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Aprendizados da pandemia: o que a Coca-Cola, como multinacional, enfrentou?

A pandemia da Covid-19, que chegou no Brasil no início de 2020 e perdura até os dias atuais, trouxe muitos pontos de reflexão e aprendizados para as marcas e empresas: adaptabilidade, capacidade de gerenciar incertezas e endereçar rapidamente as mudanças de hábito dos consumidores.
Em uma conversa sobre os desafios encontrados durante a crise em que estamos vivenciando, Adriana Knackfuss, executiva sênior de Marketing Global da Coca-Cola, compartilhou sua visão com Bob Wollheim, Chief Strategy Officer (CSO) da CI&T, multinacional brasileira especialista digital para grandes marcas globais.
“Nós teremos que navegar sobre as incertezas do presente, com uma capacidade ambidestra de ler o futuro”, disse Adriana. “A adaptabilidade deve ser a força motriz das mudanças em um cenário pós-covid-19. A habilidade de ser ambidestro. Pensando neste ano, nós teremos que sempre planejar o futuro com base em premissas que nós não sabemos onde estão. Ao mesmo tempo as companhias tentarão acelerar seus resultados”, destacou.
Para a executiva, tanto as empresas como os indivíduos postergaram ao máximo uma série de conceitos que sabíamos que eram importantes, como trabalhar de casa ou a necessidade de promover reuniões com mais flexibilidades para os times das empresas. “O que essa crise nos mostrou foi que não precisamos ficar presos a isso. Você pode ter o trabalho feito de casa, remotamente. Esse certamente foi o principal aprendizado para todos nós”, afirmou.
Ainda segundo Adriana, é preciso colocar em prática a questão de ser ágil e estar apto a aprender rapidamente, tendo um novo contexto em mente. Além disso, mencionou os quatro novos “P” em marketing, que serão levados em consideração pelas empresas para se aproximar dos consumidores: “É sobre pulso – sentindo o pulso dos consumidores -, propósito, pivotando para a performance, e passo – sendo ágil. E eu acho que isso é perfeito, porque não é mais suficiente pensar nos tradicionais quatro ‘P’s”, disse ela referindo-se aos pilares básicos de qualquer estratégia de marketing: Produto, Preço, Praça e Promoção.
Com relação a Coca-Cola, Adriana foi questionada sobre os principais desafios encontrados para atender as demandas dos consumidores em um momento de isolamento social: “Para nós, o consumo a partir de casa tem sido uma realidade com certeza. Em um cenário em que 50% dos nossos produtos eram consumidos fora de casa, nós tivemos de adaptar com muita rapidez para garantir que os consumidores estavam sendo atendidos a partir de suas casas”, disse. “Uma coisa que nós observamos, enquanto os consumidores estavam mais em casa, foi uma mudança no hábito de consumo. Por exemplo, o happy hour de sexta à noite, ou os encontros no bar, não pararam de acontecer. O que aconteceu foi que as pessoas começaram a fazer isso virtualmente, de suas casas”.
O pacote de produtos adequado e o canal certo para endereçar o consumidor que está em casa demandou uma série de adaptações para marca. A gestão e liderança à distância, incluindo conexão interpessoal, aprofundamento das relações humanas e estreitamento da confiança mútua foram aspectos trazidos pela executiva de Marketing Global da Coca-Cola:
“Estamos tendo que aprender a fazer tudo isso, e os gestores não tinham que se ater a isso antes. É parte da adaptabilidade”, ressalta Adriana. “Mas eu penso que a beleza disso tudo é que no fim do dia não há como trabalhar remotamente se não houver confiança. Eu preciso confiar que todo mundo está dando o seu melhor, mesmo eu não vendo ninguém. É preciso desaprender coisas que já não cabem nesse novo mundo, e começar com uma página em branco”.
O bate-papo de Adriana Knackfuss e Bob Wollheim pode ser conferido na íntegra (em inglês) de podcasts da CI&T nas plataformas Spotify, Google Podcasts e Apple Podcasts.
Matéria publicada no portal de notícias AdNews. Se quiser mais informações sobre o mundo da publicidade e do marketing acesse: https://adnews.com.br/
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Nestlé escolhe o Brasil para estreia global de Nestlé Vital e aposta em Grazi Massafera e Romulo Estrela

