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VOA, da Ambev, e ONG TODXS promovem mentoria para pessoas empreendedoras trans e travestis

Dando mais um passo em seu programa de voluntariado, a Ambev firmou uma parceria com a ONG TODXS para impulsionar 10 projetos de empreendedorismo de pessoas trans e travestis. O objetivo é alavancar microempresas e, para isso, as pessoas colaboradoras da Ambev compartilham conhecimentos e técnicas de empreendedorismo e gestão, aumentando ainda mais o impacto dos negócios. Dentre as selecionadas para fazerem parte da mentoria, 50% delas são do Norte e Nordeste, sendo que 80% são pessoas não brancas.
“Tem sido ainda melhor do que eu imaginei, comecei a dar atenção e me preocupar com detalhes que estava deixando passar, mas que fazem toda diferença. O comprometimento e empenho da dupla que tem me acompanhado é incrível, eles têm me ajudado muito, tirando minhas dúvidas durante os encontros e se colocando à disposição caso eu precise de ajuda em outro momento. Estou cheio de ideias e ciente de que com tudo o que tenho aprendido os próximos passos da minha loja terão uma direção e um objetivo certo. Espero que esse programa não acabe, todes um dia precisam ter essa experiência de ter uma mentoria de um time tão comprometido”, afirma João Daniel, um dos selecionados pelo projeto e idealizador do Bibere Lori Ateliê, focado em acessórios com temática LGBTI+.
As mentorias acontecem de forma remota devido a distância entre o mentor e o mentorado. Além do acompanhamento, as organizações apoiadas têm acesso a um material rico de ensino a distância, com aulas em vídeo, apostilas e outros materiais de suporte. Os mentores da Ambev receberam um letramento da TODXS antes de começar o programa, justamente para fomentar a pauta da diversidade entre os líderes da companhia.
“Como pessoa trans me enche de orgulho fazer parte da Todxs e poder contribuir com a gestão desse projeto. Isso porque somos potências e ajudar outras pessoas trans/travestis a terem visibilidade que merecem e seus talentos valorizados através de investimento financeiro e educacional é inspirador e gratificante. Precisamos cada vez mais de iniciativas como essas, que unem o setor privado com o terceiro setor, para transformar a realidade de pessoas que ainda são marginalizadas na sociedade, no corporativo e no empreendedorismo”, afirma Gabriel Romão, gestor do projeto na TODXS.
Projetos selecionados
Os 10 projetos de pessoas trans e travestis selecionados para as mentorias são: Luiza Cruz, do Ateliê da Lu, que pretende produzir bandeiras e calcinhas direcionadas a pessoas trans e travestis; Naju Castro, do Beleza sem Rótulos, que tem como objetivo tornar cosméticos e produtos de beleza acessíveis a todas as pessoas; João Daniel, do Bibere Lori Ateliê, que produz roupas e acessórios com temática LGBTI+; Guilherme Alvez, da CacauMel, e Shirley Araújo, da Trans Delícia, que idealizaram e tocam uma confeitaria artesanal com bolos e chocolates; Bruna Rocha, da Feijoadeira, responsável por preparar e entregar deliciosas refeições em sua região; Dante Kuma, do Quintal do Kuma, que visa criar um café com espaço de bem-estar; Pietra Sousa, do O retorno à encantaria, que pretende criar um livro de contos e poesias; Nathan Formigosa, do Transburguer, que visa criar uma hamburgueria delivery; Vahnessa de Oliveira Ferreira, do Tupinambá: Turismo de Resgate, projeto de guia e fotografia turística de resgate aos povos indígenas.
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TIM revoluciona creator economy com lançamento da TIM House e premiação de R$ 50 mil

