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Falta de testes para COVID-19 gera campanha em todo o Brasil

Testar pessoas com sintomas de gripe para aferir se estão com a COVID-19 é fundamental para a segurança dos profissionais de saúde e pacientes e uma das estratégias mais eficazes para controlar a contaminação. Apesar disso, o Brasil testa apenas casos considerados graves, levando a uma subnotificação e prejudicando principalmente as populações em áreas de vulnerabilidade social, dependentes do sistema público de saúde.
Embora a curva ascendente de casos possa colocar o país como um dos epicentros globais da pandemia, o Brasil é uma das nações onde menos se testa para o COVID-19 em todo o mundo. Inicialmente, o Ministério da Saúde anunciou que planejava oferecer 1 milhão de testes. Em seguida, subiu o número para 2,3 milhões, depois para 10 milhões e, agora, serão 22,9 milhões. Na prática, seguimos esperando. E sem conhecer a dimensão real do problema, o governo não vai conseguir enfrentar essa crise e garantir o mínimo de dignidade e qualidade de vida para as pessoas.
A meta da campanha, chamada Janela da Pressão, lançada esta semana em 5 cidades de todo o Brasil é pedir 22 milhões de testes, conforme prometido pelo Ministério da saúde. A mobilização virtual visa pressionar o Ministério da Saúde e a diretoria da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) em não só a aumentar o número de testes disponíveis no Brasil, como também a promover uma distribuição massiva e descentralizada, principalmente entre os bairros de periferia, que serão mais afetadas social e economicamente pela COVID-19 nos próximos meses, conforme projetado por especialistas em saúde e administração pública e diante da falta de estruturas sociais, como saneamento básico.
Em tempos de quarentena e autoisolamento, a mobilização fará uso de um recurso que o Brasil conheceu nos protestos contra o presidente Bolsonaro das últimas semanas: a projeção de frases em prédios, que ocorrerão simultaneamente em cinco capitais nos seguintes dias e horários:
São Paulo
31/3 – Praça Júlio de Mesquita, Campos Elísios — (20h)
2/4 – Edifício Altino Arantes, Centro — (20h)
7/4 – Praça da Bandeira, Centro — (20h)
9/4 – Edifício Santa Branca, Av. Duque de Caxias com Av. São João, Centro OU Esponja, no Largo do Arouche, Centro — (20h)
Rio de Janeiro
31/3 – R. São Salvador, 80 – Laranjeiras — (18h30 às 22h)
02/4 – R. São Salvador, 80 – Laranjeiras — (18h30 às 22h)
07/4 – R. São Salvador, 80 – Laranjeiras — (18h30 às 22h)
Recife
31/3 – Rua Ribeiro de Brito, fachada de empresarial — (19h às 22h)
2/4 – Estrada das Ubaias, 419 Casa Forte — (19h às 22h)
7/4 – Rua Ribeiro de Brito, fachada de empresarial — (19h às 22h)
9/4 – Estrada das Ubaias, 419 Casa Forte — (19h às 22h)
Salvador
Dia 31/3 – Barra – Rua João Ponde prédios — (20 horas)
Dia 2/4 – Pelourinho – Casa de Jorge Amado — (20 horas)
Dia 7/4 – Farol Da Barra – Prédios em frente o farol da Barra — (20 horas)
Dia 9/4 – Rio Vermelho – Largo da Dinha Casa de Iemanjá — (20 horas)
Manaus
31/3/2020: Edifício Cidade de Manaus (Centro) — (18h30 às 22h)
02/4/2020: Edifício Cidade de Manaus (Centro) — (18h30 às 22h)
07/4/2020: Edifício Cidade de Manaus (Centro) — (18h30 às 22h
A ação conta como o apoio do site www.janeladapressao.com.br, por meio do qual é possível assinar uma petição e enviar e-mails a representantes políticos. O site também oferecerá materiais de mídia social para serem compartilhados. Contas no twitter.com/janeladapressao e instagram/janeladapressao comunicarão nossas mensagens em torno dessas necessidades de comunidades vulneráveis.
Janela Da Pressão é uma iniciativa da Purpose, empresa B que cria campanhas e apoia organizações, ativistas, empresas e entidades filantrópicas capazes de transformar políticas e mudar narrativas para um mundo mais justo.
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Fenômeno de receitas virais impulsiona buscas no Google e estimula empreendedorismo na confeitaria e eletros domésticos

