Conecte-se com a LIVE MARKETING

Artigos

Beatriz Oliveira – A verticalização operacional e a promoção individual

Publicado

em

*Por Beatriz Oliveira


Num passado não tão distante, a cultura organizacional de grandes empresas e gestões verticais era a realidade da maior parte dos empregados no Brasil e no mundo. A ascensão dos modelos inovadores e disruptivos de negócios – incluindo o crescimento das startups – fez mudar o padrão de contratação, promoção e das atividades diárias desenvolvidas entre os funcionários. Hoje, domina a cultura de um maior contato diário operacional, de fato, entre cargos operacionais e gerenciais, no qual todo mundo põe a “mão na massa” para um resultado satisfatório para o cliente e para a empresa como um todo.


A dinâmica de trabalho e contratação está se adaptando. Encontramos mais formatos de gestão formados por grupos de trabalho, e não mais cargos definidos e engessados, trazendo líderes e liderados para uma diligência muito mais mutável, que permitiu (e permite) um desempenho de alta performance. E claro, isso tem ajudado diretamente no crescimento individual de cada um, gerando a percepção de ainda mais valor entre (e para) os colaboradores, além da diminuição do turnover.


Liderança, gestão, empreendedorismo e inovação são incentivados nas empresas, sejam de quaisquer portes, fazendo com que, naturalmente, uma promoção de cargo seja aceita de maneira mais leve e mais festiva – tanto para a equipe quanto para o promovido – afinal, a integração já existe e é aplicada, aumentando o desempenho e incentivando ainda a cocriação e desenvolvimento mútuo.


Líderes híbridos, que sabem orientar, mas que também atuam na linha de frente quando precisam e sabem inspirar seus times são os que têm se destacado. E, apesar de aceitar um desafio num cargo “C-level“, exigir uma mudança de pensamento do profissional no que tange suas metas e direcionamentos diários, a empatia e a confiança, do e para com o time, são importantes para que a transição seja não só estratégica para a empresa em termos de gestão global, mas que seja positiva e tranquila para todos. Afinal, quando um cresce, todos podem e vão crescer juntos!


Na Eventbrite nós encaramos os desafios e cada novo ano como um “brand new day“, um novo dia para olharmos para o que estamos fazendo, analisar se estamos no caminho certo e acima de tudo, se as pessoas vêm para o trabalho felizes. Os nossos líderes trabalham para que todos os funcionários executem suas funções com motivação e foco nos resultados da empresa como um todo.


Ter uma equipe que aceita muito bem mudanças, é unida e não mede esforços para garantir a satisfação e o sucesso dos clientes em suas iniciativas é importante nesse caminho. No meu caso, considero prazeroso trabalhar em uma empresa que opera com uma cultura de startup, com foco em inovação, entendendo o quanto posso ser ágil, flexível e ter planos audaciosos.


Posso dizer que o que faz muitos negócios darem certo hoje em dia é o fato de poder crescer com autonomia, sem ter processos engessados enraizados no DNA. Levar esse pensamento a cargos gerenciais pode não ser a meta de muitos, porém, acabam levando naturalmente a ascensão. O importante é encarar o desafio com pensamento positivo, confiança em si e nos times, entregando seu melhor! E você, sente-se preparado para uma grande promoção?

*Beatriz Oliveira é General Manager da Eventbrite LatAm, maior plataforma de tecnologia para eventos e venda de ingressos do mundo

Continue lendo

Artigos

O marketing que lucra com a confusão do consumidor tem prazo de validade

Publicado

em

*Valter Roldão

Existe um tipo de negócio que só funciona se o cliente não entender direito o que está comprando. Não estou falando de fraude, estou falando de modelo. Categorias inteiras de consumo, no varejo brasileiro e fora dele, foram construídas sobre uma engenharia deliberada de confusão.

O preço de verdade que ninguém revela, de modo que o cliente paga não o valor real, mas o resultado de quanto conseguiu insistir na negociação. A letra miúda que reserva a exceção que interessa. O jargão técnico que existe menos para informar e mais para impedir a comparação. Funciona porque, historicamente, decifrar custava mais caro do que simplesmente confiar.

Esse modelo tem prazo de validade, e o prazo está vencendo mais rápido do que a maioria das marcas percebe.

O consumidor de hoje tem em mãos ferramentas de comparação que não existiam há uma década: preço histórico rastreável, avaliação de terceiros, comunidade disposta a expor publicamente quem exagerou na promessa. E ele usa essas ferramentas. Pesquisa do Reclame AQUI com 2,3 mil consumidores, divulgada em 2025, mostra que 81,54% leem avaliações antes de comprar e 95,44% consideram a autenticidade e a transparência da marca importantes na decisão de compra.

A opacidade que antes era vantagem competitiva virou risco reputacional. Uma letra miúda descoberta em vídeo viraliza mais rápido do que qualquer campanha paga consegue compensar. A assimetria de informação, matéria-prima desse tipo de negócio, está sendo corroída estruturalmente, não por regulação, mas pelo próprio comportamento do consumidor.

