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Abertura da Feira EBS tem primeiro debate público sobre neutralização de carbono em eventos MICE

O primeiro debate público sobre como o mercado MICE pode caminhar para a neutralização de carbono nos eventos marcou a abertura do Congresso MICE Brasil, uma das atrações da 21ª edição da Feira EBS, referência nacional para o segmento e para a área de Treinamento e Desenvolvimento (T&D), realizada na tarde desta quarta-feira (31), no Centro de Convenções Rebouças (SP).
O painel, que contou com as participações de Marcelo Chanoft, co-fundador da TES Cenografia; Regina Silva, diretora de portfólio da Fiera Milano Brasil; Lawrence Reinisch, consultor do Grupo Águia BR e mediação de Paulo Octávio de Almeida, diretor-executivo da União Brasileira de Feiras e Eventos de negócios (UBRAFE), teve como objetivo de apontar ações factíveis em pilares organizacionais: estrutura, promoção, realização e logística. O tema ganhou ainda mais destaque no segmento após a apresentação do movimento NET ZERO CARBON EVENTS da UFI The Global Association of the Exhibition Industry na COP 27 com alternativas para redução das emissões em 50% até 2030 e a neutralização total de todos os eventos até 2050.
“A questão que a UBRAFE vem discutindo é que os eventos presenciais do futuro deveriam ser vistos e percebidos como agentes ativos de sustentabilidade. Evento é visibilidade, é vitrine, independentemente do setor. Além da realização dos eventos de forma a promover menores impactos, é preciso que os organizadores vejam as realizações como motores de geração de mudança, uma vez que impactam muitos outros segmentos relacionados”, afirmou Almeida.
Entre as ações apresentadas no debate estão: energias renováveis nos eventos e materiais reutilizáveis, eliminação de resíduos, eficiência logística, mitigar efeitos da viagem, envolver no processo os venues (espaços de eventos), organizadores e fornecedores, medir e reportar índices de KPIs, reportar resultados alcançados, difundir boas práticas, ter plano setorial e métricas definidas para identificar a efetividade dos processos.
Regina Silva destacou a importância de ações integradas entre os pilares do setor. “Além de redesenhar os eventos, é preciso incluir os parceiros, fornecedores, enfim, toda a cadeia produtiva do segmento MICE. Em nosso grupo de trabalho, discutimos começar pelo mais fácil. Dar passos menores no início para que as iniciativas ganhem força para avançarmos”.
O debate acontece em um momento em que o mercado de eventos B2B está aquecido. Segundo estimativa da UBRAFE, apresentada pelo diretor-executivo, o Brasil tem promovido 3 mil feiras por ano no período pós-pandemia, considerando os eventos como um todo, ante os 2 mil pré-pandemia, crescimento de 50%.
Marcelo Chanoft explicou que a TES iniciou o processo de menor impacto ambiental pela gestão de resíduos. “Ser mais sustentável nos torna mais eficientes. A sustentabilidade não é um gerador de custo nem um problema. Tem muitas ações que podemos pensar em fazer que são imediatas e de menor custo do que a compensação pela compra de crédito de carbono”.
Já Lawrence Reinisch, disse: “como consultor na área, recomendo que as pessoas deixem os carros em casa e caminhem até metrô ou outro meio de transporte para ir aos eventos. Já quem precisa se deslocar para outras regiões, se tiver opção, pode substituir o avião pelo transporte rodoviário em distâncias de até 500 km.
A abertura da 21ª edição foi marcada pela apresentação de Marcello Baranowsky, fundador e CEO do Grupo EBS, idealizador e organizador da feira, que aproveitou para destacar a importância de conhecer lançamentos, os assuntos mais urgentes e homenagear os responsáveis. “O evento já é consagrado, mas nesta edição conseguimos surpreender visitantes e expositores com o apoio de todos os nossos parceiros”, destacou.
Eventos
Oktoberfest Summit 2026 promete imersão inédita nos bastidores da maior festa alemã das Américas

