre si. Uma boa forma de fazer isso é atrelar os produtos juninos aos de categorias essenciais e de alta procura.”

Apostar nos novos tempos e oferecer praticidade ao cliente, indicam Leal e Carvalho, é uma forma de preservar, na medida do possível, as juninas deste ano, aproveitando o vínculo emocional e cultural desse festejo tão brasileiro.

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Ubrafe reúne principais lideranças do setor em Mendoza para discutir os próximos 40 anos da indústria de eventos

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A Ubrafe (União Brasileira de Feiras e Eventos de Negócios) realiza, entre os dias 25 e 28 de junho de 2026, a quarta edição do CEO Weekend. O encontro exclusivo é voltado aos principais tomadores de decisão do mercado de feiras comerciais, congressos e centros de convenções do Brasil. Desta vez, a iniciativa internacionaliza sua proposta e desembarca em Mendoza, na Argentina, um dos polos mais expressivos para o turismo de negócios e experiências corporativas da América do Sul.

Desenvolvido para funcionar como um ambiente de relacionamento e troca qualificada de alto nível, o evento busca estreitar os laços entre os associados da entidade, promover debates estratégicos sobre os rumos do setor e alinhar agendas conjuntas voltadas ao fortalecimento e desenvolvimento da indústria no cenário nacional.

O ponto alto da programação será a reunião fechada entre os executivos, que colocará em pauta a representatividade institucional do segmento e os desafios de infraestrutura para as próximas décadas. Os líderes usarão o encontro para projetar uma visão de futuro para os próximos 40 anos do setor.

Para embasar as discussões e nortear as tomadas de decisão, as lideranças analisarão dois importantes levantamentos de mercado. O primeiro é o 3º Dimensionamento Econômico da Indústria de Eventos no Brasil, lançado recentemente pelo Sebrae e pela ABEOC Brasil, que teve a participação direta da Ubrafe na coleta de dados. O segundo documento é uma pesquisa inédita encomendada pela entidade à consultoria alemã JWC Consulting, que mapeou as principais venues brasileiras dedicadas à geração de novos negócios.

Na visão da entidade, ações focadas em networking executivo são vitais para a sustentabilidade de uma indústria que atua como motor para diversos setores da economia, gerando milhares de empregos e atraindo inovações globais para o país.

Paulo Ventura, presidente da Ubrafe, detalha a proposta do encontro internacional. “O CEO Weekend é uma oportunidade para que os principais executivos do setor possam discutir tendências, compartilhar experiências e construir, de forma colaborativa, soluções para os desafios do mercado. Mais do que um encontro de relacionamento, trata-se de um espaço estratégico para pensar o futuro da nossa indústria.”

Consolidado no calendário oficial da instituição, o CEO Weekend reúne anualmente promotores de feiras, diretores de pavilhões de exposições, fornecedores estratégicos e prestadores de serviços do ecossistema de live marketing de negócios. Em suas edições anteriores, a imersão corporativa já passou por destinos nacionais importantes, como Socorro (SP), Recife (PE), no Hotel Novotel Marina, e Rio de Janeiro (RJ), reforçando seu papel de integração regional.

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Mercado de eventos e live marketing projeta cifras bilionárias com o maior ciclo de investimentos da história do mundial

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A Copa do Mundo de 2026 está engatilhando um dos ciclos de investimentos mais robustos da história do mercado global de experiências e brand experience. Impulsionado pela expansão inédita para 48 seleções e pela projeção da FIFA de arrecadar mais de US$ 10 bilhões em receitas globais, o torneio redefine as réguas do setor. Dados oficiais da entidade máxima do futebol apontam que os patrocínios devem romper a barreira dos US$ 2,8 bilhões, enquanto os direitos de transmissão devem cravar US$ 4,2 bilhões. O impacto macroeconômico global, que abarca gastos diretos com turismo, hospitalidade e ativações de marca, é estimado em impressionantes US$ 80 bilhões. Sob uma ótica complementar, projeções do Bank of America indicam uma injeção de US$ 41 bilhões (cerca de R$ 225 bilhões) na economia global, oxigenando cadeias como hotelaria, alimentação, serviços e eventos.

Para Evandro Monteiro, CEO da Origami Marketing e Eventos, a competição funciona como um supercombustível para o mercado de live marketing, impulsionada por uma combinação rara de fatores psicológicos e comerciais. “Durante a Copa, a atenção do público se concentra como em poucos outros momentos, com audiências massivas e altamente engajadas. Ao mesmo tempo, o componente emocional do futebol encurta a distância entre marcas e consumidores, influenciando diretamente decisões de consumo. Soma-se a isso o comportamento coletivo, com jogos assistidos em grupo, encontros e celebrações, que impulsiona a demanda por eventos, ativações e experiências compartilhadas”, avalia Monteiro.