A TIM acaba de anunciar a criação da TIM House, a primeira plataforma proprietária de uma operadora no Brasil dedicada exclusivamente à gestão e monetização de creators. O projeto, que nasce de uma joint venture estratégica entre as agências Mynd e Stage, marca um ponto de inflexão na creator economy, transformando o relacionamento entre marca e influenciadores em um ecossistema profissional, escalável e orientado a resultados.
Na campanha de estreia, a operadora aposta alto: os 30 conteúdos com melhor performance serão premiados. O grande vencedor levará para casa R$ 50 mil, um iPhone 17 e a oportunidade de uma collab exclusiva com a influenciadora Pequena Lô. O objetivo central é acelerar talentos emergentes, oferecendo capacitação e visibilidade em um ambiente que conecta briefings claros a recompensas financeiras e experiências exclusivas da marca.
“A TIM House é o nosso convite para que creators emergentes conquistem novos espaços. Construímos um hub para ampliar conversas, acelerar talentos e abrir possibilidades de monetização, sempre valorizando as vozes que tornam as redes mais plurais e autênticas”, explica Marcos Lacerda, vice-presidente de comunicação e marca da TIM. Segundo o executivo, a iniciativa aproxima a marca de narrativas diversas e relevantes, transformando tecnologia em liberdade de criação.
A mecânica da TIM House foi desenhada para ser intuitiva e dinâmica. O influenciador realiza o cadastro no portal oficial, acessa o briefing vigente, produz o conteúdo e o envia para aprovação via plataforma. Uma vez aprovado e publicado, o creator torna-se elegível para remunerações que variam entre valores em dinheiro, benefícios do ecossistema TIM ou acesso a ativações proprietárias.
O primeiro desafio convida a comunidade a criar conteúdos inovadores sobre o patrocínio da TIM no Big Brother Brasil 26 e o plano TIM Controle + Globoplay. Para participar, o criador deve ter mais de 18 anos e uma base mínima de mil seguidores no Instagram, reforçando o foco da operadora nos microinfluenciadores e na cauda longa da influência digital.
“A creator economy já se consolidou como uma das principais forças da comunicação contemporânea. Nosso papel foi ajudar a estruturar um ambiente em que creators tenham acesso a oportunidades reais de monetização e conexão direta com grandes marcas”, comenta Fátima Pissarra, CEO da Mynd. Fabrizio Galardi, sócio-diretor da Stage Digital, reforça que a intenção é transformar consumidores em porta-vozes engajados.
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Elementar Digital alerta para a fadiga criativa como o grande gargalo da mídia paga em 2026

O cenário da mídia paga para 2026 apresenta-se complexo, dominado pelo avanço do social commerce, pela onipresença da inteligência artificial e pelo amadurecimento da creator economy. No entanto, um fenômeno silencioso tem corroído os resultados das marcas mais do que as mudanças algorítmicas: o creative fatigue, ou fadiga criativa. O problema ocorre quando a repetição excessiva de um anúncio satura a audiência, provocando a queda do CTR e a explosão do CPA.
De acordo com Felix Bohn, sócio da Elementar Digital, agência especializada em performance orientada por dados, muitas operações falham ao diagnosticar essa queda de rendimento. “Muitas operações atribuem a piora a fatores externos, como sazonalidade, concorrência ou ao algoritmo, quando o que está pesando mesmo é a repetição: a frequência vai acumulando e os criativos acabam perdendo força”, analisa o executivo.
Dados compilados pela Hubspot reforçam a urgência do tema: o engajamento de um anúncio costuma atingir o ápice entre a 3ª e a 4ª exposição. A partir da 5ª vez que o usuário vê a mesma peça, a “cegueira de banner” se instala, derrubando a taxa de cliques e encarecendo a campanha. A recomendação técnica para mitigar esse desgaste é o rodízio de criativos em janelas de 7 a 14 dias.
Bohn alerta para um erro comum cometido por equipes de marketing: a substituição abrupta de todas as peças de uma campanha ao notar a saturação. Esse movimento interrompe o aprendizado de máquina das plataformas, gerando instabilidade. A estratégia correta, segundo o especialista, é o escalonamento.
“É preciso manter os criativos de maior performance rodando enquanto novos são testados em paralelo, e definir janelas de teste com métricas claras de aprovação antes de escalar ou pausar. A gestão criativa não pode ser uma demanda ad hoc que surge quando os números caem. É um processo contínuo”, ressalta Bohn.