O live marketing brasileiro ganha um reforço de peso em seu calendário de 2026. Após o êxito de sua estreia, que mobilizou cerca de 500 profissionais e entusiastas, o Oktoberfest Summit teve seu lançamento oficial realizado na última segunda-feira. Com o mote “Celebrar a tradição, construir o futuro”, o evento retorna com a promessa de elevar o nível das experiências imersivas entre os dias 20 e 22 de outubro, ocupando espaços icônicos como o Teatro Carlos Gomes e o Parque Vila Germânica, em Blumenau.
Nesta edição, o foco se volta para as engrenagens que fazem o espetáculo acontecer. A grande novidade reside na abertura dos bastidores da gastronomia e dos desfiles, pilares fundamentais da identidade do evento. Segundo Guilherme Benno Guenther, diretor geral da Oktoberfest Blumenau, o público terá em mãos um conteúdo sem precedentes. “Os participantes terão acesso a detalhes técnicos desses dois temas, que são grandes diferenciais e um dos maiores ativos culturais e comerciais da festa. Informações que nunca foram compartilhadas em mais de 40 anos de história”, destaca o executivo.
A organização, que projeta atrair 600 participantes este ano, aposta no conceito de “learning by doing” (aprender fazendo). Muito além de palestras convencionais, o Summit se posiciona como uma plataforma de networking e educação corporativa dentro do ecossistema de entretenimento. Para Gelson Walker, CEO da Tô Indo Viagens e Eventos e organizador oficial do encontro, a proposta é entregar uma visão 360 graus do evento. “O Summit é muito mais do que um congresso. Durante três dias, promovemos uma verdadeira imersão, com visita guiada pelos bastidores do Parque Vila Germânica e do Camarote Spaten, além da possibilidade de ter acesso a cases inspiradores, que fazem a Oktoberfest ser o sucesso que ela é. Educação, networking e entretenimento em um só lugar”, afirma Walker.
Para os profissionais do live marketing que buscam entender como escala e cultura se encontram em um projeto de alto impacto, as inscrições já estão abertas através do site oficial (www.oktoberfestsummit.com.br). O evento reforça seu compromisso com a capacitação técnica, garantindo certificação a todos os presentes.
Eventos
Super Bowl 2026 quebra recordes com comerciais de US$ 10 milhões e consolida a “Economia da Atenção”

O Super Bowl 2026 entrou para a história não apenas como a final mais aguardada da NFL, mas como o detentor do intervalo comercial mais caro da televisão mundial. Com data marcada para o próximo dia 8 de fevereiro, o preço de uma inserção de apenas 30 segundos alcançou a impressionante faixa entre US$ 9 milhões e US$ 10 milhões. O valor estabelece novos recordes globais e reforça o evento como o espaço publicitário mais disputado do planeta, evidenciando uma transformação estrutural no mercado: a revalorização extrema dos grandes eventos ao vivo.
Em um cenário de mídia cada vez mais pulverizado e orientado por métricas de performance automatizadas, o Super Bowl permanece como um dos raros momentos de atenção massiva e simultânea — um ativo que se tornou escasso em 2026. Para Bruno Almeida, CEO da US Media, o salto nos valores, que até pouco tempo giravam entre US$ 6 milhões e US$ 7 milhões, reflete uma mudança de prioridade das marcas. “O Super Bowl é um dos poucos ambientes em que as marcas não competem apenas por cliques ou conversões imediatas, mas pela atenção plena do público. Em um mundo de múltiplas telas e estímulos constantes, isso se tornou extremamente valioso”, analisa o executivo.
Este movimento não é isolado e sinaliza o retorno do conteúdo “ao vivo” ao centro das estratégias globais, abrangendo também a Copa do Mundo, Olimpíadas e Fórmula 1. A capacidade desses eventos de combinar alcance, contexto e emoção em tempo real permite um impacto de marca com menor dispersão. Segundo Almeida, o crescimento dos preços é um sinal claro de que a publicidade entrou definitivamente na era da economia da atenção. “Eventos ao vivo entregam algo que nenhum algoritmo, isoladamente, consegue garantir: relevância cultural e presença simultânea em larga escala”, afirma.
No entanto, em 2026, o sucesso de uma campanha de Super Bowl não termina quando o cronômetro para. O diferencial competitivo das marcas agora reside na estratégia de reverberação pós-jogo. Especialistas apontam que tratar o intervalo apenas como o ápice da estratégia é um erro estratégico comum; na prática, ele funciona como um gatilho para uma narrativa que deve se desdobrar em vídeos digitais, redes sociais, mídia programática e parcerias com criadores de conteúdo.
A diversificação de canais, incluindo aplicativos de segunda tela como o Onefootball, torna-se essencial para capturar a audiência que passa a reinterpretar as mensagens após o pico de exposição. Como define Bruno Almeida: “O retorno real vem da capacidade de sustentar a mensagem no pós-evento, adaptando a narrativa a diferentes plataformas, públicos e momentos de consumo”. Em um ano marcado por grandes competições esportivas, a lição do Super Bowl 2026 é clara: o impacto custa caro, mas a longevidade da mensagem é o que garante o ROI.