E é aqui que a clareza deixa de ser escolha de posicionamento e vira decisão competitiva fria. A marca que explica, que assume o papel de tradutora da categoria, não está fazendo caridade: está pegando para si a decisão de compra de todo mundo que está cansado de tentar decifrar sozinho. Quem explica primeiro, explica melhor, e captura a confiança antes de o concorrente sequer tentar.

O aprendizado de quem chega para vender clareza

Aprendi isso na prática quando chegamos ao Brasil. A expectativa inicial era de que o desafio estivesse no produto. Não estava. A barreira real estava no repertório do consumidor sobre o que, afinal, define qualidade na categoria.

Perguntas básicas como por que um colchão custa o que custa e o que muda de uma densidade para outra não tinham resposta clara disponível em lugar nenhum. A categoria inteira comunicava por comparação de preço e por promessas vagas de conforto, nunca por explicação.

Adaptar a comunicação, e não o produto, foi o que rendeu resultado. E aqui está o custo real dessa escolha: prometer longos prazos de garantia ou preço estável, sem encenação de desconto, só é sustentável para quem não tem nada a esconder. São compromissos caros justamente porque exigem coerência. Não dá para prometer transparência e, ao mesmo tempo, recorrer à falsa urgência da promoção que “acaba hoje” e reaparece idêntica amanhã. Ou a marca é clara o tempo todo, ou não é clara em momento nenhum.

Para onde isso caminha

O que vejo à frente é o preço de verdade e a especificação técnica virando o novo campo de disputa, não o desconto encenado. O sinal já aparece nas pesquisas: o estudo Tendências de Consumidores 2025-2026, da GS1 Brasil, aponta que mais de 70% dos consumidores dizem que informações claras e confiáveis aumentam a confiança na marca, e que a checagem antes da compra virou hábito, com o site do fabricante consultado por 56% deles.

Categorias que ainda vendem pela confusão vão descobrir, uma a uma, que o consumidor parou de tolerar o ruído e passou a comparar pelo que é verificável: o que o produto entrega e pelo que ele custa, de fato. O mercado vai se dividir entre quem já sabia falar de especificação real e quem está aprendendo às pressas, sob holofote e sem tempo de errar.

*Valter Roldão – CEO da Luuna no Brasil

Continue lendo

Artigos

Do backstage ao legado: a aposta na descarbonização de eventos como estratégia de marca

Publicado

em

*Leandra Peres

Inicialmente, a sustentabilidade em grandes eventos é associada à gestão de resíduos, à redução de plásticos descartáveis e à compensação das emissões geradas no local da realização. Mas um novo movimento começa a ganhar força no setor de entretenimento: a ampliação do conceito de responsabilidade ambiental para toda a jornada do público. A iniciativa, que tem raízes em discussões promovidas por especialistas em produção ecoconsciente de eventos ao longo dos últimos anos,
inclusive na COP30, ganha agora escala inédita com a parceria entre o Rock in Rio Brasil
2026 e a AXIA Energia.
O acordo anunciado para a edição de 2026 do festival pretende neutralizar também as emissões associadas ao deslocamento de todos os participantes, desde a saída de casa até o retorno. Trata-se de uma mudança de paradigma. O Rock in Rio é pioneiro na realização de eventos tendo sustentabilidade como um dos seus pilares. Desde 2006, o festival compensa integralmente as emissões de carbono. Iniciativa que ajudou a consolidar a discussão sobre sustentabilidade na indústria do entretenimento. Agora, o desafio é maior: estimativas feitas pela Rock World apontam para a compensação de cerca de 50 mil toneladas de CO2, durante os sete dias de evento neste ano.
Maior empresa de geração renovável do Hemisfério Sul, a companhia busca posicionar seus ativos ambientais como soluções integradas para organizações que desejam reduzir ou neutralizar sua pegada de carbono. Assim, a empresa passa a oferecer um pacote de descarbonização que combina créditos de carbono e certificação de energia renovável.
Na operação montada, a AXIA utilizará créditos de carbono provenientes de seus próprios ativos de geração renovável, emitirá cerca de 4 mil certificados de energia renovável (RECFY) e doará 15 mil mudas e mais de 1 milhão de sementes de espécies nativas brasileiras. A empresa estima que a iniciativa tenha potencial para capturar até 428 mil toneladas de carbono da atmosfera ao longo do ciclo de desenvolvimento das árvores, além de contribuir para o reflorestamento de aproximadamente 900 hectares.
A lógica por trás da estratégia procura transformar atributos ambientais em produtos capazes de atender a uma demanda crescente de empresas e organizações preocupadas em cumprir metas climáticas mais rigorosas. Nesse contexto, grandes eventos surgem como uma oportunidade de alto impacto e visibilidade.

Classificação: Pública

Incorporar o deslocamento do público no cálculo das emissões amplia os limites da compensação ambiental e cria um exemplo que pode servir de referência para festivais, shows e eventos esportivos no Brasil e no exterior.
Ao mesmo tempo, para a AXIA, o evento tem outro papel determinante: expandir o conceito de energia. Além de ser o que move cidades e indústrias, é também o que aproxima as pessoas e inspira conexões entre elas no dia-a-dia.

*Leandra Peres – Diretora de comunicação e marketing institucional da AXIA Energia

Continue lendo