Na prática do mercado, grandes players mundiais utilizam historicamente o torneio como uma plataforma de relacionamento de longo prazo. No Mundial de 2022, no Catar, a Budweiser transformou adversidades regulatórias em um case de relações públicas e engajamento. Mesmo diante do veto à comercialização de bebidas alcoólicas no perímetro das arenas, a marca redirecionou seus esforços para o desenvolvimento de fan zones urbanas, eventos simultâneos em múltiplos países e estratégias com influenciadores fora dos estádios, expandindo o tempo de tela e gerando milhões de interações digitais.

No cenário nacional, o mercado corporativo responde com o mesmo vigor. A Heineken, por exemplo, vem consolidando sua presença por meio de ativações premium e ações de hospitalidade, conectando transmissões exclusivas em ambientes cenográficos a encontros de negócios de alto padrão. Já o Itaú Unibanco trata o esporte como uma ferramenta de fidelização contínua. Em períodos de torneio, a instituição financeira intensifica ações de relacionamento, eventos proprietários e experiências físicas personalizadas para blindar sua base de clientes e humanizar seus serviços financeiros. “Ciclos como o da Copa do Mundo aceleram a conexão entre marcas e público. Os jogos duram apenas 90 minutos, mas uma experiência bem executada pode gerar impacto por anos. Por isso, é fundamental aproveitar esse momento para investir em estratégias capazes de criar conexões reais, fortalecer relacionamento e gerar resultados concretos para o negócio”, defende o CEO da Origami.

O Brasil reúne o ecossistema ideal para potencializar essa engrenagem econômica, combinando uma alta afinidade cultural com o esporte, a presença massiva de multinacionais e um mercado de prestação de serviços maduro. Prova disso é que o setor de eventos e entretenimento faturou R$ 25,33 bilhões apenas no primeiro bimestre de 2026, de acordo com o Radar Econômico da ABRAPE (Associação Brasileira dos Promotores de Eventos). Durante a Copa, esse fluxo acelera drasticamente do topo da pirâmide aos fornecedores locais. No último Mundial, o setor de bares e restaurantes anotou uma alta de 30% no faturamento logo na primeira semana de jogos, segundo a Abrasel, impulsionado por confraternizações corporativas e exibições públicas. “Também ganham força as experiências exclusivas, especialmente voltadas à fidelização de clientes premium, com ações desenhadas para oferecer diferenciação e proximidade. Essa combinação amplia o impacto das iniciativas e prolonga seus efeitos para além do momento do evento”, complementa Monteiro.

Para os ciclos atuais e futuros, a inteligência analítica assume a posição de camisa 10 nas estratégias das agências. O especialista aponta que a tendência para o mercado de brand experience caminha para um modelo de ativação cirúrgico, pautado por dados, customização e tecnologia de ponta. “A tendência para as próximas Copas do Mundo é de eventos cada vez mais integrados à tecnologia, dados e personalização. O uso de inteligência artificial, plataformas digitais e análise de comportamento permite compreender melhor o público, ajustar experiências em tempo real e direcionar ações mais personalizadas e individualizadas, com maior precisão e potencial de retorno para as marcas”, afirma Monteiro.

Essa transformação reposiciona o papel das feiras, camarotes e ativações, que deixam de ser meras vitrines de logotipo para atuar como plataformas híbridas de geração de negócios. Ao cruzar ferramentas de inteligência artificial, análise de dados e mecânicas de interação omnichannel, as produtoras conseguem qualificar os leads, estendendo a conversão e a fidelização para as etapas pré e pós-evento presencial. “Se antes os eventos eram planejados principalmente para dar visibilidade às marcas, hoje eles são avaliados com muito mais rigor. Nesse cenário econômico mais desafiador, as empresas buscam garantir retorno concreto sobre o investimento (ROI), integrar os eventos a outros canais, como digital e CRM, e medir com mais precisão os resultados gerados, como engajamento, geração de leads e impacto nos negócios”, conclui o executivo da Origami.

O horizonte para as empresas que investem na emoção do consumidor é promissor e de longo prazo: globalmente, o mercado de marketing experiencial deve movimentar US$ 71,22 bilhões até o ano de 2035, segundo dados compilados pela Business Research Insights, chancelando a força do setor como ferramenta indispensável para a sobrevivência e crescimento das marcas na mente das pessoas.

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