O surgimento de tendências gastronômicas em redes sociais tem encurtado de forma acelerada o caminho entre a visualização de conteúdos digitais e o preparo em casa. Casos recentes como o “morango cravejado” — cujas buscas saltaram 1.460% em uma semana, acumulando milhares de publicações no TikTok e Instagram e um aumento de até 350 vezes em pedidos no iFood — ilustram um comportamento do consumidor focado na reprodução imediata de receitas.
O ranking das preparações mais buscadas no Google Brasil em 2025 confirma a influência dos conteúdos curtos e da praticidade: o “morango do amor” liderou as pesquisas, seguido pelo biscoito do Round 6 e o ovo de Páscoa caseiro. A tecnologia doméstica também figura no centro desse consumo, com a air fryer presente em seis das dez receitas mais procuradas na plataforma.
Paralelamente ao uso recreativo, a cozinha residencial tem se consolidado como ponto de partida para pequenos negócios. Dados do Observatório do Sebrae apontam que o setor de fabricação de produtos de padaria e confeitaria contava com 201.940 empresas ativas em 2025, das quais 92,7% das novas aberturas corresponderam a Microempreendedores Individuais (MEIs). O segmento apresenta expressiva participação feminina, que representa 61,4% da força de trabalho.
Acompanhando a demanda por maior volume de produção e precisão, marcas de eletroportáteis reforçam seus portfólios com equipamentos de alta capacidade. A Britânia destaca linhas como a Batedeira Planetária BBP90A (900W de potência e tigela de 5 litros), o Liquidificador BLQ14A (1400W e jarra de vidro) e a Fritadeira Air Fryer Oven BAF16B (2.000W de potência, painel digital e 16 litros de capacidade). “As receitas que viralizam mostram que o consumidor quer experimentar, e o produto eletrodoméstico ideal ajuda a transformar essa vontade em um excelente resultado, com mais praticidade, facilidade e qualidade, tanto para quem cozinha por prazer quanto para quem está começando a empreender”, destaca Maria Cristina da Matta Silva, vice-presidente comercial da Britânia.
O movimento consolida a convergência entre entretenimento digital, hábitos alimentares e o fortalecimento da renda autônoma por meio da gastronomia artesanal.
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Pesquisa revela que 39% dos brasileiros preferem ver anúncios curtos para liberar notícias protegidas por ‘paywall’

Uma pesquisa inédita realizada com leitores no Brasil apontou que 39% dos consumidores aceitariam assistir a um anúncio em formato curto para acessar reportagens restritas por paywall, enquanto apenas 8% demonstraram disposição para contratar uma assinatura paga. O levantamento, encomendado pela adtech Fusify (integrante do ecossistema Membrana Media), reflete a busca de veículos de comunicação por modelos alternativos e sustentáveis de monetização digital.
Os dados dialogam com as conclusões do Digital News Report 2026, do Instituto Reuters, que indicou que apenas 15% dos brasileiros pagam por notícias online — uma retratação de cinco pontos percentuais em comparação a 2023. O estudo da Fusify, realizado com 814 pessoas maiores de 18 anos em todo o país, também revelou o comportamento do público diante de bloqueios rígidos de conteúdo: ao encontrarem um paywall tradicional, 27% buscam a mesma informação em sites gratuitos e 15% recorrem às redes sociais (como Instagram e TikTok) ou aplicativos de mensagem.
Para responder a essa migração de audiência, a Membrana desenvolveu o AdWall, ferramenta alimentada pela demanda publicitária da Fusify. A solução permite ao leitor liberar o acesso ao texto em troca da visualização de uma peça publicitária curta (vídeo, banner ou animação), gerando receita para os publishers sem exigir desembolso financeiro direto do usuário.
“Em um país onde apenas 15% dos leitores pagam por conteúdo online, os paywalls tradicionais acabam, inadvertidamente, excluindo a grande maioria da população do acesso ao jornalismo de qualidade. A questão para os veículos já não é simplesmente se os leitores vão pagar por notícias, mas sim como construir modelos sustentáveis que reflitam a maneira como as pessoas realmente consomem conteúdo digital. Nossa pesquisa sugere que há demanda por alternativas ao modelo ‘pague ou saia’. O AdWall é uma forma de ponte para essa lacuna”, explica Daniela Benoit, head de vendas da Fusify Brasil.
A proposta do formato visa atuar de forma complementar aos modelos tradicionais de assinatura, retendo leitores em ambientes editoriais consolidados e oferecendo aos anunciantes um canal direto de impacto em audiências qualificadas.