A Nestlé elegeu o Brasil como o mercado pioneiro para o lançamento mundial de Nestlé Vital, sua nova marca focada em longevidade saudável para o público 40+. Para sustentar a chegada da categoria batizada de Smart Aging, a companhia estruturou uma ofensiva de comunicação de alto impacto que une o prestígio de Grazi Massafera e Romulo Estrela a uma estratégia de mídia robusta no prime time da TV aberta e no ecossistema digital.
A escolha dos embaixadores reflete o posicionamento de vitalidade e equilíbrio da marca, com a dupla protagonizando peças que exploram o conceito de “longevidade construída hoje”. A campanha, assinada pela Publicis Brasil, entra no ar em abril com um funil de consideração completo: enquanto o ambiente online captura o público digitalmente ativo e preocupado com o bem-estar, as inserções estratégicas na novela das 21h da TV Globo garantem autoridade e alcance de massa.
Esta operação em solo brasileiro funciona como um projeto-piloto global. O modelo de comunicação e os indicadores de mercado obtidos aqui servirão de guia para a expansão da marca rumo à Europa e Ásia no final de 2026. Segundo Gabriela Condino, gerente de marketing de nutrição da Nestlé Brasil, o lançamento prioriza o país pelo reconhecimento da sofisticação do mercado local, unindo a conversão do digital ao impacto emocional da TV.
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Nestlé implementa novo modelo global de marketing no Brasil para acelerar crescimento e conexão cultural

A Nestlé deu um passo decisivo na atualização de sua estratégia global ao realizar, neste mês de março, o rollout do Brand Building the Nestlé Way (BBNW) no mercado brasileiro. A nova abordagem, que orienta as práticas da companhia em mais de 180 países, visa acelerar o crescimento orgânico e fortalecer o equity das marcas por meio de um modelo que integra ciência de dados, agilidade operacional e uma profunda conexão com a cultura contemporânea.
A evolução marca uma transição estrutural na gigante do setor de alimentos: a saída de uma lógica centrada em campanhas isoladas para a adoção de um framework de crescimento unificado. Este modelo conecta estratégia, produto, preço, distribuição e comunicação de forma indissociável. “Estamos em um ponto de virada. Marcas tradicionais carregam carinho, confiança e credibilidade, mas também podem se conectar à cultura atual. O impacto do marketing hoje depende da capacidade de unir essas marcas à relevância cultural”, afirma Tilman Moe, head de marketing da Zona Américas da Nestlé.
A estratégia brasileira, sob o comando de Ionah, vice-presidente de marketing, comunicação corporativa & ESG da Nestlé Brasil, foca na qualidade das decisões e na clareza de prioridades. “Isso passa por foco nas marcas com maior potencial e uso cada vez mais estruturado de dados para orientar estratégia e investimento”, explica a executiva. O novo modelo operacional aposta no uso intensivo de analytics e inteligência artificial, além de um ecossistema mais fluido com criadores de conteúdo e parceiros criativos.
O BBNW se sustenta em quatro pilares fundamentais: superioridade, valor, visibilidade e comunicação. Essas alavancas orientam desde a inovação do portfólio até a presença física e digital nos pontos de venda. Segundo Ionah, o marketing agora é um esforço coletivo: “Quando conectamos dados, criatividade, cultura e execução de modo consistente, conseguimos responder mais rápido ao consumidor e gerar impacto real para o negócio”.
A disciplina na gestão de investimentos também ganha novos contornos com a introdução de uma geração inédita de KPIs (Key Performance Indicators). Além das métricas financeiras tradicionais, a Nestlé passa a mensurar a experiência de marca, a execução criativa e a capacidade de gerar impacto cultural. A escolha do Brasil como um dos primeiros mercados a receber a nova versão do modelo reitera o papel do país como um dos principais polos de inovação e marketing da companhia globalmente.









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